Domingo, 28.12.08

Aqui está um texto escrito pela própria Stephenie Meyer em 2006, e que fala do espírito natalício. É bastante emocionante.

 

Stephenie Meyer, "Herói no supermercado", Ensign, dezembro 2006, 20-21
De repente todos ficaram calados. Até as minhas desordeiras crianças pararam, sentindo a mudança na atmosfera.
As histórias de Natal acontecem em todos os lugares do quotidiano. Eu fiz parte de uma não há muito tempo atrás na mercearia. Espero nunca a esquecer, embora a memória seja agridoce.
Eu já andava às compras há quase uma hora quando fui para as filas das caixas.  Os meus dois filhos mais novos estavam comigo, o de quatro anos de idade, recusando-se a agarrar-se ao carrinho, o de dois anos, a tentar saltar fora da cesta para brincar com o irmão. Ambos tornaram-se progressivamente mais rabugentos e barulhentos enquanto eu os tentava manter sobre controle, por isso eu estava a procura da fila mais rápida. Eu tinha duas escolhas. Na primeira fila estavam três clientes, e todos eles tinham apenas algumas compras. Na segunda fila estava apenas um homem, um jovem pai preocupado com o seu próprio bebé que estava a chorar, mas o seu carro estava superlotado com mercearias.
Eu olhei rapidamente para a fila com as três pessoas novamente. A mulher na frente era muito idosa, com os cabelos brancos e uma linha direita, e as suas mãos estavam a tremer enquanto ela tentava sem sucesso, desapertar a sua grande bolsa. Na outra fila, o jovem pai estava a atirar a sua comida para o tapete rolante com uma velocidade de super homem. Fiquei na fila atrás dele.  
Foi a escolha certa. Fui capaz de começar a descarregar as minhas compras antes da mulher idosa acabar de pagar.  O meu filho de quatro anos, estava a puxar um doce da prateleira, e o meu mais pequeno estava a tentar ajudar atirando-me latas de sopa. Senti que não podia sair da loja rápido o suficiente.
E então, por cima do longo do som da loja da música de Natal, ouvi o verificador na outra fila a falar alto, muito alto. Eu olhei enquanto as minhas mãos continuavam a trabalhar.  
"Não, sinto muito", o inspector estava quase a gritar para a velha mulher, que parecia não compreender. "Esse cartão não funciona. Já passou o limite. Tem outra forma de pagar? "A pequena velha piscou os olhos para o inspector com uma expressão de confusão.  Não foram só as mãos estavam a tremer agora, mas também os seus ombros. A adolescente que metia as compras nos sacos revirou os olhos e suspirou.  
Na altura em que agarrei uma lata de sopa antes que atingisse a minha cara, pensei para mim mesma : “Meu, escolhi a fila certa! Aqueles três vão ficar ali para sempre. "O meu humor foi afetado positivamente quando o funcionários começou a digitalizar a minha comida.  
Mas a mulher sorridente directamente na fila atrás da senhora idosa teve uma reacção diferente. Tranquilamente, sem alarde, moveu-se para o lado da mulher mais velha e passou o seu próprio cartão de crédito através do leitor.
 "Feliz Natal", disse ela suavemente, ainda a sorrir.
E então todos ficaram calados. Até as minhas crianças desordeiras pararam, ao sentir a mudança na atmosfera.
Levou um minuto para que a mulher mais velha entendesse o que havia acontecido. O funcionário, de rosto amável, hesitou com o recibo na mão, sem saber a quem o dar. A mulher sorridente pegou nele e meteu-o na mala da mulher idosa.
"Eu não posso aceitar ..." começou a protestar a mulher mais velha, com lágrimas a formarem-se nos olhos dela.
A mulher sorridente interrompeu-a. "Eu posso-me dar ao luxo de fazer isso. What O que eu não me posso dar ao luxo é não fazer isto. "
"Deixe-me ajudá-la", insistiu a ajudante repentinamente respeitosa, pegando na saca e no braço da mulher idosa, da maneira que ela ajudaria a sua própria avó.
Assisti ao funcionário na minha fila parar antes dela pressionar o botão do total e limpar o canto do olho com um lenço de papel.  
Pagar as minhas mercearias e reunir os meus filhos, consegui fazer isso e sair da loja antes da mulher sorridente. Eu fiz a escolha certa de filas, parecia.
Mas, assim que eu saí para o sol brilhante de Dezembro, eu não estava a pensar na minha sorte, mas sim sobre o que eu não podia pagar.
Eu não podia pagar o meu corrente, auto-absorvido pensamento.  
Eu não me podia dar ao luxo de que os meus filhos aprendessem lições de compaixão apenas de estranhos.
Eu não me podia dar ao luxo de ser tão distante do espírito do Natal, em qualquer época do ano, especialmente durante esta época de grande generosidade.
Eu não me podia dar ao luxo de deixar que outro estranho, um outro irmão ou irmã, cruzasse o meu caminho em necessidade de ajuda sem fazer algo sobre isso.
E é por isso que eu espero nunca esquecer o herói de Natal no supermercado. Da próxima vez que eu tiver a oportunidade de ser esse tipo de herói, não me posso dar ao luxo de a perder. 


Joana TP às 22:35 | link do post | comentar

3 comentários:
De Aro a 28 de Dezembro de 2008 às 23:28
Meninas, para quem estiver interessada..

http://midnightsunemportugues.blogspot.com/

Como diz no link, é a tradução do Midnight sun, visitem!


De Margarida a 29 de Dezembro de 2008 às 00:07
O texto está lindo, devia ser uma lição de vida para todos nós nesta época onde reina a solidariedade .

Muito Bom , Grande Stephenie e Grande Senhora a que deu o cartao :D

Beijinho ^^


De Joana a 29 de Dezembro de 2008 às 15:28
Isto é que é uma lição de moral
:D


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