Quarta-feira, 31.07.13

 Nikki Reed, mais conhecida pelo seu papel como Rosalie em Crepúsculo, é um pouco como um camaleão. De actriz para escritora, música a designer de jóias, exerce o lado direito do seu cérebro com sérias variedades. O seu mais recente empreendimento foi uma colaboração com a “7 For All Mankind”, lançada em Maio. Considera que as jóias fazem parte do seu primeiro “trabalho” oficial (com a idade de 9, não menos), é um ajuste natural para a sua beleza natural. Reed esteve recentemente na loja “7 For All Mankind”, em “Somerset Collection”, para um encontro, e teve um momento para conversar com a “StyleLine” sobre a sua velocidade, criatividade e necessidade de estar sempre com os olhos postos na próxima grande oportunidade.

 

Karen: Então, parece-me que tem a capacidade de fazer as coisas rápido. É algo que eu adoro numa pessoa…

Nikki: É engraçado ter mencionado isso.

 

K: Desde escrever um guião até apaixonar-se.

N: E casar-me.

 

K: Só o que sabe é o que quer? É assim em todos os aspectos da sua vida?

N: Acho que sim, e é por isso que eu concordo com essa frase. A minha mãe disse-ma, quando estávamos a pintar ovos para a Páscoa. Todos os anos fazemos isso em minha casa, e nós trazemos uns 50 ovos, e convidamos todos para pintá-los. Paul (o seu marido) passou uma hora e meia num ovo, a fazer micro pontos. Ele é tão paciente e tão detalhista. Eu era como: “Aqui está um afro neste, aqui estão alguns olhos arregalados neste”, e a minha mãe disse: “Tudo o que faças, estás apenas a fazê-lo de forma rápida”. Eu sei o que quero, e faço isso acontecer de alguma forma. Ninguém quer ir ao shopping de móveis comigo, porque eu ando por lá e digo: “Este sofá é fixe, podemos levá-lo”, e é assim que eu sou. Só não tenho muita paciência, mas não quer dizer que é duma forma má. Não é como uma stressada irritável. Só gosto de fazer as coisas rapidamente.

 

K: Sabe o que quer.

N: Sim. É por isso que eu e o Paul fazemos uma boa equipa, criativamente, porque ele pode passar seis meses numa música, mas num certo ponto ele tem que seguir em frente; todos temos que seguir em frente. Caso contrário, ele nunca irá gravar um álbum. Então, eu sou a força motriz por detrás dele. Sou do género: “Ok, temos que ter cinco músicas até ao final da semana. Estás pronto? Qualquer quantidade de tempo que tenhas para gastar nisso, tudo bem, se é 14 horas por dia, óptimo. Mas temos que ter isso feito nesse tempo.” Então, encontramo-nos lá no meio.

 

K: Isso é hilariante. Então, foi a mesma coisa para esta colecção?

N: Não, a decisão não foi rápida. Eu, obviamente, que queria muito que isto acontecesse. Quer dizer, eu amo o que eles fazem. Amo que eles representam. Adoro a forma como nos conhecemos. Estou a falar sobre isto como se fosse uma pessoa.

 

K: Como conheceu as pessoas da “7 For All Mankind”?

N: Nós conhecemo-nos num maravilhoso jantar de caridade para a “Step Up Women’s Network”. Eles mencionaram as jóias que eu estava a usar e eu disse: “Oh, fui eu que fiz”, e eles pareceram realmente fascinado com o facto de eu ter falado nisso. Na verdade, eram minhas, e eu fi-las mesmo. E a inspiração veio, realmente, da minha família e de diversos artistas na minha família, e eu acho que eles foram atraídos para isso, que eu realmente tenho tempo na minha própria vida para desenhar e pintar.

Estava tão interessada e animada, e quando recebi o telefonema do meu agente, penso que eram 8h30 da manhã, a dizer: “Ei, acho que isso vai realmente acontecer, vai em frente e começa a desenhar”. Eu já tinha pensado em algumas coisas, durante algum tempo. Por isso, pedi-lhes para enviar um lookbook da nova colecção de ganga para que eu pudesse ver os padrões, e ver o que eles andavam fazer. Quer dizer, provavelmente ter-me-iam dado algumas semanas. Mas eu já estava pronta. Eu sabia o que queria.

