Sexta-feira, 18.11.11

"I'm Rosalie Hale"

Capítulo 1 - We know Rosalie Hale and we were in her story

 

 

 

 

 

Carlisle

Estávamos no ano de 1933, quando a encontrei ferida e á espera da morte, numa ruela triste e nauseabunda da pequena vila. Senti o seu cheiro: jasmim e rosas, um cheiro que até hoje me intriga bastante pela sua composição maravilhosa (admito que enquanto vampiro vegetariano, é realmente irónico que o cheiro floral seja o que me atrai mais em humanos).
Gravemente ferida, derramava sangue de todo o seu mimoso corpo e era ele o único culpado deste obséquio triste.
Royce King II era o seu nome. Alto, de tez morena e olhos claros, o seu encanto era quase tão cativante como a sua choruda conta bancária para qualquer linda rapariga de Rochester. Nunca simpatizara com ele e sou humilde quando digo que me dou sempre bem com todas as pessoas no meu meio. Mas Royce tinha algo de mau, via-se no seu olhar petulante e nas suas feições falsas.
E eu tivera a confirmação nessa noite. Rosalie esperava por ele, não muito longe daquela ruela, numa tarde solarenga de Primavera. Apesar disso, eu estava na rua.
Os seus olhos brilhavam enquanto via o seu homem a aproximar-se com uma mão atrás das costas, pensado que ele lhe havia comprado um ramo de flores. Surpreendeu-se quando viu uma garrafa de vinho barato o notou o hálito nada agradável de Royce. Ele estava consumido pelo álcool.
Royce pediu-lhe um beijo mas Rosalie estava assustada, pelo que rejeitou. Vi a fúria nos seus olhos maliciosos: Royce levantou a mão e bateu na graciosa menina. Mas Rose era forte, ela ripostou. Arranhou-lhe o braço e bateu-lhe com a cesta com flores que envergava no braço e isso ainda o deixou mais furioso. Ela tentou fugir mas ele conseguiu Pará-la e acertou-lhe com vários murros no rosto singelo, deformando-o, e com pontapés em todo o corpo bem delineado. Quando a vi cair no chão, com todo aquele sangue e espalhara-se sobre as roupas azuis claras, achei o melhor momento para intervir.
Não me orgulho, mas matei Royce. A sua cabeça partiu-se entre os meus dedos, enquanto Rosalie, deitada sobre o passeio imundo, implorava pela morte. Levei-a nos meus braços para a minha casa, nos arredores de Rochester.
Nessa altura, habitava numa casa embrenhada na floresta, longe dos olhares curiosos dos humanos. Nessa época, já vivia com o meu filho Edward e com a minha mulher Esme. Na verdade, foi pouco tempo de depois de ter encontrado Esme que notei que o distanciamento de Edward era estranho, demasiado frio.
Sempre julguei que fosse falta de amor e empenhei-me em encontrar alguém á sua altura. Ironia que tenha sido alguém como Rosalie a colocar-se no nosso caminho.
- Rosalie Hale, Carlisle? O que te passou pela cabeça? – lembro-me de ouvir estas palavras da boca de Edward e a repulsa que as acompanhava, quando entrei em casa com a pequena Hale nos meus braços. Mas sempre tive esperança que aquela fosse a primeira impressão: com o tempo, Edward iria apreciar a beleza de Rosalie e amar o ser cândido que se resguardava por debaixo da máscara petrificantemente bela. Sempre fora essa a minha esperança até Emmett penetrar nas nossas vidas.
O seu corpo feminino e robusto arqueava no chão da sala e o cheiro quente que dele exalava era tentador. Esme saíra de casa com o cheiro do sangue a embrenhar-se no seu nariz e a provocar a sua garganta. Apesar das palavras de Edward, não deixaria tal ser morrer tão novo. Seria um desperdício enorme.
Então, encostei os meus lábios ao seu pescoço e deixei que o meu veneno corresse no seu sangue.

Esme

Carlisle sempre foi um óptimo ser. Bondoso, amável, simplesmente perfeito, nunca quis magoar ninguém, principalmente Rosalie. Não era preciso ser advinho ou conhece-lo tão bem como eu o conhecia para saber que ele gostava de Rose e dos seus cachos de cabelos dourados, dos seus lábios bonitos e da sua personalidade doce e pateta. Se eu tinha ciúmes? Não, nunca tive ciúmes de Carlisle – sempre soube que ele me ama.
O ponto de situação é: porque gostava tanto Carlisle de Rosalie? Ele podia tê-la deixado ir, como ela implorou desde que chegou a nossa casa, naquele crepúsculo dormente. Ferida, o seu sangue entranhava-se nas minhas narinas e fazia a minha garganta doer com força, com muita força. Eu queria matá-la, eu desejei fazê-lo com toda a minha ganância.
No dia em que Carlisle a levou, o seu cheiro era doce e forte e ele viu o meu olhar ganancioso. Mas nem por mim, Carlisle deixou que a alma de Rose se separasse do seu corpo. Porquê? É uma história que vai muito além da filosofia de não matar ninguém em que ele empenhava-se e que queria que nós também a tivéssemos como base.
Simplesmente, Rosalie lembrava-lhe Cassidy.

