Quarta-feira, 18.04.01

 

O Twilight Portugal está à procura de novas pessoas para fazerem parte da equipa de blog, para os seguintes cargos:

  • Newsposter
  • Tradutores
  • Designers/Animadores
  • Legedagem de video
  • Rapazes com conhecimentos sobre a Saga

Se tens disponibilidade e queres entrar para a equipa envia-nos um email para twilightportugal@gmail.com a dizer o cargo pretendido!

 

Nota: não são consideradas válidas candidaturas via comentário.



Carolina às 15:16 | link do post | comentar

Sábado, 14.04.01

Etiquetas feitas pela Alexandra Nunes:

 

 

 

 

 

Etiquetas feitas pela Katty:

 

 

 

 



Patrícia_TP às 20:42 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 14.04.01

 

Ana C.

imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com



Carolina às 15:08 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Sábado, 14.04.01

Francisca Vasconcelos:

 

imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com

 

Iolanda:

imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com



Carolina às 15:07 | link do post | comentar

Sábado, 14.04.01

 

Joana F.:

 

imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com

 

Ana C:

 

imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com

 

Iolanda:

 

imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com imagebam.com



Carolina às 15:06 | link do post | comentar

Sábado, 14.04.01

 

2010/2011:

2011/2012:

 



Patrícia_TP às 14:40 | link do post | comentar

Sábado, 14.04.01

Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us

 

Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us

 

Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us
 

Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us

Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us

 

Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us

 

Horários de Bolso:

 

Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us 

Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us 

Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us 

Free Image Hosting at www.ImageShack.us Free Image Hosting at www.ImageShack.us

 



Patrícia_TP às 14:34 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Terça-feira, 10.04.01

Aqui está um breve (ha ha) resumo da história até o final de Lua Nova, se és Jacob Black:

Então és um rapaz feliz. Tens bons amigos, o teu pai é porreiro, mesmo sendo um pouco supersticioso. Vais bem na escola – não tens que estudar muito. Tens bastante liberdade. Adoras todas as coisas mecânicas.

Um dia, a filha do melhor amigo do teu pai aparece. Ela é bem bonita, daquele tipo de beleza de vizinha, mas, mais que isso, entende-la instantaneamente. Espíritos gémeos. Bella afasta-se de todos os amigos da escola, parecendo totalmente interessada em tudo o que tens para dizer. Imediatamente encantas-te, mas sabes que ela está fora do teu alcance. Ela está no segundo ano, tu no primeiro – vai sonhando. Mesmo assim, pensas muito nela. Quem sabe um dia, diz para ti mesmo.

É claro que agora ficas muito mais interessado em tudo o que o teu pai tem a dizer sobre o Charlie. Insistes para ele fazer as pazes com o Charlie sobre a história dos Cullen. Na tua cabeça, Billy é quem está errado. Pedes que ele se desculpe. Eventualmente, ele vai faze-lo. Ele vai assistir um jogo de basebol e, claro, tu vais também. Alguém tem que dirigir. (Sabes que não estás a enganar ninguém – o Billy entende-te na hora).

Tu vês a Bella com um rapaz num carro fantástico (o carro é a primeira coisa que vês. Tinha dado toneladas de trabalho – mas nada chocante. Ficas impressionado). Estás seguro o suficiente na tua masculinidade para admitir que o rapaz é bem bonito. Observador como és, consegues ver a fagulhas entre os dois. Suspira – ainda assim, sempre soube que ela seria apanhada bem rápido. Mas relacionamentos de escola acabam rápido, então esqueces. Perguntas-te quem ele é (conheces toda a gente por aqui) e porquê que o teu pai está tão esquisito.

Tens uma oportunidade de conversar com a Bella, e é bom de novo. É bem confortável ficar perto dela. Perguntas quem é o rapaz, e ele é um Cullen, por isso a reacção do Billy. Passas uma noite agradável com a Bella, excepto pelo facto de que ela parece bem distraída e está a usar um novo perfume que detestas.

Quando chegas a casa, o teu pai está passado. Ele está a ligar para todos os amigos supersticiosos. Você entende (ouvindo escondido do seu quarto) que eles estão dizendo que não é da conta dele. Concordas, mas o Billy nem pergunta a tua opinião. O teu pai acha que esse rapaz é literalmente algum tipo de mostro – é tão vergonhoso.

Billy vai ver o Charlie de novo, e ele ainda está chateado com a história da Bella. Ele muito tenso, e imagina (ele resmunga quando fica agitado) que ele acha que está a violar uma trégua antiga.  Consideras mencionar que contas-te as histórias à Bella, mas sabes que estarias tramado, então não dizes nada.

Vês a Bella e o namorado dela outra vez. É óbvio que ele é namorado dela – ele beija o pescoço dela antes dela entrar em casa. O Billy quase que tem um derrame. Ah, certo – vampiros. Meu Deus, o velho vai humilhar-vos aos dois. Imagina porque o namorado só fica sentado lá na carrinha…

Ficas mais triste do que achaste que ficarias. Achavas que já tinhas aceitado que a Bella tinha um namorado, mas essa prova é mais depressiva do que esperavas. A diferença entre suspeitar de uma coisa e vê-la por ti mesmo. Suspiro. O teu pai manda-te procurar algo, e só depois percebes que ele queria ficar sozinho com a Bella. Esperas que ele não tenha feito figura de parvo.

A vida continua. Tens algumas paixões por algumas raparigas na escola, mas acabam rápido. Ainda pensas bastante na Bella. Queria que puder passar algum tempo com ela, mas o teu pai está a ser um idiota sobre a coisa dos Cullen. Ele não te deixa ir visitá-la. Como se a fosse magoar ou algo assim. Reviras os olhos para ele muitas vezes.

Bella foge de casa. Quando o Billy conta isso, afecta-te bastante. Preocupas-te com ela – isso mantém-te acordado à noite. Não fazias ideia que ela estava tão infeliz. Fica chateado por ter deixado o Billy manter-te longe dela. Talvez pudesses ter ajudado de alguma forma…

Então o Charlie liga para o Billy para dizer que a Bella sofreu um acidente terrível em Phoenix – atravessou uma janela e o seu estado no hospital é grave. A notícia é como uma bigorna na tua cabeça. Quando o Billy ouve que o Dr. Cullen está lá a cuidar dela, ele implora a Charlie para ir pata um avião. Eles chateiam-se de novo. Ofereces-te para ir até lá ver como é que ela está, mas o Billy atira-se para cima de ti. Sais, mas ficas a lamentar-te nos degraus. Escuta-lo ao telefone com alguém, a gritar sobre as tréguas e as guerras – não consegues ouvir muito bem pela porta. Mas ouves algo sobre os Cullen a magoar a Bella e também sobre Sam. Pergunta-te porquê que Sam Uley faz parte da conversa. Mas não te perguntes por muito tempo. Estás preocupado demais com a Bella.

Bella melhora e volta para casa. Estás morto de vontade de a ver – certamente já podes pelo menos levar algumas flores, desejos de melhoras, algo assim. Mas o Billy proíbe-te de ir, e não consegues convencer ninguém a emprestar-te um carro (todos estão do lado do Billy). Não acreditas como essa piada de vampiro tenha ficado fora de controlo.

Então o Billy muda a estratégia. Ele quer que vás falar com a Bella. Mas ele quer que vás de penetra para o baile dela. Sentes-te humilhado. Mas ele suborna-te, e tu queres muito ver a Bella. Vais. Ela está tão bonita. Passas a mensagem de dar vergonha do Billy, mas, para o teu alívio, ela ri-se sobre a mensagem contigo. Vês a maneira como ela olha para o Edward Cullen, e sabes que ela está completamente fora do teu alcance. Mas ficas bem, porque também sabes que ela será sempre tua amiga. Queres que ela seja feliz, e esse rapaz deixa-a claramente feliz. Sentes-te mal por como o teu pai tem sido mau e errado em relação aos Cullen e desejas que tivesse algum caminho para te desculpares. Bella está a usar aquele perfume horrível outra vez. Perguntas-lhe por que ela gosta dele.

Tens um bom verão em La Push. Trabalhas na garagem a maior parte do tempo, e também algumas horas por semana na loja para algum dinheiro extra, passas o tempo com o Embry e Quil, sais em alguns encontros de grupo. Uma rapariga tem uma paixão por ti, mas é só amizade para ti. O Billy ainda está preocupado com a Bella, e não podes evitar prestar atenção especial sempre que o nome dela é mencionado. Há um gang estúpido a começar a formar-se na cidade, e tu e os teus amigos riem-se do bando do Sam pelas costas deles.

A escola começa de novo, e tudo está bastante normal.

Tarde da noite, Billy recebe uma ligação desesperada do Charlie. Bella está desaparecida, perdida na floresta, ele acha. Billy promete ajudar. Você já está à porta, mas ele diz não. Você fica nervoso, mas começa a andar de qualquer jeito. Não chega lá até as três da manhã, e todo mundo está indo embora. Bella está dormindo, eles lhe dizem, então você não entra na casa. Você vê Sam, Jared e Paul lá, e isso te irrita. Sr. Weber oferece uma carona para casa quando te vê andando. Ele é quem te conta sobre a partida dos Cullen. As pessoas já estão fofocando sobre o assunto. Edward deixou a Bella na floresta, foi assim que ela arranjou confusão.

No começo, suas emoções são confusas. Você tem que admitir que fica um pouco feliz, mas tenta reprimir esses sentimentos. São errados – a Bella deve estar infeliz. Você torce para que ela esteja bem.

Então você começa a receber detalhes. Charlie está desesperado, e ele liga para o Billy muitas vezes para pedir ajuda. Mas nenhuma das suas irmãs passou por algo desse tipo, e o Billy não pode ajudar muito. Você ouve que a Bella está acabada, talvez catatônica, sem comer ou dormir.

Você começa a odiar Edward Cullen. Como ele pôde fazer isso a alguém tão bondoso e gentil? Que tipo de monstro ele é? Você se arrepende de um dia ter tido vontade de pedir desculpas a ele.

Ao mesmo tempo, você fica nervoso com o povo de La Push que fica comemorando a partida dos Cullen. Te irrita de verdade. Eles ficam comemorando a mesma coisa que devastou a Bella.

O tempo passa, e o Charlie fica cada vez mais preocupado. Billy não te proíbe mais de ver a Bella, mas instintivamente você sabe que ela não quer te ver – não quer ver ninguém. Você tenta não se preocupar com ela, é difícil quando o Billy fica resmungando sobre ela toda a hora. Ela está parecendo um zumbi, o Charlie diz. Ela não sorri desde que o Edward foi embora.

Meses passam. Um dia, você escuta um motor familiar rugindo do lado de fora de casa. Você nem acredita, mas Bella foi visitar do nada. Você fica muito feliz, até que a vê melhor. Ela está pior do que você podia ter imaginado. Ela perdeu muito peso e os círculos embaixo dos olhos dela estão pretos. O cabelo parece mais escuro e o rosto está branco demais. Parece que ela ia se partir em duas a qualquer minuto. Mas então ela olha para você, e ela sorri, sorri de verdade. Ela está feliz em te ver. É uma coisa pequena, mas quer dizer tudo para você.

Você presta atenção em tudo o que ela fala e faz, mas nunca de um jeito que ela nota. Você compara o jeito que está se comporta com tudo o que você ouviu do Charlie. Ela conta para você das bicicletas, e você se anima. Isso é algo em que você é realmente bom, e adoraria se mostrar um pouco. Ela parece perfeitamente confortável, e você se sente do mesmo jeito. É como se ela tivesse passado todos os dias do ano passado com você – nem dá para perceber que faz meses que você não a vê. Vocês se dão bem juntos, como sempre se deram. Espíritos gêmeos.

Você começa a perceber pelos próximos dias que tem algo mais em que você é bom além de carros: você consegue deixar a Bella feliz. Não do jeito que ela era antes, mas muito melhor do que ela esteve. Charlie e Billy ficam no telefone o dia todo, e você fica orgulhoso em saber que a está ajudando. Você a observa ficar melhor e melhor – sorrindo e rindo mais, ficando animada com os planos de vocês – e você fica grato do fundo do coração que pode fazer isso por ela.

Mas ela ainda não voltou ao normal, e você vai levando as coisas devagar. Ela parece estar se reinventando, e você dá espaço para que ela faça isso, só a acompanhando e seguindo o que ela propõe.

As coisas com a Bella vão bem, mas se não fosse por ela, sua vida seria uma droga. Embry se juntou ao culto doido do Sam, e você fica com medo por ele e furioso com ele ao mesmo tempo. Ele não fala com você. Você e Quil tentam entender o que está acontecendo, mas nada faz sentido. Billy é tão irritante com a coisa toda e fica te olhando de um jeito engraçado. Te deixa ansioso. Você conta isso para a Bella, também, e ela te deixa melhor por levar a sério. Ela te abraça e seu coração quase explode.

É claro que você percebe que está se apaixonando por ela. Você também sabe que ela ainda não está pronta, e não pensa em você desse jeito. Mas você sabe ser paciente, e mantém os dedos cruzados de que um dia ela te olhe de modo diferente. Você fica feliz por ser tão alto, por não parecer ter dezesseis anos. Você está começando a ter músculos, mesmo sem levantar todo o peso como o Quil sempre faz, e isso te deixa feliz também. Ela disse que você era meio bonito…

Ela sai com você e os amigos da escola, mas os planos dão errado e é só você, Bella e Mike Newton. É fácil perceber a tensão. Você está se sentindo bem enquanto observa – ela não gosta desse garoto. Ela não fica a vontade com ele do jeito que fica com você. Ela quase nem fala com ele. Você gosta do filme que qualquer outro que você já assistiu. Ela gosta mais de você. É óbvio.

Ele passa mal. Você espera por ele com a Bella, e está se sentindo muito esquisito. É estranho – você se sente poderoso, cheio de confiança. Está voando, e fica chocado com as coisas que diz a ela. Tudo só acaba saindo. Ela admite que você é o favorito dela, mas ela claramente ainda está de luto pelo idiota que a magoou. Por meio segundo fica cheio de raiva de que alguém pudesse machucá-la tanto. Você queria matá-lo. Fica surpreso com essa emoção e rapidamente o reprime.

Você leva a Bella para casa, e está cheio de esperança. As coisas vão dar certo. Você é o único que a deixa feliz. Ela precisa de você. Você vai fazer tudo o que puder para continuar a fazendo feliz. Você promete isso a ela. Está se sentindo ótimo. Só mais um pouco de tempo…

Você vai para casa e o Billy fica te olhando daquele jeito irritante. Está se sentindo irritado, como se houvesse agulhas espetando toda a sua pele. O quarto está quente de mais – Bella disse que você estava com febre. Você mal consegue ficar em pé.

Billy diz que você está esquisito, de um jeito todo crítico, e uma raiva insana te invade. Dessa vez, você não consegue pará-la. Você se sente girando, fora de controle, um ódio tão profundo que faz todo o seu corpo tremer. Parte de você sabe que sua reação é estúpida, mas a maior parte está possuída pela fúria. Tudo fica quente, como se o quarto estivesse pegando fogo. Você consegue sentir o calor dentro dos seus ossos.

E então, para seu horror e choque, a tremedeira fica pior e você sente seu corpo se despedaçar. Fica aterrorizado. Só leva um segundo, mas é segundo mais longo da sua vida. Você se sente explodindo e pensa que está morrendo.

Mas o seu corpo se recupera antes disso – você não se parte em pedaços. Está numa nova forma que não compreende. Sua cabeça está batendo no teto, e você está olhando para o Billy de alguma grande distancia. A tremedeira parou, mas o ódio ainda está lá. Tudo está quente e vermelho. Você tenta gritar com o Billy, fazê-lo explicar, mas tudo o que sai é um uivo horrendo. Você dá um passo na direção dele, e o quarto balança. Seus lábios estão por cima dos dentes e você pode ouvir os rosnados e que sacudir o Billy e exigir saber o que ele fez com você. Você se estica para ele, e essa pata enorme, com garras se move ao invés da sua mão. Você olha para baixo e um urro de terror sai por seus dentes.

Billy fala como você como se você fosse uma criança, devagar e tranqüilizador, dizendo para ficar calma, que tudo ficará bem. Mas ele não explica o que aconteceu – o que você é. Te deixa com raiva de novo o fato dele não parecer surpreso. Ele estava esperando isso? Por que ele não te avisou?

Billy vai até o telefone e liga para alguém. Assim que você ouve o nome do Sam, surta. Sam sabe disso. Rosnados horríveis enchem a casa. Billy parece assustado e você está bem na cara dele, seus maxilares querendo morder. Você se joga para trás, e escuta o uivo assustado de novo.

É então que começa a escutar vozes na sua cabeça. Mas são muito mais que vozes. Por trás das palavras, você pode ver imagens e sentir o que sentem. Dentro de segundos, você entende. Você vê a palavra por trás das outras palavras, a resposta para a sua pergunta. Lobisomem. Voe é um mostro.

Embry é o que mais ajuda. Você reconhece a voz dele mesmo que não tenha som. Você vê como ele está aliviado de que você está com ele agora. Sam deixa que ele explique, deixa que ele te tire da casa (Billy te ajuda a sair da casa – seus ombros mal conseguem atravessar a porta). Na floresta atrás da sua casa, você vê os outros pela primeira vez. Eles são enormes e terríveis. Você está apavorado de saber que é como eles.

A noite é longa. Eles te mostram tudo. Todas as hitórias e as lendas que você escutou durante a vida toda na verdade são fatos. É como chegar em Oz, tudo ganhando cor, exceto que esse novo mundo não é um lugar bonito e cheio de munchkins. Você está dentro de um filme de terror. Você é um dos monstros. Eles te mostram porque isso aconteceu, e essa é a pior parte. Porque os vampiros são reais também. E é culpa deles que você virou essa coisa. Mais que isso, não só os vampiros sanguessugas literalmente existem como a sua amiga, a garota que você ama, ainda é apaixonada por um deles. Primeiro você não acredita que ela saiba da verdade, mas eles te convencem que ela é completamente consciente. Te deixa enjoado agora, lembrar como ela ainda fica de luto por ele.

Você é um monstro também, mas não um dos ruins. Você é o tipo que existe para proteger sua família dos ruins de verdade. Não que isso sirva de consolo. Especialmente quando eles dizem que ser um protetor lendário você não pode mais ficar perto de gente normal. Você é perigoso demais por enquanto. Em seis meses, um ano, quem sabe. Você tem que continuar indo a escola para manter o segredo, mas nada de outros riscos desnecessários. Na escola, você deve concentrar todo a sua energia em ficar calma. Esquecer as aulas. Só não mate ninguém.

E a Bella está totalmente fora de questão. Quando você reclama, vê as memórias do Sam. É como se você estivesse lá. Você o vê implorando para a Emily. Você ouve a resposta que enche o Sam de uma fúria irracional – a fúria que é a marca e a maldição dos lobos. Você o sente explodir, a mão na direção dela. Você vê as garras rasgarem o rosto dela. Você a vê atingir o chão, inconsciente. Você sente o terror dele, o pânico. É tão forte que ele não consegue se transformar de volta para ajudá-la. Você acha que a está vendo morrer (mesmo sabendo que ela sobreviveu, te deixa acabado – você vomita com a dor da memória). Você vê o Jared e o Paul correr para trazer a Sue Clearwater (uma enfermeira – a melhor alternativa disponível quando o pessoal do hospital é vampiro). Sue cuida da Emily enquanto o Sam se contorce de agonia na floreta, se escondendo, ainda incapaz de se acalmar o bastante para voltar…

E você sabe que eles estão certos, você não pode mais ver a Bella. Sua promessa vai se quebrar. Você vai magoá-la, assim como o outro mostro fez.

