Quarta-feira, 07.04.10

Podem ler aqui o quarta parte do quinto capítulo da Fanfic da Elisabete! Boas Leituras!


V.4

Uma semana tinha passado desde a noite em que descobrira que o meu pai estava vivo. Jacob tinha vindo ter comigo assim que soube que Edward estava de volta. Era uma tarde de Domingo, num dia primaveril cheio de sol e calor. Jake e eu estávamos no jardim improvisado no telhado da minha pequena casa. As minhas tulipas começavam a querer furar a terra dos vasos e borboletas passeavam ocasionalmente entre elas.

Jake bebia uma 7Up e olhava as crianças a correr no Central Park.

- Que tal é a sensação de voltares a ter um pai? – Perguntou depois de dar um gole através da palhinha da sua bebida.

- Não sei bem. – Cocei a cabeça distraidamente. – Ás vezes é boa, já não sinto um vazio tão grande, mas não sei bem como lidar com o Edward. Chamá-lo de “pai” não me parece correcto.

Jacob franziu o sobrolho na minha direcção enquanto levava a palhinha uma vez mais à boca.

- Não me olhes assim, “pai” é uma palavra que utilizei apenas umas 5 vezes em toda a minha vida, e foi para fingir que Carlisle era o meu pai. E depois…o Edward parece mais novo que eu, é estranho chamar pai a um homem que aparenta ter 17 anos.

- Sim, acho que também não me iria sentir muito bem. – Jake olhou para cima e depois estremeceu como se estivesse a imaginar alguma coisa desagradável.

- O que me atormenta mais é que eu sei o quanto ele gostava que eu o chama-se de pai. O Edward não me diz nada mas eu vejo pelos seus olhos o quanto se sente magoado cada vez que o trato pelo nome, apesar de o tentar disfarçar. – Olhei para as minhas mãos e brinquei com os dedos.

Ele parou de roer a palha e inclinou-se através do braço da cadeira desdobrável onde se encontrava na minha direcção.

- Summer, conhecendo o Edward como o conheço posso afirmar que ele compreende essa situação. Não te preocupes tanto com isso e verás que quando menos esperares te irás sentir confortável para o tratares como ele gostava. – Sorriu e voltou novamente o seu olhar para as crianças em Central Park.

A manhã de Segunda-feira nasceu brilhante e solarenga. Acordei antes do despertador com os pássaros a cantar no relvado em frente da minha casa. Abri um pouco a janela do meu quarto para deixar que a brisa matinal o refrescasse.

Saí de casa com tempo para poder caminhar calmamente em direcção à universidade. Enquanto passeava desfrutava do calor do sol a bater na pele. Lembrei-me de Jake, na cama do outro quarto da minha casa, a ressonar, em cima dos lençóis. Tinha-lhe deixado um bilhete na porta do frigorífico a dizer onde poderia encontrar a torradeira e o pão e como funcionava o microondas. Tinha-lhe deixado também o meu número de telemóvel caso ele precisasse de alguma coisa. Perguntava-me se ele seria capaz de sobreviver umas horas sozinho em casa, se saberia cuidar de si ou se sairia para a rua à procura da primeira pastelaria que visse, quando do outro lado do passeio, alguns metros mais à frente, estava uma multidão, maioritariamente mulheres e jovens do sexo feminino. Dei três passos e elas começaram a gritar histericamente “Rob”, “Robert Pattinson”, “Morde-me”, enquanto um rapaz, rodeado de grandes capangas cheios de músculos tentava furar pela multidão.

Baixei o olhar para os meus próprios pés e mordi o lábio inferior enquanto pensava “Oh não. Outra vez?”. Quando voltei a olhar na direcção da multidão vi tudo o que se passou nos segundos a seguir em câmara lenta. Uma jovem que conseguiu furar o cordão de segurança e tentava agarrar Rob, este, com o susto e o desespero, a fugir a correr para o meio da estrada e um taxista distraído a levar o táxi na direcção deste.

