Quinta-feira, 08.04.10

Deixo-vos hoje mais uma nova Fanfic - a da Katy. Intitula-se de Sunset! Espero que gostem!

 

Boas leituras!


Incrível…

Essa é a única palavra que acho que descreve estes últimos dez anos…

Já se passaram mesmo dez anos? É difícil acreditar...

As imagens, estão ainda tão presentes na minha mente, que poderiam apenas ser recordações da semana passada.

Edward disse que é normal lembrar-me com tanta clareza de cada dia, hora, ou até minuto, mesmo que se tenham passado décadas entretanto. A mente de uma vampira é muito mais complexa que a de uma humana.

Uma vampira...

Continuo a não conseguir deixar de sorrir a cada vez que penso acerca do rumo que a minha vida tomou, à dez anos atrás.

Os meus pensamentos foram repentinamente interrompidos por uma tão familiar voz, uma voz que reconheceria em qualquer parte do mundo e entre um milhão de outras vozes…

Edward.

- A pensar na tua não vida? – Este estava encostado à porta, com um ar descontraído e um sorriso divertido no rosto. Tão deslumbrante como sempre.

- Era precisamente isso que eu estava a fazer. – Respondi com normalidade, encolhendo os ombros. Enquanto falava ele avançou pelo quarto e sentou-se ao meu lado na cama, puxando-me para o seu colo.

- E posso saber sobre o quê em especial? – Disse ainda a sorrir.

- Sobre varias coisas. Mas principalmente sobre o facto de estes últimos dez anos parecerem ter passado num abrir e fechar de olhos.

- É verdade. – Edward estava com um ar pensativo.

- E aconteceu tanta coisa de que eu não estava à espera. Nunca pensei que um dia ia voltar a ver o meu pai casado. – Ri ao lembrar-me do dia do casamento do meu pai. Como é óbvio, a Alice tinha sido a responsável pela organização da boda. E havia, como sempre, exagerado na dimensão do evento, o que fez o meu pai ficar verdadeiramente envergonhado em frente a todo aquele publico.

Edward riu também.

- Isso acho que nem a Alice estava à espera de ver. Mas o Charlie parece estar realmente feliz ao lado da Sue.

-Sim, ironicamente, a mãe dos lobisomens faz muito feliz o pai da vampira. – Ele beijou o meu cabelo delicadamente. Abracei-o com mais força, aproximando-o mais de mim. Podia agora sentir melhor o aroma que emanava da sua pele outrora gélida, e os seus braços em meu redor.

Este era sem dúvida mais um momento perfeito.

Fechei os olhos, com a cabeça pousada no seu peito perfeitamente esculpido. E perdi-me novamente em pensamentos, enquanto a mão de Edward acariciava levemente o meu cabelo.

- Bella? – Chamou Edward algum tempo depois. Levantei a cabeça repentinamente para olhar para o seu rosto, e para minha surpresa ele olhava-me com os seus olhos dourados, e super profundos a apenas a alguns centímetros de distância. Fui de imediato invadida por uma onda de emoções: carinho, felicidade, desejo, amor…

- Sim? -- Esta foi a única coisa que consegui balbuciar.

- Estava a pensar, se tu não me poderias mostrar o que estás a pensar neste momento. Ainda é tão estranho, quando te vejo assim tão embrenhada nos teus pensamentos, não saber. – O seu rosto parecia realmente frustrado. Tive que tentar disfarçar uma gargalhada, mas ele não deixou de a notar.

-Pensei que já tivesses ultrapassado isso.

- Eu acho nunca irei ultrapassar isso, Bella. -- Ainda mantinha a expressão frustrada.

“ Como poderia alguém recusar-lhe algo quando ele pedia daquela maneira?”

Forcei o escudo mental que me protegia a libertar a minha cabeça. Tornava-se cada vez mais fácil faze-lo. E mal o fiz, vi um sorriso iluminar-se no rosto de Edward.

