Sábado, 19.12.09

Lê a continuação!

 


PS.: há comida no frigorifico para a Bella. E no armário da sala estão as velas e coisitas do género.

Ri-me sozinho baixinho. Isto era algo mesmo à Alice. Voltei a dobrar o papel e meti-o no bolso, de seguida peguei nas malas e dirigi-me ao armário da sala. Mal abri aos portas, dei um pequeno salto. Assustei-me com aquilo que encontrei lá dentro. Velas, mais velas, mais pétalas de rosas, mais pétalas de rosas e mais umas tantas coisas que nem vale a pena enumerar. Fechei o armário, peguei nas malas e dirigi-me ao nosso quarto.

            Quando entrei no quarto pousei a mala de Bella em cima de uma mesinha branca. Abri e soltei uma gargalhado muito baixa quando vi o que estava lá dentro. Só se via lingerie aos montes. Peças que Bella nunca escolheria, só mesmo Alice. Mas, muito provavelmente, Bella ficaria bem com elas. Fiquei envergonhado com o meu pensamento e abanei a cabeça para o afastar.

Olhei para Bella e encontrei-a com um ar um pouco lunático e com a mão encostada à rede branca. Bolas, aquele quarto estva mesmo quente! Aproximei-me dela, não fazendo barulho. Limpei-lhe as pequenas gotas de suor que se acomulavam na nuca.

            - Está um certo calor aqui dentro. – comentei. – Pensei... que seria melhor assim. – odiava não saber o que dizer. Odiava saber que não sabia o que ía acontecer daqui para a frente.

            - Que atencioso. – sussurou Bella. Não sabia o que dizer. Talvez por isso uma gargalhada nervosa e um pouco estranha me tenha saido da boca.

            - Tentei lembrar-me de tudo o que poderia tornar este espaço... – menos intimidante? Menos assustador? Não. – mais fácil.

            Bella olhou para mim durante duas frações de segundos e logo desviou o olhar. Ouvi o seu coração a acelarar e consegui cheirar o sangue que lhe chegava às faces. Estava nervosa, portanto. Iria precisar de qualquer coisa que a acalmasse. Em menos de um segundo percorri o quarto com o olhar na tentativa de encontrar alguma coisa que a acalmasse. Chocolate, talvez? Não, Bella nunca demostrou muito interesse por chocolate. Depois, rapidamente me lembrei do que a acalamava: água. Olhei pela parede de vidro e vi a praia à nossa frente.

            - Estava a pensar se... não querias primeiro... tomar um banho, à meia-noite, comigo? – as palavras sairam-me todas sem sentido, não as conseguia dizer. Era como se tivesse alguma coisa presa na garganta que não me dixava falar. Inspirei fundo para me acalmar. Senti a garganta a arder, mas era disso mesmo que precisava. O odor do sangue de Bella –que ainda me chamava de uma maneira irracional – tinha, com o passar do tempo, criado um efeito calmamte em mim. Bella passou a fazer parte da minha existência. Agora já era uma parte de mim mesmo, da qual nunca me poderia separar. Estava a deixar que os nervos me levassem a melhor e isso não podia acontecer. Sim, estava mais calmo. “Controla-te, Edward. Acalma-te.” Era só o que eu pensava. – A água deve estar batante quente. É o tipo de praia que gostas.

            - Parece-me bem. – respondeu-me com a voz a esmurecer. Podia sentir o nervosismo a sair de cada poro de Bella. E ao ela estar nervosa, ponha-me a mim triplamente nervoso. Ia-lhe dar algum espeço para ela Bella se acalmar. Seria o melhor.

            - Deves querer um ou dois minutos humanos... a viagem foi longa.

            Bella fez-me um trejeito com a cabeça em jeito de concordar com o que tinha dito. Aproximei-me dela e dei-lhe um pequeno beijo abaixo da sua orelha. Bella simplesmente não regiu. Isto não era normal nela. Ri-me baixinho, perto do seu ouvido. Por outro lado, eu nunca podia saber o que era ou não normal em Bella...

