Quinta-feira, 19.01.12

"Into The Moon"

Capítulo 25 - Learn To Let Go

 

 

NOTA DA AUTORA:
Gostaria de pedir desculpa pela imensa demora na publicação dos capítulos da Into the Moon. Por vários motivos alheios a vós, como trabalhos e frequências, mas também porque estive doente, assumo que não tive, o tempo, a paciência e a inspiração necessárias para me dedicar a esta história como eu acho que ela merece.
Um beijo e um abraço enormes a toda(o)s. E desejo que o ano 2012 seja espectacular para todos.
Sun ^^)

 

 

 

 

 

O quarto onde Sophie repousava estava repleto de gente. Carlisle continuava a avaliar o estado de Sophie, mas agora já não era para a diagnosticar.
- Como ... Como é que vão fazer isto? – perguntou Román sem conseguir pronunciar o nome da sua eterna amada. A dor tingia-lhe a voz.
Román pareceu aperceber-se do semblante apreensivo que Carlisle e Eleazar tinham assumido. – Podem dizê-lo. Eu aguento. – acrescentou.
- Temos de queimar o corpo. É a única forma.
- Não é bem a única... - disse Garrett num murmúrio muito baixo, quase imperceptível.
- Cala-te...- ripostou Kate baixinho.
- O que é que ele quer dizer?
-Quando o entendimento iluminou os seus olhos escuros, vazios, Román soltou um rugido que fez abalar as fundações do velho casarão. – Tu estás a sugerir que lhe partamos os ossos todos???
- Não sugeri nada, em concreto. Trata-se, apenas, de uma opção.
- Concordo com ele. Vá lá pessoal. – interveio Emmett interrompendo o silêncio mortiço que se instalara. – Seria, sem dúvida uma...morte rápida. Não há como negá-lo. Não o dizemos com má intenção. Román, por favor, não tornes isto pessoal.
- Não torno isto pessoal?!
- Emmett cala-te tu também. – ripostou Kate.
- Eleazar chama-os à atenção por favor! – pediu Tânia com veemência.
- Parem! – rugiu Edward. – Isto é demasiado grave para se tratar assim com tanta ligeireza.
- Mas... - resmungou Emmett.
- O Edward tem razão. Esta situação é bastante delicada. – interveio Carlisle num tom de voz calmo, apaziguador mas sério.
O rosto de Román havia tomado um aspecto disforme, como se a tristeza e o desespero o tivessem domado completamente.
Jasper arrastou-se suavemente para a frente de Alice... Ele detectou alguma mudança de humor relevante. E pelo canto do olho, pude perceber que Edward sabia-o. Como sempre.
Quase em simultâneo, Román deslizou da cabeceira de Sophie e colocou-se em frente a Garrett, observando a sua fisionomia e prendendo os seus olhos nos dele. Garrett parecia incomodado com aquela abordagem de Román, mas Román não se deteve nem tão pouco se afastou. Os seus olhos estavam cegos de raiva.
Edward segurou-lhe um dos membros superiores adivinhando o seu próximo passo.
Rapidamente todos se moveram ao redor de Román e Garrett, na expectativa de um ataque. Mas Román suavemente se desprendeu da mão do meu marido e saiu do quarto.
- Mas onde é que ele vai? – quis saber Tânia com a preocupação na inundar-lhe a voz e os olhos.
- Ele precisa de estar sozinho.
- É perfeitamente compreensível. – disse Eleazar. – Garrett e Emmett precisamos de ter uma conversa.
- Ah?
- Não é Ah! – rugiu o líder do clã de Denali. – Voy a ser corto, rápido y espero ser lo suficientemente claro. Estamos tratando de resolver esta situación de la mejor manera posible.
- Mas nós apenas demos a nossa opinião. – murmurou Emmett.
- Estamos aqui também para ajudar, ou viemos cá só para ver?! – Resmungou Garrett.
- Ou param com isto neste momento, o pueden ir ahora. Ahora! – disse Eleazar num tom de voz mordaz, firme. A sua expressão era bastante séria e, tive a certeza que as suas palavras eram promessas.
Emmett acenou com a cabeça. Garrett, como sempre mais petulante, mas prometeu parar.
- Muchas gracias. – disse mais tranquilo Eleazar. Nesta altura o quarto estava vazio à excepção de Sophie que permanecia deitada na cama.
Entrelacei a minha mão à de Edward. Ele abraçou-me, nunca largando as nossas mãos unidas, e beijou-me subtilmente. Pude sentir a textura e o sabor único dos seus lábios polidos e açucarados. Algo que nunca conseguiria esquecer. Nem em humana.
- Isto ainda está longe de acabar não está? – perguntei como que num murmúrio. – Não é por mim mas, pela Nessie. Ela deve estar impaciente.
- Eu sei meu amor. Logo à noite falamos com ela. Pode ser que isto se resolva mais cedo do que o que pensámos.
- Tudo depende do Román e de Eric.
- Mais ou menos. – murmurou não querendo dizer muito mais. - Eu depois explico-te, agora...
- Nada disso! - Puxei-o de encontro ao meu corpo o que fez com que a fricção que nos separava provocasse um arrepio nos nossos corpos. Senti uma vontade louca de o beijar ali mesmo. Os nossos olhos encontraram-se como que um relâmpago e ele encostou a sua boca à minha, sem qualquer ponta de delicadeza. Tive a certeza de que o seu desejo era tão forte como o meu naquele instante.
Tivemos que fazer um esforço mental muito grande para afastar os nossos lábios. O meu amor continuou beijando-me lentamente mais algumas vezes. E, agarrando na minha mão, levou-me para fora do quarto, para junto dos outros.
- Há pouco deixaste-me na expectativa. – acusei. O seu sorriso maroto nasceu suavemente e o brilho dos seus olhos trouxe-me à memória o nosso último beijo. Coloquei as mãos no seu peito liso, duro e frio, por cima da camisa azul ligeiramente desabotoada e esperei que me respondesse.
- Pelo que eu me apercebi, a decisão só depende do Román. –respondeu passeando os seus lábios nas maçãs do meu rosto.
- Mas e o fi.... – o meu amor colocou um dedo nos meus lábios silenciando-me.
- O filho já decidiu que a mãe deveria partir há muito tempo. Li na mente do Román. - concluiu calmamente com um leve sorriso enviesado. Puxou-me em direcção ao alpendre da casa. Já havia anoitecido. De súbito o cheiro da terra fresca e húmida invadiu-me.
À noite tudo adquiria um odor mais intenso, mais puro. Como se tudo que fosse mais puro na Terra brotasse à noite.
O meu amor rodeou a minha cintura com os seus braços fortes, duros como a pedra mas suaves como a seda, e beijou-me vagarosamente pela linha do pescoço. Não resisti.
Senti a claridade da Lua iluminar os nossos corpos, clamando a nossa atenção, por entre os ruídos dos seres da noite e as nossas respirações entrecortadas.
A quietude nocturna foi interrompida por uma discussão que vinha de dentro da casa. Identifiquei logo as vozes.
- Não pode ser!!! Tem de haver outra maneira! – rugiu Román.
Román estava outra vez furioso e recusava-se determinantemente a aceitar a realidade.
- Román existem duas formas de...o fazer. – explicava Carlisle com a sua calma e solicitude de sempre. –
- Então as minhas únicas opções são estas? – perguntou com um profundo olhar amargurado.
- Infelizmente, temo que sim Román. Sinto muito. – lamentou Carlisle.
- Debemos tratar el más rápido posible. – apontou Eleazar.
- O Eric deve chegar amanhã ou depois.- colaborou Román já mais calmo.
- Eric? – perguntou Garrett com a curiosidade a inundar-lhe a voz.
- O meu filho. Por favor, por favor, peço-te, que não faças qualquer comentário irónico à frente dele. Eu posso aguentar, mas ele não suporta esse tipo de comentários.
- Román está descansado que este aqui daqui para a frente vai portar-se bem....e como adulto que é. – prometeu Kate. – Há muito que não ficas com os cabelos em pé....
- Era só que me faltava....ser tratado como um adolescente!
- Ahahahaha!! Tás feito bro'! – gozou Emmett que em seguida explodiu em gargalhadas.
- Obrigadinho bro'!!! – atirou Garrett com ironia.
- Emmett não penses que te esquivas ao meu dom.... – avisou Kate.
- Toma!
- Eh pá parem lá com isso. Parecem duas crianças! Nem a Nessie faz isso! – resmungou Alice.
-Só nos resta esperar que o Eric chegue. - interveio Carlisle.
O comentário de Alice trouxe-me à memória a imagem da minha filha. Do outro lado do Atlântico. Inquieta. Cheia de saudades minhas, assim como eu dela.
Senti tantas mas tantas saudades dela. Do seu cheiro a bebé, do seu sorriso quando acordava de manhã. Das suas gargalhadas quando brincava às escondidas com o pai na floresta. Do seu ar deslumbrado enquanto observávamos as borboletas a dançarem no ar ao final da tarde. Sentia saudades do seu toque suave, delicado.
- Também tenho muitas saudades. – confessou o meu amor murmurando ao meu ouvido. - Daqui a pouco vamos estar junto dela. Prometo-te.
Acenei com a cabeça e correspondi a um caloroso beijo do meu amor.

