Quarta-feira, 14.04.10

Queridas Leitoras,

 

Obrigada pelo apoio que têm demonstrado ao longo dos últimos capítulos,

 

Anuncio que vai ser publicado no dia 15 de Maio, o ‘Sunset Love Autor Notebook’ , um género de ‘Twilight’s Director Notebook’, com quotes, fotos, rascunhos meus, observações, desenhos e frases.


O conteúdo é semelhante ao que Catherine Hardwicke, a realizadora de crepúsculo fez, e sairá no próximo dia 15 de Maio, online. Por volta das 15h , num grupo, cuja reserva tem de ser feita até dia 5 de Maio, enviando um e-mail para: sofiiacullen@sapo.pt, aguardem uma resposta!
O ‘livro’ é gratuito mas será enviado em Adobe Acrobat, para evitar cópias totais ou em parte.

Agradeço a vossa participação,

 

Sofia Antunes

 

Sunset Love Creator J

 

Capítulo 6


Ciclo

 

Chegámos a casa de Charlie, o seu carro de patrulha estava estacionado no jardim, por cima de uma grande poça enlameada. Tudo permanecia igual, e eu gostava que assim fosse. As mesmas flores, o mesmo caminho de pedras, tudo era igual, o que me trouxe saudade daquela casa, era tudo tão perfeito e cíclico, que fiquei a admirar a casa de longe até que Edward me chamou à atenção.
- As lentes! – Disse brincando com uma madeixa do meu cabelo.
- Oh, já me esquecia – disse eu a cantarolar – mas a minha metade, que me completa, relembra-me de tudo o que me esqueça! – Disse sorrindo-lhe abertamente.
- O que serias sem mim? – Perguntou-se com uma ponta de sarcasmo.
- Nada – disse-lhe enquanto punha uma das lentes castanhas no olho esquerdo. Senti a minha visão a desfocar-se e o veneno a começar a desfazer a lente – mas é por isso que aqui estamos – disse acariciando-lhe a face.

- Eu amo-te – disse-me Edward – e tenho pena por teres de me aturar durante uma eternidade! Sou um sortudo! – Disse soltando uma gargalhada abafada.
- Eu é que sou sortuda – disse abraçando-o num abraço de urso e procurando os seus lábios com os meus. Quando finalmente os encontrei, beijei-o e delineei o seu lábio inferior com a ponta da língua e Edward acariciou-me as faces. Peguei nas suas mãos e passei-as à volta da minha cintura e Edward apertou-me contra si e foi deixando cair as suas mãos ao longo da sua cintura. Depois, delicadamente e olhou-me nos olhos durante algum tempo e disse:
- É melhor irmos. O Charlie vai ver um jogo daqui a uma hora.
- Sim, vamos!  - disse-lhe
Toquei à porta e ouvi Charlie a tossicar dentro de casa e a levantar-se do sofá grunhindo.
Chegou à porta e com um sorriso saudou-nos.
- Olá Filha! Olá Edward, entrem! – Disse ele mostrando-nos o caminho para a sala, como se já nos tivéssemos esquecido.
- Olá pai, como estás? - Perguntei-lhe tentando mostrar-me empolgada.
- Estou bem, sem a Sue, a dar-me a comida, acabava por ficar gordo, só a comer pizza e cachorros e tartes no restaurante, pois a última vez que liguei o forno, a tentar fazer o guisado que costumavas fazer, a casa ficou a cheirar a fumo durante quase dois dias! – Disse mostrando-se desapontado – Tu deves adorar a comida que a Bella prepara para ti, não? – Disse virando-se para Edward.
- Sim. Ela é realmente uma excelente cozinheira – disse Edward fingindo um súbito entusiasmo – aliás, a Bella hoje veio com o intuito de lhe cozinhar algo que queira comer!
Virei-me para Edward com a cara de «não-me-tinhas-dito-nada» mas apressei-me a dizer:
- Sim pai! O que te apetece comer hoje?
- Adorava comer... espera! Fazes a comida, mas jantam cá comigo! – Disse Charlie subitamente entusiasmado.
- Não podemos pai. A Renesmee está a nossa espera – disse fingindo ficar triste – fica para a próxima.
- Ok – disse. – Fica para a próxima. Estava a dizer que queria aquela massa com cogumelos e bifes de peru que fazias.
- Sim Chefe Swan- disse fazendo-lhe continência.