Vendo as memórias do Sam acabarem, você vê como se transformar de volta. Se acalma do jeito que ele fez, e se sente tremer e voltar a forma verdadeira. Pelado e enjoado, você se curva no escuro e chora como nunca chorou na vida.

Os outros ficam surpresos. Levou dias ou até semanas até que o resto deles conseguisse se transformar de volta.

Sua nova vida começa tensa. Não só os vampiros são reais, como eles ainda estão aqui. Novos, não os Cullen. Estão caçando na área, e é seu trabalho pará-los. Essa parte você consegue. Todo o ódio pelo o que Edward e o resto dos Cullen fizeram a Bella é canalizado às caçadas para esse par, o macho de cabelo escuro com a companheira ruiva.

Quando você consegue pegar o macho, é quase tarde demais. Você segue o cheiro do vampiro cuidadosamente, tentando surpreendê-lo. Jared vai à frente porque os olhos dele são como binóculos – conseguem enxergar por quilômetros. O vampiro pára em uma clareira pequena, e Jared o vê conversando com a Bella. Você se apressa, mas o Sam hesita. Vocês estão fora das terras da trégua. Esse é um dos amigos dos Cullen? Ele quebrou a trégua ao matar as pessoas, mas vocês não podem provar – não testemunharam. Sam não quer começar uma guerra sem ter certeza das conseqüências. Você acha que ele ficou cuidadoso demais. Discute, e quando fica claro que esse Laurent quer machucar a Bella, Sam rapidamente fica do seu lado.

Matar Laurent é mais fácil do que todos vocês esperavam. É porque eram cinco contra um? Você sabe que esse não é o caso. Você e Sam fizeram a maior parte do trabalho, e você sente que você conseguiria ter feito tudo sozinho. Talvez os vampiros não são tão durões como as histórias fizeram todos vocês acreditarem.

A imagem do rosto amedrontado da Bella da clareira sempre está atrás dos seus olhos. Ela estava apavorada – mais horrorizada com a sua nova cara do que estava com o vampiro caçador e de olhos vermelhos. Você se pergunta constantemente como ela explicou para si mesma o que viu.

A caçada continua e a vampira ruiva prova se muito mais esquiva. O bando não entende os motivos dela, então é difícil adivinhar seus movimentos. E ela é muito boa em fugir.

Ter um vampiro por perto te deixa nervoso. Todos eles parecem chegar perto da Bella no fim. Você corre pela casa dela à noite, para ter certeza que ela está segura.

A vida normal virou um dever. Mas os outros ficam impressionados com o seu controle, e durante aquelas poucas semanas atrás do vampiro de cabelo preto, eles ficam cada vez mais abobados. Você é melhor em controlar suas “crises” (como você as chama) do que qualquer um deles. Demorou meio ano para o Sam chegar no ponto que você chegou em duas semanas. Você já é melhor que o Embry, Jared e Paul. Mas isso não te deixa mais feliz. Por que alguém gostaria de ser melhor em ser um lobisomem?

Assim, você começa a pensar que seria capaz de ver a Bella. Você tem certeza, agora que sabe o que esperar, que pode se controlar perto dela. E ela liga o tempo todo. Os monstros na floresta deviam sem dúvida tê-la traumatizado. Ela precisa de você. E isso fica na sua cabeça a maior parte do tempo. Sam te castiga – ninguém sabe melhor que ele como é cometer um erro.

Você não pode nem conversar por ela pelo telefone. Todos os lobos e os anciãos ficam perturbados com as suas memórias – todos foram tão cuidadosos com a trégua, e você a quebrou, mesmo sem saber. Pelo menos os vampiros que concordaram com a trégua foram embora, então isso não significa uma guerra. E a Bella não pareceu acreditar um mais que uma história… Mas o Sam te dá uma ordem: você não pode contar a verdade para Bella. E ele diz isso na forma de lobo, e você pode sentir a autoridade pelos pensamentos. Ele é o lobo alfa, e você não pode desobedecer.

Mas a Bella é persistente, e você não fica surpreso quando ela monta guarda do lado de fora da sua casa. Você convence os outros que pode lidar com uma conversa, que tem que ser feita uma hora ou outra. Sam concorda – ele não está disposto a mandar muito em sua forma alfa, com você menos que o resto (mas essa história é para outra hora). Ele te previne para ficar calmo, e insiste que você diga o que for preciso para mantê-la longe. Ele está pensando na Emily, e como você pode discordar disso?

É mais difícil do que você achou que seria. Você observa o rosto da Bella quando quebra a promessa, e é como se alguém estivesse de esfaqueando. Você é tão mau quanto o vampiro que a despedaçou. É como se você estivesse tirando toda a sua esperança e felicidade, e a dela também, e esmagando com suas próprias mãos. Algumas vezes a raiva é mais forte – você começa a se esquentar, mas consegue controlar. O mais perto que chega de perder o controle é quando ela defende os vampiros. Como ela pode pensar bem deles, especialmente agora, depois de tudo o que eles fizeram para ela? Como se só ser vampiro não bastasse.

E então ela começa a colocar a culpa nela mesma – ela pensa que fez algo de errado, e é por isso que você está fazendo isso. Ela quase te implora. Você se odeia de verdade por estar fazendo isso com ela. Você foge, se transformando assim que você fica fora de vista para que não chore como fez antes.

É uma longa tarde. Você fica cansado do Embry tentando te consolar, cansado da aprovação do Sam pelo que você fez. Você se pergunta amargamente se não marcou a Bella tão profundamente quanto o Sam marcou a Emily. Você volta para sua forma humana para escapar deles, e pensa a noite toda. Você sai de casa para se afastar do Billy, que é tão irritante quanto os outros.

Você percebe que mesmo o Sam tendo te proibido de explicar as coisas para a Bella, tecnicamente, ele não te proibiu de vê-la. Você sabe que isso vai ser complicado, mas não agüenta que ela fique imaginando que não quer ser amigo dela. Você tem que se desculpar, arranjar um jeito.

Você vai de moto e a esconde em outra rua. Entra no quarto dela, e se surpreende em ver como ela está brava. E outra, ela está horrível – quase tão ruim como da primeira vez que você a viu. Os olhos estão vermelhos e o rosto molhado. Você se odeia de novo, ao ver isso. Tenta explicar, mas as ordens do Sam ficam atrapalhando.

Você tenta pelo menos deixar claro o quão importante ela é e que essa separação não é culpa sua. Enquanto você fala com ela, primeiro acha que estava errado em querer vir para cá. Não está deixando as coisas melhores. Elas não podem ser melhores, enquanto ela não entender. Se ela somente acreditasse em todas as histórias daquele primeiro dia…

Você percebe que ela já sabe o que você quer que ela saiba. Você tenta fazer com que ela se lembre, que junte as peças, mas ela está quase dormindo e confusa. Você fica mais esperançoso, mas também mais tenso. Ela vai se lembrar? Ela vai entender? Se sim, o que ela vai pensar? Ela vai ficar assustada e enojada? A idéia de que ela talvez se sinta assim te deixa nervoso. Ela foi capaz de aceitar um vampiro… Isso te dá nojo.

Assim que você se transforma de novo, Sam e os outros ficarão sabendo de tudo sobre essa brecha. Você espera que possa manter a noticia longe deles até que a Bella entenda as coisas. Volta de moto para casa, e promete que vai se manter calmo, custe o que custar.

Quando você acorda de manhã, Billy diz que a Bella passou na sua casa, e que ela está esperando por você na praia. Você fica animado e receio. Ela devia ter juntado as peças. Ela não ligou. Ela já tinha aceitado o que você era?

Então você chega à praia e vê a cara dela. Ela está assustada e chateada. Você consegue ver na expressão dela que ela não fica contente com essa sua nova vida. Isso te deixa furioso. Você tem que concentrar todas a sua energia para permanecer humano. Você a acusa de ser hipócrita, e então sente um alivio incrível quando o desentendimento é esclarecido. Incomoda saber como ela protege seus vampiros, mas pelo menos a aceitação dela se aplica a você também. Outra vez, você se sente esperançoso. Talvez vocês possam passar por cima de toda essa bagunça e ficar juntos de novo.

É um alivio imenso poder conversar abertamente com ela outra vez. Você fica surpreso que ela sabe mais sobre os vampiros fora de Forks do que o bando, e horrorizado que a ruiva estava atrás da Bella o tempo todo. Você fica ansioso para falar com os outros; você quer um plano em ação para proteger a Bella. Você fica muito irritado, sabendo que existe alguém que quer machucá-la. Pela primeira vez, você fica feliz em ser um lobisomem. É horrível, mas, ao mesmo tempo, você pode proteger a Bella. Parece que de repente, vale a pena.

Você chama o bando todo. Enquanto você está confiante que pode se controlar perto da Bella, você esquecer de considerar os outros. Paul reage pior que você esperava. Você tem que se transformar bem na frente da Bella para protegê-la, e não tem uma chance de ver a reação dela. Você tem que tirar o Paul de perto dela. Para a sua sorte, você está ficando maior e mais forte a cada dia que passa. Não é difícil empurrar o Paul até a floresta. Sam junta-se a vocês rapidamente, e ordena que o Paul se acalme. Você explica para eles sobre a ruiva e Bella – não demora muito, falando através dos pensamentos como vocês fazem. Embora o Sam admita que essa informação é importante e útil, ele de dá um sermão. Ele diz que você colocou a Bella em perigo hoje, e então ele dá um sermão no Paul, por ser o perigo. Finalmente, ele te lembra que ele entende, e vocês três voltam a ficar bem. Melhor que antes, você percebe. Você acha fácil fazer parte da situação, agora que ela ajuda a Bella.

É estranho como as coisas voltam ao normal, enquanto ao mesmo tempo, tudo é diferente e perigoso. Bella é a peça chave que te ajuda a balancear tudo. Você dorme algumas horas por noite, mas a maior parte do tempo está correndo pela floresta com o Sam ou o Embry, procurando algum sinal de que a vampira ruiva tenha voltado. Quando não é seu turno, você passa o máximo de tempo que pode com a Bella. Há um novo nível de intimidade à amizade de vocês. Vocês sabem todos os segredos um do outro, e isso faz mais diferença do que achou que faria. Você fica impressionado com o quanto ela não podia falar, como ela esteve sozinha durante o tempo que ficou quebrada. Ainda te deixa perturbado em ver o quanto ela está de luto pelos Cullen. Você não consegue ver a diferença entre os Cullen e a vampira que está atrás dela, mas ela consegue. Ela obviamente tem medo daquela vampira. Você tenta confortá-la. E fica feliz que ela não tem mais que ficar sozinha com isso.

Você se preocupa com a Bella ficar sozinha quando você está de patrulha. Você não fica feliz quando os seus planos de levá-la para se divertir – quebrar a ansiedade constante – são interrompidos pela Victoria. Ela faz uma tentativa capenga de cruzar para o seu território. Você acha muito suspeito, e quando ela entra na água, você se preocupa que ela tenha outro plano. Você, Jared e Embry correm pela costa, procurando algum sinal de que ela tenha tentado pisar em terra firme. Você volta para La Push sem cruzar com o cheiro dela. Embry continua com o Jared, mas você quer ver a Bella. Só para ter certeza que a ruiva não passou a perna em vocês.

Bella não está na praia, nem a ruiva, nem ninguém. Você continua até as árvores, mas a tempestade está tão forte que ninguém está por perto para te ver. A picape dela não está na frente da sua casa. A primeira coisa que você pensa é que ela voltou para casa, mas marcas de pneus recentes levam em outra direção. Não é até que você encontra a picape abandonada na estrada perto dos penhascos que você se lembra do que tinha prometido no dia anterior. Pular do penhasco. No mesmo instante, você escuta o grito da Bella, longe, desaparecendo conforme o som vai caindo.

Você corre até a beirada do penhasco em segundos. Não consegue ver nada lá embaixo – as ondas são muito fortes, não há sinal da queda recente dela. Você se joga, mergulhando de cabeça na água escura.

A água está bruta. Você sabe o quanto de força está usando para conseguir nadar por ela, e sabe que a Bella não é assim tão forte. Nenhum humano é assim tão forte para dar conta dessa correnteza.

Você procura freneticamente, seus olhos afiados passando pela água. Finalmente, você vê algo brilhando, braço – as mãos dela lutando inutilmente contra as ondas. Você está submerso, quase sem ar, e com um pânico gigante. Nenhuma outra pessoa teria sido capaz de conseguir sob as mesmas circunstancias, nem mesmo o Sam, mas você se concentra e se força a voltar à sua forma humana. Então você pega a Bella e puxa para a superfície.

Você queria ter trazido o kit de primeiros socorros. Tudo em que você consegue pensar é tirar a água dos pulmões dela. Tem tanta. No começo ela está consciente, mas depois apaga. Você não sabe o que fazer. Você a leva de volta para a praia, esperando que consiga a ajuda desse jeito. Os pensamentos do Jared e do Embry estavam com você durante a queda, mas agora você está desconectado deles.

Sam chega, mas a Bella acorda antes que ele possa fazer muito mais do que te contar da tragédia na vila. Você fica chateado em tê-lo tirado do lugar que precisam dele. Bella parece estar bem. Você não sabe se ela precisa de um medico, mas ela só quer descansar, então você a leva para casa. Está exausto de tantas noites correndo, e você dorme ao lado dela. Se sente bem lá, juntos e sem segredos entre vocês, sabendo que ela está segura.

Billy te acorda quando chega em casa. É devastador saber que Harry se foi. Ele era um dos melhores amigos do Billy, um tio em tantos jeitos, e também um dos três anciãos que sabiam sobre os lobos. Não parece justo que ele tenha morrido.

Você leva a Bella para casa, sabendo que o Charlie estará de luto também. Pela primeira vez desde a noite em que você se transformou – a noite daquele filme horrível – você pensa que isso talvez dê certo. Parece certo segurá-la desse jeito. Ela sente o mesmo? Talvez não seja tão forte quanto ela se sentia sobre o vampiro, mas deve significar que nenhum dos dois fica completo sem o outro. Parece que é seu destino ficar com ela.

Ela começa a se afastar. Ela não está pronta, mas você acha que ela estará. Só mais um pouco de paciência. Você abre a porta do carro, e esse pensamento pacífico é ameaçado.

Há um vampiro por perto. Seu primeiro palpite é a ruiva, e você imagina que ela usou a distração da morte de Harry para se desviar. Não tem certeza de onde ela está e se ela está observando. Você tem medo de que ela comece a caçar, caso ela entre enquanto você a está procurando. Decide que a melhor coisa é levar a Bella de volta a La Push, deixá-la com o Embry e então caçar a ruiva com o Sam.

Mas algo não está certo. O cheiro é outro. Um vampiro, obviamente, mas não é o mesmo cujo cheiro vinha vindo queimando seu nariz pelas ultimas semanas.

Antes que você tenha alguma idéia, a Bella pede para você parar. O rosto dela está mais brilhante desde o dia que ela foi procurar você, toda machucada. Ela acha que os Cullen voltaram, e o carro brilhante parado em frente à casa dela dá evidencia à teoria. O entusiasmo dela te deixa enjoado. Você fica furioso. É difícil se acalmar.

Fica claro que você terá que levá-la a força se quiser impedi-la de entrar na casa. Ela parece certa que são os vampiros dela. Ela já foi embora – mentalmente, ela está a quilômetros de distancia de você. E você te responsabilidades. O bando esteve ignorando as linhas da trégua completamente desde que os Cullen partiram. Você não pode deixar que seus irmãos arrumem confusão, não sabendo que os Cullen está de volta.

Você odeia ter que deixá-la, e fica bravo que é isso que ela quer. O futuro que parecia tão esperançoso há alguns minutos se transforma em nada. Ela nem se importa que eles foram embora? Isso não importa? Nenhuma vez ela expressou algum tipo de ódio em relação a eles pelo que fizeram a ela. Você imagina que ela nunca sentiu esse ódio. Ela aceita o que eles fizeram sem nem questionar.

Você precisa ir embora, porque você não vai conseguir se segurar por muito mais tempo. Consegue sentir a raiva crescendo. Você a deixa sozinha na rua, desejando mais que qualquer coisa que ela te chamará, que ela mudará de idéia. Ela não muda.

Você corre para o hospital, e então se transforma de volta. A raiva diminuiu um pouco, e você fica preocupado com a segurança dela de novo. Você liga e ela atende. Os Cullen voltaram, e ela escolheu os vampiros ao invés de você.

É uma noite péssima para os lobos quileutes. Sam volta as linhas de patrulha ao normal para que vocês só protejam alguns quilômetros da reserva. Sam não quer deixar nenhum buraco – talvez haja meia dúzia de vampiros por aí, e as intenções deles não são claras. Você se preocupa com a Bella e a ruiva, mas Sam diz para deixar que os Cullen cuidem disso eles mesmos. Você fica péssimo com a idéia da Bella pertencendo a eles.

Os dias passam. Ninguém tenta cruzar a linha. Billy liga para o Charlie, e parece que só um dos Cullen voltou, e ela está passando os dias com eles. Isso te deixa assustado. Sam está preocupado – qual é a nova medida? As linhas da trégua voltaram? Por quanto tempo? O resto deles também vai voltar? Eles sabem sobre a ruiva? Eles consideram que ela esteja sob a proteção da trégua também? Se sim, a trégua está desfeita. E se eles não a pararem, o bando irá considerá-los como cúmplices. Sam, Billy e o velho Quil discutem a possibilidade de uma guerra…

Mas o Sam quer informação primeiro – tentar manter as coisas civilizadas pelo máximo de tempo possível – e você se oferece como voluntário. Insiste em ir pessoalmente. Você precisa ver o rosto dela, ver o quão envolvida ela está. Você diz ao Sam que vai ter mais informação pessoalmente, que você saberá melhor se ela está mentindo. Você não o engana com seus motivos, mas seus argumentos parecem inúteis.

Então você vai durante o funeral, para que consiga falar com ela honestamente, sem arriscar que o Charlie interrompa. Jared e Embry não querem te deixar sozinho, mesmo quando você tem certeza que a vampira saiu. Você sabe que eles ficaram por perto, mas não quer que eles escutem. Você quer falar com a Bella, falar de verdade, mas é o máximo que pode fazer para ficar calmo. A casa dela fede – queima seu nariz. O fedor de vampiro está grudado nela. Vocês estão um pouco hostis, mas ela responde as suas perguntas. A Cullen só está visitando. Você diz a si mesmo que as coisas voltarão ao normal quando a vampira for embora de novo.

Você não consegue ir embora. Vê que a magoou, e volta e a encontra chorando. Você se sente pior, e melhor. Melhor porque ela pelo menos se importa com você o suficiente. Ela está chorando por você. Isso já é algo.

Você consegue falar com ela, mas é difícil. Ela os ama. Os monstros que a machucaram – ama todos. Ela se importa com você também, mas não tanto. Ainda, a vampira irá embora… Você está confuso, sem saber como se sentir.

Você a segura em seus braços, e é como antes – como se fosse o destino. Você pega o rosto dela nas mãos, e de repente você quer beijá-la mais do que qualquer coisa no mundo. Não é como você planejou – a hora é péssima com a vampira por perto. Mas depois você pensa que isso também seja o destino. Talvez ela vai sentir isso. Você vê o conflito nos olhos dela, e imagina que lado ela vai tomar quando os seus lábios tocarem os dela.

O telefone toca bem nessa hora inoportuna, e você atende. Que escolha tem? Pode ser o Sam, pode haver algum problema. Você ouve o tom claro, cantante da voz com um leve sotaque britânico, e sabe quem está ligando na primeira palavra. Outro deles. Talvez a Bella estivesse errada sobre o resto deles voltar também. Talvez ela estivesse mentindo.