 



Constança às 22:00 | link do post

Comentar:
De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres




O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

status

Online desde:25.04.2008

Staff: And e Carolina
Layout: Missanga Azul
em todos os momentos twilight


Já nos deste o teu like?
pesquisar neste blog
 
Links vários
comentários recentes
Tinha de vir aqui a este cantinho, finalmente o Mi...
A primeira imagem certamente está "quebrada", e pa...
Sobre os Talentos especiais de Alec: ele tem um V...
Você ainda a tem? Se sim, poderia me enviar? model...
Olá. Estou a procura de uma fanfiction que vocês p...
Aproveito só que está esteve a dar breaking dawn n...
Pelo que eu vi da entrevista, o Rob foi irônico ao...
Casamento lindo, me lembrou muito o casamento da B...
Meu sonho encontrar ele assim
Casal mais lindo

Arquivo
2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


2004:

 J F M A M J J A S O N D


2003:

 J F M A M J J A S O N D


2002:

 J F M A M J J A S O N D


2001:

 J F M A M J J A S O N D


2000:

 J F M A M J J A S O N D


1999:

 J F M A M J J A S O N D


1998:

 J F M A M J J A S O N D


1997:

 J F M A M J J A S O N D


1996:

 J F M A M J J A S O N D


subscrever feeds