Quarta-feira, 10.08.11

"Angel Of Mine"

Capítulo 8 - Revelações

 

 

 

 

Durante o fim-de-semana, debati-me com a vontade de ir a casa de Alice e pedir satisfações a Edward. Não sei porque sequer sentia que tinha esse direito, ele era livre de tomar as decisões que bem entendesse.

Mas no domingo à noite não consegui resistir.

Dei uma desculpa a Charlie e dirigi-me à mansão dos Cullens, ainda pensando no que ia dizer a Edward. Na verdade, nem sabia se ele ainda estava em Forks, não tinha tido a coragem de perguntar a ninguém.

Não conseguia parar de sentir que a razão da sua partida repentina se devia a mim. Era óbvio que ele estava preocupado que o seu segredo fosse revelado, o que demonstrava o quão pouco ele me conhecia.

Saí do carro um pouco a tremer, não sabia bem o que estava a fazer, mas tinha de saber que se ele fosse embora, não seria por minha causa.

Toquei à campainha, foi Emmett quem me abriu a porta, pareceu surpreendido por me ver ali.

- Bella? A Alice e a Rose não estão, foram ao shoping.

Eu sabia disso, é claro. Alice tinha-me ligado a perguntar se eu as queria acompanhar, mas eu achei que com elas fora era a altura perfeita para confrontar Edward, não teria que responder tantas perguntas depois.

- Eu sei Emm, na verdade vim falar com o Edward, ele está?

- Está lá em cima no quarto, segue-me. – E fez-me sinal para que entrasse.

Nunca tinha ido ao quarto de Edward. Emmett guiou-me pelas escadas, ao quarto de hóspedes em frente ao quarto de Alice e Rosalie.

- Bem, vou deixar-vos, se precisares de alguma coisa estou lá em baixo na sala. Adeus Bella. – Disse enquanto descia as escadas.

Mais nervosa do que nunca, bati levemente na porta.

- Sim? – Ouvi a sua voz melodiosa do outro lado da porta, que me convidava a entrar.

Abri tremulamente a porta e entrei.

Ele estava deitado numa cama dourada gigante que se encontrava no centro do quarto. Reparei que o seu quarto tinha imensas coisas. As prateleiras tinham inúmeros livros, e a um canto ao lado da tv, estavam empilhados cds e discos de vinil com aspecto antigo.

Levantou a cabeça e olhou-me com ar interrogativo. Sentou-se na cama e fez-me sinal para que fizesse o mesmo.

Sentei-me à sua frente esquecendo-me completamente dos meus receios e concentrando-me em manter o foco face aos seus olhos dourados hipnotizantes.

Ficamos um momento em silêncio.

- Pensei que não querias falar comigo.

Eu também pensei isso, mas era me impossível manter-me afastada.

- A Alice disse-me que ias embora para Inglaterra.

Baixou o olhar.

- Ainda não está nada decidido. Estou a ponderar as minhas opções. A sua voz estava triste, assim como os seus olhos que pareciam não

ter tanta luz como de costuma.

- Mas porquê agora? Acabas-te de chegar…

- Bella por favor desculpa-me. – Parecia implorar. – Sei que as minhas atitudes podem não ter sentido, mas acredita, nunca quis magoar-te.

- Edward, não é disso que estamos a falar agora…

- É exactamente disso que estamos a falar. – Interrompeu-me. – Se eu de facto for embora, é para não te magoar nunca mais.

Levantou a mão e com um dedo acariciou-me a face delicadamente, como se eu fosse de porcelana frágil.

- Não estou magoada contigo. Agora não. – Nem queria acreditar que estava a dizer aquilo, mas assim que proferi tais palavras apercebi-me de que eram verdadeiras. Talvez eu estivesse magoada com a sua atitude porque parecia que ele não se preocupava comigo, que se limitava a mentir-me por que queria proteger-se. Mas agora, não sei bem como, percebi que ele estava a tentar proteger-me.

- Edward, não precisas de ir embora por causa disso, eu não vou dizer a ninguém. Apenas gostava de entender. – Olhei-o nos olhos, para lhe demonstrar que era digna da sua confiança. – Se não me queres magoar mais, diz-me a verdade. Podes confiar em mim.

- Não sei se a este ponto tenho alguma escolha.

Suspirou e pareceu estar a conformar-se com a ideia de me contar a verdade. Resolvi encoraja-lo.

- Sabes que não vou descansar até saber a verdade. Seria mais fácil com a tua ajuda.

Tentei pegar-lhe na mão, mas esquivou-se rapidamente e levantou-se da cama.

Olhou para mim com aquele seu olhar penetrante. Tinha um ar sério, o que me fez acreditar que estava prestes a revelar-me alguma coisa.

- Não costuma ser tão difícil esconder o que sou.

Senti o meu coração disparar. Esperei que ele continuasse.

- A maioria das pessoas, não levanta tantas questões, e são facilmente manipuláveis.

Olhou para mim e um breve sorriso apareceu nos seus lábios.

- É claro que tu não és uma delas.

- O que queres dizer com manipuláveis?

- É uma característica que nós temos. Pode-se dizer que é um tipo de hipnotismo. Pode-mos fazer alguém acreditar, obedecer ou esquecer, segundo a nossa vontade.

- Quando dizes nós

- Refiro-me à minha espécie.

Fez uma pausa e olhou para mim avaliando a minha reacção. Eu mantinha-me tão calma quanto podia, dada a situação. Não sei o que esperava ouvir, mas depois de tudo, acho que nada me podia surpreender. Esforcei-me por manter a mesma expressão serena. Ele estava finalmente a abrir-se e eu não queria estragar isso.

- A tua espécie?

- Vampiros. – Voltou a olhar-me talvez esperando que eu entrasse em pânico. Tentei não vacilar, embora me sentisse um pouco aterrorizada por não ter qualquer dúvida de que ele me estava a dizer a verdade.

- Em todos os anos que habitei a Terra, foi a primeira vez que encontrei alguém como tu. No outro dia, tentei hipnotizar-te para que esquecesses que me viste. Ainda não compreendo como não resultou.

Falava calmamente, talvez com medo de me assustar com as suas palavras. Tinha de admitir que realmente me sentia um pouco assustada.

Voltou a sentar-se a meu lado na cama.

- Sabes, não tinha a certeza de que te lembrasses, eras muito nova. Passei muito tempo ouvindo as tuas palavras, tentando perceber se tinhas a noção do que se tinha passado. Não falas-te nada a ninguém durante todo este tempo. Todos os anos vinha aqui, segui-te, tentei aprender tudo o que podia sobre ti. Deixei-me envolver por ti, e não o devia ter feito.

- Porque o fizeste? – A minha voz saiu mais baixa e tremula do que esperava, quase um sussurro.

- É uma boa pergunta. Fi-la a mim mesmo durante dez anos sem obter qualquer resposta.

Aproximou-se olhando-me nos olhos, como se aí se encontrassem todas as respostas que procurava. Senti o peso dos seus olhos dourados em mim, e senti-me cativada por ele mais do que nunca, o medo esvaindo-se como se nunca tivesse existido em mim. Como se não houvesse lugar mais seguro para mim do que ao seu lado.

De repente, sem que me apercebe-se do que estava a fazer, inclinou-se um pouco para a frente e tocou os meus lábios com os seus. Houve um breve momento de confusão da minha parte, enquanto tentava assimilar o que se passava, mas depois disso, envolvi-me nos seus braços e deixei-me levar pelo seu beijo que se tornou suave e quente, preenchendo-me de calor.

 



Constança às 22:06 | link do post

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