Recomecei a vaguear pela minha mente. A recordar todos e cada momento especial que vivi ao lado de Edward e da minha família. A maneira como recordava esses momentos pareceu deixar Edward feliz. Até que um pensamento indesejado, um fantasma que desde sempre me assombrou, invadiu a minha mente de uma forma ainda mais clara de que todos os outros pensamentos que revelara a Edward.

Pude sentir Edward estremecer. Sabia que devia ter controlado melhor os meus pensamentos. Não devia tê-lo deixado saber o quanto ainda temia que ele deixa-se de me amar.

-Bella. – O tom da sua voz não fez das suas palavras apenas uma repreensão, nem um murmúrio atormentado, mas uma mistura de ambos. – Eu nunca irei deixar de te amar, ouviste? Nunca. Agora por favor, pára de pensar em coisas como essa.

- Desculpa, eu sei que foi um pensamento idiota. Mas, mesmo depois de tudo, não consigo deixar de temer que, um dia, deixes de me amar como amas-te até agora.  – Baixei o olhar, para fixar as minhas mãos enquanto falava. Mas um dedo suave e quente fez-me erguer a cabeça. Edward segurou o meu rosto entre as suas mãos olhando-me nos olhos enquanto falava.

- Isso nunca irá acontecer, Bella. Tu és a minha vida – disse-o de uma maneira tão sincera que era impossível ousar duvidar do que me dizia. – Amo-te mais do que qualquer outra coisa e isso nunca vai mudar.

Aproximou, então, a sua face perfeita da minha, e beijou-me de uma maneira que teria feito o meu coração acelerar, se ele continua-se a bater. De uma maneira que, mesmo agora, ainda me fazia esquecer de tudo o que me rodeava, e até do meu próprio nome.

Tinha a certeza que nunca iria desejar outro que não Edward. E queria acreditar que ele, também me iria querer, para sempre.

Quando os nossos lábios se separaram, manteve as suas mãos no meu rosto, acariciando com os lábios o meu pescoço.

Permanecemos apenas, ali, petrificados no nosso abraço durante um longo momento, sem que nenhum de nós parecesse importar-se com isso.

Até que ouvimos um ruído de uma mota a aproximar-se da casa, e logo em seguida alguém que corria a grande velocidade escada abaixo.

A campainha tocou.

- Eu abro! – gritou Nessie, já ao lado da porta.

Edward sorriu, e eu percebi de quem se tratava.

- Jacob? – Adivinhei. E então o sorriso de Edward tornou-se um a gargalhada sonora.

- Quem mais a faria correr até à porta daquela maneira?

O silêncio voltou assim que se ouviu a porta fechar de novo.

Edward pegou-me na mão e saímos ambos a correr porta fora, meio segundo depois já estávamos na sala. Emmett e Rosalie estavam sentados no sofá. Eles eram os únicos que, para além de mim, do Edward e da Renesmee se encontravam em casa. Carlisle estava a trabalhar no hospital, e Esme, Alice e Jasper tinham saído para caçar.

Emmett assistia a um jogo de basebol na televisão, enquanto Rose folheava uma revista de moda. Ao lado da porta, podia ver que Renesmee e Jake se preparavam para sair.

Ao voltar-se para agarrar no seu casaco, Nessie pareceu surpreendida ao ver-nos a observa-la mesmo atrás dela.

- Mãe, pai! Estão ai. Não os ouvi chegar.

- É claro que não ouviste! Estavas um bocadinho distraída demais para ouvir o que quer que fosse! – Afirmou Emmett, a ri-se de tal maneira que por pouco não rebolou no chão. Rosalie deu-lhe de imediato uma cotovelada.

Nessie lançou-lhe um olhar furioso.

- Olá, Bella. Edward. – Disse Jacob. Sem desviar o olhar de Nessie.

- Olá, Jake. – Respondi com um sorriso. E Edward falou logo a seguir a mim.

- Olá, Jacob. – Saudou-o - Vejo que vão sair - Disse olhando de modo inocente para o Jacob

– Podemos saber a onde vão?

Pude ver Renesmee revirar os olhos encostada ao sofá.

- Pois, como se já não soubesses, pai.

Jacob sorriu ao ouvir a reclamação de Nessie, mas fingiu ignorar o seu comentário e prosseguiu – Nós, vamos apenas dar uma volta por ai. Não iremos muito longe.

