Sábado, 13.02.10

Olá Twilighters!!

 

Peço imensa, imensa desculpa por não ter enviado mais capitulos, mas, já sabem: testes...:S


Espero que gostem da segunda prte do capitulo 12:D

 

Obrigada por todos, todos, os comentarios à parte anterior. Fiquei super feliz!:D


Muitos twi-kisses


Margarida


(Esta FanFic deveria ter sido postada ontem, mas por razões pessoais, não me foi possível postar. Pedimos desculpa!)

 


Capitulo 12

(parte 2)

 

 

            Lembro-me de ver o seu ar confuso quando lhe larguei a mão a uns metros da água e lhe sorri e apontei em direcção ao mar.

           

- Não vens? – perguntara-me com um ar confuso.

 

            - Acredita que se queres ver golfinhos, é melhor eu ficar aqui. – respondi-lhe com um sorriso torto.

 

            - Tenho que ver isso... – fez um pequeno esgar.

 

            - Se estiveres em perigo, vou logo ter contigo, fica descansada. – disse

enquanto a puxava para o meu peito. Senti a sua respiração quente contra o meu peito, seguida de um pequeno beijo.

 

            - Pois, sabe-se lá, um golfinho pode virar um bicho violento... – respondeu-me com um sorriso irónico, afastando-se de mim, e começando a despir o vestido. Virei-me

logo de costas, sendo incapaz de olhar o corpo de Bella coberto de manchas. Não seria capaz de enfrentar aquilo tudo outra vez.

 

            - Julgava que o mau-humor já te tinha passado. – disse Bella já dentro de água.

 

            - E já passou – disse enquanto me virava e tentava esconder a surpresa que me assaltava. Bella tinha vestido um bikini – se é que aquilo se podia chamar bikini... – minúsculo.  Recompus-me em menos de um milésimo de segundo, descendo novamente à Terra.

 

            As nódoas negras de Bella ainda estavam piores. Aquelas que estavam a amaralecer, estavam agora, a tomar uma tonalidade negra. Sentia dor a alastrar-se pelo meu corpo, queimando tudo à sua passagem, destruindo tudo dentro de mim, como se fosse ácido sulfúrico. Muito fugazmente lembrei-me de que não queria que Bella ficasse triste, respirei fundo e fiquei maravilhado com o cheiro que me rodeava. O cheiro do mar misturado com o da minha mulher formava uma mistura espantosa, magnifica, única.

 

            - Bem, onde estão os golfinhos? – disse-me com um sorriso pretencioso, mas com a preocupação a toldar-lhe os olhos.

 

            Olhei o horinzonte e vi uma pequena mancha do lado esquerdo, percebi que era um grupo de golfinhos.

 

            - Do lado esquerdo. Eles devem vir ter contigo, gostam de brincar. – disse-lhe com um sorriso, sentado-me na areia quente e branca.

 

            - Não vens mesmo?

 

            - Daqui a pouco vou. Primeiro quero que te divirtas.

 

            - Sem ti não tem piada... – disse-me fazendo beicinho. – Como tudo na vida, sem ti, não tem piada. – completou com um sorriso enorme. Mergulhou e avançou para mais perto dos golfinhos.

 

            Ver Bella a brincar com os golfinhos era algo surreal, algo tão natural dela, um lado que nunca via nela; mais despreocupado, sem ter que pensar no que fazia. Parecia uma criança, feliz, com um sorriso estupidamente belo estampado na cara, aos pulos, soltando umas pequenas risadas cada vez que um golfinho se aproximava. Sentia-me feliz por ela, pois Bella, por momentos, podia ser quem ela quisesse, fazer o que ela quisesse, pois não tinha que pensar – o que não sabia se fazia – no que eu pudesse fazer. Via o seu olhar tímido cada vez que olhava para mim e via que eu estava a sorrir, maravilhado com o que via à minha frente.

 

             Era tanto o que se ía perder... Nunca mais veria Bella a brincar com os golfinhos, ou as suas bochechas coradas quando se apercebia que eu a observava e, a coisa mais importante que se ia perder, a sua alma. Aquela alma única, bela, que parecia que cintilava, a alma que iluminou a minha existência e lhe deu sentido.