Billa fica nervosa de novo quando o vampiro desliga na sua cara. Antes que você possa esclarecer, sente a queimação fresca de uma vampira próxima. Escuta o leve som da aproximação quase silenciosa da vampira. Você tenta ir embora, mas o cheiro é mais forte na sala. Antes que você possa sair pelos fundos, a sanguessuga está lá.

Ela é uma coisinha minúscula, mas depois do que a Bella disse sobre os vampiros com talentos extras, você não vai abaixar a guarda. E ela nem presta atenção em você. Ela mal parece consciente das coisas ao redor, perturbada com algo. Bella a chama de Alice. Alice fala o nome do Edward uma vez, e a Bella desmaia. A vampira a machucou? Você não vê nada. Mas se inclina para pegar a Bella antes que a vampira possa tocá-la, e a tira de perto dela.

A vampira parece bem chateada, e isso te surpreende. Você não tinha percebido que eles tinham muitas emoções. Fica revoltado e impressionado em como a Bella e a Alice parecem confortáveis em se tocar. Você pensou que a vampira não seria capaz de tocar humanos sem os machucar. E a Bella parece tão à vontade com Alice – capaz de interagir com ela como se ela fosse humana. Bella parece vê-la desse jeito – quase como uma pessoa.

A conversa é difícil de seguir. Você entende que o Edward Cullen está em algum tipo de confusão, e é culpa de uma tal de Rosalie. Bella está gritando e exigindo ajudar, e a vampirinha vai deixá-la tentar, embora ela tenha deixado claro que é uma missão suicida.

Você segue a Bella até a cozinha, onde ela escreve um bilhete para o Charlie. Você pede a ela que não vá. É como se você não tivesse dito nada. Ela pede que você tome conta do pai dela.

Bella corre para fazer as malas, e você fica sozinho com a Alice. Você se afasta o máximo que pode dela – o instinto para se transformar e atacar é difícil de reprimir – e a acusa de estar levando a Bella para a morte dela. Na verdade é mais fácil falar com ela do que você teria pensado – ela reage e fala como um humano, embora a aparência dela seja assustadoramente alienígena. Aos seus olhos afiados, ela é como um cristal ambulante, toda angulosa e brilhante.

Alice discute por um momento, e então a Bella volta e elas se preparam para partir. Você irá vê-la novamente? Você literalmente implora para que ela não vá, mas a Bella vai embora depois de beijar a sua mão. Você mal pode se segurar por meio segundo quando percebe que ela vai morrer por aquele parasita que arruinou a vida. Pela primeira vez desde o começo, você perde o controle de si mesmo e explode em lobo contra a sua vontade.

A vida fica mais sombria do que foi antes. Os outros estão aliviados que a Alice Cullen foi embora, levando a Bella ou não. Eles tentam esconder os sentimentos de vocês, mas é claro que não há segredos em um bando de lobos. Sam cuidadosamente estende as linhas da patrulha, e você toma um cuidado extra para cuidar do Charlie, como a Bella te pediu.

É assim que você descobre que a ruiva está tentando pegar a Bella outra vez. O bando circula, lentamente aproximando o perímetro, deixando-a chegar mais perto de Forks enquanto estabelecem uma linha entre ela e Charlie… No entanto, ela abruptamente dá meia volta e foge. Você a persegue, mas ela é esperta e mais rápida que o vampiro de cabelo preto. O voo rápido dela o pega desprevenido – você não deu sinal da sua aproximação. Procurando pistas sobre o fato, Sam junta o que aconteceu. O caminho dela cruzou com uma trilha deixada pela Alice Cullen. Isso parece ter sido o suficiente para fazê-la entrar em pânico. Isso pelo menos deixa claro que ela não é amiga dos Cullen.

Charlie está desesperado, naturalmente. Ele vai até La Push para te interrogar, ver se você sabe algo que o ajude a achar a Bella. Você queria poder dizer tudo sobre os Cullen a ele, mas não pode entregar os próprios segredos, e que bem isso faria a ele? Nenhum de vocês pode salvar a Bella agora.

Rumores se espalham por Forks quando a Bella volta viva. Charlie não liga para o Billy na hora – aparentemente ele está furioso demais – então você escuta as coisas da Leah Clearwater. Charlie ligou para cancelar uma visita a mãe dela; ele não queria deixar a Bella sozinha, porque ela está muito enrascada. Você fica aliviado que a Bella esteja bem, e não se importa com mais nada no começo. Mas não demora muito até que as notícias ruins cheguem. Dr. Cullen vai voltar para o hospital – a família inteira voltou à cidade. Sam convoca as patrulhas de novo, mas não tão longe como antes. Se eles voltaram para ficar, então o bando tem que reforçar as fronteiras outra vez. Ter certeza que não há desentendimentos quanto ao que pertence aos quileutes.

Através do Charlie, o Billy fica chateado. Edward está de volta, aparentemente nomeado como “namorado” da Bella de novo, sem nenhuma repercussão da deserção dele. Bella não vem te ver, e você fica bravo, embora não esperasse realmente que ela viesse. Você também está bravo por saber que o Charlie deixa a Bella namorar o Edward de novo. Ele não devia, como pai, fazer algo sobre isso?

Você bola um plano, mas não pensa muito nele. Se deixá-la de castigo, ela não vai poder vê-lo… Talvez, se ela ficar longe dela, ela vai poder se livrar do feitiço qualquer que ele colocou nela e se lembrar quem ele é, e o que ele fez.

Outra, você tem uma nova preocupação agora. Desde que a Alice voltou, seu maior medo é que algum dos vampiros perca o controle perto da Bella e a mate por sede. Te acorre agora, que talvez haja algo pior. Talvez eles têm intenções piores do que usá-la para saciar o apetite. Você nem que ter a idéia na sua cabeça, mas não pode evitar.

Talvez eles tentem fazê-la uma deles.

É a pior coisa que você pode imaginar. É pior que matá-la – roubar a essência dela e deixá-la como uma criatura inumana de pedra, uma zombaria da pessoa que ela foi um dia. Era como se deixasse que um estranho tivesse o corpo dela, só que uma versão fria, deformada desse corpo.

Você sabe que a única coisa que deixaria o Charlie nervoso, mais que qualquer coisa (exceto pela verdade, que você não pode dizer a ele), é a moto da Bella. Você a leva até a casa dela e diz ao Charlie que está devolvendo, porque a Bella não vai mais para La Push. Charlie fica da cor de uma beterraba e grita com você por quinze minutos, prometendo que vai contar para o Billy que está acontecendo. Quando ele te deixa ir, você se esconde na floresta ao invés de ir embora, sabendo que o sanguessuga irá saber pelo seu cheiro que você esteve aqui. Você tem um aviso para entregar.

Assim como você esperava, Edward Cullen chega com a Bella para te encontrar antes que ela veja o Charlie. É muito difícil se controlar, mas você não vai se meter numa briga com a Bella ali. Ela pode se machucar e você não vai quebrar a trégua dessa vez. Deixe que os Cullen sejam os malvados dessa vez.

Bella está furiosa. Você estava preparado para isso, mas ainda é ruim vê-la magoada.

O vampiro de pega de surpresa, te agradecendo pelo que você fez pela Bella. Você se recusa a acreditar que ele está sendo honesto. É só algum truque. Você descobre que a habilidade de ler a mente dele é ainda piore do que você imaginava. Ele vê tudo o que você está pensando.

Embora ele já saiba o aviso que você veio dar, você responde a pergunta da Bella sobre a trégua. Não só eles não podem se alimentar de humanos como se eles quiserem preservar a paz com os lobos, eles não podem criar novos vampiros.

A reação nervosa da Bella diz muito mais que você queria saber. Até aquele momento, você se preocupava que os Cullen estivessem pensando em transformá-la. Você não esperava que ela soubesse desse plano. Agora você vê que ela própria está planejando isso – que é isso que ela quer.

Você precisa se esforçar muito mais do que uma dia precisou para manter a forma. O resto da conversa não significa nada. Bella quer ser uma vampira. Ela não percebe que essa transformação é só outra forma de morte – pior que qualquer outra.

Se ele transformá-la, significará guerra. Você corre para casa para dizer aos seus irmãos. Vocês precisam se preparar…

 



Carolina às 23:43 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.04.01

Estas duas ofertas não são outtakes; nunca fizeram parte do manuscrito. Mais, isto são pequenas (bem, razoavelmente pequenas) partes que escrevi depois de Lua Nova estar completamente acabado, ambos inspirados em questões e comentários no Twilight Lexicon.

 

Imensas pessoas estavam curiosas sobre o que disse exactamente Rosalie a Edward durante o fatal telefonema. Aqui está essa pequena secção de Lua Nova pela perspectiva do Edward:

 

As Notícias de Rosalie

O Funeral

 

Notei uma moda perturbadora em vários sítios online - as pessoas estão a atribuir os motivos mais prejudicais a Jacob Black, insistindo que ele tem alguma coisa como uma lista negra. Parte disto deve-se, na minha opinião, a uma pesada preferência dos vampiros em relação aos lobisomens. Mas parte disso é por minha culpa. Aparentemente, as intenções de Jacob não são tão claras para o leitor como são para mim. Agora não posso escrever o Lua Nova da perspectiva de Jacob (estou tonta com o pensamento), mas quis que as pessoas vissem através dos seus olhos por um momento, e aqui está a oportunidade de caminhar uma milha nos pés de Jacob Black.

 

Ser Jacob Black.



Carolina às 23:24 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.04.01

** Uma nota: Eu não escondo nada sobre o livro aqui, portanto se ainda não leu o Lua Nova e não quer estragar a história, não leia isto. **

 

Escrever uma sequela é muito diferente de escrever uma história. Pelo menos para mim.

 

Se já leu a história por detrás de Crepúsculo, então sabe que eu não me preparei para escrever um romance ou para começar uma carreira de escritora. Estava só a escrever uma história para me entreter, deixando-a crescer como podia e guiando-me até onde podia. Nada de pressões, só divertimento.

 

A primeira sequela que eu escrevi para o CrepúsculoPara Sempre Amanhecer (Forever Dawn) – era mais do mesmo. Não estava a planear uma sequela mais do que escrever um livro em primeiro lugar. Originalmente, Crepúsculo tinha um final mais definido. Mas, quando foi acabado, comecei a escrever epílogos. Depois de ter escrito três epílogos, todos com mais de cem páginas, percebi que não estava pronta para parar de escrever sobre a Bella e o Edward. Um desses epílogos transformou-se no Para Sempre Amanhecer.

 

(As pessoas perguntam-me várias vezes se alguma vez eu vou disponibilizar o Para Sempre Amanhecer. A resposta é não. Por uma razão, não é bom – é francamente embaraçoso em alguns sítios. Contudo, algum do conteúdo vai servir para o quarto livro, portanto não posso dizer o que acontece, também.)

 

Já tinha escrito à volta de 300 páginas do Para Sempre Amanhecer quando a minha vida ficou de pernas para o ar. Crepúsculo ia ser editado. As pessoas iam ler o que eu tinha escrito. Mais especificamente, jovens adultos iam ler o que eu tinha escrito. Sem intenção, tinha escrito um romance para jovens adultos. Percebi rapidamente que Para Sempre Amanhecer não seguia as regras de YA. Porque fui apanhada pela história, acabei o Para Sempre Amanhecer, sabendo que este nunca veria a luz do dia; dei-o à minha grande irmã como prenda de anos. E depois comecei a sequela real.

 

A maior coisa não-YA que tinha feito com o Para Sempre Amanhecer foi isto: passei por cima da experiência do liceu de Bella, saltando para um tempo da sua vida com temas mais maduros. Por isso, comecei o rascunho de Lua Nova, regressei aos anos sénior da Bella no liceu e perguntei às minhas personagens, “O que aconteceu?”

 

Lamentei-me rapidamente perguntar-lhes pela história. Porque deram-me uma história que eu não estava à espera. Mais especificamente, Edward disse-me algo que eu não queria ouvir.

 

Eu provavelmente devia mencionar aqui que não sou maluca (que eu saiba), é só que eu sou a escritora da personagem. Eu escrevo as minhas histórias por causa das minhas personagens; elas são a motivação e o prémio. A dificuldade com a força, personagens definidas, embora, não possa fazer algo que é fora da personagem. Eles têm de ser quem são, como escritora, eles estão muitas vezes fora do controle.

 

À medida que escrevia a trama de Lua Nova (ainda sem titulo neste momento), tornou-se claro que o Edward era o Edward, e ele não tinha problemas em ser só como o Edward era. E, por causa disso, Edward ia embora.

 

NÃO! Eu não queria que Edward se fosse embora. Lancei-me num ataque tão violento e choroso como aqueles que vi nos fóruns de Lua Nova. Tentei falar com ele sobre isso. Apresentei-lhe outros estratagemas de opção. Implorei. Edward continuava sem movimento.

 

Um dia, quando Sol da Meia-Noite (Versão de Edward de Crepúsculo) estiver disponível, eu acho que vão perceber melhor o que vai na cabeça do rapaz. Ver, como Bella acha que não é boa que chegue para Edward, Edward ver-se um monstro de almas a destruir a vida de Bella e a colocar em perigo a sua vida depois da morte. O incidente com Jasper actua como um catalisador, forçando-o a agir. Ele está determinado a salvar Bella. Ele acha que o melhor que pode fazer é tirar os vampiros da vida dela.

 

Está ele a ser idiota? Em alguns sentidos, sim. Mas ele não consegue ver mais nenhum caminho para salvar Bella. Edward está a lidar com a ideia de que se ele não fosse rápido o suficiente, se não tivesse lido a mente de Jasper naquele momento, seria isso – morte - melhor para a Bella do que uma vida com Edward? Se ela tivesse morrido aos oitenta e ido para o céu, não seria isso melhor do que ser imortal mas sem alma e com uma horrível existência? Edward acha que sim. No entanto, ele sabe que nunca seria capaz de a ver morrer. Consequentemente, era melhor ele afastar-se antes de alguma coisa acontecer e ele morder-lhe ser uma necessidade…

 

Portanto ali estava eu, com o Edward a ir-se embora. Foi difícil de engolir, mas quando aceitei que era inevitável, tinha uma questão interessante em mãos. (E escritores vivem de questões interessantes.)

 

E SE… E se o verdadeiro amor te deixar? Não um vulgar romance de liceu, não um namorado atleta qualquer, não alguém que é substituível. Amor verdadeiro. O real. A tua outra metade, a alma que encaixa com a tua. O que acontece se ele se for embora?

 

A resposta é diferente para toda a gente. Julieta teve a sua versão, Marianne Dashwood teve a dela, Isolde e Catherine Earnshaw e Scarlett O’Hara e Anne Shirley tiveram as suas respostas.

 

Eu tive de responder por Bella: O que é que Bella Swan faz quando o seu verdadeiro amor a deixa? Não é só verdadeiro amor, mas sim Edward Cullen! Nenhum desses outros heroínos perdeu um Edward (Romeu era um cabeça quente, Willoughby era um canalha, Tristan tinha problemas de lealdade, Heathcliff era puro devil, Rhett traía com prostitutas e o doce Gilbert era muito mais Jacob do que Edward). Então o que acontece quando o Verdadeiro Amor em forma de Edward Cullen deixa Bella?

 

Deixei a Bella responder por ela mesma, escrevendo para ver o que ela faria. Foi difícil de escrever a sua dor, porque eu tive de a viver para a escrever e estava muitas vezes a escrever no meio de lágrimas. Ao mesmo tempo, era sempre interessante. Bella surpreendia-me com a sua coragem e determinação obstinada. Ela empurrou a agonia para viver para os outros – Charlie neste caso - como se tivesse sido sempre o seu estilo.

 

(Nota: há aqueles que acham que Bella é maricas. Há aqueles que acham que as minhas historias têm aversão às mulheres – a donzela em perigo deve ser resgatada pelo forte herói.

 

À primeira acusação, só posso dizer que todos nós lidamos com a tristeza à nossa maneira. A maneira da Bella não é menos válida que as outras. Difamadores da sua reacção não têm em conta que eu estou a falar de amor verdadeiro, acima de uma paixoneta de liceu.

 

Rejeito a segunda acusação. Eu só sou sobre o poder das mulheres – olhem para a Alice e para Jane se duvidam disso. Não sou anti-feminista, sou anti-humanos. Escrevi esta história na perspectiva de uma humana feminina porque me ocorreu mais naturalmente, como podem imaginar. Mas se o narrador tivesse sido um homem humano, não teria mudado os eventos. Quando um humano está totalmente rodeado com criaturas de uma força, rapidez, sentidos e outros variados poderes sobrenaturais, ele ou ela não é capaz de se aguentar sozinha. Desculpem. É só o que é. Nem todos podemos ser assassinos. Bella sai-se bastante bem, eu acho, considerando todas as coisas. Ela salva Edward, apesar de tudo. Nota terminada. Voltando à historia.)

 

E foi deste modo que nasceu o básico de Lua Nova, e com isso no título. Para ser a seguir de Crepúsculo, eu precisava um tempo do dia para reflectir o humor da sequela. Como este é o período mais negro da vida de Bella, achei que era apropriado chamar o livro depois da parte mais escura da noite, a noite sem lua.

 

Quando as cópias começaram a chegar às mãos dos meus fãs, pedi às pessoas para lerem o Lua Nova duas vezes, prometendo que ia explicar porquê mais tarde. O mais tarde é agora, e aqui está o porquê: a primeira vez que lêem o Lua Nova, eu acho que os leitores estão tão ansiosos por causa da saída de Edward que não se conseguem acomodar à parte do meio do livro. Eles lêem rápido, mal e saltam partes para, no final, voltar a encontra-lo. No entanto, eles perderam a secção mais importante do romance quase completamente. Numa segunda leitura, sabendo que Edward iria voltar à história no lugar e no sítio próprio, o leitor pode-se acalmar e apreciar a beleza que é Jacob Black.

 

E com isto há mais benefícios!

 

Não tinha percebido até estar a trabalhar na resolução o quão as minhas personagens ganharam com esta experiência. Coisas vitais. Sem esta separação dolorosa, Bella poderia nunca ter percebido que Edward é só dela. Independentemente da perfeição que ela acha que ele é ou imperfeita que ela acha que é, ele pertence-lhe. As palavras não conseguem captar muito bem a mudança de vida da Bella.

 

Igualmente como calamidade – Edward finalmente percebe a intensidade dos sentimentos da Bella por ele, algo que ele sempre subestimou. Aqui está uma coisa sobre Edward: ele conhece a natureza humana bastante bem. Ele já viu cem mil relações humanas de dentro, e nenhuma delas consegue sequer tocar na relação de amor e entrega entre Carlisle e Esme, ou Alice e Jasper ou mesmo de Rosalie e Emmett. Podemos culpa-lo por pensar nele – depois de cem anos de experiência imortal – capaz de amar alguém profundamente mais do que a sua namorada humana de dezoito anos? Edward é, compreensivelmente, um pouco de sabe tudo. Ele aprende bastante com a sua experiência, o mais importante é que os sentimentos da Bella por ele são uma excepção à regra humana. Outra coisa que ele aprende (não tão importante, mas também bom para saber) é que, independentemente do seu conhecimento, ele é perfeitamente capaz de cometer erros no julgamento.

 

Ah, e depois há o presente preferido que Lua Nova me deu: Jacob Black.

