Quarta-feira, 24.12.08

O site da BBC publicou um artigo qur refere a nova visão que se começou a ter dos vampiros com os livros de Stephenie Meyer.

 

Como os vampiros ficaram todos pessoalmente próximos e emocionalmente abertos

Com o sucesso do filme Crepúsculo, a transformação dos vampiros de assustadores, sanguessugas assassinas para sensíveis, emocionalmente-inteligentes, almas incompreendidas, é completa. O quanto foi drásticamente traído o legado de Bram Stoker?
 

Quando você ouve a palavra "vampiro", que imagem lhe vem à mente? Homens com casacos pretos, com rostos pálidos, presas expostas e um insaciável desejo de se alimentar do sangue das pessoas?

Estranhos Transylvânios que dormem em caixões de dia e batem asas como morcegos à noite? Talvez você pense em gangues de mortos-vivos, que são assustados por alho e só podem ser mortos com um golpe de uma estaca de madeira em seus corações.

Bom, pense de novo. O vampiro teve uma transformação. Ele não é mais um estranho, ameaçador forasteiro, com uma voz estranha e hábitos alimentares ainda mais estranhos - o vampiro se tornou super-legal, desejado por garotas e invejados por garotos.

O filme Twilight, que ficou no topo das bilheterias dos EUA mais cedo neste ano, e recebe sua estréia no Reino Unido na sexta-feita, é uma adaptação do primeiro em uma série de romances de vampiro adolescente da autora americana Stephenie Meyer.

Conta a história de uma garota humana, Bella (interpretada por Kristen Stewart), que se apaixona por um vampiro de 108 anos que parece ter 17, Edward (interpretado pelo ascendente a arrasador de corações britânico e antiga estrela de Harry Potter, Robert Pattinson).

Edward não tem o estilo de Drácula de mordedor de pescoços que devora a garota humana e assusta a audiência do cinema. Ele é um legal, bonito, estudante de escola moderna, e um "vampiro vegetariano" - isto é, ele resiste seu desejo íntimo de beber sangue humano e se alimenta apenas de animais ao invés disso.

Isto é uma história, não de enorme excesso, mas de restrição heróica: Edward suprimi tanto seu desejo por sangue como seu desejo físico por Bella, até mesmo se recusando a beijá-la no caso de ele ser tentado a "morder e beber".

Parece que o vampiro não é mais um caçador saqueador de humanos que de nada desconfiam; ao invés disso é um símbolo de celibato e senso comum.

E diferentemente de outros filmes de vampiro, a "vítima" neste - adolescente humana Bella - não tem medo de Edward e de sua família de lindos vampiros de pele fria. Na verdade, ela quer se juntar a eles. A caçada é invertida: a humana persegue o vampiro, e o vampiro resiste.

Sangue de porco

Em sua estréia nos EUA no último mês, Twilight arrecadou $35,7m em seu primeiro dia - a maior arrecadação de todas para um filme que não é uma sequência nem filme de verão. E a julgar pelas fãs adolescentes gritantes em sua premiere de Londres esta semana, fará um ótimo negócio quando for para a estréia geral no Reino Unido dia 19 de Dezembro.

Então como o vampiro foi de coisa de pesadelos para objeto dos sonhos de jovens garotas - de uma figura do demônio para um estrangeiro desejável?

Edward em Twiligh não é realmente o primeiro "vampiro vegetariano", lutando para conter seus desejos obscuros.

Na adorada série de TV Buffy a Caça-Vampiros, que começou no fim dos anos 90, Angel, interpretado por David Boreanaz, tinha uma consciência e uma alma, e resistiu ao desejo de beber sangue humano, vivendo de sangue de porco ao invés disso. Angel também é exemplo de vampiro desejável e decente, que até ajuda (e flerta) a caçadora de vampiros.

Para Milly Williamson, autora de The Lure of the Vampire: Gender, Fiction and Fandom from Bram Stoker to Buffy the Vampire Slayer (A Sedução do Vampiro: Gênero, Ficção e Fanatismo de Bram Stoker à Buffy a Caça-Vampiros), a mudança do retrato cultural do vampiro revela muito da própria sociedade humana.