 

            Bella tinha acordado tão tarde que o Sol já se estava a pôr. Levantei-me rapidamente e fui ao interior de casa procurar uns calções de banho. Facilmente os encontrei e os vesti. Diria que nem 4 segundos tinham passado desde que me levantara.

 

            Dirigi-me à beira d’ água e, mal pus um pé dentro de água, todos os golfinhos nadaram dali para fora. Bella olhou em volta, confusa, acho eu. Os meus braços já estavam à volta dela quando ela se virou com um sorriso na cara.

 

            - A senhora Cullen já brincou o suficiente? – disse-lhe com um sorriso enquanto a ouvia a soltar uma risadinha baixa.

 

            - Por hoje já. – disse-me com um pequeno sorriso -  O mesmo não posso dizer de ti. – completou enquanto se aproximava de mim e passava os braços em redor do meu pescoço.

 

            Por milésimos de segundos fiquei totalmente paralisado; aquele simples gesto trouxera, de novo, ao de cima, imensos momentos da noite anterior. Apertei-a contra mim e juntei os meus lábios aos seus num beijo ardente. Estava com muito pouco – ou nenhum – controlo em mim. O desejo por Bella extirpava-me tudo o controlo. Um laivo de controlo passou pelo meu corpo, separando-o de Bella, ficando apenas a segurar a mão de Bella.

 

            - Pois, mas isso não importa. – disse quando o controlo regressou por completo. Comecei a dirigir-me para a casa, levando Bella ao meu lado.

 

            - Para ti, talvez não. Mas, tu és o meu marido! Quero-te feliz. Quero fazer-TE feliz. – confessou envergonhada à entrada de casa.

 

            - Bella, pensei que já tínhamos falado disso. E tu fazes-me feliz. Mais feliz do que possas imaginar. Nunca duvides disso. – passei com a minha mão no seu rosto e ouvia-a suspirar com aquele meu gesto.

 

            - Digo o mesmo. Fazes-me mesmo muito, muito, muito... – Bella não conseguiu terminar a frase porque foi interrompida por um enorme bocejo. – feliz!

 

            - Hum, hum. Isso é muito bom!  - Estávamos, naquele momento, no quarto. – Pois, é... Não podes dormir aqui.

 

            Bella olhou em volta, ficando levemente corada, voltando a bocejar. Bella estava mesmo cansada, e daqui em diante todos os dias seriam assim. Teria que manter Bella o mais entretida possível para não dar oportunidade de nada acontecer. Era por sua segurança, esperava que ela – não diria naquele momento, mas sim no futuro – percebesse. Se Bella me amava – como eu sabia que fazia – perceberia. Sabia que o faria. Esperava que o fizesse.

 

            - Pois... – respondeu passado algum tempo a olhar para o chão.

 

            Como eu gostava de a ver assim, corada. Ficava engraçada. Toquei-lhe na bochecha, descendo pela linha do maxilar, erguendo-lhe o queixo de seguida.

 

            - Dormes no outro, não há problema. – inclinei-me sobre ela dando-lhe um beijo nos seus lábios suaves que eu tanto gostava. – Toma um banho enquanto eu te faço o jantar. Está bem?

 

            Bella limitou-se a acenar com a cabeça, voltando a bocejar. Dirigiu-se para a casa-de-banho a esfregar os olhos.

 

Vesti umas calças caqui e um pólo azul – as primeiras coisas que saíram da mala. De seguida fui para a cozinha, pensar no que iria cozinhar para Bella. Abri o frigorífico e chegou-me o cheiro horrível a comida. Quando quisesse caçar teria que ir a terra, porque animal de grande porte nesta ilha, não havia. E estava demasiado próximo de Bella. Seria demasiado perigoso. Seriam apenas umas horas e Bella ficaria bem.

 

Decidi fazer strogonoff. Peguei nos ingredientes necessários e comecei a cozinhar. Em segundos o frango estava ao lume. Andara a treinar as receitas nos últimos tempos.

 

Bella apareceu envolta num roupão branco de seda, com o cabelo molhado a cair-lhe sobre as costas, pouco tempo antes de eu terminar de cozinhar.

 

- Cheira bem... Strogonoff. – declarou com um sorriso.