 

O desenvolvimento do Jacob para uma personagem principal foi uma viagem estranha. Originalmente, Jacob era só um instrumento. Em Crepúsculo, Bella precisava de um caminho para descobrir a verdade sobre Edward, e convenientemente localizado na Tribo dos Quileute, com todas as suas lendas fantástica, ofereceram uma boa opção para essa revelação. Então Jacob nasceu – nasceu para contar a Bella o segredo de Edward.

 

Alguma coisa aconteceu que eu não estava à espera. Jacob foi a minha primeira experiência de uma personagem a assumir – uma personagem menor com um crescimento tão arredondado e tanta vida que eu não podia mantê-lo fechado dentro de um papel minúsculo. (Desde Jacob, isto já decorreu com outras personagens pensadas para ser menores. Eu gosto mesmo quando isto acontece, no entanto destrói muitas vezes os contornos da história.) Desde o início, mesmo quando Jacob aparece no sexto capítulo de Crepúsculo, ele era uma pessoa muito viva. Eu gostava dele. Mais do que devia para uma parte tão pequena. Bella gostava dele. O seu instinto de confiança e afeição veio sem a minha intervenção. E não fomos só nós; a minha agente também. “Eu adoro esse Jacob”, disse Jodi (ou alguma coisa com o mesmo efeito – tudo isto se passou em 2003). O meu editor concordou. “Podemos ter mais Jacob nesta história?” perguntou Megan.

 

Oh sim, podia-mos!

 

Eu estava a escrever Lua Nova e a editar Crepúsculo simultaneamente. Portanto, quando Jacob Black tomou o controle de Lua Nova, fui capaz de ir atrás e imaginar Jacob e Billy em Crepúsculo mais centradamente.

 

Muitas pessoas dão-me mais crédito do que eu mereço; eles acham que eu sabia que Jacob era um lobisomem desde o início. Não é o caso. Crepúsculo era suposto ser um romance sozinho, lembrem-se. Não estava nenhum pensamento de lobisomens na minha mente quando o escrevi. As lendas dos Quileute (Quill-yoot) que Jacob contou a Bella no capítulo seis de Crepúsculo são todas genuínas, e são histórias que eu aprendi quando andei a pesquisar sobre a tribo (que é uma tribo real com uma fascinante e mística historia). Todas as lendas dos Quileute são reais, excepto a do mito dos vampiros sobre”os frios”. Fiquei trancada com a história do lobo (a real lenda dos Quileute conta que a tribo descende dos lobos transformados por um feiticeiro) porque funcionava com o meu conhecimento superficial de vampiros e lobisomens estando sempre nas gargantas uns dos outros (ha, ha, trocadilho). O sonho que a Bella teve do Jacob a transformar-se num lobo para a proteger não teve nenhum prenúncio significativo naquele tempo. Era só a minha maneira de deixar o subconsciente da Bella articular a situação.

 

Claro, eu de todas as pessoas devia saber que os sonhos têm um grande impacto na nossa vida.

 

O sonho do lobo da Bella foi sempre uma das minhas imagens visuais favoritas de Crepúsculo. Quando comecei a trabalhar no Lua Nova, essa imagem tornou-se obstinada em mim. E eu pensei para mim, se não seria porreiro se isso fosse verdade – se TODAS as lendas de Jacob estivessem fundadas num facto absoluto? E se Jacob descendesse de lobos?

 

Depois todo se começou a juntar. O Sam na praia no Crepúsculo não era só um crente nas tradições – ele era o primeiro lobo contemporâneo. Os avisos de Billy eram mais vitais - ele tinha uma evidencia concreta nas suas mão, mais do que suspeitas. E Jacob, coitado, doce Jacob, tinha um segredo de herança mesmo à espera para cair em cima dele.

 

Nesse momento todos os suportes cruciais da história estavam no sítio, e eu só tinha de a escrever. Ha. Mais fácil dizer do que fazer.

 

É difícil de explicar quão gratificante foi o processo de escrita para mim quando eu estava a criar Crepúsculo. Foi algo que eu fiz por divertimento e excitação, sem preocupações do que alguém viria a pensar, porque ninguém o iria ler. Com Lua Nova, eu sabia que as pessoas o iam ler. E algumas dessas pessoas iam ter canetas vermelhas bem visíveis enquanto o liam. Eu sabia quanto baste sobre o processo de edição para saber que iam haver algumas mudanças dolorosas à frente; as partes que eu adorava podiam agora não fazer o final. Eu teria que repensar e rever e tornar a trabalhar. Isto fez a minha tarefa muito difícil de colocar as palavras e eu tinha um sentimento horroroso como se fosse medo do palco durante todo o tempo que eu estava a escrever.

 

Demorou à volta de cinco meses, mas o processo de editar foi muito mais longo e muito mais difícil do que o mesmo processo do Crepúsculo. Lua Nova era uma história muito difícil de contar, não só emocionalmente, mas também funcionalmente. Precisava de muito trabalho. As partes cortadas de Lua Nova que eu postei explicam algumas das grandes renovações que tive de fazer.

 

A boa noticia é que eu ultrapassei – ou melhor habituei-me – ao medo do palco. O terceiro livro foi mais fácil em muitos sentidos. Aprendi bastante com a experiência de Lua Nova, e cresci como escritora. Ainda melhor, as minhas personagens cresceram e amadureceram em sentidos interessantes que me deram tanto trabalho para trabalhar no resto da série! Estou a escrever o quarto livro neste momento, e deixei-me dizer-vos, Forks é um sítio muito interessante para estar nestes



Carolina às 23:19 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.04.01

(Notas: Vão reconhecer partes deste capítulo – pequenas partes sobreviveram e foram combinadas com o que é agora o capítulo 20 “Impaciência”. Este capítulo acalmou a parte de “perseguição” da história, mas eu sinto que cortei bastante da personalidade da Alice quando a sacrifiquei.)

 

Às compras com Alice

 

 O carro era insinuante, preto e poderoso; os vidros eram parcialmente fumados. A máquina rosnava como um gato à medida que avançávamos pela noite dentro.

 Jasper conduzia só com uma mão, com cuidado, pareceu-me, mas o carro voava com uma precisão perfeita.

 Alice sentou-se comigo no banco de couro preto na parte detrás. De alguma forma, ao longo da noite, a minha cabeça acabou junto seu pescoço de granito, com os seus braços a envolverem-me e com a sua bochecha junta com o topo da minha cabeça. A parte da frente da sua camisola de algodão estava fria e húmida das minhas lágrimas. De vez em quando, se a minha respiração ficasse muito desigual, ela murmurava com doçura; com a sua rápida e alta voz os encorajamentos que soavam como uma canção. Para me manter calma foquei-me no toque da sua pele fria; parecia que tinha um tipo de ligação física com Edward.

 Ambos tinham tomado conta de mim – quando me apercebi, entrei em pânico. Todas as minhas coisas estavam ainda na carrinha – que deixa-las par trás era necessário, tudo por causa do meu cheiro. Eles disseram para não me preocupar com roupas ou dinheiro. Eu tentei confiar neles, fazendo um esforço para ignorar o quão desconfortável eu estava com as roupas de Rosalie. Era uma coisa trivial com que me preocupar.

 Nas auto-estradas, Jasper nunca conduzia o imponente carro a menos de cento e vinte milhas à hora. Ele parecia totalmente desconhecedor dos limites de velocidade, mas nunca vimos um carro patrulha. Os únicos intervalos na monotonia da viagem foram as duas paragens para encher o depósito. Reparei que Jasper saiu do carro nas duas vezes para pagar em dinheiro.

 Amanheceu quando estávamos algures na Califórnia. Vi com os meus olhos secos e doridos o cinzento a passar pelo céu nublado. Estava exausta, mas dormir tinha-me iludido, a minha mente estava cheia de imagens que me perturbavam demais para eu poder descansar na minha inconsciência. A expressão despedaçada de Charlie – os dentes cerrados e o rugido de Edward – o olhar penetrante do batedor – a expressão fria de Laurent – o olhar morto nos olhos de Edward depois de ele me ter beijado pela ultima vez; como flashes as imagens apareciam em frente aos meus olhos, os meus sentimentos alteravam-se entre o terror e desespero.

 Em Sacramento, Alice queria que Jasper parasse, para ir buscar comida para mim. Mas eu abanei a minha cabeça para que ele continua-se a guiar.

 Poucas horas depois, num subúrbio fora de L.A., Alice tornou a falar com ele, e ele saiu da auto-estrada e fez o seu caminho, entrando num parque de estacionamento, levando o carro ao nível abaixo para o estacionar.

- Fica no carro. – instruiu ela a Jasper.

- Tens a certeza? – ele pareceu apreensivo.

- Não vejo ninguém aqui. – disse Alice. Ele consentiu.

 Alice pegou-me na mão e tirou-me do carro. Ela apertou a minha mão, mantendo-me perto dela à medida que caminhávamos na escura garagem. Ela contornou a esquina da garagem mantendo-se na sombra. Reparei como a sua pele parecia brilhar na luz do dia reflectida no passeio. A rua estava cheia, muitos grupos de pessoas que faziam compras passaram, e alguns viraram-se para nos ver passar.

 Andamos por baixo de uma ponte que passava na parte mais alta da garagem para o segundo andar do departamento de lojas, sempre mantendo-nos fora do alcance da luz directa do sol.

 Já dentro da loja, debaixo das luzes fluorescentes, Alice parecia menos extraordinária – simplesmente uma rapariga pálida com um olhar atento, mas com os olhos sombrios e o cabelo preto pontiagudo. O círculo por baixo dos meus olhos, eu tinha a certeza, eram mais evidentes do que os dela. Nós ainda chamávamos à atenção daqueles que passavam no nosso caminho. Eu perguntava-me o que eles pensavam do que viam. A delicada, dançarina Alice, com a sua admirável cara de anjo, magra, com um tecido pálido que não minimizava suficientemente a sua palidez, dando-me as mãos e a conduzir-me, enquanto eu vagueava cansada nas minhas roupas mal acentuadas mas caras com o meu sombrio cabelo torcido em forma de nós ao longo das minhas costas.

 Alice conduziu-me até ao sítio das comidas.

-O que queres comer?

 O cheiro da comida gordurosa enjoava-me. Mas os olhos de Alice não estavam abertos a persuasão. Sem entusiasmo pedi-lhe peru.

- Posso ir à casa de banho? – perguntei enquanto nos colocávamos na fila.

- Ok. – e ela mudou de direcção, nunca largando a minha mão.

- Eu posso ir sozinha.

A atmosfera daquele sítio fez-me sentir o mais normal possível desde o desastroso jogo da noite passada.

-Desculpa, Bella, mas o Edward vai ler a minha mente quando chegar cá, e se ele vê que eu te perdi de vista por um minuto… - ela saiu da fila, não querendo contemplar as terríveis consequências.

 Ao menos ela esperou fora da cabine, na casa de banho cheia de gente. Lavei a minha cara tão bem como as minhas mãos, ignorando os olhares espantados das mulheres à minha volta. Tentei pentear o cabelo com os dedos, mas rapidamente desisti. Alice tornou a pegar na minha mão levando-me porta fora e caminhamos para a fila do restaurante, outra vez. Eu arrastava-me, mas ela não parecia impaciente comigo.

 Observou-me a comer, primeiro devagar e depois mais rápido à medida que o meu apetite voltava. Bebi a soda que ela me trouxe tão rapidamente que só me deixou por um momento –nunca tirando os olhos de cima de mim –para ir buscar outra.

- A comida que comes, é definitivamente mais conveniente – comentou quando estava prestes a acabar – mas não parece que tenha muita piada.

- Caçar é mais excitante, imagino.

- Não fazes ideia. – e sorriu com os seus dentes brilhantes pelo que várias pessoas se viraram na nossa direcção.

 Depois de deitarmos o lixo fora, ela conduziu-me até aos largos corredores, aqui e ali os olhos dela brilhavam sobre alguma coisa que ela queria, puxando-me com ela para cada loja. Parou por um momento, puxando-me para uma cara botique para comprar três pares de óculos de sol, dois de mulher e uns de homem. Reparei que o empregado da loja olhava para ela com uma nova expressão quando ela lhe deu um cartão de crédito com linhas. Alice encontrou uma loja de acessórios onde comprou uma escova de cabelo e umas bandas de borracha.

 Mas ela não se tinha importado muito com aquilo que comprara até chegarmos a um género de loja que eu nunca frequentei, porque o preço de um par de sapatos estaria fora do meu alcance.

- Tu és um tamanho dois. – Era uma afirmação, não uma pergunta.

 Ela usou-me como cabide, carregando-me com um monte de roupa. Via-a aqui e ali procurando por um tamanho XS à medida que escolhia algo para si. As roupas que escolhera eram todas de materiais leves, mas com mangas compridas, pensado para cobrir a sua pele o mais possível. Um grande chapéu preto feito de palha estava no topo do monte de roupa.

 A lojista teve uma reacção similar ao invulgar cartão de crédito, tornando-se mais prestável e tratando Alice por “menina”. O nome que ela lhe chamara não me era familiar. De novo na rua, os nossos braços estavam carregados com sacos, e ela carregava o saco como desenho do leão, ao que lhe perguntei:

 - O que é que ela te chamou?

-  Aquele cartão de crédito diz Rachel Lee. Vamos ser muito cuidadosos e não vamos deixar nenhuma pista para o batedor. Vamos trocar a tua roupa.

 Pensei nisso enquanto ela me guiava até à casa de banho, empurrando-me para dentro da cabine para eu me trocar quando lá chegamos. Ouvia-a a remexer nos sacos, finalmente segurando num vestido azul de algodão e passando-o por cima da porta. Agradecida, com um puxão tirei as calças longas e apertadas de Rosalie , tirei a blusa que me acentuava nos lugares errados e atirei-as por cima da porta. Ela surpreendeu-me empurrando um par de sandálias de couro por debaixo da porta – quando é que ela os comprou? O vestido serviu-me na perfeição, o corte caro do vestido parecia voar à minha volta.

 Quando saí notei que ela tinha deitado as coisas de Rosalie no lixo.

- Fica com as sapatilhas – disse ela. Coloquei-as no topo de um dos sacos.

 Voltamos para a garagem. Desta vez Alice não teve tantos olhares à volta dela; estava tão coberta de sacos que a sua pele mal se via.

 Jasper estava à espera. Ele deslizou do carro e aproximou-se – a mala estava aberta. Enquanto pegava nos meus sacos, lançou a Alice um olhar irónico.

 - Eu sabia que devia ter ido – murmurou.

 - Sim – concordou – elas deviam adorar ter-te na casa de banho. - Ele não respondeu.

 Alice remexeu rapidamente nos seus sacos antes de os pôr na mala. Deu a Jasper um par de óculos de sol e ela própria também colocou uns. Deu-me a mim o terceiro par e a escova do cabelo. Puxou uma camisola de manga comprida, preta transparente, e colocou-a por cima da sua t-shirt, deixando-a aberta. Finalmente colocou o chapéu de palha. Nela, esta vestimenta provisória parecia pertencer a uma passerelle. Apanhou uma mão cheia de roupa e enrolou-as numa bola, abriu a porta de trás e fez uma almofada no banco.

- Agora precisas de dormir – ordenou firmemente. Arrastei-me até ao banco, deitando a minha cabeça e virando-me para o lado. Já estava meia a dormir quando o carro arrancou.

- Não devias ter trazido todas aquelas roupas para mim – resmunguei.

- Não te preocupes com isso, Bella. Dorme. -A sua voz era calmante.

- Obrigada. – respirei, e dormitei, dificilmente.

 Foi a dor de dormir e cãibra da posição em que dormia que me acordou. Ainda estava exausta, mas fiquei nervosa quando me lembrei onde estava.  Sentei-me para ver o Vale do Sol mesmo em frente a mim; o espaço, a planura dos telhados de telha, palmeiras, auto-estradas, a neblina e as piscinas,  os cumes rochosos de que chamamos montanhas. Estava surpresa por não sentir alívio, só o resmungo de saudades do céu chuvoso e dos campos verdes que eram sítios que significavam Edward para mim. Abanei a cabeça, tentando empurrar o desespero que se abatera sobre mim.

 Jasper e Alice estavam a falar; tinha a certeza que estava consciente outra vez, mas eles não deram sinal. As suas rápidas, doces vozes, uma baixa, uma alta, entrelaçaram-se musicalmente à minha volta. Determinei que eles estavam a discutir onde ficar.

- Bella, - Alice falou-me normalmente, como se já fize-se parte da conversa – qual o caminho para o aeroporto?

- Fica na I-10 – disse automaticamente – vamos passar mesmo ao lado.

Pensei por um momento, o meu cérebro ainda estava enevoado com o sono.

- Vamos voar? – perguntei.

- Não, mas é melhor estar perto, se for preciso. – Ela tirou o telemóvel e aparentemente ligou para as informações. Falou mais devagar que o normal, perguntando por hotéis perto do aeroporto, aceitando sugestões, e parando enquanto ela procurava. Fez reservas de uma semana em nome de Christian Bower, dizendo o número do cartão de crédito sem olhar. Ouvi-a repetir direcções para o operador: tenho a certeza que não precisava de ajuda com a sua memória.

O telemóvel relembrou-me as minhas responsabilidades.

-Alice – disse quando ela terminou – preciso de ligar ao meu pai. – A minha voz era sóbria. Ela passou-me o telemóvel.

Era fim de tarde; eu esperava que ele estivesse a trabalhar. Mas ele atendeu logo ao primeiro toque. Encolhi-me, imaginando a sua cara ansiosa ao telefone.

- Pai? – disse hesitante.

- Bella! Onde estas, querida? – um grande alívio notou-se na sua voz.

-Estou na rua. – Não precisava de saber que fiz três dias de viagem à noite.

- Bella, tens de voltar.

- Eu preciso de ir para casa.

- Querida, vamos falar sobre isto. Não precisas de te ir embora só por causa de um rapaz. – ele estava a ser muito cuidadoso, eu notava.

- Pai, dá-me uma semana. Eu preciso de pensar nas coisas, e depois eu decido se vou voltar. Isto não tem nada a ver contigo, ok? – a minha voz tremeu ligeiramente – Eu amo-te, pai. Independentemente do que decida, ver-te-ei em breve. Prometo.

- Ok, Bella. – a sua voz era de resignação. – Liga-me quando chegares a Phoenix.

- Ligo-te de casa, pai. Adeus.

- Adeus, Bella. – Ele hesitou antes de desligar.

 Ao menos estava em bons modos com o Charlie de novo, pensei enquanto entregava o telemóvel de novo a Alice. Ela estava a observar-me cuidadosamente, provavelmente à espera de outra recaída emocional. Mas eu estava só demasiado cansada.

 A cidade familiar voou pela minha janela escura. Não estava muito trânsito. Fizemos o nosso caminho rápido pela parte central da cidade e depois giramos para o lado norte do Sky Harbor International, virando para sul em direcção a Tempe. No outro lado do seco rio Salt, a uma milha ou perto do aeroporto, Jasper saiu onde Alice mandou. Ela dirigiu-o facilmente por entre as ruas para a entrada do aeroporto Hilton.

 Eu tenho pensado no Motel 6, mas tinha a certeza que eles não teriam nenhum problema com o dinheiro. Eles pareciam ter uma conta que não acabava.

 Entramos dentro do parque debaixo de uma sombra de uma longa ramada, e dois mensageiros do hotel moveram-se rapidamente para os lados do incrível automóvel. Jasper e Alice saíram, parecendo estrelas de um filme com os seus óculos escuros. Eu saí estranhamente, afectada pelas longas horas dentro do carro, sentindo-me simples. Jasper abriu a mala, e os empregados rapidamente descarregaram os sacos de compras para o carrinho de transporte de malas. Eles eram demasiado bem treinados para oferecer algum olhar espantado pela nossa falta de bagagens reais. O carro era muito porreiro porque no interior era tudo escuro; saltando para a tarde de Phoenix, mesmo pela sombra, era como se estivesse dentro de um forno a cozer. Pela primeira vez nesse dia, senti-me em casa.

