Aqui está o capitulo :) Espero que gostem. Ele deveria ter saido ontem mas houve um problema com o computador... Peço desde já desculpa em meu nome e em nome da Rita :)
Capítulo Vinte e Dois
Não conseguia raciocinar.
Simplesmente a minha cabeça estava a mil, com tantas coisas a velocidades incríveis, que tornavam o pensamento concreto impossível.
-Ó meu Deus, ó meu Deus, o que é que eu faço? – Balbuciava em voz alta – Como é que isto pôde acontecer… O que é que eu vou fazer? Porquê? Oh não, oh não… - Não parava de repetir.
Estava aterrorizada. O Seth… oh, o Seth… o que ele está a sofrer por minha causa… o que eu fiz, como é que eu deixei isto acontecer?
Corri para a sala e peguei no meu telemóvel.
-Atende, atende… - Repetia nervosa.
Ao fim de 7 longos segundos, a voz que eu queria e necessitava, atendeu.
-Estou?
-J-jacob, s-sou eu, a Nessie!
-Sim, eu sei. Passa-se alguma coisa? Estás bem?
-Jacob… tens de vir para cá. Rápido, por favor…
-Sim, c-claro! Espera, não demoro nada… acalma-te! – E desligou.
Olhei o telemóvel fixamente, e segundos depois atirei-o ao chão. Dirigi-me novamente para o quarto, e peguei na carta.
“Estúpida, estúpida, estúpida, estúpida…” – Repetia vezes sem conta a mim mesma.
-Como é que isto pôde acontecer? Como?! Sou um monstro! – Gritava furiosa, dei um pontapé na estante, que se partiu, e o chão ficou coberto de livros.
Lágrimas brotaram dos meus olhos, deixei-me cair no chão, e ao não aguentar mais fitar aqueles livros, comecei a rasgá-los enraivecida.
-Nessie, que estás a fazer?! Pára! – Zumbou Jacob, correndo na minha direcção. Ajoelhou-me rapidamente a meu lado, e abraçou-me. O choro tornava-se agora consistente e asfixiante. – Calma amor, calma… tem calma… - Repetia calmamente, com uma voz doce e melódica, enquanto me dava beijinhos na face, e me fazia festinhas no cabelo - Que se passa? – Perguntou, agora mais firme. Lentamente levantei-me, afastando-o. Peguei na carta que estava em cima da cama, e dei-lha, quando este se estava a levantar.
Com um ar preocupado pegou nela, e começou a lê-la. Não consegui evitar soltar umas lágrimas quando ele o fazia.
Quando terminou abraçou-me. – Tem calma, vamos resolver isto. – Sussurrou ao meu ouvido.
-Ajudas-me? – Inquiri soluçando.
-Claro! Claro que sim, amor. Claro!
-Jake… eu… eu não queria que isto acontecesse! Eu, não queria, a sério! Mas eu tenho culpa, a culpa é minha! Mas eu não queria…
-Sccchhh… - Fui interrompida – Não tens culpa de nada. – Senti o seu ar quente, e tentei acalmar-me. – Não te preocupes. Agora temos de tratar de ti. Ah, e não te esqueças que não te podes enervar! Este tipo de coisas não faz nada bem aos bebés – Dito isto esboçou um grande sorriso, e fez festas na barriga. – Não te esqueças que esta gravidez é muito avançada!
-Sim, eu sei… - Disse eu, fungando. – Espera por mim… - Pedi.
Afastei-me lentamente, e dirigi-me para a casa de banho. Tomei um banho quente, e quando o terminei regressei ao quarto, e dirigi-me até ao armário.
Retirei lá de dentro umas skinny jeans de ganga, e comecei a vesti-las.
-Jake? Onde estás? – Chamei.
-Aqui! – Correu logo para o quarto, olhei-o e não consegui evitar lançar um risinho. Tinha a boca toda suja de chocolate, e trazia consigo um pacote de batatas fritas. -Oh… tinha fome. – Disse com um sorriso.
-Podes comer o que quiseres – Disse eu – Mas olha só isto.
-O que? – Perguntou entrando no quarto.
-As calças já não me servem…
-Oh, também, essas calças são tão apertadas!
-Dah, são skinny jeans?!
-Oh, ‘tá bem… E não tens nada mais largo?
-Jake, a barriga já está grande demais para calças normais. Vou vestir uns leggins… - Disse eu, dirigindo-me para a cómoda, de onde retirei uns leggins pretos. Vesti também uma túnica preta de manga curta, que me ficava ligeiramente acima dos joelhos. Calcei os meus Converse All Star – ténis roxos, e dirigi-me até ao espelho, onde penteei lentamente os meus doces e sedosos caracóis dourados.
-Vamos? – Perguntou Jacob, dando-me um suave beijo “achocolatado” nos meus lábios.
-Sim. – Disse eu. Ele saiu do quarto.