Peguei na mão de Edward e conduzi-o à cozinha, peguei na frigideira e comecei por deitar a os alhos nela, acendendo o fogão de seguida. Edward pegou nos cogumelos e começou a cortá-los.
- Quando é que trazem a Renesmee cá a casa? Estou cheio de saudades daquela criança adorável! - Disse Charlie da sala.
- Não sei pai, temos andado ocupados com as candidaturas para a universidade.
- Já? Mas ainda só estamos em Julho. – Perguntou admirado.
- Sim pai, mas nós temos de garantir a nossa entrada, já estamos um ano atrasados. – Fingi-lhe.
- Ok.
Peguei nos bifes e coloquei-os na frigideira. A massa estava pronta e fui pegar numa travessa para colocar a massa, mas surpreendentemente as travessas não estavam no sítio de outrora.
«O Charlie a arrumar a cozinha, que estranho» pensei.
- Charlie, andaste a arrumar a cozinha? – Perguntei-lhe duvidando da complexidade da pergunta.
- Não, porquê?
- Porque as coisas não estam no mesmo sítio.
- Deve ter sido a Sue, ela tem a mania das arrumações. – Disse Charlie indiferente.
- A Sue passa muito tempo aqui? – Perguntei tentando parecer indiferente à pergunta.
- Sim, os miúdos não estam com ela a maioria das vezes... e assim fazemos companhia um ao outro. – disse Charlie sem desviar os olhos da televisão.
- Sim, realmente, divorciado e viúva cai bem – Brinquei.
Edward bateu-me no braço, com o jeito de quem tinha dito algo que não era muito correcto, porém Charlie não disse nada.
- O jantar está pronto! – Disse eu mudando de assunto.
Charlie suspirou e levantou-se arrastando os chinelos até à cozinha e sentou-se de mau humor na mesa da cozinha.
- Espero que esteja bom – disse-lhe, tentando quebrar o gelo.
- Hum, sim... – disse entre dentes.

- Nós vamos andando – Disse Edward sorrindo a Charlie.
- Obrigada pela visita – disse Charlie ainda entre dentes.
Despedimo-nos, e saímos pela porta das traseiras, desatando a correr pelo descampado, entrando pela densa floresta de Forks.
Acabámos por caçar.
A minha sede, estava controlada, mas quando dois alces nos atravessaram à frente, Edward e eu não conseguimos ceder à tentação. Com a prática, a minha roupa, quase não apresentava sinais de sangue, portanto sentia-me orgulhosa de mim mesma.
Quando chegámos à casa pequena, dois corações palpitavam freneticamente, eram Jacob e Renesmee que para variar, faziam cócegas um ao outro.
- Pára! Pára! – Gritava Renesmee entre risos abafados.
Edward bateu com a porta com mais força que a necessária e Renesmee endireitou-se como se estivesse em sentido.
Edward pôs o seu rosto sério e olhou Renesmee com rudeza. Renesmee retraiu-se e fixou-me nos olhos. Edward aproximou-se de Renesmee.
- E não me chamaram? – Disse ele sorrindo-lhe.
Jacob e Renesmee descontraíram e Edward atacou Renesmee com cócegas até que a Renesmee quase chorava de tanto rir.

Jacob fez-me sinal de que precisava de falar comigo e então saímos da sala e fomos para o jardim.