 Jasper foi em passos largos para o vazio corredor. Alice continuou cuidadosamente a meu lado e os empregados ansiosamente atrás de nós com as nossas coisas. Jasper aproximou a secretária com o seu ar inconsciente.

-Bower. – Foi tudo o que ele disse à recepcionista com um ar bastante profissional. Ela processou rapidamente a sua informação, só com um pequenos olhares para o ídolo de cabelos de ouro que estava em frente dela a trair a sua doce perícia.

 Fomos rapidamente guiados para a nossa grande suite. Eu sabia que os dois quartos eram só por mera conveniência. Os empregados descarregaram as nossas sacas eficientemente enquanto eu me sentava no sofá e Alice dançava examinando as outras divisões. Jasper deu um aperto de mão a ambos os empregados quando se foram embora, e o ar com que eles saíram do quarto foi mais que satisfeito; era um ar orgulhoso. Depois ficamos sozinhos.

 Jasper foi às janelas, fechando as duas cortinas para maior segurança. Alice apareceu e pegou no menu de serviço de quartos e colocou no meu regaço.

- Pede alguma coisa. – instruiu.

- Estou bem. – disse estupidamente.

Lançou-me um olhar sombrio, e pegou no menu de volta. Dizendo alguma coisa sobre Edward, pegou no telefone.

- Alice, a sério. – comecei, mas o seu olhar silenciou-me. Pus a minha cabeça no braço do sofá e fechei os olhos.

O bater à porta acordou-me. Saltei tão rapidamente que escorreguei do sofá para o chão e bati com a testa na mesa de centro.

-Ow! – disse, confusa, esfregando a minha cabeça.

 Ouvi Jasper a rir-se, e viu-a a cobrir a sua boca, a tentar sufocar o resto do seu divertimento. Alice foi à porta, apertando os lábios firmemente, com os cantos da sua boca levantados.

 Corei e voltei para o sofá, agarrando a minha cabeça com as minhas mãos. Era a minha comida; o cheiro de carne vermelha, queijo, alho e batatas rodou sedutoramente à minha volta. Alice conduziu o carrinho tão perfeitamente como se tivesse sido empregada há anos, e sentou-se na mesa em frente aos meus joelhos.

- Precisas de proteínas. – explicou, levantando a redoma de prata revelando um grande bife e uma escultura de batata decorativa –O Edward não vai ficar contente quando chegar aqui e o teu sangue cheirar a anemia. – Eu tinha quase a certeza que ela estava a gozar.

 Agora que eu podia cheirar a comida eu estava com fome outra vez. Comi rapidamente, sentindo a minha energia a voltar à medida que o açúcar atingia a minha circulação sanguínea. Alice e Jasper ignoraram-me, estavam a ver as notícias e a falar tão calmamente e tão baixo que eu não percebia uma palavra.

 Um segundo bater na porta soou. Saltei nos meus pés, atenta para não ter outro acidente com a bandeja meia cheia que estava na mesa de centro.

- Bella, tu precisas de te acalmar – disse Jasper, enquanto Alice falava com quem bateu à porta. Um membro da limpeza do hotel deu-lhe um pequeno saco com o logo do Hilton e saiu silenciosamente. Alice trouxe-mo e deu-mo para a mão. Abriu-o e vi uma escova e pasta dos dentes e outras coisas que eu tinha deixado na minha carrinha. As lágrimas caíram-me dos olhos.

- És tão querida para mim. – Olhei para Alice e depois para Jasper, esmagada.

 Já tinha reparado que Jasper era o que tinha mais cuidado em manter uma distância de mim, portanto surpreendi-me quando ele veio para o meu lado e colocou a sua mão no meu ombro.

- Fazes parte da família agora. – sorriu, calorosamente. Senti um pesado cansaço a penetrar no meu corpo; as minhas olheiras eram demasiado pesadas para eu aguentar.

- Muito subtil, Jasper. – ouvi a Alice dizer num tom alterado. Os seus frios e magros braços deslizaram por baixo dos meus cotovelos e por trás das minhas costas. Levantou-me, mas eu já estava a dormir antes de ela me pousar na cama.

 Era muito cedo quando acordei. Tinha dormido bem, sem sonhos, e estava mais alerta do que usualmente estava quando acordava. Estava escuro, mas estavam flashes azuis a vir por baixo das portas. Estendi-me junto à cama, tentando encontrar o candeeiro na mesinha de cabeceira. Uma luz veio contra a minha cabeça, suspirei, e Alice estava lá, ajoelhada ao meu lado na cama, a sua mão na lâmpada que estava loucamente colocada em cima da cabeceira.

-Desculpa – disse ela enquanto eu me enterrei na almofada como alívio. – O Jasper tem razão – continuou – tu precisas de relaxar.

- Bem, não lhe digas isso – murmurei - Se ele me tentar relaxar mais uma vez eu entrarei em coma. – ela riu sem motivo.

- Reparas-te, eh?

- Se ele me tivesse batido na cabeça com uma frigideira seria menos obvio.

- Tu precisavas de dormir. – resmungou, ainda assim sorrindo.

- E agora preciso de um duche, ick! – Apercebi-me que ainda estava com o vestido azul, que não estava nem sequer perto do enrugado que devia estar. A minha boca sabia a cotão.

- Acho que vais ter uma pisadura na tua testa – mencionou enquanto eu entrava no quarto de banho.

 Depois de me lavar, senti-me muito melhor. Vesti as roupas que a Alice deixou na cama para mim, uma saia verde à caçador que parecia ser feita de seda e uns calções de linho. Senti-me culpada por as minhas coisas novas serem muito melhores do que as roupas que usava. Era bom se finalmente fizesse alguma coisa com o meu cabelo; os champôs do hotel eram de marcas de boa qualidade e o meu cabelo tornou a ficar brilhante. Dediquei o meu tempo a esticar o meu cabelo até à perfeição. Tinha um percentimento que nós não faríamos muita coisa hoje. Uma inspecção de perto em frente ao espelho revelou uma sombra escura na minha testa. Fabuloso.

 Quando finalmente apareci, a luz estava a espreitar à volta dos contornos das grossas cortinas. Alice e Jasper estavam sentados no sofá, a ver pacientemente a televisão que estava quase em silêncio. Estava uma nova bandeja com comida em cima da mesa.

- Come – disse Alice, apontando para o tabuleiro firmemente.

Sentei-me obedientemente no chão, e comi sem reparar na comida. Não gostei das expressões de nenhuma das suas caras. Eles estavam demasiado quietos. Nunca tiravam os olhos da televisão, mesmo com os anúncios televisivos a passar. Empurrei a bandeja, o meu estômago não estava fácil. Alice olhou para baixo agora, vendo o tabuleiro ainda cheio de comida.

- O que se passa, Alice? – perguntei docilmente.

- Nada. – Olhou para mim de relance, com uns olhos honestos que eu não comprava.

- Bom, o que vamos fazer agora?

- Esperamos pela chama de Carlisle.

- Ele já não devia ter ligado? – eu via que estava perto do correcto. Os olhos de Alice voaram de mim até ao telefone no topo da sua mala de couro e depois voltaram para mim. – O que é que isso quer dizer? – a minha voz tremeu, e eu lutei para a controlar. – Que ele ainda não ligou?

- Só significa que eles ainda não têm nada para nos dizer. – Mas a voz dela era muito clara e o ar foi de um momento para o outro difícil de respirar.

- Bella, – disse Jasper num tom calmo – não tens de te preocupar com nada. Estás completamente a salvo aqui.

- Achas que é isso que me preocupa? – perguntei não acreditando.

- O que há mais? – ele também estava surpreso. Ele podia sentir o teor das minhas emoções, mas não conseguia ver as razões por detrás delas.

- Tu ouvis-te o que o Laurent disse, - a minha voz estava baixa, mas eles podiam ouvir-me facilmente, claro – Ele disse que o James era letal. Se alguma coisa corre mal, e eles se separem? Se alguma coisa acontecer a algum deles, Carlisle, Emmet…Edward… - engoli – Se aquela fêmea selvagem fere Carol(Rosalie) ou Esme… - a minha voz subiu de tom, uma nota de histeria começava-se a notar. – Como poderei viver comigo própria visto que a culpa é minha? Nenhum de vocês devia arriscar a vossa vida por mim.

- Bella, Bella, pára, - ele interrompeu-me e as suas palavras foram rápidas – Estás-te a preocupar com todas as coisas erradas, Bella. Confia em mim nisso – nenhum de nós esta em perigo. Tu estas debaixo de demasiada resistência como esta, não juntes a isso preocupações desnecessárias. Ouve-me – porque eu olhei para outro lado – a nossa família é forte. O nosso único medo é perder-te.

- Mas porque é que tu – Alice interrompeu desta vez, tocando com o seu frio dedo na minha bochecha. – passou quase um século que o Edward está sozinho. Agora que ele te encontrou, a nossa família esta completa. Achas que algum de nós quer olhar para os olhos dele para os próximos cem anos se ele te perder?

 A minha culpa foi baixando à medida que olhava para os seus olhos negros. Mas, mesmo com a calma a espalhar-se por mim, eu sabia que não podia confiar nos meus sentimentos com Jasper presente.



Carolina às 23:17 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.04.01

   O telefone no meu bolso vibrou de novo. Era a vigésima quinta vez em vinte quatro horas. Eu pensei em abrir o telefone, pelo menos para ver quem é que estava a tentar contactar-me. Talvez fosse importante. Talvez o Carlisle precisasse de mim.

   Pensei nisso, mas não me mexi.

   Eu não tinha muita certeza onde estava. Algum sótão minúsculo e escuro, cheio de ratos e aranhas. As aranhas ignoravam-me e os ratos davam-me espaço. O ar estava pesado com o cheiro de óleo de cozinha, carne rançosa, suor humano e a camada quase sólida de poluição que era realmente visível no ar húmido, como um filme preto sobre tudo. Abaixo de mim, quatro andares de uma pensão raquítica atrelavam, cheios de vida. Eu não me importava em separar os pensamentos das vozes – eles formavam um grande alarido de espanhol alto que eu não escutava. Eu só deixava os sons passarem por mim.     Sem importância. Tudo era sem importância. A minha existência não tinha importância.

   O mundo inteiro não tinha importância.

   A minha testa pressionou-se contra os meus joelhos e eu perguntei-me quanto tempo ainda seria capaz de aguentar isto. Talvez fosse inútil. Talvez, se a minha tentativa já estivesse condenada ao fracasso, eu devesse parar de me torturar e voltar…

   A ideia era tão poderosa, tão curativa – como se as palavras tivessem um anestésico poderoso, lavando a montanha de dor que me enterrava – que me fez engasgar, que me deixou tonto.

   Eu podia ir embora agora, eu podia voltar.

   O rosto da Bella, sempre atrás das minhas pálpebras, sorriu para mim.

   Era um sorriso de boas vindas, de perdão, mas não teve o efeito que o meu subconsciente provavelmente queria que tivesse.

   É claro que eu não podia voltar. O que era a minha dor, em comparação com a felicidade dela? Ela devia ser capaz de sorrir, livre do medo e do perigo. Livre de desejar um futuro sem alma. Ela merecia melhor que isso. Ela merecia melhor que eu. Quando ela deixasse este mundo, ela iria para um lugar que estava proibido para sempre para mim, não importa como eu me comportasse aqui.

   A ideia dessa separação final era muito mais intensa que a dor que eu já sentia. O meu corpo tremeu com ela. Quando Bella fosse para o lugar onde ela fazia parte e eu nunca poderia fazer, eu não ficaria mais por aqui. Tinha que ter esquecimento. Tinha que ter alívio.

   Essa era a minha esperança, mas não havia garantia. Dormir? Sonhar, quem sabe! Ai, eis a dúvida, eu citei. Mesmo quando ela virasse pó, eu ainda sentira a tortura da sua perda?

   Tremi novamente.

   E, bolas, eu tinha prometido. Eu tinha-lhe prometido que não assombraria a vida dela de novo, trazendo meus demónios negros. Não voltaria atrás com a minha palavra. Eu não conseguia fazer nada certo por ela? Nada mesmo?

   A ideia de voltar para a pequena cidade nublada que seria sempre o meu verdadeiro lar neste planeta inundou os meus pensamentos de novo.

   Só para verificar. Só para ver se ela estava segura e feliz. Não para interferir.    Ela nunca saberia que eu estava lá…

    Não. Bolas, não.

   O telefone vibrou outra vez.

   - Bolas, bolas, bolas – eu rosnei.

   Eu podia aproveitar a distracção, supus. Eu abri o telefone e registeei os números com o primeiro choque que eu senti em meio ano.

   Por que a Rosalie me estaria a ligar? Ela era a única pessoa que provavelmente estava a gostar da minha ausência.

   Devia haver algo muito errado se ela precisava falar comigo. De repente preocupado com a minha família, eu cliquei no botão para atender.

   - O quê? – perguntei, tenso.

   - Oh, meu Deus. O Edward atendeu o telefone. Sinto-me tão honrada.

   Assim que eu ouvi o tom de sua voz, eu soube que a minha família estava bem. Ela só devia estar entediada. Era difícil adivinhar o motivo sem os pensamentos dela como guia. Rosalie nunca fez muito sentido para mim. Os impulsos dela funcionavam com o tipo mais estranho de lógica.

   Eu bati o telefone.

  - Deixa-me em paz – eu sussurrei para ninguém.

   É claro que o telefone vibrou de novo.

   Ela continuaria a ligar-me até que conseguisse passar qualquer mensagem com a qual me queria irritar? Provavelmente. Levaria meses até que ela se cansasse desse jogo. Eu brinquei com a ideia de deixá-la apertar a “rédia” pelos próximos seis meses… e então suspirei e atendi o telefone de novo.

   - Diz agora.

   Rosalie apressou-se nas palavras. – Eu imaginei que gostasses de saber que a Alice está em Forks.

   Eu abri os olhos e encarei as vigas de madeira, a sete centímetros do meu rosto.

   - O quê? – A minha voz estava vazia, sem emoção.

   - Sabes como é a Alice – pensa que sabe tudo. É igual a ti – Rosalie riu sem humor. A voz dela tinha um tom nervoso, como se de repente ela estivesse incerta sobre o que estava a fazer.

   Mas a minha raiva tornou difícil preocupar-me o problema da Rosalie.

   Alice tinha-me jurado que faria o que eu tinha pedido em relação a Bella, embora ela não concordasse com a minha decisão. Ela tinha prometido que deixaria a Bella em paz… enquanto eu deixasse. Certamente, ela achava que eu eventualmente cederia à dor. Talvez ela estivesse certa sobre isso.

   Mas eu não tinha cedido. Ainda. Então o que ela estava a fazer em Forks? Eu quis torcer o pescoço magro dela. Não que o Jasper me deixasse chegar assim tão perto dela, uma vez que ele sentisse um sopro da fúria que saia de mim…

   - Ainda estás aí, Edward?

   Eu não respondi. Eu apertei o meu nariz com as pontas dos dedos, a imaginar se era possível um vampiro ter dor de cabeça.

   Por outro lado, se a Alice já tinha voltado…

   Não. Não. Não. Não.

   Eu tinha feito uma promessa. A Bella merecia uma vida. Eu tinha feito uma promessa. A Bella merecia uma vida.

   Eu repeti as palavras como um mantra, tentando limpar a minha cabeça da sedutora imagem da escura janela da Bella. A entrada para o meu único santuário.

   Sem duvida eu teria que rastejar se eu voltasse. Não me importava com isso. Eu passaria feliz a próxima década de joelhos, se eu estivesse com ela.

   Não, não, não.

   - Edward? Não queres saber porquê que a Alice está lá?

   - Não estou muito interessado.

   A voz da Rosalie ficou presunçosa, satisfeita, sem dúvida, ela tinha forçado uma resposta minha. – Bem, é claro, ela não está exactamente a quebrar as regras. Quer dizer, só nos advertis-te para ficar longe da Bella. O resto de Forks não importa.

   Eu pisquei os olhos lentamente. A Bella tinha ido embora? Os meus pensamentos circularam pela ideia inesperada. Ela ainda não tinha se formado, então ela devia ter voltado para a mãe. Isso era bom. Ela devia morar à luz do sol. É bom que ela tenha sido capaz de deixar as sombras para trás.

   Eu tentei engolir, mas não consegui.

   Rosalie trinou uma risada nervosa. – Então não precisas de ficar zangado com a Alice.

   - Então porquê que me ligas-te, Rosalie, se não é para entregar a Alice?   Porquê que me estás a incomodar? Argh!

   - Espera! – ela disse, sentindo, com razão, que eu ia desligar de novo. – Não foi por isso que eu liguei.

   - Então porquê? Diz logo, e deixa-me em paz.

   - Bem… – ela hesitou.

   - Fala de uma vez, Rosalie. Tens dez segundos.

   - Eu acho que deves voltar para casa – Rosalie disse depressa. – Estou cansada da Esme de luto e do Carlisle sempre triste. Devias envergonhar-te do que fizes-te com eles. O Emmett sente a tua falta toda a hora e já me está a irritar. Tu tens uma família. Cresce e pensa em alguém além de tu mesmo.

   - Que conselho interessante, Rosalie. Deixa-me contar-te uma história sobre o sujo e o mal lavado…

   - Eu estou a pensar neles, ao contrário de ti. Não te importa o quanto magoas-te a Esme, mais que todos? Ela ama-te mais do que o resto de nós, e tu sabes disso. Vem para casa.

   Eu não respondi.

   - Eu pensei que uma vez que essa coisa toda de Forks tivesse terminado, tu irias superar.

   - Forks nunca foi o problema, Rosalie – eu disse, tentando ser paciente. O que ela tinha dito sobre Esme e Carlisle pegou no meu ponto fraco. – Só porque a Bella – era difícil dizer o nome dela em voz alta – se mudou para a Flórida, não quer dizer que eu seja capaz… Olha, Rosalie. Eu sinto muito mesmo, mas, acredita, não faria ninguém mais feliz se eu tivesse aí.

   - Humm…

   Ali estava, a hesitação nervosa outra vez.

   - O que é que não me estas a contar, Rosalie? A Esme está bem? O Carlisle.

   - Eles estão bem. É só… bem, eu não disse que a Bella se tinha mudado.

   Eu não falei. Passei nossa conversa na minha cabeça. Sim, Rosalie tinha dito que a Bella tinha se mudado. Ela tinha dito: …tu só nos advertis-te para ficar longe da Bella, certo? O resto de Forks não importa. E depois: eu pensei que uma vez que essa coisa toda de Forks tivesse terminado… Então a Bella não estava em Forks. O que ela quis dizer, Bella não tinha se mudado?

   Então Rosalie estava a apressar-se pelas palavras outra vez, falando quase irritada desta vez.

   - Eles não te queriam contar, mas eu acho que é estupidez. O mais rápido tu superarares isto, mais rápido as coisas podem voltar ao normal. Por que te deixar a lamentar pelos cantos escuros do mundo quando não tem necessidade? Podes voltar para casa agora. Nós podemos ser uma família de novo. Acabou.

   A minha mente parecia estar quebrada. Eu não conseguia entender as palavras dela. Era como se houvesse alguma coisa muito, muito óbvia que ela me estava a contar, mas eu não fazia ideia do que era. O meu cérebro passava a informação, fazendo caminhos estranhos. Absurdos.

   - Edward?

