Quinta-feira, 29.12.11

"Brianne"

Capítulo 52 - Negociações

 

 

 

 

 

Naquela tarde, depois da minha crise de choro infundado pedi a Seth que me levasse a casa.
Um pouco contrariado, e depois de uma serie de tentativas infrutuosas para me animar, acabou com concordar, e levou-me de carro ate à casa dos Cullen.
Segui todo o caminho silenciosa fitando a paisagem através do vidro.
O meu peito estava pesado. Sentia o peso da pedra que dali em diante ficaria presa ao meu coração...
- Bem... chegamos – comunicou-me, ao parar o carro.
- Obrigado por me teres trazido – agradeci.
- Sempre às ordens – sorriu-me. – Sabes disso.
Esbocei um fraco sorriso, e sai do carro. Caminhei em direcção à casa.
- Ei! Bri? – chamou Seth.
Voltei-me.
- Tens a certeza que não queres passear esse casaco mais logo? – questionou apontando para o seu casaco, que agora me pertencia..
- Nem por isso – admiti. – Além do mais tenho mesmo de falar coma Ellen. Ela esta noite está por casa...
Era uma desculpa. Eu sabia-o, e Seth também. Mas, em vez de ficar chateado comigo e me confrontar com a minha mentira descarada, abriu ainda mais o sorriso e acenou-me.
Fiquei a ver o carro desaparecer por entre as árvores.
Fechei os olhos com força, respirei fundo. Uma brisa agitou-me os cabelos e causo-me pele de galinha.
Abanei a cabeça recolocando os pensamentos em ordem, e subi as escadas de acesso à cozinha.
Entrar pela porta de serviço também não era o acto mais corajoso da minha parte, mas queria dormir. Amuar com o mundo, desperdiçar tempo. Como se pudesse. Como se não viesse a fazer diferença.
Queria ser normal em Forks.
Confisquei uma maça da fruteira, e sem mais demoras dirigi-me ao quarto de Edward.
A casa era ainda estranha e desconhecida para mim, mas estranhamente sentia-me protegida ali. Como se estivesse inatingível, como se eu e os meus pensamentos não estivessem ao alcance de ninguém (ok. Ninguém à excepção de Edward).
No quarto, despi os jeans e a t-shirt, e vesti p pijama. Sentei-me na cama, acabando de saborear a maça. Respirava com cuidado. Roubando ao ar da atmosfera, e apreciando o seu gosto nos meus pulmões.
Não sei dizer quando, ou como adormeci, facto é que o cansaço levou a melhor. Não sonhei, apenas desliguei.
Acordei depois do que poderiam ser dias, ou apenas horas com uma mão morna e suave no meu braço.
- Bri? – chamava a dona da mão com suavidade.
Abri aos olhos, e vi que a luz dia que entrava pelo quarto havia sido substituída pelas cores difusas do crepúsculo.
Levantei a cabeça e dei de caras com Reneesme.
- Olá – saudei com voz ensonada.
- Olá – retribuiu – desculpa se te acordei.
- Não acordas-te! – esclareci.
- Cheguei à pouco da escola... O Jake disse que devias estar em casa... - contou – vim confirmar.
Sorri-lhe, ao mesmo tempo que erguia uma sobrancelha. Como sabia Jacob que eu estava em casa?
- O Seth comentou com o Jake que estavas cansada que quiseste regressar...
- Pois... - respondi sentindo-me culpada por ter deixado Seth sozinho.
Passei a mão pelos olhos, ensonada.
- A Ellen não está por casa?
- Chegou à pouco – disse sorrindo – queres que a chame?
- Se não te importares – bocejei.
- É para já! – anunciou saindo com uma graciosidade inimaginável do quarto.
Sentei-me na cama. Esperando que a qualquer momento Ellen entrasse pela porta.
Nem dois segundos haviam decorrido, já a minha vampira entrava energicamente pelo quarto.
Tudo o podia dizer era que os ares de Forks lhe estavam a fazer bem! O olhar triste e vazio que carregara durante toda a nossa viagem tinha (finalmente) desaparecido, em lugar dele havia uma nova luz, um brilho. As roupas também eram novas, mais caras e elaboradas, o cabelo estava entrançado.
- Com que então decidiste lembra-te novamente da minha existência, Brianne! – repreendeu-me com ar sério.
Como de costume, mostrei-lhe a língua.
A conversa fluiu normalmente. Ellen contou-me o que andara a fazer com Alice e as outras, as compras, as caçadas, e eu descrevi-lhe os lugares a que Seth me levara a conhecer.
Depois, pu-la a par da minha decisão quanto a quem me levaria ao aeroporto.
- Se é mesmo isso que queres... – disse-me com um sorriso amigável.
- Sim... acho que é melhor assim... - confirmei.
Ellen continuou a conversa dando-me mais pormenores nas suas loucuras pelas lojas de Port Angles.
- Bem, talvez esteja na hora da caçada para a humana – anunciou quando o meu estômago rugiu.
- Talvez!
Voltei a vestir a calças de ganga e t-shirt e acompanhei Ellen até à cozinha.
Mas, antes de conseguir chegar ao meu destino, ouvi uma voz familiar.
- Mas, o que...? – balbuciei intrigada.
- Parece que ele não desiste, não é? – perguntou Ellen.
Ergui as sobrancelhas.
Instalado no sofá da sala, estava Seth, qual símbolo de descontracção, a conversar animadamente com Edward e Emmet.
- Seth? – chamei-o do fundo as escadas – o que estás a fazer aqui?
- Vim buscar-te, como tínhamos combinado!
- Combinado? Não tínhamos combinado nada! – disse, parando abruptamente.
Seth veio ao meu encontro.
- Podes não querer que te leve ao aeroporto, mas ainda tenho os meus direitos! Por isso esta noite és minha! – comunicou-me – sem espaço para negociações!
- Mas... - tentei contrapor.
- Mas nada! – disse com um sorriso sereno.
Atrás de mim, Ellen, abanava freneticamente com a cabeça em sinal de aprovação.
Voltei-me com uma pose segura e matadora.
- Tu sabias? – ela encolheu-me os ombros. - Depois pagas-me - disse com voz ameaçadora à minha vampira.
- Acertamos já as contas – respondeu Alice arrastando-me pelo braço – eu trato da maquilhagem e cabelos! Ellen, roupas!
A ordem de trabalhos na hora que se seguiu foi estranha e confusa, embora eu fosse o objecto de arte das duas vampiras, apenas me sentira uma figurante no meio dos seus cremes e guarda-roupas.
No final de contas, acabei, e depois de ganhar na luta pelos meus ténis, mas perder na luta pelas minhas jeans – duas vampiras contra uma humana nunca é luta justa.
- Pronta! – apregoou Alice, mirando-me de longe, para se certificar que a barra do vestido estava no sitio certo, e que os ténis estavam com os cordões apertados.
- Mais do que pronta – concordou Ellen borrifando-me novamente o cabelo com laca.
Tossi de modo teatral e peguei no casaco que Seth me havia oferecido.
- Até logo, meninas – despedi-me.
No andar de baixo, podia ouvir Seth suspirar devido à minha demora.
- Espero que pelo menos ele goste da roupa – disse de mim para mim, descendo os degraus.

 



Constança às 22:42 | link do post

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