“Ele não tem hipótese de escapar.”, Assim que pensei estas palavras desatei a correr na sua direcção sem me preocupar com quem me pudesse estar a ver desaparecer de repente daquele sítio.

Robert parou no meio da estrada quando reparou no táxi demasiado perto de si. O taxista travou a fundo e o som dos pneus a chiar no asfalto fez com que as fãs gritassem e se encolhessem, esperando pelo embate.

Consegui chegar perto de Rob e agarra-lo pelos ombros para o tirar da frente do táxi um segundo antes deste lhe bater nos joelhos. Ele fechou os olhos esperando o seu destino, mas em vez da dor que pensava vir a sentir sentiu-se elevar-se no ar, de seguida ouviu um baque profundo, como chapa a bater contra chapa, como uma colisão entre carros e no momento seguinte estava a cair um pouco desamparadamente no chão, esmurrando o cotovelo no asfalto.

Quando abriu os olhos viu um par de olhos verdes claros, um verde fora do comum mas que reconhecia de algum lado, a olhá-lo fixamente.

- Tu estás bem? – Perguntei-lhe preocupada. Ele não me respondeu, limitava-se a olhar-me fixamente de boca meia aberta e olhos de surpresa. – Rob? Estás bem? Não te magoas-te?

Sabia que ele tinha caído meio desamparado quando a beira do pára-choques do táxi meu bateu no joelho esquerdo fazendo-me perder o equilíbrio. Felizmente tinha sido de raspão e não estava visivelmente amolgado, apenas um pouco. Estávamos do lado do condutor, Robert estava sentado no asfalto com as costas encostadas à roda dianteira e eu encontrava-me agachada à sua frente. Abanei-o mais uma vez.

- Robert, estás a ouvir-me?

Do outro lado do táxi ouvi os seguranças correrem na nossa direcção. A porta do condutor do táxi abriu-se e de lá de dentro saiu um taxista de meia-idade, de origem hispânica e com as mãos no cimo da cabeça.

“Dios mio”, dizia-a ele repetidamente.

Em poucos segundos os seguranças puseram-se ao nosso lado, afastando-me rapidamente para chegarem até Rob. Ele pareceu despertar com a chegada dos seus protectores.

- Eu estou bem. Foi só um arranhão, estou bem. – Ergueu a mão esquerda acima da cabeça para tapar o sol enquanto me via levantar.

Vacilei um pouco antes de me erguer completamente quando senti o meu joelho esquerdo doer e estalar. Fiz um pequeno esgar de dor mas levantei-me sem demoras.

- Tu…tu magoaste-te! – Disse Robert enquanto se apressava a levantar e a apontar na minha direcção. Os seguranças olharam para mim como se só agora se apercebessem que eu ali estava.

- Eu estou bem. – Fiz um pequeno sorriso encorajador.

- Mas eu ouvi…o táxi bateu-te, eu ouvi. – Ele continuava a balançar o dedo à minha frente.

- Não, nem me tocou. Safamo-nos de boa. – Alarguei um pouco mais o meu sorriso na esperança que ele acreditasse em mim.

Não sei se resultou mas o que é certo é que Rob parou de falar e limitou-se a olhar para mim enquanto franzia o sobrolho. Quando ele baixou o braço senti o cheiro a sangue.

- Tu é que precisas de tratamento. – Disse-lhe enquanto apontava o seu cotovelo que começara a sangrar.

Robert rodou a camisa ensanguentada na sua direcção e silvou entre dentes quando o tecido roçou a ferida. Os seguranças apressaram-se a agarrá-lo para o encaminharem na direcção do hotel, mas antes que pudesse virar costas e seguir o meu caminho este agarrou-me pelo braço.

- Tu vens comigo!

- Porque é que hei-de ir contigo, não me magoei. – Apressei-me a dizer.

- Vens comigo porque me salvaste e eu quero-te agradecer da maneira mais correcta. – Agarrou-me o braço e levou-me de arrasto.