  - Eu não entendo o que estas a dizer, Rosalie.

   Uma longa pausa, o tempo de alguns batimentos cardíacos humanos.

  - Ela está morta, Edward.

   Uma pausa mais longa.

   - Eu… sinto muito. Mas tens o direito de saber, eu acho. A Bella… atirou-se de um penhasco dois dias atrás. A Alice viu, mas era tarde demais para fazer qualquer coisa. Mas eu acho que ela teria ajudado, quebrado a sua promessa, se houvesse tempo. Ela voltou para fazer o que pode por Charlie. Sabe que ela sempre se importou com ele -

   O telefone ficou silencioso. Levou alguns segundos para eu perceber que eu o tinha desligado.

   Eu sentei-me na escuridão empoeirada por um espaço de tempo longo, congelado. Era como se o tempo tivesse terminado. Como se o universo tivesse parado.

   Lentamente, movendo-me como um homem velho, liguei o meu telefone de novo e escrevi o único número que eu tinha prometido que nunca mais ia escrever.

   Se fosse ela, eu desligaria. Se fosse o Charlie, eu conseguiria a informação que precisava por pretextos. Eu provaria que a piada doentia da Rosalie estava errada e então voltaria para o meu nada.

   - Residência dos Swan – uma voz que eu nunca tinha ouvido antes atendeu.    Uma voz de homem, rouca, grave, mas ainda jovem.

   Eu não parei para pensar no que isso significava.

   - Aqui é o Dr. Carlisle Cullen – disse, imitando perfeitamente a voz do meu pai. – Posso falar com o Charlie?

   - Ele não está aqui – a voz respondeu, e eu fiquei fracamente surpreso pela raiva que ela continha. As palavras eram quase um rosnado. Mas isso não importava.

   - Bem, onde é que ele está então? – exigi, ficando impaciente.

   Houve uma pequena pausa, como se o estranho quisesse reter a informação de mim.

   - Ele está no funeral – o rapaz finalmente respondeu.

  Eu desliguei o telefone de novo.



Carolina às 23:15 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.04.01

Qual é a da maçã?
A maçã na capa de Twilight representa o “fruto proibido”. Eu usei a escritura dos Gênesis (localizada depois das tábuas dos mandamentos) porque eu adorei a frase “o fruto do conhecimento do bom e do mau”. Não é exactamente assim que Bella acaba? Com um trabalho de conhecimento do que é bom, e do que é o mau. O bom dessa maçã é que ela tem muitos outros significados simbólicos. Há a maçã de Branca de Neve, uma mordida e v ficas congelado num estado de não-exatamente-morte... há também Paris e a maçã dourada da mitologia Grega - veja quantos problemas aquilo começou. Maçãs são frutas bem versáteis. No fim, eu amei a linda simplicidade da foto. Pra mim, ela diz: escolha.

Por que você escolheu o título Twilight?
Twilight não foi o livro mais fácil de se dar um nome. Quando eu comecei a mandar as inquirições, eu chamei-o de Forks por falta de uma idéia melhor. O primeiro conselho que a minha agente me deu foi que o título ia ter que mudar. Nós testamos um monte de outros títulos diferentes, e nada parecia ajustar-se bem. Nós fizemos uma tempestade em nossos cérebros procurando em e-mails duarante uma semana. A palavra Twilight estava numa lista de “palavras com atmosfera” que eu mandei pra ela. Apesar de essas palavras terem sido escolhidas para serem usadas em combinação com outras, a palavra Twilight destacou-se pra nós duas. Nós decidimos tentá-la, e, depois de algum tempo de pequenos ajustes, esse título começou a dar certo pra nós duas. Não é absolutamente perfeito; pra ser honesta, eu não acho que exista um título perfeito para este livro (ou, se existe, eu nunca ouvi falar). Quando eu olho para os títulos que outros países usaram (exemplos: Alemanha: Bis zumMorgergrauen que é “Até a Aurora”, ou “Mordida”, se adicionares um “s” pra que fique “biss” (se você olhar a capa do livro Alemão na página sobre Twilight Internacional); Finlândia: “Tentação”; França: “Fascinação”; e Japão, onde o livro teve que ser dividido em três partes: “O rapaz que eu amo é um vampiro”, “Sangue tem gosto de tristeza” e “A Família de Vampiros na Escuridão”), parece que eu estou certa em relação a isso. (Tanto New Moon quanto Eclipse foram muito mais fáceis de intitular, e os títulos também se encaixam melhor.)


Por que todos os garotos da Escola de Forks gostam de Bella se ela devia ter uma aparência normal? Ela é bonita ou não?
Algumas partes da experiência de Bella são modeladas pela vida real (a minha vida, pra ser exacta), para conseguir manter alguns aspectos da fantasia solidamente reais. Ironicamente, muitos dos detalhes que são cem por cento reais são aqueles que mais são questionados (tal como foi ilustrado em algumas das minhas raivosas revisões no Amazon). Nesse caso em particular, eu modelei a mudança de Bella para Forks com a minha saída da escola para a faculdade. (Alerta de história Pessoal!) Eu mencionei na minha biografia que eu fiz o liceu em Scottsdale, AZ, que é a versão de Arizona de Beverly Hills (imagine a escola do filme Meninas de Beverly Hills). Na escola, eu era uma nerd, uma florzinha de estufa. Eu tinha imensas amigas incríveis, mas não causava muito efeito no cromossomo Y, se vocês sabem o que eu quero dizer. E então fui para a faculdade em Provo, Utah. Deixem-me dizer que, a minha cotação ultrapassou o telhado. Reparam, a beleza é muito mais subjetiva do que podem pensar. Em Scottsdale, rodeada de barbies, eu era nota cinco. Em Provo, rodeada de gente normal, eu era mais nota oito. Tinha encontros todos os fins de semana com rapazes diferentes, bonitos e inteligentes (alguns cujos nomes acabaram nos meus livros). Tudo era um tanto quanto confuso no início, porque sabia que não havia nada de diferente em mim. (Observação: não deixe que ninguém te diga que o liceu devia ser divertido. O liceu é pra ser suportado. Faculdade é divertido.)
Voltando à Bella. Aqui está um curto resumo sobre um estudo de personagem que eu fiz recentemente (eu escrevi o primeiro capítulo de Twilight do ponto de vista de Edward; ele ficou bem giro, e, eventualmente Midnight Sun será lançado para que todos possam lê-lo), que mostra o primeiro dia de escola de Bella ao ser vista pelo aspecto de Edward:

Hoje todos os pensamentos estavam consumidos com o drama trivial de uma nova adição ao pequeno corpo estudantil daqui. Foi preciso tão pouco pra deixar todos eles agitados. Eu vi o novo rosto sendo repetido em pensamento após pensamento em todos os ângulos. Apenas uma rapariga humana normal. A excitação pela sua chegada era cansativamente previsível - como um objecto brilhante para uma criança. A metade dos miúdos-ovelhas já se estavam  a imaginar apaixonados por ela, só porque ela era algo novo pra se olhar.
 

Como é que é Bella?

Deixei uma descrição detalhada de Bella no livro para que o leitor possa mais facilmente seguir os seus passos. No entanto, muitas pessoas têm esta pergunta, eu decidi lhe dizer como ele me parece. Mas gostaria de salientar, a aparencia de Bella está aberta a varias interpretações.

Na minha cabeça, Bella é muito justo de pele, com longos e lisos, cabelos castanhos escuros e olhos castanho chocolate. O rosto é em forma de coração-uma vasta fronte com um bico viúva, olhos grandes e espaçados, osso dos ombros proeminentes e, em seguida, um nariz fino e um estreito. Os lábios são um pouco fora de proporção. As sobrancelhas são mais escura do que cabelos e estão arqueadas. Ela tem 1'62 cm de altura, é delgada mas nao musculada. Ela tem as unhas roídas pq tem um habito de morde-las quando está nervosa.

O que queres dizer com mudar os narradores? Você está louca?
Parece haver um pouco de ansiedade na minha declaração que, eventualmente, a história de Bella e dos Cullen e de todos os meus outros amigos de Forks seria narrada por alguém mais além de Bella. Por favor, não se preocupem. Eu prometo que Bella vai conseguir contar toda a sua história. Mas quando a história estiver mais ou menos resolvida, há outras histórias para serem contadas. Bella e Edward sempre terão os seus papéis. Não temam - aqueles dois não vão a lugar nenhum.

Qual era o CD que Bella estava ouvindo no capítulo sete?
Eu deixei essa informação de fora porque  não sabia quanto tempo Twilight levaria a ser publicado. Se levasse dez anos, a banda ainda seria fixe, ou será que seria vergonhosa? Pra minha sorte, não levou muito tempo, e a banda ainda é bem fixe (a meu ver, pelo menos). Bella está ouvindo Linkin Park. Assim como eu nesse exacto momento.

Twilight é autobiográfico?
Não. Twilight é um trabalho fictício. 

Edward mordeu Bella no final do livro?

 

Parece haver uma grande confusão sobre a última linha de Crepúsculo. Por isso, peço desculpa. Em minha defesa, só posso dizer que, por vezes, um escritor perde uma pequena batalha aqui e ali com o seu editor, e não foi inteiramente minha ideia de abandonar o termo tão ambíguo. Mas deixem-me assegurar-vos que se trata apenas dos lábios de Edward que pressionam a garganta de Bella naquele determinado ponto no tempo. No início do livro dois, Bella ainda é muito humana e Edward ainda é muito teimosamente determinada a manter a sua forma.
 


Patrícia_TP às 23:08 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.04.01

Às vezes, no processo de edição, sacrifícios têm de ser feitos. Algumas partes têm de ser cortadas porque tornam lenta a acção, outras são cortadas simplesmente para condensar o comprimento do livro, outros são cortados para simplificar o enredo. E, qualquer que seja a razão por detrás da remoção, alguns dos cortes custam mais do que outros. Esta página é dedicada às partes cortadas que eu sinto mais falta.

 

Lembrem-se, estes foram tirados do rascunho inicial. Eles estão vergonhosamente pouco trabalhados, e poderão haver coisas que são confusas. (Por exemplo, a Rosalie não foi sempre tão antagónica como é agora - a sua personagem cresceu e definiu-se no processo de edição.) De qualquer das formas, não esperem muito, e divirtam-se!

 

 

Badminton

Caítulo 20 Original "Voo" a.k.a. Às Compras com a Alice

Emmett e o Urso

Remix Extendido do Baile



Carolina às 23:00 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.04.01

(Notas: este excerto foi retirado do livro original. Embora tenha explicado brevemente a história da transformação de Emmet no capítulo 14 “O Dominio da Mente sobre a Matéria”, sinto que deveria dar a oportunidade de ele descrever esse episódio pelas suas próprias palavras.)

 

Emmett e o Urso

Fiquei surpreendida ao dar conta de estar a desenvolver uma estranha empatia com Emmett, principalmente por ele se me ter apresentado como o mais assustador deles todos quando os vi pela primeira vez. Talvez estivesse relacionado com a forma como fomos escolhidos para entrar nesta familia; ambos fomos amados – e retribuímos esse amor – enquanto humanos, embora para ele tivesse sido por menos tempo. Mas o Emmett lembrava-se – e só ele poderia compreender o milagre que Edward representava para mim.

Falámos sobre isso pela primeira vez, num fim de tarde, os três sentados num dos sofás brancos da sala, Emmett calmamente a presentear-me com memórias que mais pareciam contos de fadas, enquanto Edward permanecia focado no programa de culinária – tinha decidido que precisava de aprender a cozinhar, deixando-me incrédula, pois revelava-se uma missão difícil fazê-lo sem ter o mínimo sentido de paladar ou olfacto. Afinal, havia coisas que não lhe eram naturais. O seu sempre perfeito sobrolho franziu-se quando o chef temperava uma das receitas de acordo com o gosto pessoal. Tentei esconder um sorriso.

“Ele já tinha acabado de brincar comigo, e eu estava ciente de que ia morrer.” Relembrou Emmett, sereno, rematando os seus contos de vida humana com o episódio do urso. Edward não nos prestava atenção; ele já conhecia bem a história. “Não  me conseguia mexer e a consciência estava lentamente a abandonar-me, quando ouvi o que pensei ser outro urso e uma luta entre eles pela posse do meu cadáver, imaginei eu. De repente, senti-me a voar. Supûs que tivesse morrido, mas mesmo assim esforcei-me por abrir os olhos. E foi quando  a vi” – e eu compreendi de imediato a sua expressão extasiada ao reviver a memória – “e soube nesse instante que tinha morrido. Nem me importei mais com as dores – simplesmente lutava para manter os olhos abertos e não perder aquele rosto de anjo de vista nem por um segundo. Estava já a delirar, claro, a tentar perceber porque não tínhamos ainda chegado ao Céu, e a pensar que talvez ficasse mais longe do que eu imaginava. Esperei que a qualquer momento ela levantasse voo. Depois apresentou-me diante de Deus. “ e entoou a sua mais sonora gargalhada. Era fácil perceber o porquê do engano.

“Depois achei que o que se seguiu foi o meu julgamento. Tive a minha bela dose de divertimento durante os 20 anos de vida humanos, pelo que nem me surpreendi quando comecei a sentir as chamas do Inferno a queimar-me por dentro.” Emmett soltou novamente uma gargalhada, mas desta vez não consegui sorrir; estremeci. Edward, inconscientemente, apertou-me contra si com o seu abraço. “O que me surpreendeu foi que o anjo nunca me abandonou. Eu não consegui compreender como é que algo tão divinal poderia permanecer no Inferno comigo – mas estava agradecido por isso. De cada vez que Deus apareceia para ver como eu estava, receei que que a levasse com ele, mas nunca o fez. Comecei até a acreditar que os padres que apregoavam tanto o Deus misericordioso tinham razão. Depois a dor passou... e explicaram-me o que se passava.

“A princípio ficaram surpreendidos pela minha fácil e rápida aceitação a esta vida de vampiros. Mas se Carlisle e Rosalie, o meu anjo, eram vampiros, não seria assim tão mau, certo?” Acenei afirmativamente, concordando com a perspectiva de Emmett, enquanto ele continuava. “Tive um pouco mais de dificuldade com as regras...” brincou. “Dei-te que fazer no início, não dei?”, e o murro brincalhão que deu no ombro de Edward fez-nos balançar aos dois.

Edward bufou entre dentes sem tirar os olhos da TV. “Por isso, o Inferno não é assim tão mau se tiveres um anjo sempre do teu lado”, dirigiu-se a mim maliciosamente. “Quando ele finalmente perceber que tem de aceitar o inevitável, vais sair-te bem.”

O punho de Edward mexeu-se tão depressa que ao início não percebi o que fizera atirar Emmett para as traseiras do sofá. Edward nem sequer desviou o olhar do televisor.

“Edward!”, ralhei.

“Não te preocupes com isso, Bella.” Emmett estava de volta ao sofá sem a mais leve irritação. “eu sei onde o encontrar” e olhou por cima de mim em direcção a Edward. “Eventualmente vais ter de a soltar” ameaçou. Edward limitou-se a rosnar como resposta à provocação, sem olhar para ele.

“Rapazes!” a voz reprovadora de Esme soou acusadoramente do cimo das escadas.

 

 

 

Tradução por: Marisa Correia



Carolina às 22:58 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.04.01

Reino Unido:
UK   UK

 

Alemanha:
Germany

 

Holanda:
The Netherlands

 

Républica Checa:
Czech

 

Japão (Capas):
Japan1 Japan2 Japan3

 

Japão (Ilustrações):
Japan4Japan5Japan6

 

Finlândia:
Finland

 

Tailândia:
Thailand

 

Rússia:
Russia



Carolina às 22:46 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.04.01

Feito pela equipa do Twilight Lexicon e Stephenie Meyer



Qual era o apelido humano de Edward? E existem outros detalhes sobre a vida dele que nos possa passar?
O nome completo de Edward é Edward Anthony Masen Cullen. A mãe dele chamava-se Elizabeth e o seu pai também era Edward. A vida humana dele em Chicago era feliz e tranquila. Os seus pais eram moderadamente ricos (o pai era um advogado de sucesso). A maior preocupação da sua mãe antes deles serem contagiados pela epidemia era o facto de que a Primeira Guerra Mundial estava em seu auge e Edward estava a apenas um ano de ser alistado (em agosto de 1918, a idade de alistamento baixou pra 18 anos - a epidemia atacou em Setembro). A mãe de Edward é brevemente lembrada no início de New Moon. Quando ele era humano, seus olhos eram verdes. Ele tem 1,84 de altura (ficariam surpresos com quantas pessoas que já perguntaram isso). O aniversário dele é em 20 de junho.

Além de Debussy, que tipo de música Edward escuta? Ele prefere música clássica ou tem algum outro estilo preferido de música moderna?
Edward gosta de vários tipos de música (ele tem bastante tempo pra escutá-las). Ele gosta de clássicos, jazz, metal progressivo, rock alternativo, punk rock e um pouco de emo. Gosta mais do rock moderno do que do clássico. Ele não gosta mais de rock do que de musicas clássicas - ele aprecia os dois. Como uma regra geral, ele não gosta de música country.

Bella tem um trabalho depois da escola? Eu imagino-a a fazer trapalhada e a ser demitida, mas isso sou só eu! HA!
Bella arranjou um trabalho a part-time no seu primeiro verão em Forks pra guardar dinheiro para a faculdade. Quando o segundo livro começa, ela estava a trabalhar na loja de suplementos desportivos dos Newton há três meses. Mike Newton é seu companheiro de trabalho. Como filho dos donos, ele teve alguma influência no facto de ela ter arranjado o emprego (no entanto, isso não aparece no livro dois). 

Eu tenho IMENSAS perguntas sobre Esme e Carlisle. Todo aquele relacionamento e a história antes dele é uma história sobre a qual eu quase escrevi, mas eu decidi que ainda havia muitas coisas mal explicadas. Esme era casada em sua vida humana? Se sim, o que aconteceu ao marido dela? Eu não acho que Esme tenha ficado muito feliz em saber que a sua tentativa de acabar com a sua vida tenha se transformado em uma existência eterna. É difícil pra mim aceitar que ela se apaixonou por Carlisle imediatamente. Quanto tempo depois de sua transformação ela foi capaz de vê-lo como o homem gentil que nós conhecemos nos livros? Toda e qualquer informação sobre o relacionamentos deles seria de grande ajuda.
Para entender como Carlisle e Esme se apaixonaram, é preciso ler a história dela.
Então tu viste um pouco sobre a vida de Esme lá em cima - não foi tão fixe. O casamento dela foi arranjado pelos pais. Ela não estava apaixonada pelo homem com que se casou, apesar de ela estar disposta a fazer uma tentativa. Ela queria muito apaixonar-se por alguém, mas  nunca tinha conhecido ninguém que se comparasse a um encontro que ela teve quando tinha dezesseis anos. É melhor eu descrever um pouco:
Em 1911, Esme partiu uma perna ao cair de uma árvore que ela tinha subido. A família dela vivia em uma pequena fazenda nos arredores Columbus. O médico local estava longe, e já estava escuro quando eles a levaram ao pequeno hospital de Columbus. Ela foi tratada por um Dr. Cullen. Era o último mês dele na cidade (ele já estava dizendo ter 35). Ela nunca esqueceu aquela experiência. A gravidez de Esme foi a sua desculpa pra escapar. Ela sabia que não podia deixar uma criança nascer naquela casa. Ela fugiu pra um primo de segundo grau que vivia em Milwaukee, e depois foi mais para o norte quando descobriu que seus pais descobriram onde estava. Ela conseguiu disfarçar-se com facilidade, fingindo ser uma das viúvas da guerra. Deu aulas numa escola na pequena comunidade de Ashland.
Quando o bebé dela morre (infecção nos pulmões), apenas alguns dias depois de seu nascimento, ela não tinha mais nada.
Não fazia idéia de que Carlisle estava a trabalhar no pequeno hospital de Ashland quando saltou do precipício da cidade. Carlisle lembrou-se dela, é claro; se lembrou da rapaziga feliz que ela havia sido aos dezesseis anos. Ele não queria que ela morresse.
Então dá pra imaginar o que ela sentiu quando abriu os olhos, sentindo toda aquela dor, e viu o rosto do qual ela não havia se esquecido em uma década. Espero que isso te dê uma idéia sobre quão rapidamente e facilmente o relacionamento de Esme e Carlisle se formou.

