Sábado, 03.10.09

Olá, chamo-me Gonçalo Santos e deixo aqui a minha fanfic. Exactamente! Sou um rapaz que gosta imenso da saga crepúsculo. E foi esta mesmo que me inspirou a escrever o meu livro que se encontra na fase final. 

 

Hoje à noite era suposto continuar a escrita do meu livro, quando vejo que o Twilight Portugal deseja publicar fanfics. Deste modo suspendi a escrita do meu livro durante esta noite e, como pessoa imaginativa que sou, imaginei prontamente um enredo entusiasmante para a minha fanfic. Encarei isto como uma continuação ao Eclipse.
A minha fanfic chama-se "Solsticio" e envio-vos o prologo da mesma. Espero que não seja muito extenso. Foi dificil encortar o principio nesta primeira parte.

 

 


“SOLSTICIO”
 
Prólogo: O Futuro
 
Mesmo sabendo que a minha escolha mudaria drasticamente a minha vida, dentro de mim sabia que era algo a que não podia fugir.
Algo inevitável.
Questão à qual nunca tive a mínima dúvida de resposta, mostrava-se, agora, um assunto inquietante. Já não conseguia afirmar convictamente aquilo que queria.
A imortalidade.
 
Estaria disposta a aceita-la de bom grado quando existe alguém que amamos que não o deseja? Seria realmente o que pretendia: uma existência perpétua; ser jovem para a eternidade? Ao lado de Edward?
Assim que Jacob entrara na minha vida – e nada paga aquilo que este fez por mim – o meu coração tornou-se maior; não num sentido literal, mas no facto de poder estender-se para albergar o sentimento desta pessoa que se mostrava, a cada dia que passava, recíproco.
Apesar de me achar numa relação perfeita, harmoniosa, aprazível – e possivelmente eterna – sinto que falta alguma coisa. Qualquer coisa que implique perder alguém; ou seja, implica uma escolha.
 
O amor verdadeiro define-se como aquele que é para sempre. Mas esse “para sempre” implica que seja vivido por dois seres imortais? Se for vivenciado por duas pessoas que sabem que um dia a morte os irá separar, significa que não seja tão autêntico?
O amor é algo como que uma epidemia mundial e, não há quem lhe escape. Mas a mim, colocou-me perante uma situação limite:
Jacob ou Edward? Um deles ia juntar-se a mim na minha jornada; na minha vida.
 
Mas qual dos dois?
Seria algum dia capaz de escolher?
Seria capaz de quebrar os laços que me unia a um deles?
 
Formava-mos um triângulo amoroso, cujos sentimentos que nos uniam caminhavam lado a lado, de mãos dadas: o ódio e o amor.
Sentia que algo pesaroso estava para chegar.
Apesar de desejar um final feliz com aqueles que amava incondicionalmente, era um desfecho, no qual não acreditava verdadeiramente.
 
Acordei sobressaltada depois do pesadelo que me atormentara durante a noite. Os Volturi ainda assombravam cada pensamento que aterrava na minha mente humana.
Humana. Sim, ainda permanecia frágil e indefesa.
O rosto de Aro reproduzia-se na minha cabeça e, nesta ecoava a sua voz dura mas ao mesmo tempo macia como cetim, chamando pelo meu nome; Não porque quisesse que me juntasse ao seu exército quando me tornasse uma vampira, mas pelo desejo do meu sangue.
Aquele que me corria quente nas veias.
Levantei-me num pulo e olhei-me ao espelho do quarto de Edward e, colada ao vidro, achava-se uma carta, escrita numa caligrafia perfeita e irrepreensível:
 
“Bella, meu amor, quando acordares e deres pela minha falta, deixo-te esta carta, a explicar que me encontro ausente por motivos alimentares. Estou na floresta a caçar. Eu e o Emmett estamos a competir para ver quem caça o urso maior.
Um beijo do tamanho do mundo - do mundo não, visto ser muito pequeno – do tamanho do Universo. Espero que não chegues a ter saudades.
 
