Domingo, 28.02.10

Podes ler aqui mais um capítulo desta Fanfic!

 


Capítulo 13 – Sentimentos

 

Não me conseguia acalmar, continuava ofegante como se tivesse corrido quilómetros. Jacob afastara-se suavemente, dando espaço aos dois para digerir o que tinha acontecido. Ele não estava melhor que eu, estava bastante ruborizado e o seu peito subia e descia mais rápido do que o normal. A sua mão não largou a minha cintura, mantendo-me o mais junto possível de si. Ele acariciava a minha bochecha com a sua mão livre analisando o meu olhar e a minha reacção.

 

- Desculpa Sarah, não consegui resistir. – disse vendo que continuava estupefacta a olhar para ele. As suas palavras saíram num sussurro, como um suspiro, mas não pareciam arrependidas. Mesmo assim perguntei.

 

- Mas estás arrependido? – consegui articular. Não tinha a certeza se queria ouvir a resposta. Por um lado tudo fazia sentido, tudo se encaixava na perfeição, tudo parecia certo, mas por outro não compreendia, porquê agora?

 

- Não, claro que não. Tu não me sais da cabeça Sarah, e hoje estás tão linda, e depois vi-te com o Embry… tinha que agir, tinha que te ter nos meus braços e nos meus lábios, tinha que te sentir para ter a certeza que eras real. – As palavras saiam aos tropeções da sua boca, parecia que queria dizer tudo ao mesmo tempo, mas que não estava a conseguir. Fechou os olhos e respirou fundo, abraçando e afastando-me levemente outra vez.

 

- É o medalhão? – perguntei a medo, vendo que ele não reagia e não me abraçava de novo.

 

- Claro que não! Não te contaram que o medalhão só faz as raparigas apaixonarem-se pelos Black, não o contrário? – disse sorrindo, como se achasse engraçada e absurda a minha ideia. Abriu os olhos e abraçou-me novamente murmurando ao meu ouvido. – Eu é que sou o Black, e eu é que estou apaixonado.

 

Um arrepio percorreu-me a coluna com estas palavras. Era difícil acreditar que algo tão bom me estivesse a acontecer. Em resposta, Jacob afastou-se delicadamente e deu-me a mão.

– Anda, vamos para um sítio mais sossegado.

 

Deixei-me ser levada para o lado oposto da praia. A lua cheia iluminava todo o caminho como uma estrela que nos indicava por onde seguir. Jacob, a certa altura sentou-se na areia e puxou-me para junto dele. Sentei-me entre as suas pernas, virada de costas para ele e de frente para o mar. Encostei-me ao seu peito quente enquanto ele me envolvia docemente com os seus braços, com os seus músculos que reflectiam a luz, tornando-se ainda mais belos, como se isso fosse possível. Encostou o queixo no meu ombro e durante um longo período ficámos assim, a aproveitar o silêncio e a presença um do outro.

 

- Sarah.

 

- Sim? – o meu nome dito por ele suava como a mais bela das canções, mas a entoação indicava que vinha aí mais alguma coisa. Esperei.

 

- Eu… não sei se posso. – engoli em seco. – Quer dizer, posso, mas não sei se quero assim. Não te quero magoar. Eu ainda não estou pronto… - Ah, então era isso. Ele ainda pensava em Leah.

 

Permaneci calada. Não tinha resposta para aquele pensamento. Por um lado queria que ele ficasse comigo, mesmo com o passado dele a assombrar-nos com a incerteza, mas por outro não queria sofrer se ele descobrisse que não conseguia esquecê-la e que não queria estar comigo. Depois daquele beijo eu sabia que não o ia conseguir ignorar ou esquecer, mas eu ia-lhe dar espaço e tempo para decidir, e então quando tal acontecesse eu estaria à espera dele e da sua resposta.

 

- Eu sei que me precipitei, mas eu quero ter a certeza, para o teu e para o meu bem. – continuou vendo que não me pronunciava.

 

- Eu não estou chateada pelo que fizeste, pelo contrário. – consegui dizer. - Eu sei o que se passa, mas não sei o que sentes, por isso não vou deixar que faças nada enquanto não organizares os teus pensamentos e os teus sentimentos, assim não corremos o risco de nos arrependermos. Quando decidires e tiveres a certeza… sabes onde me encontrar.

 

Afastei o seu abraço devagar e levantei-me. Não olhei para ele enquanto me afastava, não queria deixar que aquele aperto na garganta vencesse. Estava mais feliz que nunca pois agora eu tinha a certeza que o que sentia era real e que ele também sentia algo por mim, mas só me restava esperar e pensar que tudo correria pelo melhor. Seria como o destino quisesse.



Carolina às 21:58 | link do post

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