Quão jovens os vampiros dizem ser e quão velhos eles podem dizer que são? Obviamente, Edward deve parecer ser o mais novo, já que tem dezessete, mas os seus "parentes" já estavam com uns vinte quando foram transformados. Eles dizem que têm a mesma idade quando chegam nas cidades? E por quanto tempo eles podem ficar até que as pessoas comecem a suspeitar? Com 17 anos, eu tenho dificuldades de imaginar Edward dizendo ter 25.
Os Cullen têm uma linha de idade que eles podem fingir ter. Carlisle é a chave, já que ele gosta de trabalhar como médico; é a idade dele que determina quanto tempo eles podem passar numa cidade.
Apesar de ele ter apenas 23, ele geralmente finge ter de 28 até 35. Se ninguém começar a criar suspeitas (com Edward eles podem saber isso) e eles gostarem de onde estão, às vezes eles vão mais longe. Todos eles conseguem fingir ser mais velhos com facilidade por causa do seu jeito maduro de falar e agir. Edward pode ir de quinze até mais ou menos vinte e cinco. Ele já esteve na escola de medicina duas vezes (ajudando Carlisle a manter-se em segredo), mas ele nunca foi médico. Ele não consegue lidar com o sangue como Carlisle.
Emmett e Jasper têm dificuldades em fingir ter menos de dezoito, mas com suas perfeitas credenciais (certidões de nascimento, carta de condução, etc...), as pessoas tendem a acreditar em qualquer história que eles contem.

Vampiros têm presas ou não? Edward mostra seus dentes brancos várias vezes, mas ninguém nunca vê as presas dele nenhuma vez. Elas crescem quando eles caçam?
Os meus vampiros não têm presas. Os dentes deles são tão afiados e fortes que não precisariam muito de presas (eles poderiam morder um pedaço de aço se quisessem - pescoços humanos são como manteiga, ha ha). Os vampiros não-vegetarianos não deixam suas vítimas vivas (a não ser que eles estejam transformando alguém em vampiro); essa não é uma tarefa bonita e limpinha, não é como aqueles dois buraquinhos que tu vês os vampiros fazer nas histórias mitológicas.

Os vampiros têm sangue nas veias, apesar dos seus corações não baterem mais? O que aconteceria se eles se cortassem, se magoasse ou alguma coisa assim?
A maioria dos fluidos humanos está ausente nos meus vampiros. Nada de suor, nada de lágrimas, nada de sangue, a não ser aquele que eles ingerem - eles não têm sangue próprio. Eles têm uma espécie de saliva - o veneno deixa as suas bocas molhadas, pelo menos. Quando eles bebem sangue, ele corre por seus corpos e torna-os fortes. Ele flui pelas velhas veias de seus corpos, apesar de não terem mais circulação. Isso ilumina os olhos deles* e deixa a sua pele levemente mais corada.

*Isso me lembra de outra pergunta que me fizeram recentemente. Eu achei que fosse bastante óbvio, mas também, eu tenho a mania de achar que tudo é obvio (uma das grandes façanhas do meu editor é me explicar mais completamente). Vampiros que bebem sangue humano têm íris vermelhas que ficam pretas quando eles têm sede. Se os Cullen bebessem sangue humano, os olhos deles/delas ficariam rubros. Leva mais ou menos duas semanas sem sangue até que os olhos dos vampiros fiquem inteiramente pretos. Se depois disso, um Cullen voltasse a sua dieta animal, os olhos dele/dela, voltariam a ser de uma cor dourada escura.
Outro lembrete: vampiros recém criados são reconhecíveis pelos olhos, que são vívidos, de um vermelho vibrante por causa da grande quantidade de sangue humano acumulado (o sangue já estava dentro do humano antes de ele/ela ser mudado) que permanece nos seus tecidos. O sangue vai desaparecendo lentamente no curso de um ano. Vampiros novos são também imensamente fortes em seu primeiro ano de vida; isso também é produto do excesso de sangue no seu corpo. Esse sangue residual não faz nada pra diminuir a sede - vampiros novos estão sempre com sede.
E, já que estamos falando de fisiologia... toneladas de pessoas já me perguntaram se vampiros podem ter bebês. A resposta é não. Quando alguém vira um vampiro, é como se eles fossem congelados exactamente como eles são naquele momento. O corpo dele ou dela (e vamos ficar com ela, já que esse é o centro da discussão) não experimenta mais nenhuma mudança. Os cabelos não crescem, nem as unhas (se você cortar o seu cabelo, ele fica preso. É por isso que o cabelo de Alice é tão curto - ele estava crescendo depois de ser rapado no asilo). Isso aplica-se a todas as mudanças, então as mulheres não têm mais o ciclo de ovulação. Se ela já estivesse grávida quando foi mordida, tanto ela quanto o feto ficariam congelados naquele estado. Isso realmente seria um horror - grávida por uma eternidade? Eu tremo só de pensar.
Se um vampiro se cortasse, só sangraria se tivesse bebido sangue recentemente (e se tivesse bebido muito). De outra forma, só sairia um pouco de veneno. Seria como cortar granito.

Eu não perguntei muito no início com medo de estar perguntando demais, mas, como vocês podem ver, Stephenie tinha mais coisas pra me contar...
Ok, vamos ver os detalhes corriqueiros dos quais eu consigo me lembrar... O grupo de Denali vive sendo cortado da história. Só pra constar, eles são Tânia, Kate (Katrina), e Irina - originalmente da Eslováquia -, e elas pensam em si como irmãs, apesar de não serem irmãs biológicas.
Elas já têm quase mil anos de idade. Foram apenas três por muitos séculos, e depois Carmen e Eleazar juntaram-se, atraídos pelo seu estilo de vida pacífico. Tânia, Kate e Irina têm um interessante caminho que as guiaram a seu "vegetarianismo": elas estão originalmente por trás dos mitos dos succubus. Seu apego a homens humanos começou a fazer com que elas se sentissem culpadas pelas suas vítimas, e lentamente foram-se treinando para não sentirem atração pelo sangue humano. No entanto, ainda gostam de homens. Kate e Eleazar são "talentosos" como Edward e Alice, mas eu não posso dizer mais que isso. (Tânia deve aparecer um pouco no Twilight-sob-a-perspectiva de Edward.) Eleazar é um homem. Ele e Carmem (seu verdadeiro amor) são ambos espanhóis, têm apenas uns três ou quatro séculos de idade, e eles juntaram-se às irmãs succubus mais tarde. Eleazar tem uma história interessante, que, até o momento, só aparece em Forever Dawn.

Isso vai parecer enlouquecidamente curioso, mas... os vampiros tomam banho? Levando em conta que disseste que caçar faz muita sujeira (nada de feridas pequenas e limpinhas), estou imaginando que eles se sujam... ou pelo menos ficam ensangüentados. Então eles tomam banho? Eles arrajam os cabelos? Escovam os dentes?
Vampiros tomam banho, mas eles não se sujam da mesma forma que nós. Sujos por fora, sim - sangue, lama e outras coisas (apesar da maioria dos vampiros não se sujar quando come - tudo é uma questão de prática), mas nada de suor ou óleos corporais. Eles jamais teriam C.C., ha ha. Uma rapariga já me perguntou por que Alice tem um banheiro, e se isso significava que vampiros precisam fazer xixi. Não, eles não precisam (eles usam todo o sangue, o que não cria reservas), mas eles tomam banho. (E é claro que eles precisam ter banheiros - é assim que as casas são construídas, e quando eles quisessem-se mudar, seria um pouco estranho se constasse nos arquivos da imobiliária: oito quartos, sem banheiros). Eles lavam a poeira e a chuva de seus cabelos também. E Rosalie, particularmente, gasta muito tempo com o seu. (O cabelo é uma célula morta - a transformação dos vampiros não o afecta. Se tu tiveres pontas duas, lamento! Isso não vai melhorar. Ha Ha.

Jasper é um dos personagens que eu sinto que não tenho nenhum conhecimento. Por alguma razão, ele é como um buraco negro.
Ok, as coisas de Jasper. Eu amo o meu Jasper. Primeiramente, a razão pela qual Jasper é o que tem mais problemas com a dieta dos Cullen, é que ele já está por aí desde a Guerra Civil e ele já consumiu MUITO sangue humano. Ele formou hábitos muito maus. Além do mais, o meu rapaz é uma máquina de luta (e eu não estou falando de lutas da Guerra Civil/humanos aqui, apesar de ele ter sido um Major do exército Confederado quando era humano). O estilo de vida dos Cullen é um incompreensível retiro de paz pra ele.
Segundo, ele está fazendo isso em grande parte por causa de Alice. Alice é a vida inteira de Jasper. Ela é a coisa mais importante do universo pra ele, e ele faria absolutamente qualquer coisa por ela. Pra Jasper, não existem limites de quem ou do quê ele destruiria por Alice. Não que ela quer que ele destrua alguma coisa. Ela é o lado leve do relacionamento deles - ela faz ele rir (e ele não era muito de rir antes de Alice). Jasper é o mais "vampírico" dos Cullen, e, apesar de ele ser ligado a todos eles, ele não é apegado aos outros do jeito que os outros são - do jeito que Alice definitivamente é. Toda aquela coisa da escola tira-o do sério. Ele está tentando melhorar em ficar perto de humanos, mas é um esforço inimaginável.

Quando os vampiros se alimentam de humanos, eles bebem todo o sangue? E, se eles bebem, o que é que eles fazem com os corpos? Eles só deixam os corpos sem sangue jogados por aí ou se livram deles?
Eles drenam todo o sangue do corpo, e depois os escondem (não é muito bom chamar atenção). Por exemplo, se Laurent estivesse dando uma volta na floresta e se deparasse com um mochileiro apetitoso, depois de beber todo o sangue disponível (e é quase impossível evitar isso, uma vez que você começa - é por isso que tão poucos vampiros são criados com sucesso), ele deve cavar um enorme buraco no chão, pôr o corpo lá embaixo, e depois fechá-lo. Isso só levaria alguns segundos e bem pouco esforço. Existem muitas formas de se livrar de um corpo quando se tem força sobre humana.

Quem dirias que é mais consciente sobre sua aparência, Rosalie ou Alice? Eu imagino Alice mais como uma menina levada, mas foi ela quem fez toda aquela arrumação em Bella para o baile. Talvez seja o cabelo. LOL! Eu sempre tenho que ficar me lembrando de que foi Alice e não Rosalie quem fez toda a arrumação.
A verdadeira qualidade pessoal de Rosalie é a beleza dela. Como a qualidade de Emmett é a sua força, isso os torna extremamente mais físicos do que intelectuais. Edward simplesmente não presta muita atenção na aparência de Rosalie. Será que dá pra vocês imaginarem o quanto isso a tira do sério?
Então Rosalie é muito mais preocupada com a aparência dela do que Alice. Alice faz a arrumação em Bella para o baile porque, entre outras coisas, ela fica fascinada estando entre humanos. Quando ela disse à Bella que estava tentando viver através dela (isso está lá, não é? Eu fico misturando coisas de Forever Dawn com as falas de Twilight), aquela era uma frase chave. Ela está tentando experimentar a humanidade através de sua associação próxima com Bella. Além do mais, Bella é uma rapariga muito natural - não é daquelas que gostam de se maquilhar ou de ficar experimentando roupas. Alice a vê como uma tela em branco esperando pra se transformar numa obra de arte.

Algum deles ainda tinha uma família viva quando foi transformado? E isso foi difícil pra que eles aceitassem ou eles simplesmente tiveram que fugir e não contar nada para as suas famílias? Nós perguntamos por causa das nossas imaginações hiperativas que ficam imaginando como Renée e Charlie reagiriam em relação à Bella se decidisses transformá-la.
Se os Cullen já tiverem mais experiência em contar às suas famílias, isso pode facilitar as coisas. Por outro lado, se essas experiências fossem complicadas, isso poderia deixar Edward ainda mais ansioso sobre sua decisão de transformá-la.

Vocês sabem que Carlisle tinha o seu pai, e que Edward, Esme e Alice não tinham mais ninguém, na verdade.
Rosalie, no entanto, tinha dois pais já velhos e dois irmãos mais novos. Depois que ela se tornou vampira, ela nunca mais voltou a vê-los. Emmett era o mais novo de uma enorme família de Americo-Irlandeses. Seus pais e parentes ainda estavam todos vivos. Jasper tinha os dois pais e uma irmã mais nova. Nenhum deles voltou a ver suas famílias depois de terem se tornado vampiros. Existe uma razão muito boa por trás dessas suspeitas (lembras-te dos olhos vermelhos? Eles são meio que difíceis de disfarçar antes de os óculos escuros e das lentes de contato coloridas terem sido inventados). Essa razão será explorada por vários outros ângulos... no livro três.
:) Desculpem.

De onde os Cullen tiram o seu dinheiro? Investimentos? Propriedades?
Investimentos a longo prazo, heh heh. Carlisle originalmente conseguiu um pouco de ajuda financeira com os seus amigos Italianos, e depois ele estava ganhando um salário de médico durante todos aqueles anos sem ter que se preocupar com as despesas normais. Edward herdou um monte de propriedades dos seus pais (ele fingiu "sobreviver" pra reclamá-las depois, junto com o seu "tio", porque ele queria as coisas que foram de sua mãe. Ele ainda é dono da casa de Chicago). Tudo isso foi investido astutamente (Tanto Carlisle quanto Edward são bons com finanças). E depois Alice apareceu. Ha ha. Ela adora o mercado de acções.

Como eles conseguem todos os documentos necessários - identidades, certidões de nascimento, antigos registros escolares, etc?
Eles compram de falsificadores talentosos. Actualmente, Jasper tem um contato em Seattle.

Eles são descritos como sendo fisicamente atraentes o tempo inteiro. Quanto disso mudou em relação a quando eles eram humanos? Isso é uma pequena contradição em relação ao que você disso sobre eles ficarem exatamente iguais a como eles eram quando humanos e nós gostaríamos de esclarecer isso.
Eu espero ter frisado de forma correcta da primeira vez. Depois da transformação, não existem mais mudanças - o cabelo não cresce, etc. Eles ficam congelados no mesmo estado. Mas existe uma diferença marcante entre o antes o depois. Tudo se intensifica - sentidos, habilidades, e aparência. A mudança pra vampiro faz uma pessoa normal ficar deslumbrante e linda, absolutamente de tirar o fôlego.
A razão pela qual Rosalie é uma vampira tão bonita é que ela era a rapariga mais bonita de Rochester, Nova York, quando ela era humana. Talvez até a rapariga mais bonita do estado. A razão pela qual James é relativamente normal, para um vampiro, é porque ele era bem sem atractivos quando era humano. Isso é raro, porque até os vampiros são atraídos pela beleza. Eles têm a tendência, quando estão procurando por companhia, a escolher humanos excepcionais. Todos os Cullen são atraentes porque eles já eram atraentes quando eram humanos.

Os vampiros mais velhos são mais fortes do que os recém nascidos, mesmo se eles estiverem alimentados? E um recém nascido com sede é mais fraco do que um bem alimentado? Os vampiros que se alimentam de sangue humanos são mais fortes que os vegetarianos? Os vampiros que se alimentam de sangue humano conseguem ficar mais tempo sem se alimentar do que os vegetarianos?
O negócio da força é o seguinte - é relativo, e não existem respostas absolutas porque, assim como os humanos, todos os vampiros têm um limite pessoal. Emmett é imensamente forte. Um vampiro recém nascido normal pode ser um pouco mais forte que ele, mas seria por perto (e se a coisa terminasse numa briga, Emmett ia sair ganhando porque ele saberia o que está a fazer). Emmett deve ter sido um recém nascido ensandecidamente forte.
Se tratando da caça interferir na força - é uma diferença mínima quando se trata de força física. A força mental é mais marcadamente importante. (Lembram-se da história de Carlisle? Como, enquanto ficava com mais e mais sede, ele sabia que a sua força de vontade estava indo embora e por isso ele tentou afastar-se dos humanos pelo máximo de tempo possível?)
Se você juntasse dois vampiros de forças iguais, um que bebeu sangue humano recentemente e outro que está de jejum, aquele que não está com sede seria o mais forte. No entanto, aquele que está com sede não seria necessariamente fraco.
Ele ainda poderia segurar uma mini-van em cima da sua cabeça a atirá-la através de um campo de futebol. O sangue humano deixa-os mais fortes do que o sangue animal, mas apenas fracionalmente. O animais maiores (ursos, gatos selvagens, predadores) tornam-os mais fortes do que o sangue "fraco" dos animais de rebanho.
Não há uma enorme diferença e, levando em conta que todos os vampiros têm níveis individuais de força, é muito difícil fazer uma comparação.
E isso tudo só se aplica á uma competição de força. Então, a não ser que estejamos falando de uma competição de queda de braço, isso é quase irrelevante. Numa luta, habilidade vai contar mais do que força. 

Edward e Bella vão descobrir por que ele não consegue ler a mente dela, ou isso será sempre um mistério?
Isso não é exactamente um mistério. Isso acontece pela mesma razão pela qual Edward consegue ler as mentes de todas as outras pessoas e porque Alice consegue ver o futuro - Bella nasceu desse jeito. Isso será discutido nos outros livros.

Os vampiros podem fazer sexo?
Sim. Não pensem que eu não pensei bastante nisso. Eu não vou entrar em detalhes técnicos, mas eu asseguro, isso é inteiramente possível.

Como exactamente os vampiros morrem? (Com mais detalhes além de despedaça-los e queimar as partes). Existe alguma espécie de paraíso pra vampiros?
Eles (os Cullen) não sabem. Eles só viram outros vampiros deixarem de existir - mas será que isso é morrer, realmente? Será que existe alguma forma de consciência depois? Será que se fica ligado pra sempre às cinzas do seu corpo, ou não há nada, ou há uma próxima vida? Isso é, obviamente, uma pergunta importante para os Cullen, mas eles não têm respostas, e todos eles acreditam em uma coisa diferente. Isso será discutido em New Moon.

É possível um humano matar um vampiro?
Er, na verdade, não. Uma bomba realmente muito grande deve ser quente o suficiente pra queimar um vampiro, mas um vampiro teria que concordar em ficar parado e deixar o humano atingi-lo.

Por que eles brilham?
Eles brilham porque se transformaram numa substância parecida com diamante. O corpo deles endureceu, ficou congelado como uma espécie de pedra viva. Cada célula do corpo deles tornou-se uma faceta individual que se reflete na luz. Essas facetas têm uma qualidade de prisma - elas formam arco-íris quando se refletem.

O que aconteceu com o pedaço de pizza que Bella desafiou Edward a comer? Ele ficaria preso no sistema dele pelo resto da eternidade? Vampiros não, hmm, vão ao banheiro. Ele ficaria com um pedaço de pizza flutuando no estômago dele pelo resto de sua vida? blehh...
Blehh, sim. Ele teve que tira-la pra fora depois pra se livrar daquilo. Não é a coisa mais agradável, e essa é a razão pela qual os vampiros não comem comida a não ser quando eles absolutamente precisam, pra poder se disfarçar.

