Quarta-feira, 25.07.12

"Into The Moon"

Capítulo 31 - Night By Candlelight (Parte 2)

 

 

 

 

 

- Ei lá... Peço imensas desculpas por interromper momento tão íntimo – disse Emmett da soleira da porta.
- Que foi agora, a Alice não te deixou escolher a música? – perguntou insolentemente Edward.
- Nem a Alice nem a Rose. Com esta música de caminho adormeço...
- E que música estava s a pensar?
- Assim um pouco de Metal...Punk... - a minha reação face à sua escolha musical para esta noite fê-lo mudar de ideias rapidamente. – E Rock? Vá lá toda a gente gosta de rock!- insistiu.
- Vá diz-lhes que podes colocar a música que quiseres. – disse-lhe sorridente.
- Bella! És a melhor irmã do mundo!- murmurou voando para a sala.
O meu amor e eu voltámos a ficar sozinhos.
- Humm... estás a tentar que ele pare de vez com as piadas sobre as nossas demonstrações de afecto em público? – perguntou Edward curioso.
- Não foi bem isso. De outra forma ele não sairia daqui e eu não poderia fazer isto – puxei-o contra mim, agarrando fortemente a sua cintura e colando os meus lábios nos seus de forma selvagem.- Nós nunca vamos parar de fazer isto. - sussurrei suspendendo por centésimos de segundos a nossa perfeita sincronia de movimentos.
- Humm... Bella...
- Outra vez? – resmungou Edward separando ligeiramente os seus lábios dos meus.
– Emmett, tu e a Alice que se entendam com o aparelho... - rezinguei.
- Tens uma chamada para ti.
- É a tua mãe. – disse Edward lendo os seus pensamentos.
- Tentei abafar o barulho da festa para que ela não se apercebesse...
- Eu... Eu não sei o que lhe vou dizer... - interrompi-o com o pânico a entorpecer-me a voz.
- Ela não chegou a perceber que isto era uma festa desta dimensão... acho.- avisou Emmett.
-Pois mas a minha mãe tem a cabeça cheia de macaquinhos...e se percebeu que não a convidámos vai ficar desolada! – entrei em pânico. – E agora? Que faço?!
- Calma meu amor. Com certeza ela sabe que nós não deixaríamos passar esta data em branco.- disse enquanto afagava os meus ombros.- Que tal fazermos de conta que estamos apenas numa pequena reunião de família. Ela não precisa de saber...
- Pois... mais uma mentira. Ultimamente é a única coisa que lhe retribuo.
O silêncio de Edward denunciou o seu estado pensativo. Eu sabia que a vida dos Cullen dividia-se entre o convívio com os humanos e as mentiras que criávamos para manter a nossa verdadeira identidade em segredo. Era inútil sentir-me mal com algo que fazia parte integrante desta minha nova vida. Era um pequeno preço a pagar pela eternidade e pela convivência com os humanos. Eu sabia disso. Sabia-o desde o início.
Mas no que toca à minha mãe... custava-me imenso todas as mentiras que tinha de inventar, muitas das vezes com a ajuda de Edward, para que ela nunca desconfiasse de nada. Custava-me muito mentir a alguém que me queria tão bem.
Custa, muito mais, enganar deliberadamente alguém que nos ama tanto e que só quer o nosso bem. Custava-me, além do mais, esconder a minha nova vida plena de felicidade com Edward e a minha filha. Mas quem sou eu para me queixar de algo que eu mesma escolhi?
Eu escolhi Edward e tudo o que com ele vinha. E se hoje tivesse oportunidade de escolher de novo, escolheria Edward sem qualquer hesitação. O que inutilmente lamento, é que às vezes esta felicidade venha, acompanhada pela saudade de alguns elementos bons do meu passado. E eu sentia tanto a falta dela...
De repente, notei que Edward observava-me atentamente, como que lendo os meus olhos. E, logo depois, apercebi-me de que havia removido o meu escudo, como o fazia tantas vezes quando estava com Edward... e ele ouvira tudo o que eu havia pensado.
Incapaz de verbalizar uma sílaba que fosse, perguntei-lhe mentalmente se estava desolado comigo. Senti-me mal, senti-me a pessoa mais ingrata do mundo. Senti-me confusa, desnorteada.
Edward colocou, delicadamente, cada uma das suas mãos na minha face, e com um olhar caloroso murmurou:
- Eu nunca ficaria desolado contigo. E, muito menos, pensaria que estarias a ser ingrata. Jamais. És o ser que eu mais admiro. Pela tua força, a tua coragem, a tua graciosidade, o teu amor...
Encostei a minha cabeça no seu peito. – Obrigada. Mas eu sei que lá bem no fundo estou a ser um pouco ingrata. Quero dizer, eu já sabia que iria ser assim. Tu próprio avisaste-me vezes sem conta e... - uma mão cerrou suavemente os meus lábios.
- Eu entendo. Embora quando me tornei vampiro já não tivesse os meus pais vivos, eu compreendo a tua angústia. Vamos fazer o seguinte – disse quando o olhei nos olhos – vamos resolver isto juntos.
Sorri para o meu amor, pela ternura que emanava de cada uma das suas ternas palavras.
- Não estás sozinha nisto, eu estou contigo, por isso juntos vamos encontrar uma solução para resolver isto. – completou.
Peguei no telefone e dirigi-me com Edward à varanda mais recôndita da casa. A chamada havia caído por isso liguei de volta.
- Bella?
- Olá mãe. Como...estás? – tentei disfarçar a voz mas não estava ser muito bem sucedida.
- Parabéns minha querida! – disse emocionada. – Eu estou óptima e tu? Como está o Edward? E a Renesmee? – as suas perguntas intermináveis sucediam-se sem que me desse tempo de lhe responder convenientemente.
Confortei-a respondendo a cada questão com o maior número de detalhes possível. Quis mostrar-lhe que também fazia parte da nossa vida, mesmo que à distância. Perguntou-me como ia a minha relação com o Edward e quando a iríamos visitar.