Espero que não se importem – A frase parecia ser dirigida a ambos, mas Jacob olhou apenas para Edward. A sua expressão fez-me querer rir, mas consegui conter-me.

Edward ficou com um ar pensativo por um momento. Isso fez a nossa filha suspirar impacientemente.

Pisei propositadamente o pé de Edward. E acabei por ser eu a falar.

- É claro que não nos importamos. Vão e divirtam-se!

- Obrigado, mãe!

Edward abriu a boca para dizer algo, mas antes de ele conseguir emitir qualquer som, já Renesmee respondera.

-Já sei, pai. Não voltamos muito tarde. Até logo, adoro-vos! – Mal o disse, saiu porta fora, arrastando o Jacob pela mão atrás de si, fechando a porta ao sair.

Ouvi a moto arrancar a grande velocidade, e virei-me para encarar Edward.

Ele tentava com pouco sucesso conter uma gargalhada. Quando percebeu que já não o ouviriam, a sua gargalhada contida tornou-se sonora.

- Tens mesmo que fazer sempre isso? – Interroguei, erguendo uma sobrancelha. -- Sabes tão bem como eu que ele nunca deixaria que nada de mal lhe acontecesse.

- Oh, eu sei. Mas, é tão engraçado ver a cara do Jacob.

- És mesmo um tontinho – comentei, pousando a minha mão no seu rosto e fazendo-a deslizar até aos seus lábios. Ele acariciou o meu rosto também.

- Hei! Parem lá com as cenas lamechas! Ou então voltem para o vosso quarto! – Reclamou Emmett, atirando uma almofada à cabeça de Edward, que este agarrou antes de o atingir.

Emmett rosnou, aparentemente aborrecido por ter falhado o seu alvo.

Rosalie deu-lhe uma pancada, na cabeça com a mão. Mas ele continuou a murmurar qualquer coisa sobre Edward ser um batoteiro, e apostar que ele não se safaria tão bem sem os seus talentos.

Podem passar-se milhares de anos, Emmett será sempre o Emmett!

Edward, ao meu lado ainda segurava a almofada branca, e ao mesmo tempo que Emmett se virou de volta para a televisão, este atirou-a com força contra a parte de trás da cabeça do seu irmão favorito, atingindo-o em cheio e fazendo a almofada transformar-se num monte de penas que caiam levemente no chão. Agarrando-me pela mão, saiu pela porta das traseiras que dava acesso ao vasto bosque que rodeava a grande casa, não dando a Emmett a oportunidade de nos apanhar.

Corremos através da vasta e densa vegetação, de mãos dadas.

Agora, já não tinha qualquer hipótese de vencer Edward numa corrida, por isso limitei-me a tentar não ser muito lenta.

Segui-o, quando ele trepou agilmente para uma árvore sentando-se no ramo mais alto, sentando-me a seu lado.

Edward encarava o vazio.

Interroguei-me sobre o que estaria ele a pensar.

- Em que é que estás a pensar? – Vociferei acidentalmente a minha pergunta mental. Ao que ele respondeu imediatamente com um sorriso enviesado a formar-se no seu rosto.

- Normalmente, não sou eu quem faz essa pergunta?

- Normalmente, és. Mas é sempre bom variar. – Ele passou o seu braço em redor da minha cintura, aproximando-me mais dele. Encostei levemente a minha cabeça no seu ombro olhando também o espaço vazio, enquanto esperava que ele respondesse.

- Estava a pensar, que acho que nunca ninguém foi tão feliz como eu sou. Eu tenho, exactamente tudo o que alguém pode querer ter. Até mais do que aquilo que mereço --Pousou os seus lábios perfeitos no meu pescoço, deixando-me completamente sem reacção.

Naquele momento nada mais importava, nada mais tinha qualquer valor. Apenas eu e ele.

Realmente felizes. Olhando o horizonte, enquanto a eternidade, se estendia à nossa frente.



Carolina às 21:36 | link do post

De OR a 8 de Abril de 2010 às 22:20
Adorei :)


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