Sábado, 31.08.13

Uma chocante performance e aquele rosto fazem de Robert Pattinson uma propriedade pública. Agora, a estrela relutante é o novo galã da Dior.

 

Há uma certa energia quando a estrela, de um certo estatuto, entra no edifício. Sentimos isso quando a Kate Moss entra numa sala – a atmosfera torna-se, estranhamente, carregada. E nós sentimos isso quando Robert Pattinson está a dez metros de distância, do outro lado da porta da suite do “Beverly Hill Hotel”. Embora este hotel seja um ponto de paragem diária para as celebridades – Rachel está no “polo lounge” a almoçar. O January Jones, com um largo e flexível chapéu, esteve cá na noite passada – a presença de Robert criou uma corrente palpável no ar. Trim, as mulheres parisienses imaculadas da casa da Dior (ele assinou, recentemente, um contrato para ser o novo rosto da Dior “Homme Fragance”) vagueia pelas escadas, cima a baixo, possuidor de um olhar, lindamente, nervoso. “Robert – está pronto, sim?” sussurra, pela porta, diz um grande guarda-costas, que me acena com a cabeça, dentro da sala, que contém uma das estrelas de cinema mais infinitamente discutidas da década.

 

A figura que se levanta do sofá não corresponde à imagem de quem comanda 25 mil dólares numa fotografia. Ou como Edward Cullen, o misterioso vampiro adolescente etéreo que entregou Robert Pattinson a uma fama dum nível quase inimaginável. Ele é infantil e, conscientemente, educado como ele aperta a minha mãe, como um nervoso, como se fosse uma reunião bem-educada adolescente onde se encontra, pela primeira vez, com os pais da sua namorada. O cabelo, que lançou mil fansites, está escondido, hoje, com um boné de beisebol usado para trás. Ele está a usar uma t-shirt, um blazer marinho, umas calças de ganga escuras um pouco manchadas e umas meias pretas com as suas sapatilhas pretas – o uniforme de rapaz da classe média no oeste de Londres; estranhamente incongruente no meio de toda esta riqueza em L.A. Parece ridículo descrevê-lo como bonito. Claro que ele é – ele é Robert Pattinson. Mas ele não tem uma beleza comum, alegando confiança de que é um ícone. Mas sim como um adolescente, que não se sente totalmente confortável com a sua vitória da lotaria estética.

 

Pattinson, famosamente, não gosta desta parte do trabalho – entrevistas e de análise – mas não há nenhuma hostilidade na sala, mas mais no sentido de ser um jovem simpático num casamento, forçado a sentar-se ao lado de um parente idoso, rindo, diplomaticamente, das minhas piadas, conectando os seus pensamentos com um monte de “LA-inflected “kindof”s, “sorta”s e “like”s”. Ele é doce, surpreendentemente, aberto e muito risonho. Bebendo “Swigging Diet Coke” e fumando cigarros electrónicos, ele fala sobre o Dr. Who (“Eu nunca vi um episódio. Isso é muito mau, não é?”) e “Games of Thrones” (“Toda a gente está obcecada por isso. Que loucura”).

 

Ele sabe muito sobre a “loucura”, tendo sido catapultado para um nível de fama que desafiou todas as expectativas. Um papel em “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, e foi anunciado como o “próximo Jude Law”. Então, em 2008, ele derrota 300 outros para conseguir o papel principal na saga Crepúsculo. A sua vida foi transformada.

 

Estes dias de campanha do perfume, tornaram-se num movimento de carreira deliberada para listas de grandes estrelas, que assinam contratos com as grandes casas de moda para campanhas muito bem filmadas com realizadores de renome. E quem melhor para representar a sua marca do que o homem no centro de um vale duma franquia de filmes de mais de 2 bilhões de dólares? A inteligente Dior. Os anúncios são, impressionantemente atmosféricos, como um granulado, a “Warhol movie” filmou em Nova Iorque, nos arranha-céus, com Nan Goldin, com Robert correndo ao longo de telhados e se apaixonar por uma jovem actriz francesa. Ele parece-se como o novo James Dean. O seu cabelo está cortado, quase como o exército o usa.