 

- Isso mesmo. Estás com o nariz apurado. – e ri-me.

 

- Queres comprar o meu olfacto com o teu? – devo ter feito alguma expressão que a fez rir – Pois, bem me parece.

 

- Aqui está. – disse-lhe, pondo o prato à sua frente. Estava realmente com bom aspecto, tinha que admitir. E para um humano, poderia cheirar bem.

 

- Isto é comida para três pessoas, Edward... – afirmou, mas de seguida começou logo a comer. Mesmo sendo imensa comida, acabou em três tempos. – Delicioso, é tudo o que posso dizer.

 

- Ainda bem que gostaste. - e abri-lhe os meus braços na cadeira ao lado da sua. Bella levantou-se de imediato e sentou-se ao meu colo, soltando outro longo e alto bocejo.

 

- Já com sono? – perguntei-lhe depois de cheirar o seu cabelo. Não cheirava a morango pela primeira vez. Alice esquecera-se desse pormenor. – E o shampoo de morango?

 

- Já, estou super cansada. Os golfinhos deram cabo de mim... A Alice esqueceu-se dele. Ou fez por se esquecer. – completou com um sorriso cansado.

 

Alice, só podia. Esta casa estava com mil e quinhentas coisas escondidas pela Alice. Era só perder alguns minutos à procura e encontrava-as.

 

- Pois mas agora está na hora de dormir. -  o céu lá fora já estava escuro, repleto de estrelas, com a Lua a brilhar no horizonte. Algo belo, sem dúvida.

 

- Vou só vestir o pijama – disse enquanto se levantava. – Vai andando. É aquele quarto? – apontou para uma porta do seu lado esquerdo.

 

- Sim, é esse. – confirmei. Passei por Bella e beijei-lhe o topo da cabeça. – Até já, querida.

 

O quarto era sem dúvida reconfortante. Azul, mas pequeno, com uma cama a ocupar grande parte do espaço. Livrei-me do pólo com um simples encolher de ombros e deitei-me a meio da cama, abstraindo-me de tudo o resto.

 

Estava quase um silêncio absoluto. Bella, pouco barulho fazia na casa-de-banho e n minha cabeça reinava um silêncio assustador. Nenhum pensamento nas redondezas. Nunca me percebera até aquele momento do quão habituado a ouvir mentes estava. Tinha sido assim desde que “nascera” como vampiro, não me lembrava de viver de outra forma.

 

- Edward? – Bella acordou-me do “mundo” onde estava.

 

- Sim? – retorqui-lhe enquanto levantava o olhar. Uau… Estava mesmo ver bem? Bella estava vestida com langerie bege. Será que Alice só quereria pior as coisas? Já estava a ser suficientemente difícil para mim. Esperava que nenhuma surpresa tivesse transparecido na minha cara. Não iria ceder.

 

- Estou cansada. – confessou quando se deitou o meu lado. – E está muito calor…

 

Agarrei-a e aninhei-a contra o meu peito:

 

- Agora ainda está calor? – perguntei-lhe com um sorriso torto.

 

- Não, não. Está perfeito… Tem uma boa noite, Edward… - disse com um voz cansada, voltando  bocejar – Amo-te muito.

 

- Hum, eu também, Bella. Muito. – beijei-lhe o topo da cabeça. – Mais do que possas alguma vez imaginar – acrescentei demasiado baixo para Bella ouvir. Comecei a cantar a sua canção de embalar.

 

- Obrigada – e beijou-me o peito.

 

- De nada – passei-lhe os braços à volta do seu corpo e recomecei a cantar.

 

Bella adormeceu muito rapidamente nos meus braços. A noite passou lentamente, silenciosa e muito calma, por parte da Bella. Não se mexera um milímetro durante várias horas. Nem falara. Algo bastante estranho. Deveria ser do cansaço.

 

Eu passei a noite num conflito interno. Sentia a garganta em chamas, por isso, pouco respirava. E fui-me difícil controlar o desejo por Bella, tendo-a ali tão perto aninhada a mim. Um verdadeiro inferno no meio do céu.

 

Sabia que daqui em diante – até Bella ser vampira – as noites seriam assim: um puro inferno.



Carolina às 21:15 | link do post

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