Segunda-feira, 04.01.10

Continua a ler a Fanfic da Margarida!

 


- É isso que te aborrece? O facto de eu poder não ter gostado? – esta ideia era absolutamente rídicula...

 

- Sei que as coisas são diferentes para ti. Não és humano. Estava só a explicar que, para um humano... bom, não consigo imaginar que possa haver uma sensação melhor que esta na vida. – confessou-me de olhos baixos.

 

Bella estava com receio que eu não tivesse gostado. Ela pensava que eu podia não ter gostado por não ser humano. Finalmente, estava a perceber... Esperei que Bella me olhasse para lhe explicar:

 

- Parece que há mais uma coisa pela qual tenho de te que pedir desculpa. Não me passou pela cabeça que interpretasses aquilo que sinto em relação ao que fiz como um sinal que a noite passada nao tivesse sido... hum, a melhor da minha existência. – disse-lhe com um pequeno sorriso.

 

- A sério? A melhor de sempre? – perguntou-me envergonhada.

 

- Depois de fazermos o nosso acordo falei com o Carlisle, tentando esclaracer-me. É claro que ele me avisou de que isto seria muito perigoso para ti. No entanto, ele tinha confiança em mim... uma confiança que não mereço. – confessei-lhe. Bella ia começar a dizer qualquer coisa, mas eu pousei-lhe dois dedos nos lábios, impedindo-a de falar. -  Também lhe perguntei o que podia esperar. Não sabia como seria para mim... como seria para um vampiro... – e tentei sorrir – O carlisle disse que era algo muito poderoso, sem nada que lhe pudesse comparar. E explicou-me que o amor físico era algo com que não se podia lidar de ânimo leve. Com os nossos temperamentos raramente variáveis, as emoções fortes podem alterar-nos de uma forma permanente. No entanto, também me disse que poderia ficar tranquilo em relação a este aspecto, pois já me tinhas alterado de maneira radical. – e sorri genuinamente.

 

- Também falei com os meus irmãos. Eles disseram que era um prazer enorme. Só ultrapassado pelo gosto de beber sangue humano – e senti uma ruga a formar-se na minha testa. -  Mas já provei o teu sangue e é impossível existir um sangue mais potente do que esse. .. na verdade, não acho que eles estejam errados. Foi apenas diferente para nós. Algo superior.

 

- Fois mais do que isso. Foi tudo. – completou Bella.

 

- Isso não altera a minha culpa. Mesmo que seja possível sentires o que estás a dizer.

 

- O que estás a dizer com isso? Pensas que te estou a esconder a verdade? Porquê?

 

- Para me sentir menos culpado. Bella, eu não posso ignorar aquilo que está à vista. – embora fosse o que eu queria fazer – Ou aquilo que aconteceu no passado, quando me tentavas livrar de ter responsabilidades em relação a erros meus. – afirmei.

 

Bella agarrou o meu queixo e  debruçou-se sobre mim, deixando escassos centimetros a separar-nos.

 

- Agora, vais-me ouvir, Edward Cullen. Não estou a fingir nada por tua causa, está bem? Nem sequer sabia que existia alguma razão para te fazer sentir melhor, até começares a sentir-te tão desgraçado. Nunca foi tão feliz na minha vida. Não senti tanta alegria quando descobriste que o teu amor por mim era maior que o desejo de me matares, ou naquela manhã em que acordei e te vi à minha espera... nem mesmo quando ouvi a tua voz no estúdio de ballet, - James... Já era parte do passado... Mas não fui incapaz de estremecer por causa da memória – ou quando tu disseste “sim” e eu senti que irias ser meu para sempre. Estas são as minhas memórias mais felizes e o que aconteceu superou qualquer uma. Por isso, habitua-te à ideia. – confessou de rajada.

 

- Agora, estou a fazer-te infeliz. – disse-lhe enquanto alisava a pequena ruga entre as suas sonbracelhas – Não desejo isso.

 

- Então não estejas tu infeliz. – pediu-me – É a única coisa errada.

 

Bella tinha, em parte, razão. Eram memórias passadas. E eu tinha que aprender a reagir melhor às situações.

 

- Tens razão. Passado é passado e não posso fazer nada para o mudar. Não faz sentido estrgar-te estes momentos com o meu mau humor. A partir de agora, vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para te fazer feliz. – prometi-me.