 

“Inicialmente, eu iria rapá-lo. Eu queria ter o cabelo muito curto para isto”, ele faz uma pausa, pensativo. “Acho que foi por causa do medo, sinceramente. Fazer um anúncio e não quer parecer como se estivesse a posar.” Foi-lhe oferecido grandes quantias de dinheiro antes do curso, provavelmente numa base diária. Parece um movimento improvável para alguém tão, abertamente, privado, fazer uma campanha publicitária. Então, porquê agora?

 

“Antes, eu estava tão obcecado em pensar: “As pessoas vão pensar que estás a fazer de tudo para vender”, e agora, é claro, cada actor fez um anúncio. No passado, eu sempre disse não a tudo, e pensei que iria ser julgado por isso.” O que o fez mudar de ideia? “A Dior apareceu e pareceu-me certo. Foi uma grande decisão – tenho recusado imensos trabalhos no último minuto, anteriormente.”

 

Claro que sim. Crepúsculo não foi sem o seu preço. Pattinson vive sob um cerco constante de paparazzi e fãs frenéticos, e a sua vida privada é debatida diariamente. Não foi, rigorosamente, mencionado nada que o envolvesse com Kristen Stewart, hoje, mas eu pergunto-me se ele sente que tudo isto valeu a pena? A franquia tem-lhe, afinal, dado imenso dinheiro e credibilidade para escolher o que quer fazer, de seguida.

 

“Mais ou menos. Pode ser realmente difícil fazer uma transição de algo como Crepúsculo; uma vez que as pessoas identificam-te com alguma coisa desse género, é difícil arranjar o teu próprio caminho para te afastares disso. E também, quer dizer, não sou assim, tão fácil, de escolher para filmes, devido à minha… fisicalidade. Sou muito magro. Não me podem colocar num filme de desportos ou algo assim, vê? Eu nunca poderei representar “one of the guys”.”

 

Certamente que ele sabe ser um homem de destaque? “Não sei,” ele sopra sobre o cigarro electrónico e ri. “Talvez tenha uma deformação corporal.” Será que ele se vê com boa aparência? Ele franze a testa. “Depende, às vezes. Mas sou estranho relativamente à minha aparência. Ser fotografado muitas vezes muda uma pessoa. Lembro-me de quando fiz o Crepúsculo, não me importei muito sobre isso – havia menos pressão, acho eu. Eu tinha uma postura: “Sou tão fixe!”” ele ri-se.

 

E agora, há uma pressão em abundância. Na noite anterior, eu tinha comparecido a um evento da Dior em Los Angeles, no lançamento da campanha. Ele chegou, usando um arrojado fato azul-marinho e respondeu às perguntas obedientemente, mas parecia, curiosamente, tímido para alguém tão acostumado a ser fotografado e observado.

 

“Todas as vezes que eu apareço em algum sítio, penso: “Não sei, quantas vezes, posso fazer mais disto.” Vestir-me e ir para algum lado e ser observado – fico tão nervoso. Aliás, às vezes eu tenho que trocar de roupa um milhão de vezes. É uma loucura. Literalmente, antes de ir, olho ao espelho e penso: “Pareces um pedaço de merda.” E começo a preocupar-me com as rugas.”” Ele tem 27 anos. A sério? “Sim, sinceramente. Toda a gente que trabalha comigo ou conhece-me tem que se sentar e esperar por mim, enquanto eu ultrapassado os meus ataques de pânico sobre como eu pareço.”

 

É difícil saber se ele terá escolhido este caminho, se soubesse o que sabe agora. Ele era um rapaz da classe média, afluente de um subúrbio do oeste de Londres, filho de uma agente de modelos e um empresário que, por mero acaso, ingressou num grupo de teatro local, em adolescente. E, como ele diz, ninguém sabia da existência de Crepúsculo (“Foi tudo tão inesperado, os estúdios ainda não tinham comprado os direitos dos outros livros, de certa forma isso estragou bastantes coisas”). Actores como Daniel Craig e Matt Smith, que pelo menos sabiam o que estavam a assinar, interpretando personagens que inspiravam fãs e indústrias inteiras. Apesar do sucesso dos filmes, ninguém poderia ter previsto a resposta febril aos filmes da Saga Crepúsculo.

