Quinta-feira, 04.03.10

Podem ler aqui o quaro capítulo desta FanFic!

 

(Ainda não sei se disponibilizarei o calendário das Fanfic's de Março aqui no TP, qualquer das formas ele só estará finalizado no sábado, com FanFic's novas, este mês.)

 


Capítulo 4

 

Pontos nos i’s

Edward encontrava-se junto a Violet a discutir as fases de evolução de uma planta, Rosalie falava com Jasper sobre a minha evolução como recém-nascida e Alice tagarelava comigo sobre a festa de aniversário de Edward.

-... e temos de convidar o Eleazar, a Tânia e a Carmen, temos de apagar das suas memórias o infeliz incidente com a Irina, até porque tenho visto nas visões uma possível vinda delas para se consolarem. – Soltou um suspiro – já só faltam 9 dias, 17 horas e 38 segundos e eu ainda não tenho nem metade das coisas organizadas.

Edward aproximara-se e agora exibia uma expressão carrancuda.

- O que é que se pode fazer... – e soltou um suspiro. Alice exibiu o seu maior sorriso e soltou uma gargalhada – Alice, não te esqueças das Luzes de discoteca – relembrou Edward de modo sarcástico.

- Oh! Já me esquecia – Agora eu também me ria – Obrigada pela ideia maninho.

- Eu não... acredito! – Rugiu Edward entre dentes.
Edward sentou-se perto de mim e eu acompanhei o movimento.
- Agora vês o que eu sofro, na minha festa de final de ano, no meu casamento, na minha festa de anos! – disse eu em tom de gozo. Consegui ver pelo canto do olho Alice a fazer beicinho pelo que me apressei a dizer – mas é claro que fica lindo, sempre. – Edward acenou e apertou-me contra o seu peito.

Ficámos calados durante algum tempo até que Vie se aproximou e quebrou o silêncio.

- Então é amanhã, certo? – Perguntou

- Sim, o Jacob está de acordo – Respondi de bom agrado. – Ah... Vie, tem cuidado com ele. Eu, sou um bocadinho medricas em relação ao Jake, mesmo que ele não o mereça por vezes – rugi entre dentes.

- Prometo – acenou Vie com o seu angelical sorriso.

Hoje estava particularmente doida. Tinha concordado com Alice em vestir o vestido que ela adorava, o vestido minúsculo de cetim preto com os sapatos pretos com um salto de 8cm . Não sabia para que era tanta coisa, já que nem ia sair de casa, mas, também, queria deixar Alice feliz.

- O Jacob está lá fora... – disse Edward – Acho que quer... hum, falar contigo.
- O que é que ele quer? – disse
- Vai lá fora e saberás – disse Edward exibindo o seu tom de voz sedutor.
- Edward, isso não vale! Tu já sabes do que vamos falar! Estás a invadir a privacidade do Jake – disse eu, brincando.
- Vá, vai lá. Vou fingir que não sei de nada, de qualquer maneira não é nada de importante, quer saber o que vamos fazer amanhã. Provavelmente não se lembra do assunto da Vie.

- Ok. Já volto – beijei-lhe na testa e ‘voei’ para a porta de casa falando alto o suficiente ‘Já volto’.

- Ei, Jake! – sorri.

- Olá Bella, como estás? – Jake puxou-me para junto dele e abraçou-me no seu habitual abraço de urso.

-  Estou bem – disse sentindo-me consumida por aquele cheiro insuportável. – Que horror Jake, cheiras a cão!

- Ossos de ofício – disse Edward e depois sorriu – olha que tu cheiras a sanguessuga!

- Ok, pronto, temos ambos que tomar banho – disse eu dando uma gargalhada.
- Bella, o que vamos fazer amanhã? – disse Jacob voltando à posição descontraída
- Amanhã temos de ir testar a Vie, a nova ‘filha’ da Esme e do Carlisle.

- Ó, pois, tens razão. – sorriu – e depois?

- Sei lá Jake! Eu não tenho a minha vida toda planeada! Mas tinhas alguns planos?

- Uhm, queria levar a Renesmee comigo... a passear.

- Ok, claro. Onze em casa meu menino! – disse eu imitando a voz de Charlie, quando costuma dize-lo a Edward.

- Sim chefe Swan! – disse Jacob, desatando à gargalhada.

- Bem, acho que vou andando – disse-lhe – O Edw está lá dentro à minha espera e de qualquer maneira ainda quero passar algum tempo com a Renesmee, antes que ela adormeça.

- Ok, até amanhã

Acenei-lhe com a mão e voltei a entrar em casa. Edward encontrava-se junto à porta à  minha espera e beijou-me assim que cheguei à entrada.

- Princesa, a Renesmee quer estar contigo, ou melhor, quer ler-te um livro. – murmurou Edward junto à minha orelha.

