Terça-feira, 13.10.09

Desculpem a demora. Gostaria de enviar um capitulo por dia, mas hoje tive um teste e não pude escrever este capítulo durante o fim-de-semana. Sendo assim hoje pus mãos à obra e conclui a terceira parte: "Entre e Fogo e o Gelo". Espero que gostem. Tem 4 páginas. Deixei-me levar pelo sentimento do enredo.

Por vezes é difícil tomar certas decisões, sabendo que acabaremos por magoar alguém. É esse o tema deste terceiro capitulo.
Espero que gostem e agradeço novamente os comentários amáveis que me têm enviado. Obrigado por não deixarem de ler esta fanfic.

P.S: Para compensar-vos pelo tempo que esperaram adianto-vos o titulo do próximo capítulo: "Kiss Kiss Bang Bang".
O que vos sugere. Fico à espera das vossas apreciações.

Um beijo enorme, Gonçalo R. Santos. 

 

 

 SOLSTICIO

 

“Entre o Fogo e o Gelo”

 
 

O luar envolvia-nos num bailado intoxicante; no qual os nossos corações batiam descompassadamente e a minha respiração tentava, escusadamente, tornar-se regular. Os seus olhos de cor negra como a noite penetravam-me ferozmente, como se quisesse alcançar o lugar mais profundo do meu ser; como se quisesse ler o que me ia no pensamento. Aproximou-se de mim e envolveu-me com os seus braços torneados e inclinou-se na minha direcção.

 

Recuei escassos centímetros. Não que quisesse evitar que me beijasse, mas por tentar averiguar se era a atitude correcta a adoptar.

Porque é que numa atracção física a reflexão deve estar diluída no momento? Como se perdêssemos a total noção da razão; do dever…

Mas, se racionalizarmos todos os nossos actos, qual o verdadeiro significado dos impulsos? Aqueles que nos colocam a pensar sobre o sucedido?

«Fiz bem ou fiz mal? Deveria tê-lo feito?» são questões recorrentes quando o coração se sobrepõe à mente.

 

Após breves segundos, nos quais me tinha alheado completamente do mundo, cedi ao seu pedido e permiti que me beijasse. O toque dos seus lábios era mais macio do que os de Edward, apesar de me beijar de um modo pouco meigo.

Parecia que queria condensar o mundo naquela manifestação de amor?

O seu desejo pelo meu corpo, pelo meu amor, superava tudo aquilo que tinha imaginado.

Abracei-me a ele, sentindo o cheiro que a sua pele morena e marcada pelo cansaço emanava e, deixei-me levar pela paixão que nos envolvia.

 

Enquanto nos beijávamos sincronizadamente algo se modificou. O toque dos seus lábios tinha endurecido um pouco mas, por conseguinte, o modo como os seus lábios tocavam os meus era macio como cetim. Como se temesse magoar-me.

Afastei-me um pouco e olhei-o nos olhos: a sua tonalidade tinha-se modificado. A cor dos seus olhos alterara-se para um dourado líquido e a sua pele tinha subitamente empalidecido.

Franzi o sobrolho ao perceber que se tratava de Edward…”

 

Acordei sobressaltada de manhã. O sonho que invadira cada nervo que preenchia o meu corpo, causara-me umas certas náuseas.

Não estava a conseguir lidar com este dilema: Jacob ou Edward.

O fogo ou o gelo? Qual dos dois?
Separei-me do gelo e fui abrigar-me junto ao fogo.
Seria realmente o que queria?

As duvidas surgiam a cada emoção que submergia das profundezas do meu coração.

Separara-me de Edward para poder reavaliar a minha vida sentimental; descobrir aquilo que desejava verdadeiramente. Nas não pude evitar deixar-me levar pela tentação.

No momento em que Jacob me encontrou desgastada na floresta e me impediu de pernoitar naquele local obscuro, senti uma necessidade quase fatal de me deixar permanecer nos seus braços para sempre.

 

Apesar desta imagem me agradar, sabia que tinha sido um momento de fraqueza; continuava humana; imperfeita e susceptível a errar.

Deixei-me ficar na cama, tendo apenas a minha almofada junto ao meu peito de maneira a aconchegar-me o meu coração ferido e magoado.

 

Tac. Tac.

 

Ouvi um bater quase surdo sobre a minha porta. Apesar de desejar saber quem se encontrava do outro lado, não tive forças para levantar-me. Estava demasiadamente cansada e devastada para executar tal movimento.

Ordenei simplesmente que entrasse.

Ouviu-se um ténue ranger da porta na zona das dobradiças. Uma figura feminina, envolvida numa beleza singular e soberba, apesar de permanecer latente o seu forte temperamento humano, surgiu à minha frente.

 

-Vim trazer a tuas coisas, Bella – principiou num tom melancólico – o Edward disse-me que tinhas lá deixado umas roupas e alguns objectos pessoais. Está tudo dentro desta mala. Ele deu-se ao trabalho de tas arrumar. – concluiu num tom amargo.

Notei num certo azedume patente na sua voz. Como se estivesse magoada comigo.