- Que se passa? – Perguntei-lhe curiosa.
- Eu senti, um cheiro, eram dois vampiros, não consegui reconhecer os odores, no bosque, perto da casa. Penso que andam à procura de um de ti. – Jacob inspirou – E hoje, quando fui passear com a Renesmee, alguém passou por nós.
- O quê? – Perguntei-lhe aflita.
- Andam à procura de algo, eu não entendo, não estava tudo resolvido com os Volturi? O primeiro, tenho a certeza que era o Alec, nunca me esqueci da sua cara, desde a quase batalha, em que fugiram medrosos – disse Jacob tentando quebrar o suspense com uma piada. – A outra... – disse continuando – era uma vampira, e era loira.
- Jane – dissemos eu e Edward que tinha saído de casa à dois segundos.
- E agora? – Perguntei aflita a Edward – Temos de ir falar com Carlisle... - percebi

- Jacob, fica com a Renesmee, por favor. – Pedi-lhe.
- Com todo o prazer – disse Jacob mostrando todos os dentes.
- Obrigada – Beijei-lhe o rosto e dirigi-me à minha filha.
- Voltamos já. – Beijei-a e abracei-a.
- ‘Té já mãe!
Dirigimo-nos à casa grande, com a impressão de que alguém nos observava, mas não consegui ver ninguém, já estava a ficar paranóica, mas a ideia de deixar Renesmee em casa, sozinha, com Jacob, deixava-me à beira de um ataque de nervos.
Edward olhava-me com nervos e ansiedade, o que me levou a ficar ainda mais nervosa, pelo que corremos de mãos dadas.

«Que quereriam Alec e Jane» pensei. Talvez só viessem fazer uma pequena visita, não acreditava muito nessa hipótese, mas tinha de admitir, que era plausível. Conhecia Aro o suficientemente bem, para saber como ele cobiçava cada vez mais a minha família, incluindo eu própria, com todos os nossos dons, Rosalie, com a sua beleza, capaz de atrair qualquer pessoa para a sua órbita, Emmett, com a sua força, mais que a evidente, equiparada com a de Demitri, que era anulada com a minha força de recém-nascida, Jasper, com o seu excelente dom de controlar as emoções das outras pessoas, Alice, com as suas visões, cada vez menos enevoadas, na presença de lobos, Edward, com o seu excelente dom de ler os pensamentos, de todas as pessoas, excepto os meus, mas todos sabiam que o meu cérebro nunca regulara bem! Até a minha filha, tão indefesa e inocente, era cobiçada, pelo seu esplendoroso dom que nos mostrava pensamentos e memórias em imagens, até Violet, com a sua beleza, que se equiparava à de Rosalie, mesmo Vie, ser uma beleza mais exótica, nada ficava atrás de Rose.
E a maior das surpresas, o meu dom, o dom que Eleazar descobrira no Inverno anterior, que me levou a proteger a minha família dos dons dos Aliados dos Volturi, eu era um escudo, potente, diziam uns. O certo é que a minha benéfica capacidade, levara os Volturi, a ceder e a fugir «com o rabinho entre as pernas».
«Em breve, saberíamos o que se passava, pela Alice», esperava eu. Edward abrandou o passo, quando passámos o rio, até que só andava apenas alguns passos por segundo.
Edward disse-me frustrado:
- A Alice não sabe de nada, está completamente às escuras, alguém anda a brincar com as lacunas nas visões da Alice, ela está frustrada!
- O que vamos fazer? – perguntei-lhe completamente petrificada, recordando os acontecimentos do passado Inverno.
- Esperar – disse ele suspirando – é a única coisa que podemos fazer, por agora.
- E o Jake? – perguntei-lhe
- Se calhar, é melhor irmos buscá-los, não me agrada a ideia de ele estar sozinho com a Renesmee, com os Volturi na floresta – fiquei feliz por Edward partilhar a mesma opinião que eu, mas fiquei desconfiada, que a razão fosse a mesma, pois Edward nunca gostara muito da forma como Jake olhava para Renes.
- Eu vou buscá-los – disse, tentando fazer algo de útil.
- Sozinha? – Edward ergueu a sobrancelha.
- Sim, eu sei o caminho! – Disse-lhe decidida.
- Nem pensar! – Opôs-se Edward
- Deixa-me fazer algo de útil, enquanto tu falas com a Alice, não ajuda nada se eu estiver presente, ao contrário de se for buscá-los! – Disse, fincando a minha posição.
- Mas eles podem querer algo de ‘menos bom’, é sempre mais seguro irmos os dois, além de que não demoramos mais de um minuto. – Disse-me fazendo beicinho.
- Está bem, mas eu acho desnecessário, já sou uma vampira! – Disse como uma criança diz ‘Já sou adulta!’ – A Jane a mim não me faz nada, e o Alec eu fujo dele – disse rindo-me, tentando aliviar a tensão que se fazia sentir na postura de Edward.