Edward perscrutava atentamente cada uma das minhas expressões.
- Mãe...- hesitei por segundos e olhei para Edward como que a pedir ajuda. –Humm... Mãe em breve vamos estar juntas.
- Espero bem que sim! Tenho muitas saudades tuas Bella! Como te sentes agora um ano mais velha? – perguntou rindo.
- Bem sinto-me na mesma. Espero que as rugas não me apareçam tão cedo. – Edward revirou os olhos.
- A Alice organizou alguma festa?
- Não... apenas uma pequena reunião familiar, um pouco contra a minha vontade. Somos só nós. E o Charlie...
- O teu pai está muito presente... Bella – a sua voz estava agora um pouco embargada – Às vezes sinto-me mal por não estar tão presente na tua vida quanto deveria. Eu...
- Mãe – interrompi muito séria. – Tu estás sempre presente na minha vida. Não há um dia em que não pense em ti. Juro.- proferi cada palavra lentamente cunhando uma verdade irrevogável em cada uma.
- Eu também minha querida Bella, eu também. Amo-te muito. Sempre. – murmurou chorosa. – Bem agora vou-te deixar em paz vai lá festejar o teu aniversário.
- Obrigada Mãe. Pelas tuas palavras e por ligares...
- Obrigada eu minha querida. Um beijinho enorme para todos vocês, especialmente para ti.
- Para ti também mãe.
Quando pousei o telefone vi que tínhamos estado à conversa nada mais, nada menos do que trinta minutos.
- Desculpa, estiveste aí especado à espera.
- Se soubesses o quanto adoro olhar-te, nunca dirias isso. – murmurou carinhoso afagando a minha bochecha.
- O que é que vocês estão aqui a fazer?- interrompeu Alice.
- A Renée ligou e...
- Eu sei, eu sabia.
- Sabias? Podias ter avisado...- resmunguei surpresa.
- Bella, ela estava em dúvida. E nos últimos 50 min decidiu ligar... -disse.- Além disso tu também querias falar com ela por isso... Vá põe um sorriso nesse belo rosto e voltemos para a festa. Afinal não é todos os dias que festejámos o teu 24º aniversário. Ele não voltará a repetir-se...
- Eu tenho 18 anos para sempre! Irra! – resmunguei.- Eu já não conto os anos de idade!
Alice e Edward explodiram às gargalhadas com a minha reacção intempestiva.
A noite continuou fantástica e, além da imensa comida que Esme e Alice prepararam para os convidados humanos, ainda havia um bolo muito bonito no centro da mesa. Claro que fui obrigada a ouvir cantarem-me os parabéns e a soprar as velas. Recebi alguns presentes, embora a maioria saiba que não ligo muito.
- Dou-te o meu mais logo... - sussurrou Edward ao meu ouvido, virei-me e pude ver os seus lábios abrirem-se num sorriso bastante sedutor.
A música suave embalou-nos e dancei o mais próximo que pude com Edward. A determinada altura éramos só os dois no meio da pista de dança. Se fosse humana teria corado com toda a certeza. Mas isso agora não importava nada. Saboreei o momento como uma criança que fecha os olhos e sente o calor do sol na face numa manhã de verão.
- Mais uma vez, e porque nunca é demais dizê-lo, estás deslumbrante. – murmurou.
- Sorri e beijei-o esquecendo-me que não estávamos sós.
Nessie, eu e Edward dançámos os três antes que ela adormecesse de pé. A minha filha estava linda. Claro que Alice e Rose tinham andado ali a intervir.. Depois, meio ensonada adormeceu no sofá ao lado de Leah. Troquei breves palavras com esta, e senti que, apesar de que agora se sentia mais à vontade connosco, esta proximidade ainda criava uma certa tensão nela.
Ao final a noite, Edward carregou Nessie ao colo. Ao chegarmos à nossa casa de campo deitámo-la na sua cama de ferro. Dormia tão profundamente, e como quase todas as noites acontecia encostei a sua pequena mão na minha bochecha. Ah! Como era bom ver os acontecimentos da nossa vida pelos olhos dela. A festa, o bolo delicioso, os bombons, correr atrás dos lobos eram memórias tão vívidas na sua mente.
O seu rosto em forma de coração, ainda detinha uma tonalidade perlada com um leve toque nacarado e um brilho subtil, mas não, de todo, impercetível. Os cachos, cor-de-bronze sedoso, como o pai, pairavam na almofada. – Dorme bem meu anjo. – sussurrei ao beijar a sua testa.
Caminhei pelo estreito corredor até à sala, seguindo o cheiro dele. A noire estava agora mais calma.
Permanecemos abraçados, seguindo o embalo da música. Era 'You Picked Me' dos Fine Frenzy. O toque suave da sua pele, a temperatura amena, os seus braços fortes que rodeavam o meu corpo como se me prendesse junto a si para eternamente. Prisioneira do meu amor, da minha própria vontade e do meu desejo, desejei ter o poder de parar o tempo no tempo.
Carregou-me até ao nosso quarto, delicadamente iluminado por velas e candeias. Os sussurros lentos no meu ouvido, os seus lábios deslizaram pela minha clavícula, provocando-me um caos interno.- Gostaste do evento? – suspirou.
Contorci-me por entre os seus braços virando-me de frente para ele. Os seus olhos dourados flamejavam calorosos, muito atentos aos meus movimentos. Estiquei-me, colocando-me nas pontas dos pés, para poder tocar nos seus lábios com os meus.
- Humm... não te estás a esquecer de nada? – sussurrou.
- Não podemos deixar isso para daqui a uma, duas horas? – sussurrei por entre beijos.
- Humm.... Talvez. – sorri com uma contentamento triunfante: tinha ganho, pelo menos desta vez. Com uma velocidade inumana coloquei-me em cima dele e beijei-o, levando-o à loucura.