- Ok. Vou ter com ela – disse eu, segurando-lhe as mãos para o puxar – mas tu vens comigo!

- Ok. Mas eu fico atrás a observar-vos.

Percorri a sala até chegar à minha filha. Peguei nela ao colo, que agora tinha 8 meses, mas que aparentava ter 4, olhou-me com os seus olhos grandes e profundos e consegui ver os seus olhos a brilhar e as pupilas a dilatarem-se de felicidade.

- Mãe! Quero-te...- não chegou a acabar a frase pois eu abracei-a e rodei-a no ar.

- Diz, minha filha, sim! Sim minha filha – adorava aquela palavra. Um ser meu, que saíra de mim, fruto de um amor intenso e único. Fazia-me feliz pensar na perspectiva de que teria Renesmee e Edward comigo, para sempre. Ainda me custava a acreditar, que tudo era real e que não passava de um sonho mais longo, e que logo despertaria, com Edward a meu lado, em casa de Charlie. Mas era real, tudo. Todos os dias, todos os momentos e todos os toques de Edward, todos os carinhos e todos os beijos da minha filha, todas as brincadeiras, e a sede. Que também era real. E agora que pensava nela, um ardor percorreu-me a garganta e engoli em seco.

- Mãe, eu queria te ler uma parte do ‘Romeu e Julieta’ que eu adoro, posso?

- Sim claro amor.

Ela inspirou fundo e começou, falando pausadamente, mas dando a entoação a cada palavra.

- ‘Aqui, aqui mesmo ficarei, junto aos vermes que são seus servidores; aqui estabelecerei minha morada eterna, libertando do peso das estrelas funestas este corpo cansado do mundo. Meus olhos, olhem pela última vez! Meus braços, abracem pela última vez! E lábios, que são portas do alento, selem com um beijo legítimo este pacto a prazo com a morte voraz!’.

Se pudesse chorar, choraria, se pudesse ficar ofegante, ficaria. Lembrei-me do que acontecera na aula do Sr. Birdy enquanto ainda era humana, Edward recitara exactamente como Renesmee o fizera, o que me deixou emocionada e feliz. Edward observava-me agora com atenção e sorria delicadamente.

Renesmee quebrou o silêncio.

- E tem uma frase que gosto muito também. Posso dizer? – Perguntou com uma expressão de súplica ao que eu lhe acenei com um sorriso, e então ela recomeçou a sua voz cuidada e pontuada. – ‘Estes violentos enlevos têm violentos fins. E no seu triunfo se extinguem, como o fogo e a pólvora, que num beijo se consomem’.

Edward agarrava agora a minha cintura e percorria o espaço entre a clavícula e o meu pescoço com os lábios. Já me era difícil concentrar, com Edward ao pé, era ainda pior, e com ele a desconcentrar-me, tornava-se impossível, e sentia a cabeça a andar à volta.

- São lindas, filha. – Disse eu por fim, quando consegui reunir algum fôlego. – Aliás, são muito lindas.

- Obrigada mãe. Eu tenho sono... – Disse abrindo a boca em forma de bocejo.

- Talvez seja melhor ir deitá-la a casa... – disse eu. – peço ao Jacob para ficar à porta da casa a tomar conta da Renes, de certeza que não se importa – disse rindo-me da careta que Edward fez.

- Sim – acabou por concordar – É melhor. Queres que vá contigo?

- Não é preciso amor, eu vou sozinha. – disse

Levantei-me e peguei Renesmee ao colo, ela aninhou-se em mim e fechou os olhos. Lancei um aceno a todos e corri em direcção ao jardim.

- Jake, segue-me! – pedi-lhe.

Jacob levantou-se e correu atrás de mim, em direcção à casa grande. Chegámos em 2 minutos e apressei-me a dizer-lhe:

- Jake, podes ficar a tomar conta da Renes?

Ele acenou e abriu os dentes, num sorriso de Jake-Lobo.

- Vou entrar, se quiseres ficar com ela em casa terás de te ir vestir, que eu não quero cães em minha casa! – disse eu em tom de gozo, pelo que Jacob respondeu com um rugido.

Entrei em casa e encaminhei Renesmee para o quarto. Entreguei-lhe o pijama e ela vestiu-o rapidamente e sentou-se no sofá à espera do Jacob.

- Olá pessoal! – disse Jacob divertido. – Não te preocupes com a Ness... Renes, ela está segura comigo. Podes ir andando.

- Ok Jake, obrigada. Querida, o Jacob mete-te na cama quando tiveres sono, mas vê lá, não fiques muito tempo acordada, porque amanhã temos de acordar cedo!

- Sim mãe - disse ela dando-me um beijo na bochecha – eu não fico muito tempo. Jake, podemos jogar xadrez, se me conseguires ganhar eu vou dormir logo, senão, vais ter me aturar durante mais uma hora – disse Renesmee sorrindo para ele.