            - Não demore muito, senhora Cullen. – senti-a estremecer um bocadinho. Aléluia! Finalmente uma reacção! Desci os meus lábios pelo pescoço de Bella e parei no seu ombro. – Vou esperar por ti na àgua. – murmurei contra a sua pele quente e cheirosa.

            Despi a camisa com um movimento rápido e saí pela porta envidraçada. Parei junto de uma palmeira e livrei-me dos resto das minhas roupas; posei-as num tronco da palmeira e dirigi-me para a água. Estes, seriam, provavelmente, os meus últimos momentos sozinho. Os últimos momentos para mentalizar no que iria acontecer. Mas antes de ir para a cama com Bella, queria que ela estivesse à vontade. Não sabia, também, como é que ela se iria sentir.

            Entrei pelo mar a dentro, – a água estava mesmo quente – nadei durante 5 minutos, a observar os corais e a vera maneira como os pequenos paixes se afastavam de mim, a sentir a presença do predador. Somente Bella é que não o fazia. Muito pelo contrário, até se aproximava. Conseguia ouvir todos os seus movimentos dentro de casa. Ouvia as torneiras a abrir e a fechar e outros sons. Mas não ouvia nenhum pensamento. Era algo aliviante... mas estranho. Finalmente, depois de quase um século, estava sozinho e não ouvia os pensamentos de ninguém.

            Pensei no que se iria avizinhar. Era algo desconhecido, mas certamente que iria ser inesquecível. Experiência nova, cheia de novas sensações. Já sabia disso. O medo de me descontrolar e de a magoar assaltou-me outra vez. Mas desta vez, numa quantidade muito maior. Mas, iríamos tentar, eu prometi-lhe que iríamos.

            Finalmente fui à superfície e olhei para a Lua. Parecia que continuava a olhar para mim com um ar ameçador, como se me acusasse de algo. Estava bonita, mas, ao mesmo tempo, assustadora.

            Bella ainda estava dentro de casa e não sabia porquê. Estaria bem? Seria melhor ir ver se não tinha acontecido nada, não? Já estava dentro de casa há bastante tempo.

            - Não sejas cobarde. – ouvi-a murmurar dentro de casa. De seguida comecei a ouvi-la a andar e o som da porta a abrir e a fechar. Fiquei com uma postura um pouco tensa, a olhar para a Lua com as mãos ao nível da água. Ouvi-a andar e depois a parar, – devia estar perto da palmeira – de seguida, a respiração e o coração da minha mulher acelaram. Bella deixou cair algo no chão. Uma toalha, talvez. E começou a andar na minha direcção lentamente. O meu estomâgo – ou pelo menos o lugar onde ele estava – contraiu-se. A minha respiração acelarou drásticamente.

            - Não sejas cobarde. – repeti as palavras à pouco ditas por Bella. Não podia deixar que os nervos me consumissem.

            Bella continuou a avançar pela água até chegar ao pé de mim e poisar a sua mãe suava e quente sobre a minha. Só aquele toque despertou todos os meus sentidos e imensas sensações.

            - Lindo. – murmurou Bella olhando para a Lua.

            - É verdade. – retorqui-lhe enquanto me virava na direcção dela. Virei a minha mão e interlacei os meus dedos com os de Bella debaixo da água. – Discordo apenas da palavra lindo.  Não é ajustada, estando tu aqui como termo de comparação. – pela primeira vez na minha existência podia ver Bella por completo. A sua silhueta sinousa, pálida à luz do luar, o rubor da sua face, o brilho do seu olhar, a olhar no meu. A minha mullher era perfeita.

            Bella levantou a sua mão e encostou-a ao meu coração. Estremeci com aquele toque. Toda a minha atenção foi focada para aquele ponto, o ponto ode a nossa pele se tocava, onde a pele de Bella aquecia a minha. Senti a minha respiração a acelarar.

            -Eu prometi que íamos tentar. – disse-lhe enquanto sentia todo o meu corpo a ficar tenso devido aos nervos. – Se... se fizer alguma coisa errada, se te magoar, tens de me dizer de imediato. – Bella até me poderia avisar, mas a pergunta era: seria eu capaz de parar? Não sabia, mas esperava que fosse.