Edward abraçou-me e pegou na minha mão, voltando a saltar para a outra margem do rio.
- Amo-te – gritei-lhe.
- Amo-te – respondeu-me.

Sorrimos e continuámos o nosso caminho.

A casa aparecia por entre os pinheiros robustos e verdejantes. Entrei em casa, depois de esclarecer a Jacob o que ele perguntava, saímos de casa.
Jacob pediu que esperássemos uma pouco, para se transformar.
Passados três segundos, já estava ele, na sua forma de Jake-Lobo.

Renesmee deu-lhe uma festinha, e pôs-se às cavalitas de Edward, eu tranquei a porta e corremos em direcção à casa grande.

- Mãe, está muito frio, e posso vir a ficar menos quente, trouxeste um casaco? – perguntou-me Renesmee com a sua voz de soprano.
- Eisha! Esqueci-me, Edward, vai andando, vou a casa, vou buscar-lhe um casaco, ela é quente, já por si só, mas é melhor prevenir.
- Não te demores – disse-me – Deixo o meu coração contigo – disse meigamente.
Parámos a corrida e Edward deu-me um beijo rápido e Edward de seguida, continuou a sua corrida. Para trás, deixou a sua fragrância a mel e sol, segui sem parar, até casa.

Tirei a pequena chave do bolso, ainda com a fitinha de aniversário, e abri a porta, Entrei em casa e dirigi-me ao quarto de Renes, peguei no seu casaco.

***

Foi então que os vi. Os seus olhos cintilavam, como pedras preciosas, sedentas de sangue e horror, carregavam aos ombros, os seus longos mantos negros, e sorriam desavergonhadamente para mim.



 



Carolina às 22:56 | link do post | comentar

7 comentários:
De Annie a 15 de Abril de 2010 às 00:24
O envio falhou.. o e.mail deve ter algum erro ou assim.. gstava de reservar.. o meu mail é Bells_twilight.fan@live.com.pt

Bjinhos


De CC18 a 15 de Abril de 2010 às 08:25
E pronto, deixas-me assim....meu deus miuda vais-me matar de ansiedade!!!!
Como é que faço para reservar o livro?o que escrevo no mail que te mando?


De Rita* a 15 de Abril de 2010 às 13:27
Ta mesmo excelente !!Parabens !!


De Anónimo a 15 de Abril de 2010 às 19:08
Olá!
Eu também tenho uma fic...se poderes ler e comentar agradeço!
http://fanficluanova.blogspot.com/

Bejinhos
Drica'S@


De Anónimo a 15 de Abril de 2010 às 19:15
UAUU!! Adorei :D


Como faço para reservar o livro?


De ana rita a 15 de Abril de 2010 às 20:55
adoreiii, está muito boa!!!
kuando é ke sai o proximo capitulo??
e parabens


De Soraia a 16 de Abril de 2010 às 21:28
Ai que suspense... :D
Aguardo o próximo capítulo!
Aqueles Volturi vê-se mesmo que não têm nada para fazer! xD


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