 



Constança às 22:14 | link do post

De Jessica a 27 de Julho de 2012 às 23:25
Sun,
OMG AMEi ESTE CAPÍTULOOOOOOOOOOOO eheheh (desculpa só comentar agora :/)

Então logo as primeiras falas em que o Emmett interrompe é super engraçado :)
O facto de a mãe da Bella ter ligado e esta ter escapado o escudo e ter permitido o Edward ler os seus pensamentos foi lindo asério!!! A forma como escreves te ela a pensar em tudo e depois a aperceber-se de que ele estava a ouvir...encantador, mesmo! A forma como ele pega no rosto dela, sublime!!! e ENTÃO as palavras ditas são perfeitas *-*

A Bella irritado é super engraçado *-*
E depois toda a forma como escreves te as descriçoes aos olhos da Bella sobre a Nessie... sem palavras fico encantada mesmo, nasce-me um sorriso! É especial :D

E depois o fim é aquela base eheeh Acabamos sempre em beleza!!!! AMO AMO AMO AMO AMO TANTO

Obrigada, sim??
Estou anciosa pelo próximo da maneira como este acaba :P

Até lá um beijinho enorme, pipocaaa <3


De Sun a 30 de Dezembro de 2012 às 11:54
Muito Obrigado Pipoca!! ;)


Beijinho enorme ^^)


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