            Bella acenou-me com a cabeça sem desviar o seu olhar do meu, avançou lentamente para mim e encostou a sua cabeça ao meu peito.

            - Não tenhas medo. Pretencemos um ao outro. – sussurrou contra a minha pele. Abracei Bella e então, naquele momento, tudo fez sentido. Os nervos desaparecem e deram lugar a um amor incondicional. Soube que não a magoaria, seria incapaz. Eu iria ter controlo sobre mim mesmo.

                - Para sempre. – sussurei por cima da cabeça de Bella, puxando-a comigo para a água quente do mar.

                        Naquele momento a minha mente dividiu-se em duas: a parte ponderada e cuidadosa dizia-me que parasse por ali, como me tinha feito desde que conheçera Bella; E a parte que a amava e desejava a cima de tudo, de uma maneira incondicional, que me dizia para confiar em mim, que tudo iria correr bem. Teria que saber equilibrar as duas, e sabia que não iria ser fácil.

                Estava a nadar – somento a bater os pés, pois estava abraçado a Bella – e não desviava o meu olhar de Bella. Era um momento mágico não havia palavras para o descrever. Quase me esquecia que Bella precisava de respirei e quando me lembrei disso, com medo que Bella já estivesse sem oxigénio, impeli-nos para a supefície a uma velocidade enorme.

            - Desculpa, esqueci-me que precisavas de respirar. – confessei-lhe numa pequena gargalhada.

            - Eu própria me esqueci. Parecia insignificante, sabes? – respondeu-me enquanto corava. As nossas cabeças começaram-se a aproximar até se finalmente unirem num beijo profundo. Deixei as minhas mãos escorregarem das suas costas para as suas ancas e pude senti-la a arrepiar. Bella deixou cair as suas mãos do meu pescoço para o meu peito.

            Afastei os meus lábios dos seus para a deixar respirar, mas não a parei de beijar. Beijei-lhe a linha do maxilar, descendo o pescoço e passando a beijar-lhe a o peito. Conseguia ouvi-la a ofegar e o seu coração bastante acelarado.

            - Edward... – gemia Bella enquanto lhe beijava o pescoço e unia os meus lábios aos seus.

            Bella beijou-me de uma maneira quase ilegal, persuandido-me a levar aquele beijo longe demais. A um “demais” que eu não sabia onde acabava. Apertei contra mim e Bella soltou um pequeno gemido. Comecei a sentir a minha garganta a ecludir em chamas e a sentir a pulsação de Bella debaixo das minhas mãos. Imagens menos agradáveis passaram-me pela cabeça. Afastei-me rapidamente de Bella e cheguei-me uns centimetros para trás. Fiquei calado, sem nada dizer, horrorizado com as imagens que tinha visto. Apertei suavamente a cana do nariz para me acalmar e controlar.

            - Edward, Edward... – sussurrou Bella enquanto se aproximava de mim e me abraçava. – Não tenhas medo. Soubeste parar. Não tenhas medo.

            - Bella, consegui parar agora, e mais tarde, conseguirei? – perguntei-lhe subitamente irritado. Evitei o olhar de Bella, olhando em frente.

            - Sabes que vais conseguir. – disse entre beijos que me dava no peito. Começou a subir pelo meu peito, passando a beijar-me o pescoço. Aqueles suaves beijos estavam-me a provocar uma impressão agradável no estômago. Bella já estava de bicos dos pés e não me conseguia chegar aos lábios – o seu objectivo. – Não me faças isso.

            O seu hálito quente arrepiou a pele do meu pescoço. Eu tinha-lhe prometido, portanto iríamos tentar. Levantei as mãos e envolvi a cara de Bella com elas. Ela sorriu quando me viu ceder ao seu abraço e começar a beijá-la. Bella libertou os seus braços e passou-os à volta do meu pescoço, de seguida, deu um pequeno salto e passou as pernas à volta das minha costas. “Assim já não me evitas”, foi o que sussurou ao meu ouvido.