Esme tem um filho ou filha favorita? (E quanto a Carlisle?)
Esme e Carlisle amam todos os seus "filhos" de maneiras diferentes, mas eles dois têm uma quedinha especial por Edward porque ele está com eles há mais tempo, e porque ele é uma pessoa profundamente boa. Os outros são bons também, mas Edward é especial. E eu só estou dizendo isso porque estou apaixonada por ele.

O que aconteceu a Billy Black pra ele não poder andar mais?
Ele tem diabetes, que causou um problema nos seus nervos e afectou os pés e as pernas. Ele ainda não precisou amputar nada, mas ele nunca vai andar de novo.

Se alguém for mordido e tiver um monte de veneno diretamente no coração, quão mais rápido isso seria e quão menos doloroso do que a conversão normal? As transformações de alguns Cullen foram mais dolorosas que a de outros?
Sobre o processo de conversão... Se tiver muito veneno no sistema humano, pra começar, a dor é mais intensa. Assim como o fogo, o veneno queima através do corpo. Então, com fogo em mais lugares, a dor fica muito maior. Quando Bella foi mordida por James, o fogo estava apenas na mão dela. Doloroso o suficiente, mas não tão mau quanto seria se ela tivesse sido mordida várias vezes. É claro, isso é só no início. Se o veneno de James tivesse se espalhado no corpo de Bella, ele teria tido tempo de se espalhar por todo o seu sistema, e a dor eventualmente seria tão intensa como se ela tivesse sido deliberadamente infectada com várias mordidas, em lugares estratégicos (jugular, pulsos, calcanhares, etc). Então, toda aquela dor anterior de quando o veneno estava se espalhando na sua ferida seria um extra - apenas uma porção, que de forma nenhuma cortaria o tempo ou a intensidade da dor maior. A dor maior vem quando o veneno está se espalhando pelo corpo, através do coração, e depois começa a se espalhar pelas veias de novo e começa a secá-las. O veneno mexe-se mais devagar do que o sangue porque ele é mais espesso. Cada batida do coração só consegue empurrá-lo um pouco mais. O processo de transformação/queimação é lento. O veneno tem que se derreter em cada célula antes que ele se acabe. Pra Carlisle, a mudança levou mais de três dias porque a mordida dele não foi deliberadamente bem posicionada. Mas pode durar uns dois dias.

Os seus vampiros têm alguma restrição, como os vampiros tradicionais que não podem entrar numa casa sem serem convidados?
Quase todas - bem, eu acho que TODAS, na verdade, mas eu vou brincar em segurança - as superstições sobre as limitações dos vampiros são inteiramente falsas no meu mundo.
Vampiros realmente não têm limites, além daqueles que eles se auto-impõem pra manter a sua existência em segredo. Eles não têm períodos de inconsciência, nenhum problema com a luz do sol, nem com cruzes, alho, água benta, estacas de madeira, etc. Esses são todos mitos - deliberadamente inventados nos séculos antigos pra despistar humanos assustados e pra fazer eles se sentirem seguros. Vampiros não precisam de convites pra entrar em casa nenhuma.

Você está planejando fazer uma versão de Edward pra New Moon e Eclipse?
Provavelmente não. (Apesar de haver pelo menos UM capítulo de New Moon que eu vou escrever no POV de Edward, e depois vou postá-lo no meu site ou algo assim).
Veja, quando Edward consegue explicar o lado dele, as pessoas vão "conhecê-lo" bem o bastante pra que o seu POV não precise ser escrito em todos os livros. Eu acho interessante que as pessoas não entendam Edward completamente. Quando eu leio as fan fics (que eu não ando tendo muito tempo pra fazer, suspiro) fica claro que as pessoas "entendem" Bella muito melhor do que elas entendem Edward.
Eu sempre fico chocada pelas coisas que Edward nunca faria ou diria, e aí eu dou-me conta que as pessoas não o conhecem tão bem quanto eu.

Já que os sentidos dos vampiros são aumentados, eles sentem dores mais intensamente do que os humanos? Da mesma forma, seria o sexo melhor para um vampiro do que pra um humano?
Sim. Seus sentidos são grandemente aumentados. Apesar de ser preciso muito esforço pra que eles se magoem, as dores seriam mais intensas. Prazer, também, seria mais intenso.

Os Cullen celebram os seus aniversários?
Sim, de brincadeira. Os aniversários são bem sem sentido quando tu não mudas.

Ok, então já sabemos que Alice e Jasper são muito próximos, então eu estava me perguntando quão próximos são Emmett e Rosalie, e Carlisle e Esme. Entre esses três casais, qual tem o relacionamento mais próximo?
Isso é uma questão de maçãs e laranjas, porque os relacionamentos deles são muito diferentes. O de Rosalie e Emmett pode ser visto como o mais superficial, já que seu relacionamento é tão intensamente físico. Mas eles são inteiramente cometidos um com o outro, então isso está longe de ser superficial... Esme e Carlisle têm o relacionamento mais espiritual, na falta de uma palavra melhor. O relacionamento dele é completamente diferente do de Rosalie e Emmett. E depois o de Alice e Jasper é o mais... místico. Eles simplesmente ESTÃO juntos, e têm estado desde antes de se conhecerem. Eles não são completos um sem o outro e nunca foram. É isso que os torna diferentes, o "nunca foram". Eles já eram não-inteiros antes de se conhecerem, esperando um pelo outro.

Bella especula no início do livro que Jéssica já tentou chamar Edward pra sair, ou fazer ele se interessar por ela, mas que ela se deu mal. Foi isso que aconteceu? A única razão pela qual Lauren não gosta de Bella é porque ela gosta de Tyler e Tyler gosta de Bella, ou Lauren também tem ciúmes do relacionamento de Bella com Edward?
Jéssica tentou "seduzir"  Edward e deparou-se com um frio desinteresse (é claro). Ela nunca foi corajosa o suficiente pra chamá-lo pra sair face ao seu óbvio desinteresse. Lauren tem ciúmes de TUDO que tenha relação à Bella. Antes de Bella chegar a Forks, Lauren era a mais requisitada entre as raparigas humanas. Ela odeia toda a atenção que Bella recebe, ainda mais porque Bella não gosta de (ou não quer) receber atenção.

Quando Bella e Edward estão sentados na cozinha antes de eles irem conhecer a família dele, Edward quer saber se Bella vai apresentá-lo a Charlie como seu namorado. Bella diz que tinha a impressão de que ele era "mais que isso". O que Bella queria dizer com isso? Como cada um deles vê o relacionamento?
Assim como muito devem ter imaginado, a palavra "namorado" parece muito trivial ou colegial sob a luz do que Bella sente por Edward. Ele é o mundo inteiro pra ela, e ela sabe que isso não vai mudar. Almas-gêmeas seria o termo favorito pra ela. E Edward sente-se da mesma maneira, só que com ainda mais força.

Todos os vampiros transformados por Carlisle são aqueles que moram juntos, ou existem outros morando em outros lugares? Se sim, por quê?
Carlisle só transformou Edward, Esme, Rosalie e Emmett. Não existem outros que vivam em qualquer outro lugar.

Edward consegue ler a mente de Alice enquanto ela está tendo uma visão?
Sim - ele vê o que ela vê.

Os vampiros podem ficar bêbados?
Não.

Quando são os aniversários de Esme, Emmett, Rosalie, Jasper e Alice?
Já que eles ainda não figuraram nas histórias, eu não escolhi os dias exactos. Talvez eu nunca os invente, ou eles podem aparecer algum dia.
*levantando os ombros*

Qual é a da Alice? No começo todos estão apreensivos que ela conheça Bella, mas ela parece ser extremamente simpatica e aprova-a, então por que Edward é tão estranho em relação a isso?
Alice é simpatica com Bella porque ela está acreditando na suposição (por causa de uma tentadora visão que ela teve) de que Bella fará parte da família. Edward não quer que Bella seja uma vampira, então ele não está particularmente feliz com as motivações dela.

O que veio primeiro, o vampiro ou a mordida?
Se tu acreditares na versão de Edward sobre a criação inteligente, então foi o vampiro.

A casa em que os Cullen vivem é real?

Eu inventei a casa. Eu não tenho idéia da existência de uma mansão de três andares nos arredores de Forks.

Eu estava a perguntar-me o que Bella deu a Edward pelo seu aniversário.
Ele não lhe disse quando era o seu aniversário. Dá pra acreditar nisso? Homens!

As visões de Alice são animadas ou são como fotografias?
Ambas, mas mais frequentemente elas são imóveis como fotografias. Ela recebe imagens sem movimento na maioria do tempo. As visões em movimento (e as que têm som) são apenas de coisas que são muito concretas e certeiras (geralmente são aquelas que têm mais possibilidades de acontecer).

O que aconteceu exatamente na primeira vez que Edward beijou Bella?
Perguntam-me muito isso. Para entender, vocês têm que se colocar no lugar de Edward. Ok, então tu nunca beijaste ninguém em cem anos. Agora queres realmente beijar essa miúda, mas estas a morrer de medo de que se chegares muito perto dela, os teus instintos vão tomar conta e  vais afundar os teus dentes na jugular dela, e provavelmente vais partir o seu pescoço no processo. Então tu estás a ser muito, muito cuidadoso em cada movimento que fazes. Esperas que essa rapariga - que sabe que és vampiro, só pra começo de conversa - seja igualmente cuidadosa. Na verdade, esperas que ela fique morrendo de medo de estar tão perto dos teus dentes. Esperas que talvez ela se afaste, ou que pelo menos congele no lugar. Tu toca os teus lábios nos dela - os dela são quentes, e isso não te ajuda a concentrar em outra coisa que não seja o sangue dela - e de repente ela prende os dedos no teu cabelo, tentando te trazer mais pra perto, o sangue corre pra o rosto dela (tu consegues cheirar e sentir isso), e os lábios dela encorajam os teus a se abrirem... É claro que entras em pânico.
Os seus reflexos estão todos ordenando que tu a mordas. O melhor que podes fazer é congelar e tentar colocar algum espaço entre vocês dois antes que a mates.
Estamos claros agora?

Por que Edward sempre beija Bella mais no pescoço do que nos lábios?
É um pouco mais seguro (as reações dela a põem em risco). E também, porque ele é tão sexy!!

Os Volturi são o grupo inteiro ou esse nome só se aplica a Aro, Marcus e Caius?
Os Volturi são só Aro, Marcus, Caius e as duas mulheres que nunca saem. Originalmente havia seis deles, mas Marcus perdeu a parceira dele numa batalha.
Essa perda, através dos séculos, transformou-se no zombie apático que é hoje. Os guardas não são tecnicamente Volturi, apesar de o nome ser aplicado a eles vagamente.

Jane e Alec são parentes? Como se juntaram aos Volturi?
Alec é o irmão gêmeo de Jane. (Eu não vou dizer pra vocês qual é o dom dele, só que numa batalha o dele é mais potente que o dela. Ela é uma das principais razões pela qual a guarda dos Volturi é invencível). Eles foram queimados em estacas por bruxaria quando Aro apareceu. (Quando eu digo "apareceu", eu quero dizer "devastou um vilarejo inteiro", é claro). Aro já estava com os olhos em cima desses dois, mas ele queria deixar os dois crescerem antes de os juntar a si.
O vilarejo forçou a sua acção, o que o tirou do sério. A forma que o talento de Jane tomou foi influência do fogo que ela suportou antes de Aro salvá-la.

Se Bella é imune aos poderes dos vampiros, por que Jasper e Alice podem usar seus poderes nela?
Bella tem uma MENTE muito particular. Ninguém pode tocá-la lá. O que Jane faz é inteiramente ilusório - você só ACHA que está sentindo dor. O que Aro faz é como o que Edward faz - ele entra na tua mente.
O que Jasper faz não afecta os pensamentos, mas sim o corpo. Ele não faz-te PENSAR que estás calmo, mas ele realmente põe o teu corpo num estado acalmado. Ou raivoso, o que quer que seja. É mais físico que mental. Alice vê as conclusões das decisões tomadas por Bella, mas essas conclusões acontecem no mundo real, e não apenas na cabeça de Bella.

Quando é o aniversário de Jacob?
Eu não sei com certeza quando é o aniversário de Jacob. Eu nunca pensei em uma data. No entanto, é durante o período de zombie de Bella.

Numa das linhas, dizes que o relacionamento de Carlisle e Esme é espiritual, o de Rosalie e Emmett é físico, e o de Alice e Jasper é místico. Eu estava a pensar sobre o relacionamento de Bella e Edward, o deles é o quê?
Antes de responder isso, eu quero dizer que as linhas que eu disse para os casais Cullen não devem ser entendidas como totalmente definitivas; essas características, espiritual, física e mística, são apenas a faceta mais proeminente dos seus relacionamentos - outras facetas ainda são bastante fortes pra cada um deles.
Por exemplo, apesar de Carlisle e Esme terem um relacionamento espiritual e uma ligação intelectual, eles também são grandemente atraídos um pelo outro fisicamente.
O mesmo também funciona para os outros.
Quanto a Bella e Edward, eu vejo o relacionamento deles como sendo muito bem equilibrado entre todas as suas facetas. Obviamente a atração física é forte, assim como o interesse intelectual. Assim como Alice e Jasper, o relacionamento deles parece estar predestinado. De algumas formas, eles foram perfeitamente feitos um para o outro.

Como Rosalie pôde subestimar tanto os sentimentos de Edward por Bella? O que a fez pensar que Edward simplesmente voltaria ao normal depois da morte de Bella? Especialmente ele tendo ficado tão infeliz quando eles estavam separados. Ela realmente é assim tão ‘inobservante’? Ou tem mais coisas por trás disso?
Rosalie é uma pessoa egocêntrica. Esse é um dos efeitos de ser mais bonita do que as outras pessoas. Apesar de ela ter boas qualidades - lealdade, determinação, auto-disciplina, e fortes laços de afeição com a sua família adotiva - essas qualidades ficam escondidas pela sua auto-absorção.
Ela prefere ver a fascinação de Edward por Bella como um estranho subterfúgio - e um daqueles passageiros. Porque, pra Rosalie, é claro, a principal história de amor aqui é a entre ela e Emmett. Como é que outra pessoa poderia sentir o mesmo? Especialmente se tratando de uma rapariga normal e sem graça que Edward nem quer tornar imortal.
Ah, agora estamos entrando fundo no espírito de negação de Rosalie! Vejam, Rosalie queria Emmett, então ela forçou um Carlisle pouco disposto a fazer isso. Isso se transforma em amor de verdade, e Rosalie tem o papel dela em um romance de felizes-pra-sempre.
E aí Edward apaixona-se por uma humana, e ele insiste que ela permaneça humana. (É claro que é diferente, já que Emmett estava sangrando até a morte, mas mesmo assim.) Rosalie encara a coisa de dois jeitos. Um: Edward não ama essa rapariga tanto assim. Dois: Ele a ama mais do que Rosalie jamais amou Emmett. De qual forma achas que Rosalie prefere ver as coisas?

Como Jasper e Alice se apaixonaram? Foi amor à primeira vista? Eles parecem tão diferentes um do outro, o que foi que os atraiu um ao outro? Qualquer informação sobre o relacionamento deles seria óptima!
Eclipse vai responder essa pergunta de forma extensa. Quando essa informação estiver disponível, será mais fácil entender o relacionamento entre Jasper e Alice.

O que aconteceu com a mãe de Jacob?
Ela morreu de uma forma tranqüila. Eu não decidi exactamente como, porque nunca foi preciso dar uma explicação maior para a história (nem tudo é determinado, a despeito do que alguns pensam. Eu deixo muitos detalhes em aberto até que eu tenha uma razão pra consertá-los, de certa forma). Eu só sei que não há nenhum mistério ou drama desnecessário em relação á morte de Sarah. Foi, é claro, uma coisa muito triste na vida de Billy, Jacob, Rachel e Rebecca (essa é uma das razões pelas quais as irmãs gêmeas se sentem mais confortáveis longes das lembranças tristes de casa). No entanto, Jacob era jovem e naturalmente não se lembra de muito.
Ele se recuperou bem.

Por que os Cullen, especialmente Alice e até Carlisle, concordaram em se mudar de Forks e seguir o plano irracional de Edward de se afastar de Bella pra o bem dela? Podes compartilhar connosco algumas das conversas que aconteceram na casa dos Cullen na noite após o desastre do aniversário de Bella?
Eu não vou escrever essa cena, mas vou-te dar a essência. Quando se trata de Bella, tudo é inteiramente decisão de Edward. É a vida dele, e o amor dele, e a escolha dele. Os outros não têm voz na forma que ele escolhe pra lidar com isso, assim como os seus irmãos e irmãs não podem te dizer por quem se apaixonar ou o que fazer sobre isso. Carlisle tem o papel de pai da família Cullen, e Edward respeita a opinião dele grandemente, mas Carlisle não dá a Edward a permissão pra fazer as coisas. Edward é um adulto com um século de sabedoria embaixo do cinto. Ninguém dá a ele permissão para fazer nada.
É claro, Carlisle teve uma conversa intensa com Edward sobre a decisão dele, mas a decisão era apenas de Edward. E Carlisle, já atormentado pela dúvida de ter sido ou não mau por ter criado a sua família, não consegue discutir com Edward sobre as motivações dele. Se existe uma coisa que Carlisle preza, é a alma humana.
Isso afectou o resto deles, é claro, já que eles todos tiveram que se mudar de novo, mas Edward já havia se mudado pelo resto deles várias vezes (particularmente Emmett).
Nunca foi por culpa dele que eles tiveram que se mudar no passado. Eles deviam a ele. Muito.
Alice não estava feliz com o plano, mas ela não vive no mesmo mundo em que eu e tu vivemos. Ela considerava o esforço de Edward como uma tentativa fracassada, mas uma que acabaria bem no final. Ela não podia ver um futuro em que Edward não desistia e não acabava com Bella. Não até que ela viu Bella se atirando do penhasco. 

Por que os lobos são tão quentes?
A alta temperatura é uma das suas características únicas. Não tem nada a ver com a temperatura dos lobos de verdade (que eu creio ser uma temperatura normal para os mamíferos).



Patrícia_TP às 22:44 | link do post | comentar

Terça-feira, 10.04.01


Patrícia_TP às 22:43 | link do post | comentar

status

Online desde:25.04.2008

Contador: hits

Staff do TP: And, Carolina
layout: MissangaAzul


Contactos


em todos os momentos twilight


Já nos deste o teu like?
pesquisar neste blog
 
Links vários
comentários recentes
É inevitável vermos estas fotos e não nos lembrarm...
Estou com um sorriso de orelha a orelha, creio que...
É impressão minha ou a Kristen está a ficar um pou...
Bolas, tenho de confessar que gostava que fosse 10...
Já foi desmentido. Zero verdade x)
Tem alguma ponta de verdade a notícia que li hoje ...
Oooohhhhhhh
Na altura em que essas fotos saíram, foi dito que ...
Foi surpreendente vê-lo entrar com aquele casaco, ...
Olá :) Talvez surpreendentemente, não, em princípi...

Arquivo
2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


2004:

 J F M A M J J A S O N D


2003:

 J F M A M J J A S O N D


2002:

 J F M A M J J A S O N D


2001:

 J F M A M J J A S O N D


2000:

 J F M A M J J A S O N D


1999:

 J F M A M J J A S O N D


1998:

 J F M A M J J A S O N D


1997:

 J F M A M J J A S O N D


1996:

 J F M A M J J A S O N D


subscrever feeds