 

“Ninguém fazia a menor ideia. Mas foi bom para mim, de certa forma, porque eu vejo pessoas inscreverem-se para grandes filmes e não têm a oportunidade de dizer: “Eu não sabia que isto ia acontecer.” Esta é a minha deixa,” ele sorri com tristeza.

 

“Isso significa que posso comportar-me como quiser, porque só cheguei aqui por mero acaso. Torna-se mais fácil dizer coisas como os paparazzis irritam-me. Posso dizer que não queria isto e não sabia que isto ia acontecer.” Tudo isto foi dito de forma muito mais enfática, do que tudo o resto, durante a manhã, e ele não pareceu ser um adolescente.

 

Crepúsculo foi a sua rampa de lançamento, mas as suas outras escolhas de filmes têm sido um pouco “under-the-radar”, muitas vezes, conscientemente, escolheu projectos independentes. Ele interpretou Salvador Dali, num baixo orçamento em “Little Ashes”, e contracenou com Reese Witherspoon no discreto “Water for Elephants”. Recentemente, terminou de filmar o filme de suspance australiano, “The Rover”, com Guy Pearce, e reuniu-se com o realizador, David Cronenberg este ano para o “Maps to the Stars”, com Julianne Moore, uma sátira sobre o excesso de Hollywood e a cultura das celebridades – algo que ele, provavelmente, tem uma grande dose de introspecção. É a sua segunda vez com Cronenberg, que o escolheu para “Cosmopolis”, num aclamado drama de “sci-fi” que ganhou uma nomeação para a Palma d’Ouro, no Festival de Cinema de Cannes, no ano passado. Está claro que Robert Pattinson quer seguir em frente e crescer. Ele está a ser um Johnny Depp.

 

“Eu tive muita sorte com o “Cosmopolis”. Tive-o após o final dos filmes de Crepúsculo e senti que isso me legitimou um pouco.” Será que ele sente que se precisava de legitimar como um actor? ”Não que eu esteja a ignorar tudo o fiz sobre Crepúsculo, mas é do género…” ele faz uma pausa, cuidadosamente, pensando em como poderá dizer aquilo de forma sensata. “Foi tão repentino, fazer um filme com o David Cronenberg e, de seguida, ir para Cannes. Foi… enorme, a meu ver.” Ele acrescenta: “Eu sempre soube que tinha bom gosto nos filmes e sabia o que queria ser, mas não acho que realmente soubesse como representá-los. Eu estava a imaginar o quão longe eu poderia ir. Com “Cosmopolis” foi: “Ok, pelos vistos eu consigo fazer outras coisas”. Isso é uma luta, uma vez que fez filmes para adolescentes: quanto maiores eles são, mas difícil é para as pessoas verem-se a fazer outra coisa, e parece uma coisa enorme para ultrapassar.”

 

Ele tem o cuidado de levar uma vida, relativamente, discreta, aqui, em L.A. As fotografias dos paparazzis são em abundante, com o carregamento de uma mesa de ping-pong na sua pick-up; com compra de mantimentos (“Robert Pattinson tem imenso papel higiénico!” grita uma manchete, recentemente), mas ele afasta-se da “red carpet” e dos eventos de publicidade, e odeio o Twitter. “Essa coisa é um pesadelo – porque eu iria querer atrair mais atenção?”, e ele, parece ter o mesmo grupo de amigos que sempre teve, nomeadamente, o parceiro da Sienna Miller, o actor Tom Sturridge, que ele conhece desde a infância. Pessoas famosas sempre, retrospectivamente, dizem ter um senso do seu próprio destino – ele também o terá? Ele era o rapaz da escola que todos queriam namorar, e ser capitão duma equipa bonita?