            Comecei a beijar-lhe o pescoço, mas Bella rapidamente puxou os meus lábios para os dela. Beijamo-nos profundamente, movendo os lábios em sincronia, enquanto eu a abraçava pela cintura e Bella me percorria as  minhas costas com as suas mãos.

            Sem saber bem como, passado meio segundo já não estávamos na água, mas sim na areia da praia.

            - Formidável... – sussurrou Bella quando separou os lábios dos meus para respirar. De seguida saltou do meu colo e fez pequena pressão no meu peito para me empurrar em direcção ao quarto. Já dentro do quarto, peguei em Bella ao colo – sem nunca a parar de beijar – e pousei-a na cama, deitando por cima dela, pondo o braço de cada lado dela com cuidado para não a pressionar com o meu peso.

            Bella afastou os seus lábios dos meus para puder respirar. Dei-lhe dois beijos no pescoço, descendo para o seu peito, passando, de seguida, para a sua barriga. Beijei a pele perto do umbigo e senti-a a arrepiar. De seguida dei-lhe uma mordidela – com muito cuidado e suavidade, para não rasgar a pele – a pele junto do umbigo. Ao longo deste percusso, os gemidos de Bella foram-se tornando mais frequentes e cada vez mais altos. Bella levantou um dos braços e agarrou no meu queixo e puxou-o para ela. Depois, muito perto dos meus lábios, sussurrou:

            - Não penses que vais controlar tudo. Agora, é a minha vez. – de seguida beijou-me com uma ferocidade enorme.

            Senti a garganta a arder e imensas sensações a vir ao de cima. A parte controlada da minha mente, fez com que me controlasse enquanto nos continuávamos a beijar.

            - Ajuda-me um bocadinho. És mais forte do que eu. Vira-te lá. – sussurrou Bella a meu ouvido. Fiz o que ela me pediu a uma velocidade sobre-humana, ficando eu com as costas na cama e Bella por cima de mim. Pôs uma perna de cada lado do meu corpo e deitou-se sobre mim. Aproximou-se do meu ouvido e sussurrou:

            - Amo-te. – e deu-me uma pequena mordidela no lóbulo da orelha. Sobressaltei-me um pouco e soltei uma pequena gargalhada.

            Bella beijou-me o pescoço e, antes de passar para o meu peito, elevou-se e deu-me um beijo suave nos lábios seguido de uma pequena mordidela no lábio inferior. Quando me ouviu gemer depois de um ter feito, soltou uma pequena gargalhada. E começou-me a beijar o tronco.

            Bella estava a dar comigo em doido. Era como se deixasse de estar em mim mesmo, como se fosse para outro lado. A mente não controlava o corpo. O corpo reagia como queria e fazia aquilo que queria, a mente não o podia controlar. Sentia algo a crescer dentro de mim, emoções a vir ao de cima. Sentia o controlo a escapar-me cada vez que Bella me dava um beijo ou uma pequena lambidela na pele do pescoço. Antes que as coisas se descontrolassem, puxei os seus lábios para os meus. Apertei-a contra mim e fi-la ficar, novamente, com as costas na cama.


 

 

 



Carolina às 22:00 | link do post | comentar

4 comentários:
De VanessaP a 19 de Dezembro de 2009 às 22:18
ai muito bom, adorei!! parabéns :D


De Filipa a 19 de Dezembro de 2009 às 22:40
Oh PERFEITO!!
LINDO!!
Ai, adoroooo :D
Proximo post!!


De AliCullen a 20 de Dezembro de 2009 às 11:28
Adorei!!!!
A sério, esta parte está mesmo lindaaa'!

Eu até me esqeci qe estava a ler uma FanFic, parecia mesmo escrita pela SM ;)

Continua-mesmo!

Bj*

-Ali


De Gii a 20 de Dezembro de 2009 às 17:53
Muitos Parabéns.. Está Brutal...xD
Lindo, Provavelmente um dos melhores fanfic que já li, senão o mehor!!
Continua...
:D


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