 

K: Explique o que os clientes podem esperar desta colecção.

N: Eu queria criar algo que se parecesse fácil de usar, e sei que isso soa como algo óbvio de se dizer, porque é uma jóia. Mas gosto de mergulhar e gosto de coisas que sejam simples, porque embora o colar “Starry Knight” é um pouco como uma peça de instrução é também…

 

K: Não é exagerada de todo.

N: Não é exagerada, e o metal era para mantê-lo no lado subtil. Este é o meu colar de música. Eu queria criar um colar que pudesse usá-lo no palco, com uma camisa, algo subtil, porque a nossa música tem sido uma espécie de “country” e “folky”. Assim, o meu guarda-roupa é tão diferente no mundo da música. Não percebi isso até que foi feito uma concepção, mas um monte de peças que diz que me fizeram sentir forte, não muito delicada. Não masculina, mas também não delicada. Acho que isso é um reflexo directo do que a minha personalidade é.

 

K: E começou a fazer jóias há muito tempo, e isto não de nada novo para si.

N: O meu primeiro trabalho foi a fazer jóias. A minha mãe levava-me ao centro – eu não cresci com muito dinheiro – e assim todas as crianças da escola, e os seus pais davam-lhe dinheiro para comprar os seus biscoitos, e “chalupas”, à sexta-feira, e a minha mãe, literalmente, não tinha dinheiro que chegasse, nem tinha o suficiente para me pagar o almoço. Então, eu e a minha mãe começamos a fazer pulseiras, e eu vendia-as nas escola, 3 dólares cada uma, o que é enorme para uma pessoa que tinha a minha idade. Vendia 2 pulseiras por dia, e já tinha dinheiro para comprar os meus biscoitos e “chalupas”, algo que era óptimo.

 

K: Tem um círculo completo, realmente.

N: Totalmente, tenho um círculo completo.

 

K: Então, tem “chalupa” já na sua nova linha de jóias?

N: Bem, eu agora não como carne de maneira a não ver nenhumas “chalupas” envolvidas. Talvez consiga alguém para me fazer uma “chalupa vegan”.

 

K: Você envolve-se muito.

N: Sim. Acho que é porque quero sempre ser melhor. De uma certa forma, sou muito competitiva. Eu e o meu irmão, mesmo ele sendo um ano mais velho do que eu, somos competitivos em tudo. Somos muito solidários um com o outro. Então, isso quer dizer da forma mais inocente, que estou sempre a tentar desafia-lo, porque ele é um artista maravilhoso. Ele é tão talentoso. Ele é bonito, mais inteligente e mais talentoso do que eu, e ele diz o mesmo sobre mim. Tudo do qual ele se aproximou, ele dominou. Ele é um pintor e fotógrafo brilhante e eu tenho a sua arte por toda a minha casa. Então, quando eu desenho, eu estou realmente a pensar nele, durante muito tempo, porque estou a tentar ser melhor, e a tentar explorar áreas que eu sei que ele realmente é excelente nelas.

 

K: Já se sentiu como se estivesse à beira de morder mais do que mastigar, ou você tem a filosofia de: “Eu tenho a energia, então vou fazer isto enquanto posso”?

N: Não há filosofia por detrás disto. Eu sempre fui assim. Eu era uma aluna que fazia o meu trabalho de casa após ele ser pedido, então tinha duas semanas para não me preocupar com isso. Sou uma “doe”. E digo isto duma forma muito básica, o negócio do entretenimento é totalmente imprevisível e pouco confiável, e principalmente, como mulher, nós temos que criar as nossas próprias oportunidades. Não nos podemos sentar e dizer: “Oh, eu estou só a esperar que venha um filme brilhante que tenha a ver comigo.” Eu também estou em aulas de representação, semanalmente, e tenho aulas de canto e ando a escrever músicas. Estou sempre a fazer coisas, porque há portas que se estão a fechar na minha cara, e é muito importante que para cada cem portas que se fecham, tenhamos que tentar arrombar a sua própria, para uma nova oportunidade.