Edward

Cassidy... Vi imagens dela, retratos inamovíveis que me mostraram o ser mais belo que vi em toda a minha existência: cabelos longos, rosto angelado, lábios de rosa e olhos brilhantes. A sua expressividade era vibrante até mesmo no velho retrato. Apesar de não se perceber na imagem, Carlisle dissera-me que os seus cabelos eram tão dourados como os de Rose, os lábios igualmente bem desenhados e os olhos tão risonhos e cordiais como os da menina Hale. Foi então que compreendi: Carlisle não resistira á tentação de ter uma imagem viva tão similar á da sua querida irmã, morta violentamente por quem ele não sabe.
Lembro-me do dia em ele entrou com Rosalie nos braços e a deitou no chão da nossa ampla sala. Vivíamos bem, para época que atravessávamos.
O seu cheiro era agradável mas a única coisa vibrante era o sentido que o sangue que lhe escorria do corpo me provocava. De resto, fiquei fulo e disse-lho.
- Não temas, querido filho. Possivelmente, ela nem quererá ficar connosco, talvez queira seguir o seu caminho. – ele respondeu-me, e quase que me senti mal por lhe falar tão friamente enquanto ele o fazia com uma bondade revoltante.
- Se tivesses em mente que ela iria deixar-nos, nem a terias transformado. Olha para ela, Carlisle! Não reconheces ninguém? Não te faz sentir humano outra vez? Não te faz sentir perto das tuas origens novamente?
Eu era bravo e estava completamente desorientado: ele transformara Rosalie Hale, provavelmente a rapariga mais conhecida da região. Isso seria entregar-nos de bandeja aos Volturi, que não seriam amistosos, dado que violávamos uma regra tão preciosa.
- Peço-te que te acalmes, Edward. Não o fiz só por mim: transformei-a para ti.
Engoli raiva em seco. A minha irritação saia-me pelas pontas dos dedos enquanto fitava o meu pai e mentor; todo o respeito e carinho que lhe tinha dissipou-se num ápice, enquanto Rose despertava para a sua noite eterna.
A sua beleza era infinitamente maior que anteriormente. Os seus traços do rosto eram os mesmos mas mais subtis, os seus lábios tinham a mesma forma de rosa mas mais exuberantes. Os seus olhos, grandes e brilhantes, eram de um vermelho ridículo que combinava tão bem com a tez pálida e os lábios avermelhados.
Mas eu continuava com a mesma impressão de sempre: Rosalie Hale era um poço fútil de auto apreciação e egoísmo.
Nós, eu, Carlisle e Esme, ficamos em silêncio, enquanto a nova vampira se olhava ao espelho da sala. Levantara-se e caminhara até ele como se soubesse que ele estava lá desde sempre. Foi ai que a sua mente tornou-se menos turva.
Até ai, os seus pensamentos concentravam-se na dor física, na morte e em Royce, e pensava que o calor que emanava do seu corpo pudesse ser o Inferno á sua volta a consumi-la. Mas ao espelho, Rosalie só pensava em si, nos seus grandes olhos, nos seus longos cabelos, no seu nariz afilado, no seu corpo firme e frio – ela não conseguia acreditar que se tornara em algo mais lindo do que já era anteriormente.
- Eu realmente sou aquilo que disse, Doutor? – ele perguntou retintamente. Percebi que não era por ter medo de nós, ela sentia-se forte, mas estava absorvida pela sua própria imagem.
- Menina Hale...
E Carlisle contou-lhe.

Carlisle

Rosalie apercebeu-se que nós não chorávamos porque os sentimentos avassaladores por que passava indicavam sofrimento e ressentimento, especialmente contra mim. Nunca acreditara nos míticos monstros e agora havia se tornado num.
Perguntei-lhe o que desejava fazer mas os seus olhos tremeram: olhava o Sol.
- Temos de nos esconder! O Sol... o Sol! – ela gemia, sufocadamente.
Foi ai que lhe contei sobre todos os mitos sobre nós. Desde os ícones religiosos ao Sol, nada nos afectava física ou psicologicamente.
Ela sorriu, tão abertamente quanto pôde.

No meu ver, ela seria a noiva perfeita de Edward: fisicamente, os seus corpos pareciam moldar-se, apesar de Rosalie ser mais robusta. Mas nós ainda não sabíamos se ela pretendia ficar connosco.
Quando me aproximei dela na esperança que Rosalie me recebesse de abraços abertos e nos acolhesse como sua família, Edward ainda estava furioso e revoltado comigo. Senti-me magoado com essa atitude; apenas imaginara uma situação feliz para o meu filho tão amado, uma situação maravilhosa de amor.
Mas Rosalie abraçou-me.

 



Constança às 21:57 | link do post | comentar

4 comentários:
De hopeless romantic a 19 de Novembro de 2011 às 13:50
e aqui está o primeiro capitulo!
acho que ninguém está a gostar muito :|


De BModesto a 20 de Novembro de 2011 às 22:47
Amei !!! Continua.


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