 

Bella olhou-e com um olhar desconfiado e eu sorri-lhe.

 

- Tudo o que me fizer feliz? – perguntou enquanto o seu estamago voltava a prostetar.

 

- Estás com fome. Disse enquanto me levantava e via as penas esvoaçarem a minha volta.

 

- Então qual foi o motivo concreto que te fez decidir dar cabo com as almofadas da Esme? – perguntou-me Bella com a curiosidade na voz enquanto vestia umas calças e tentava tirar as penas do meu cabelo.

 

- Não sei se ontem à noite decidi alguma coisa. Tivemos apenas sorte de tirem sido as almofadas e não tu. – abanei a cabeça tentando afastar essa ideia e respirei profundamente.

 

Bella levantou-se da cama e pude ver o seu corpo em inteiro. Estava pior do que pensava. Todo coberto de manchas. Até na sua cara, os lábios até estavam inchados. Virei-me de costas e fechei os pulsos. Não queria que Bella visse a minha expressão. Tinha uma pequena ideia de como ela devia estar...

 

- Estou assim tão medonha? – perguntou enquanto se dirigia à casa-de-banho. Ouvi o seu coração a acelarar um bocadinho e então depois soltou um gemido abafado.

 

- Bella? – chamei-a preocupado enquanto entrava na casa-de-banho.

 

- Nunca serei capaz de tirar isto tudo do meu cabelo! – disse enquanto esbracejava para um ponto do seu cabelo onde as penas estavam de tal modo embaraçadas com o cabelo que seria mesmo difícil tirá-las.

 

- É mesmo teu, preocupares-te assim tanto com o cabelo. – disse enquanto me aproximava dela e tentava tirar as penas do seu cabelo.

 

- Como é que não te consegues rir disto? Estou com um aspecto ridiculo! – não lhe respondi, limitei-me a continuar. Não a queria por mais triste. – Assim, não vamos conseguir. Tenho de tomar banho e tentar tirá-las com água. – virou-se para mim e abraçou-me – Queres vir dar-me uma ajuda?

 

Pronto, lá estava a “nova faceta” de Bella que eu tanto gostava a entrar em funcionamento, mas, eu teria que resistir. Afastei-a gentilmente e disse-lhe:

 

- É melhor ir arranjar qualquer coisa para comeres. – saí rapidamente do quarto e ouvia suspirar.

 

Comecei a cozinhar uma receita que tinha visto num site de culinária. Esperaca que aquilo saísse bem e que Bella gostasse.

 

Fui buscar os ovos e o queijo e comecei a cozinhar. Bella apareceu e brinsou-me com o seu sorriso.

 

- Aqui está. – disse-lhe enquanto pousava o prato à sua frente. Bella sentou-se e começou a comer a uma velocidade enorme. Sentei-me à frente dela e comentei:

 

- Não te estou a alimentar com a frequência que devia.

 

- Estava a dormir. Mas, já agora, isto está muito bom. É impressionante, vindo de alguém que não come. – disse depois de engolir.

 

- Food Network. – disse-lhe enquanto um sorriso se desenhava na minha cara.

 

- De onde vieram os ovos?

 

- Pedi aos serviços de limpeza que abastecessem a cozinha. Uma coisa inédita neste sítio. Agora, tenho que lhes pedir que resolvam o assunto das penas – disse enquanto desviava o olhar para o quarto e tentava afastar as memorias que me invadiam.

 

- Obrigada. – disse-me quando acabou de comer. Esticou-se sobre a mesa para me beijar. De imediato retribui o beijo, mas o desejo que continuar, logo me invadiu. Senti o meu corpo a ficar tenso e afastei-a.

 

Bella cerrou o maxilar e perguntou-me em jeito de acusação:

 

- Não me vais voltar a tocar enquanto estivermos aqui, pois não?

 

Não sabia o que lhe dizer. Sorri-lhe e ergui a mão para lhe afagar o rosto. Bella encostou-o à minha mão, mas os seus olhos castanhos olhavam quase furiosos.

 

- Sabes que não era a isso que me referia. – Sabia, sabia... Suspirei e recolhi a minha mão.

 

- Eu sei. E tens razão. Não vou voltar a fazer amor até te teres transformado. Não voltarei a mogoar-te.

 

Teria que ser. Por muito que custasse...

 


 


Carolina às 22:17 | link do post

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