-Obrigada, Alice – agradeci de olhar fixo na mala que me trouxera – Agradece ao Edward também.

 

Alice lançou-me um olhar irado. Os seus olhos trespassavam-me tão violentamente que uma certa dor apática apoderou-se do meu peito.

-Isso não posso fazer, Bella – retorquiu-me rudemente – o rosto do Edward empalideceu ainda mais. É claramente perceptível que ele está a sufocar aqui em Forks. As constantes memórias do vosso passado atingem-no a toda a hora. Colocaste-o numa situação complicada, Bella; ele julga que não é suficientemente bom para ti; que não é merecedor do teu amor.

 

«Sufocar? O que quereria isto dizer? Está a ponderar abandonar Forks para sempre?» questionei-me com uma certa tristeza a emoldurar-me o rosto.

-O Edward diz que precisa de fazer uma viajem pelo mundo. Precisa de descobrir quem é, sem te ter a seu lado. Tendo em conta como o conheço, esta viajem durará vários anos.

«VÁRIOS ANOS?!» ecoou num grito na minha cabeça.

Neste momento uma angústia entupia as minhas vias respiratórias impedindo-me de respirar convenientemente.

 

-Ele não pode fazer isso! Não tem esse direito! – rugi de um modo bravio.

Alice sorriu-me sarcasticamente.

Entendi a ironia no seu olhar. O modo como os seus olhos cor de caramelo se fincavam no meu corpo.

-Achas que ele tem o direito de sofrer? Não sabes na amargura em que tem vivido estes últimos dias.

 

Fiquei envolta num raio de loucura.

 

-Eu também estou a sofrer. Achas que foi fácil acabar tudo com ele? – retorqui.

-Sei que não. Mas o Edward ama-te demasiado para estar perto de ti neste momento.

Agora tenho de ir, Bella. Já fiz o que me compete. – Aproximou-se de mim e abraçou-me superficialmente. Senti que se tratava de mera cortesia.

Era a primeira discussão que eu e Alice traváramos.

Dirigiu-se à porta do meu quarto. Mas voltou-se uma vez para me encarar amarguradamente.

-Não era suposto informar-te disto… mas, o avião dele parte amanhã ao meio-dia. Só tu o podes impedir de romper os laços que o unem a Forks. Lembra-te da minha visão: um de vocês irá morrer em breve. E como o Jacob é interveniente na visão, não posso dizer claramente quem é. Adeus, Bella. Espero que faças a escolha correcta.

Avançou e fechou a porta atrás de si.

 

Como poderia ela dizer-me que o Edward vai-se embora durante vários anos e espere que eu não corra imediatamente para os seus braços?

O amor que nos une é tão forte que eu sou capaz de dar a vida por ele!

Alice deixara a mala com os meus objectos pessoais junto do meu armário. Abri-a e retirei de lá de dentro uma fotografia: eu e Edward. Uma fotografia que tirámos na praia à beira-mar. Uma praia deserta, onde o seu corpo cintilou ofuscantemente, apesar de enleado numa discrição furtiva. Entreolhávamo-nos apaixonadamente. O seu sorriso deixava-me embevecida.

 

Deixei-me cair na cama. Mergulhei a fotografia junto ao meu peito de maneira a sentir o seu calor. O seu cheiro. Mas, interrompendo as minhas memorias passadas, um ruído estridente ecoou a partir da janela do meu quarto.

Jacob saltou do ramo da árvore mais próxima e entrou.

-Bella! – disse num tom sibilante, mas ao aperceber-se de que estivera a chorar o seu tom de voz modificou-se – porque é que estás tão triste?

Baixei o olhar e encostei-me à parede do quarto.

-Por nada. Deixa estar. Então o que te traz aqui?

- O meu pai comprou um barco. Pequeno. Mas queria convidar-te para juntares-te a mim nesta jornada que durará um mês. Mas vejo que estás muito em baixo…

-Não ligues. De facto, não é a melhor altura para um convite desses. Mas obrigada na mesma.

 

Jacob olhou-me melancolicamente.

-Mas olha que ia fazer-te bem! O convite mantém-se de pé. Parto amanhã às onze da manhã. Aparece. Ia significar muito para mim. Aliás, acho que precisas de te desligar desta cidade vampírica por um largo momento.

Só eu e tu. Num barco. Durante um mês.

Sorri amargamente.

-Vou ponderar. – disse apenas.

Jacob aproximou-se de mim. Olhou-se profundamente e inclinou-se na minha direcção. Segurou-me no queixo e beijou-me levemente sobre os lábios. O seu beijo foi tão suave e dócil que mal dei por ele.

-Fico á tua espera… - disse, saltando através da janela.

 

Ainda consegui vê-lo mergulhar na floresta verdejante.

Mais uma vez achava-me encurralada.

Uma outra escolha. Uma outra perda.

O fogo ou o gelo?
Jacob ou Edward?

Por quem o meu coração clamaria mais alto?



Joana TP às 19:00 | link do post

De Liliana a 13 de Outubro de 2009 às 19:16
lindo!! lindo!! lindo!! adorei continua por favor


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