- Hey, Nessie, isso não tem piada! Sabes que nunca te conseguirei ganhar. É injusto... – resmungou Jacob – mas vá, jogamos duas vezes, depois vais dormir.

- Ok – Disse Renesmee desiludida.

- Já pareces uma criança Jacob!

- Engraçadinha! – Resmungou Jacob

- Até Logo! – Disse

- Adeus mãe, amo-te.

- Amo-te filha, amo-te Jacob. – Jake sorriu-me e sentou-se no sofá em frente ao tabuleiro de xadrez de mármore que Carlisle oferecera a Edward.

Desatei a correr pela floresta, em direcção à casa grande. Mas a meio caminho estava Edward.

- Amor – disse assim que parei e olhei-o admirada.
- Que se passou? – perguntei?
- Nada. Vamos dar uma volta – afirmou.
- Sim.
Edward deu-me a mão e pela primeira vez não corremos, apenas andámos de mão dada em silêncio na floresta, enquanto conversávamos baixinho sobre a vida dos animais da floresta, à noite.

- Bella, eu acho que estás insegura.
- Eu? Insegura?
- Posso te dizer uma coisa? – Perguntou-me timidamente.
- Tudo – disse, sorrindo-lhe.
- Ficas incrivelmente bela quando estás ciumenta. E ainda mais bela quando o tentas esconder. - disse Edward soltando um sorriso que se desvaneceu num suspiro.
- Eu não tenho ciúmes da Vie! Ela só é bonita, inteligente, capaz de manter uma conversa durante horas e culta. Faz muito mais o teu género! – Despejei.

Edward atirou-me para o chão da floresta e pôs-me entre as suas pernas.

- Bella, a minha vida és tu. Não existe género, desde que te conheci. Não há ninguém mais bela que tu. E se estás comigo, só mostra o nosso equilíbrio. E pensei que já tinhas ultrapassado essa baixa auto-estima sobre ti mesma! Acho que vou ter de pedir à Alice para organizar mais festas em que tu sejas a anfitriã!

- Não! – Disse eu horrorizada – Por favor, eu amo-te, e apenas, eu não sei explicar. Ela é tão bela.

- Mas não é nada comparada contigo.
- Desculpa.
- Não tens de te desculpar, mas por favor, acredita no que te digo. – Fez uma pausa longa para inspirar – eu amo-te e não existe nada mais importante do que tu. Tu és o meu chão, o meu tecto, o meu alimento. Se não existires eu também não existo! Por favor, nunca me deixes, porque eu também nunca o farei.
Beijei-o e ele acariciou-me os cabelos.
- Eu também te amo! – Disse-lhe entre beijos.
Edward levantou-se e levantou-me a mim também.

- Agora vamos embora tontinha. Amanhã vai ser um longo dia.

*

Era de manhã e o Sol raiava das janelas do nosso quarto, Edward ainda estava de olhos fechados e eu continuava enterrada no seu peito, mas sabia que havia muito para fazer. Espreguicei-me e abracei-o.

- Bom dia. – disse-lhe beijando-lhe o peito.
- Bom dia meu amor. – disse sorrindo – A Renes está a ter um sonho tão engraçado.
- O que é que está a sonhar? – perguntei-lhe curiosa
- Está a sonhar que o Jacob e ela tiveram um bebé e que o bebé tinha cabeça de pessoa e patas de lobo, que bebé sonhadora.
- Podes crer – respondi admirada.
- Temos de nos levantar. O Jacob vai experimentar estar ao pé da Vie.

- Sim amor, mas só me levanto se vestires um vestido tão lindo como o de ontem.
- Isso é chantagem! – resmunguei.
- Então vou ter de te agarrar e vais ter de ficar assim, colada a mim, para sempre – disse-me sedutoramente.
- Parece-me uma oferta tentadora, mas temos de ir.
- Por favor Bella, ainda ninguém está de pé na casa grande.
- O que não invalida que nós estejamos! Edward Cullen, nunca o vi tão preguiçoso!
- Contigo ao pé de mim, fica mais difícil levantar-me. – Disse ele carinhosamente.
- Vá, vamos lá Edward, temos a noite toda!
- É apenas isso que me faz aguentar amor! Amo-te – disse sorrindo-me
Levantámo-nos e vestimo-nos. Edward vestiu uma camisola polar escura e umas calças caqui beges. Eu vesti um vestido justo e curto cor de cinza, e calcei uns sapatos rasos pretos.
Edward olhou-me de cima a baixo e sorriu-me.
Renesmee entrou no quarto.

- Bom dia Mãe. – Disse Renesmee. – Bom dia Pai.
 Renesmee já estava vestida pelo que suspirei de alívio, pois já estávamos atrasados.

**

Corremos em direcção ao prado.

Era agora a prova dos nove.


 


Carolina às 21:33 | link do post

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