Reprimi uma expressão de dor quando forcei o meu joelho a andar. Não sabia porque é que ele me doía tanto.

 



Carolina às 21:29 | link do post | comentar

27 comentários:
De bruni a 8 de Abril de 2010 às 00:46
a fanfic e espectacular
muitos parabens
adorei.............

:D


De Anónimo a 8 de Abril de 2010 às 00:48
aleluia!!
tava a tanto tempo a espera desta fanfic, é das minhas preferidas (e de muita gente)

isto agora é que vai ficar interessante... estou ansiosa para saber o que vai acontecer!
diz-me só uma coisa... esta fanfic ainda tem muitos capitulos?
espero que sim *-*

não sei se demorou a ser postada por causa do tp ou por ti, mas por favor não demorem tanto a postar! passaram-se dois meses...

continua assim, está LINDA



De Summer a 8 de Abril de 2010 às 18:28
Olá!

Não te posso responder se tem muitos capitulos porque ainda a estou a escrever. Nao tenho um fim previsto...por isso não sei quantos capitulos tem!
Acho que vou continuar a escrever até a história mo permitir! =)

Beijinhos


De ana rita a 8 de Abril de 2010 às 20:48
Adoreiiiii!!!!!!! espero que voltes a postar muito rápido!!!!
A espera é angustiante!!!sou completamente viciada nesta fanfic
PARABENS e continua a postar


De Chloe a 8 de Abril de 2010 às 23:43
mais um excelete capitulo! começo a sentir falta dos adjectivos para a descrever! xD

a unica coisa que posso fazer, é encorajar-te a escrever mais e mais! porque talento tens tu! e esta hist faz-me esquecer um pouco o meu dia, e permite-me sonhar! e estes momentos sao unicos! por isso continua! =)


De tÂNIA a 9 de Abril de 2010 às 10:28
Q SAUDADES!!! finalmente, quase 2 meses dps temos a summer de volta! adoro a tua fanfic elisabete: já aqui disse q é das minhas preferidas, senão a q me empolga mais (sem desprimor p as outras!!) é mt original e espero sinceramente q o próximo capítulo seja postado mt em breve, pois estou ansiosa pela continuação... parabéns e continua!:)


De marinaa a 9 de Abril de 2010 às 12:58
Esta linda! Quando vai sair o proximo capitulo??
Muitoss parabens! Tens muito jeito!
Continua!


De Summer a 11 de Abril de 2010 às 13:05
Olá Twilighters.

O próximo capítulo sai dia 18. beijos


De Teresinha dOrey a 11 de Abril de 2010 às 20:55
Melhor fanfic de sempre sem duvida nenhima!!!
Ah, mas que saudades que ja tinha desta fic!!! Esta brutalissimo este capitulo, da uma sede de querer ler os proximos que nem imaginas!!!
Ai meu deus quero tanto saber como isto acaba... Nao me queres conhecer, e depois ficar minha amiga intima e dares-me a ler os proximos capitulos em primeira mao hã?? O que achas Elizabete?? ihih

Muitos parabens, continua assim!!!!

Teresinha dOrey


De Mary a 12 de Abril de 2010 às 18:58
Ai o que hei-de dizer?
Gostei? Hum... Não... ADOREI!
Ando a ficar sem palavras para comentar as fics!
Digo sempre o mesmo!
Estão sempre todas óptimas e fantásticas e viciantes e tudo o mais!
Como a tua e a da Chloe e a da Andreia e da Rita...
Beijinhos e espero que o próximo capítulo venha rápido!


De LFerreira a 12 de Abril de 2010 às 21:35
sinceramente esta fanfic deixa-me sem palavras!!
mais uma vez está maravilhosa!!
na verdade esta fanfic vicia, e a espera por mais capítulos é desesperante!!
por favor desta vez não nos deixem sem novos capítulos tanto tempo!!
beijos!!!


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