Hoube uma "mudança geral", ela diz, dos vampiros como forasteiros exóticos - como retratado na poesia Romântica no século XIX e mais famosamente no romance Dracula de 1897 de Bram Stoker - para o vampiro como o mordaz "estrangeiro".

"Desde os anos 70, o vampiro conquistou uma imagem legal, de garoto mau, exótica e sexy," ela diz. "E ele se tornou uma criatura simpática, alguém por quem sentimos."

Isso não é inteiramente novo, ela destaca. Direto do período Romântico no século XIX, quando havia uma fascinação espalhada com o "vampyrs" da Europa Oriental, o vampiro tem se tornado uma criatura cheia de compaixão que esteve em desigualdade com sua ontologia e seus desejos íntimos, e quem tem lutado contra eles," diz Williamson.

Ainda assim é significante, ela diz, que esse aspecto da história de vampiros vem tomando eminência desde os anos 70.

"I vampiro é um símbolo rico e muito flexível de tantas coisas diferentes," ela diz. "Ele pode ser uma ameaça para nós e às nossas vidas de todos os dias - ou ele pode ser uma distração para fora das nossas rotinas.

"É interessante que nos anos 80, na era de Reagan e Thatcher, o vampiro até virou meio que um símbolo de valores familiares. Os filmes de vampiro "Os Garotos Perdidos" e "Quando chega a escuridão" [ambos lançados em 1987] são mesmo sobre manter as famílias unidas, seja a família de vampiros ou humanos."

Ainda assim, ela destaca, mesmo esses filmes de vampiros mantêm a atraçãoexterior dos anos pós-70. Em "Os Garotos Perdidos" os vampiros são jovens legais e independentes com cabelo loiro oxigenado; em "Quando chega a escuridão" eles são tipos cowboys que flertam, bebem e jogam jogo de bilhar nos subúrbios de Oklahoma.

Para Williamson, a chave para essa mudança dos retratos de vampiros - de algo ameaçador para algo tentador - se encontra nas revoltas sociais dos anos 60.

"A contracultura mudou o modo como vemos aqueles que são 'estrangeiros' da sociedade tradicional," ela diz. "Isso celebrou o 'status estrangeiro' ao invés de denegrá-lo."

Heréticos

É surpreendente, ela diz, que depois da ascenção da contracultura, que o "ultimato do estrangeiro cultural" - o vampiro, que persegue e se alimenta de ordinários humanos da sociedade principal - começa a parecer "mais aceitável, até mesmo simpático."

Bruce McClelland concorda. "O que mudou não foi muito o vampiro, mas as nossas atitudes em relação a ser estrangeiros, heréticos," diz o auto-proclamado "vampirologista" e autor de Slayers and their Vampires: A History of the Killing the Dead (Caçadores e seus vampiros: uma históra dos matadores de mortos).

De seus extensivos estudos sobre o culto do vampiro, McClelland diz que a palavra "vampiro" surgiu na sociedade eslava por volta do século XV para descrever aqueles considerados estrangeiros da comunidade cristã.

E em tempos diferentes, por diferentes razões, este status de "estrangeiro" do vampiro tem sido temido ou adotado em retratos culturais, ele diz.

Ele argumenta que para muitos Romancistas e esquerdistas no século XIx, o vampiro se tornou um símbolo da sociedade industrial tirando as vontades das pessoas. Dracula foi o primeiro publicado durante a Revolução Industrial, eçe nota.

Mais recentemente, o movimento Gótico adotou a imagem de vampiro porque eles "se identificaram com o aspecto de bode expiatório do vampiro, que está sempre fora da sociedade," diz o Sr. McClelland.

O vampiro se manteve bem consistente, ele diz; é nossa atitude para com os estrangeiros que muda pra frente e para trás.

E agora, com Twilight, nós parecemos ter a última tendência do "status do estrangeiro". Mas nem todos estão enamorados com os novos vegetarianos, celibatos vampiros que usurparam as terríveis figuras do velho. Nina Auerback, autora de Our Vampires, Ourselves (Nossos vampiros, nós mesmos) se coloca firmamente no campo tradicional.

"Livros e filmes direcionados à garotas adolescentes, como Twilight, são sempre homogênios por definição," ela diz. "Eu voto pelos assustadores."

 


Tradução: Twilight Team



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