 

K: Como define o seu estilo pessoal?

N: O meu estilo pessoal é uma espécie de “funky”, algo “eclectic”. Acho que sou uma pessoa que está a explorar no mundo da moda. Então, o meu estilo não é tão consistente boémio como era antes. Tenho um grande apreço por moda e por alguns dos grandes designers que sei que posso vestir para as “red carpets” e coisas assim, e por isso, estou a ficar cada vez mais experimental.

 

K: Costuma vestir-se para os eventos “red carpets” ou tem estilistas?
N: Não. Eu definitivamente tenho uma opinião sobre as coisas, mas não, eu trabalho com alguns estilistas fabulosos. Eles são óptimos e conhecem o meu estilo, então eles escolhem as coisas que realmente funcionam.

 

K: Então, sendo temporariamente a loira de Crepúsculo, sentia-se como se fosse a si própria? Houve alguma coisa que você fez, maquilhagem sábia ou algo assim, para se sentir mais você?

N: É impossível pisar um set de Crepúsculo e dizer: “Sinto-me como eu.” Eu passei por três a quatro horas na maquilhagem a arranjar o cabelo, e a pulverizar e a pintar todo o meu corpo e a re-contornar o meu rosto, e no final de tudo isso, tens que cruzar os dedos e esperar que ainda pareças decente.

 

K: Isso é o que fiz hoje de manhã.

N: Todas as manhãs. É muito difícil fazer-nos sentir confortáveis com o que aparece nesse guarda-roupa. E é interessante porque a Stephenie (Meyer) criou este mundo que, quando lês, a tua mente pode interpretar como uma coisa e podes visualizar. Mas, então, na verdade, tentando trazer isso à vida, e criar personagens que parecem frias e pálidas, género de pedra, e ainda bonitas… E eu acho que passaram cinco anos e cinco filmes a tentar parecer assim, e eu não sei se fizemos isso, para ser honesta.

 

K: Isso era alguma coisa, parecer-se diferente a cada dia.

N: E cada Rosalie parece-se diferente. Estava em constante evolução, o que foi realmente bizarro. Para o primeiro filme, pintei o meu cabelo, mas (nos outros filmes) tinha perucas diferentes para usar, e um cabelo diferente e uma equipa de maquilhagem. Eles nunca usam o mesmo duas vezes, e isso é realmente estranho, ter um maquilhador diferente, com uma interpretação diferente da personagem todas as vezes. Assim, tudo parecia diferente em cada filme.

 

K: O que prefere: pintar o seu cabelo de loiro, ou usar uma peruca?

N: Na verdade, senti-me mais confortável quando era autêntico, e pintar o meu cabelo para o primeiro filme, foi uma decisão minha. Era como se, três dias antes de começarmos a filmar, eu disse: “não posso usar uma peruca, eu não posso fazer isso, os fãs já estão a ter um problema por eu ser loira, e eu tenho que mostrar que posso ser loira”. Então, fui para a cadeira de cabelo, e infelizmente, perdi mais do meu cabelo a tentar ser tão autêntica. É por isso que eles tinham uma peruca, porque a cada dia o meu cabelo estava a ficar cada vez mais curto e eles colocavam extensões e ele só ficava pior.

 

K: Quanto a ser um designer, já pensou que um dia gostaria de ter a sua própria linha de roupas?
N: Sim, penso em todas essas coisas. Eu, realmente, acho que principalmente sobre isso, por causa do meu marido, Paul. Ele está tão em contacto com o lado dele que aprecia moda. Então, sim, eu definitivamente penso nisso. Eu quero fazer as coisas de homem, porque acho que há linhas de jóias masculinas bastante frias lá fora. E Paul, é um colecionador de jóias. Então, eu tenho que fazer algo por ele.

 

 

Tradução e adaptação: TP (por Sara Almeida)
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And às 17:04 | link do post

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