Amo-te, Edward.”
 
Após a leitura desta carta informativa – e de amor também – uma angústia profunda e dilacerante invadiu-me subitamente. Cada palavra que Edward me dirigiu cortava cada órgão, cada veia do meu corpo, incapacitando-me de me manter emocionalmente estável.
Não me parecia justo, receber autênticas declarações de amor, quando a paixão que me preenchia não se destinava só a ele; e isto Edward não sabia.
 
Por vezes sentia-me aliviada por ele não conseguir entrar na minha mente. Assim conseguia manter alguns segredos – os quais detestava – e guardava apenas para mim os pensamentos mais… difíceis. Aqueles que sei que o magoariam profundamente.
Custava-me ler as linhas apaixonadas que me escrevera, quando o meu coração amava outra pessoa – que em tempos pensei ser apenas o meu melhor amigo – e agora, depois de me tentar iludir, não conseguia mentir-me convictamente.
 
Vesti-me num segundo e dirigi-me à cozinha, de maneira a tomar o pequeno-almoço. Em cima do balcão em mármore encontrava-se um tabuleiro coberto por um pano bege, bordado nos rebordos.
Destapei-o. Alguém me deixara a refeição pronta: leite, pão, compotas e fruta.
 
Que mais quereria?
 
Sabia que tinha sido Esme a preparar-me esta surpresa. Era como uma mãe para mim.
Alguém apareceu de rompante na cozinha, num movimento gracioso e singular. Alice.
 
-Bom dia! – afirmou num tom alegre, enquanto esboçava um sorriso sobre a pele pálida – Foram todos caçar menos eu.
-Bom dia para ti também, Alice. Ainda bem que não foste com eles. Preciso de desabafar contigo. – disse num tom amargo, envolto num nervosismo incontrolável. Por momentos senti o maxilar tiritar.
-Diz. – incentivou-me.
Engoli em seco. Alice seria a primeira pessoa a saber da minha indecisão. Inspirei profundamente, como se quisesse encontrar uma réstia de coragem que pairava no ar.
- Não sei bem como dizer isto. Eu… Eu… - e custava-me proferir estas palavras – não tenho a certeza se é o Edward que quero para viver o resto dos meus dias. – afirmei aflitivamente.
 
Seguiu-se um momento de silêncio.
O rosto de Alice mudara: ficara mais pálido e traçado por um incómodo áspero que não lhe era natural.
-Eu já sabia… - disse por fim.
-Esta situação era algo que já tinhas visto? – perguntei surpresa.
-Sim. Há umas semanas. Não sei por quanto tempo tencionavas arrastar isto? – inquiriu-me num tom severo.
Voltei a engolir em seco.
-Não sei. Amo demasiado o Edward para deixa-lo. E amo demasiadamente o Jacob para não ficar com ele. Não sei com qual dos dois ficar. – disse na minha voz tornar-se num murmúrio surdo.
O rosto de Alice endureceu.
-Esse dilema é algo que me assusta. A tua escolha. Eu vi o vosso futuro, embora tivesse sido muito esbatido.
Algo dentro de mim fervilhava convulsivamente.
- Como assim?
Alice fitou-me com um olhar vazio. A sua postura mostrava que algo de muito grave estava para vir.
-Assim que tomares uma decisão – principiou num tom atemorizado, como se a qualquer momento rompesse num choro incessável – um de vocês irá morrer!
Assim que acabou a sua previsão uma dor profunda inundou-me. Assim como pensara, ia perder alguém. Edward ou Jacob. Um deles estava prestes a desaparecer para sempre.
Abracei Alice e chorei sobre o seu ombro, enquanto vislumbrava o fado negro que se formava ao meu lado.
 
 
(A Fanfic do Gonçalo continuará a ser publicada assim que ele nos enviar mais)

 



Joana TP às 12:00 | link do post

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