Guardei a carta de Seth dentro do meu caderno “dos pensamentos”, vesti o casaco preto, e segui Jacob.
Fechei a porta, e juntos entrámos na pic-up.
(…)
-Vamos à casa de Seth? – Perguntei ao fim de longos minutos de caminho na estrada.
-Não. Eu vou à casa dele, tu vais para a minha casa.
-Como?
-Sim, foi o que ouviste. Não quero as minhas filhas em perigo de vida por causa… daquele puto. Ele passou das marcas.
-Não! Eu tenho de ver o Seth! Jacob preciso de vê-lo! Não vais lá sozinho!
-Não, não precisas. E a tua segurança está em primeiro lugar.
-Mas…!
(…)
-Anda. – Pediu.
-Não Jake. Não vou sair desta, sem ser para ir para a casa do Seth.
-Nessie… - Começou – Por favor, não tornes isto difícil. Só quero proteger os bebés! E ele foi claro quando disse que não te queria ver!
-Mas eu quero vê-lo… quero esclarecer tudo com ele!
-Amor… deixa-me tratar disto. Por favor, ficas em minha casa quieta… e eu já te vou lá buscar.
-Não! Lá por estar grávida, não estou inválida nem doente!
-Por favor… faz o que te peço.
-Não te percebo Jacob! Nem tu a mim! Eu preciso de falar com o Seth.
-Nessie… faz-me esse favor… fica em minha casa. Por favor, estou a zelar pela tua segurança. A vossa segurança.
-Tu não percebes…! – Protestei. – Queres-me aí, presa em tua casa é? Então está bem protestei. – Deves-te estar a esquecer de algo. Sou meio vampira. Basta partires para eu ir atrás. Não é o Billy na sua cadeira de rodas que me vai impedir. Parei de protestar. Não valia a pena. Eu ia levar a minha avante.
-Obrigado… desculpa amor, percebe-me. – Deu-me um beijo na cara, ao qual não correspondi e saiu do carro. Fiz o mesmo, e ambos nos dirigimos até à porta de sua casa. – Pai, abre! Sou eu!
Alguns segundos depois, Billy abre a porta – Olá filhos – Saudou – Entrem.
-Pai, na verdade, quem vai entrar é apenas a Nessie. Ficas aqui com ela, okay? Eu não me demoro.
-Está bem – Disse ele – Entrei na casa, e logo de seguida Jacob segredou algo a Billy. O problema dele, é que se esquece que sou meio-vampira, e consegui ouvir o que lhe disse.
“Vou a casa do Seth… já está mais do que na hora de esclarecer as coisas, este assunto já foi mais do que adiado. Seja como for, não deixes a Nessie sair daqui! Ouviste? Ela não pode sair de cá!”
-Adeus filho.
-Adeus pai, adeus amor. – E dito isto, partiu.
Sentei-me aborrecida no sofá e liguei o iPod. A primeira música que começou a tocar foi a “Enjoy the Silence” dos Depeche Mode. Quando esta terminou seguiu-se a próxima, por acaso também deles, a “Everything Counts”. Fiquei a ouvi-la em silêncio. Billy olhava-me curioso.
-Que estás a ouvir? – Perguntou.
-Música – Respondi sem vontade – Daquelas que se ouvem nas prisões – Provoquei.
-Eu não tenho culpa de nada…
-Claro que não – Balbuciei baixinho irónica.
-Olha, já sei como te posso animar! Vou-te contar a infância do Jacob!
-Oh não… - Pronunciei muito baixinho, cerrando os olhos e deixando cair a cabeça para trás. Não tenho tempo para estas coisas!
-Billy – Interrompi-o – Posso ir à casa de banho?
-Ah… vai lá. – Disse desanimado. Levantei-me do sofá, e fechei-me na casa de banho. Tranquei a porta, e comecei a lentamente, abrir a janela.
Rapidamente saltei por ela, e desatei a correr floresta dentro, com a minha velocidade vampírica um pouco abaixo do normal. “Desvantagens”-pensei.
Enquanto corria, o vento batia-me docemente na face, sentia o fresco e doce odor da mágica floresta de Forks. Enquanto corria sentia-me livre.
Não tinha desligado o iPod, e quando dei por mim estava a ouvir a “Personal Jesus”. Deu-me uma certa “pica” para continuar, e acelerei a corrida.
Enquanto corria pensava em tudo, e em especial na carta… lembrei-me de Catherine e Miguel, da escola, da amnésia de Jacob, dos momentos passados com Seth, dos Volturi…
Fui obrigada a parar estes pensamentos. Já me encontrava junto à casa de Seth, conseguia vê-lo pela janela. E junto a ele… Jacob, e Leah.
Corri até à entrada e toquei à campainha. Seth abriu-me a porta e ficou boqueaberto a olhar-me. Não consegui evitar soltar uma lágrima e abracei-o fortemente. – Oh Seth…! – Disse emocionada.
-Desculpa – Sussurrou-me – Amo-te Nessie.