 

“Não, eu nunca sai com o “grupo fixe”,” ele diz, horrorizado. “Na verdade, na minha escola, se quisesses estar no meio do grupo fixe tinhas que arranjar números de telefone de várias pessoas, então eu não fazia parte desse conjunto. O meu pequeno grupo de amigos – que realmente, ainda é o meu pequeno grupo de amigos – e isto soa realmente mal, eram os artistas. Nós nunca fomos convidados para as festas fixes e se tivéssemos sido, ficávamos apenas num canto no nosso próprio mundo.”

 

Há algo um pouco vulnerável sobre Robert Pattinson. Ele é um candidato incomum para o trabalho de Hollywood, como estrela de cinema, onde os “soundbites”, a media e os “thick skines” destacam-se. Ele parece um introvertido que descobriu, que tem o grande talento a fazer o trabalho de uma pessoa extrovertida, e aprende a adaptar-se. Mas e se ele se adapta demais? Como é que ele pára?

 

“Consegue isso porque vê outras pessoas a fazer isso o tempo todo. É tão fácil ir por ser caminho e ser um idiota total. Lembro-me de trabalhar com um rapaz, uma vez. Foi o seu primeiro filme e ficámos três semanas. Ele estava a ter uma conversa com alguém e ele tinha acabado de terminar uma garrafa e estava a segurá-la, à espera que alguém a viesse buscar. Eu pensei: “Tu já estiveste aqui durante três semanas!””

 

“Eu acho que talvez seja muito sensível. Não quero que as pessoas gostem de mim”, ele dá de ombros. “Eu, realmente, acho que é difícil pedir às pessoas para fazer coisas para mim. Se começar a mandar nas pessoas em seu redor, elas apenas vão fazê-lo, porque têm que o fazer. Então: “Ok, eu faço as coisas à tua frente, mas eu agora irei falar mal de ti, nas tuas costas.”” Entramos no assunto sobre a sua alcunha, R-Patz. Ele faz uma careta – não está interessado. “Só não entendo esse apelido. É tão aleatório. Não acho que é uma expressão de carinho, também. É como…” ele encolhe os ombros e estende as mãos num gesto de frustração confusa. “Não podemos forçar as pessoas a respeitar-te.” Ele ri. “Eu acho que é… uma coisa um pouco estranha, é o que é.”

 

Ele está de frente para uma campanha de uma fragância, por isso, inevitavelmente, falamos do perfume. Pergunto-me, que cheiro será que ele gosta numa mulher? “Quer dizer, é engraçado, mas podemos dizer muito sobre uma pessoa a partir de como cheira, não acha?” Digo-lhe que uma vez que rejeitei um homem, porque não gostava do seu cheiro. “Exactamente, é estranho. Podemos dizer o quanto é boa essa pessoa, numa engraçada e pequena maneira. As pessoas são estranhas – eu acho que elas têm um cheiro estranho. Como algo animal. Se o cheiro de algum corpo lhe causa alguma reacção, é algo fantástico. É massivamente poderoso.” Perguntei-lhe como cheirava. “Não poderia dizer”, ele ri educadamente. Eu sou convidado educado do casamento, novamente. “Não a conheço muito bem.” O meu momento embaraçoso é aliviado por uma das senhoras parisienses que me dizem, já quase sem tempo. “Só mais uma pergunta”, diz ela.

 

O que ele gostaria que as pessoas dissessem sobre ele? Como ele gostaria que o seu legado fosse? “Não sei. Acho que eu queria que eles dissessem que sou, realmente, um bom amigo.” Ele sorri. “Isso soa como se eu estivesse a dizer que sou a melhor pessoa do mundo?”

 

Há muitas mulheres por aí que acham que ele é. Mas talvez ele somente um rapaz com um boné de beisebol, a tentar desistir de fumar, e que está a crescer em público. E eu acho que ele está a fazer um excelente trabalho.

 

 

Tradução e adaptação: TP (por Sara Almeida)
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