Sábado, 17.04.10

Podem ler aqui o segundo capítulo da Fanfic da Katy - Sunset!

Boas Leituras!

 


Capitulo 2

 

 

Quando voltamos, já todos os Cullen estavam em casa.

Todos à excepção de um.

-A Nessie ainda não voltou? – Perguntou Edward a Rosalie.

Esta abanou a cabeça uma vez para os lados, em sinal de negação.

Lá fora uns passos pesados, seguidos por uns mais leves, aproximavam-se rapidamente da casa.

Percebi pelo cheiro e pelo som de quem se tratava.

Nessie. E Jacob, que para minha surpresa vinha, não na sua moto, tal como partira, mas sim a pé. Na sua forma de lobo.

Repentinamente detectei um outro odor no ar. E aparentemente não era a única a senti-lo. Jasper, a alguns metros de mim, susteve a respiração, transformando-se automaticamente numa estátua.

O cheiro forte e apelativo entrou pelas janelas abertas, deixando todos os outro tão petrificados quanto Jasper.

O odor humano, o odor do sangue.

Quando Renesmee abriu a porta, trazia no rosto uma expressão carregada, e agonizada.

Gritou olhando para Carlisle.

- Carlisle ajuda-me, por favor! - Apontou nervosamente para o lado de fora da porta.

Carlisle, saiu rapidamente pela porta, seguido de Edward e Alice.

Sai de casa atrás deles e Esme veio comigo.

- Oh, meu Deus! – Num tom de voz baixa, estas foram as únicas palavras que conseguiram prenunciar em reacção ao que acabara de ver.

Ao lado do grande lobo avermelhado, encontrava-se uma rapariga, de cabelo longo, castanho claro, que não aparentava ter mais de 14 anos, contorcia-se no chão, enquanto o sangue escorria sem cessar de uma ferida profunda no seu antebraço.

-Nessie, quem é ela? – Perguntou Carlisle, ajoelhado no chão, segurando o braço da rapariga desconhecida – O que lhe aconteceu?

Nessie parecia apavorada.

-Eu não sei! Eu e o Jake estávamos a fazer uma corrida na floresta quando senti o cheiro do sangue, então, deparamos com ela, estendida no chão. Estava sozinha.

Jacob acenou com a cabeça confirmando.

Carlisle inclinou-se mais sobre o braço da jovem, e o som que emitiu demonstrava que algo não estava bem.

-Ah – inspirou sonoramente.

Foi Edward quem falou em seguida.

-Ela foi mordida. – Declarou.

Todos o olhamos perplexos por um curto momento, até Esme irromper o silêncio. ~

-Mordida? Por um vampiro? – Levou uma mão à boca de forma chocada.

Edward assentiu uma vez.

- O que fazemos agora? – Perguntei.

A minha pergunta foi interrompida por um grito agonizado, da rapariga que ainda de contorcia no chão.

-Temos de leva-la para dentro, agora. – Ordenou Carlisle, tentando manter a sua habitual calma.

Carregando a rapariga nos braços, subiu rapidamente as escadas até ao terceiro andar onde se situava o quarto de hóspedes.

Quando a pousou sobre a cama, correu até ao andar de baixo e um segundo depois estava de volta segurando a sua mala de pele preta em uma das mãos.

- Alice, arranja-me algumas toalhas, por favor. -- Pediu, puxando uma cadeira e sentando-se ao lado da cama.

No mesmo momento, já Alice tinha saído. Ouvia-a remexer os armários da casa de banho, voltando em seguida com um monte de toalhas brancas nos braços.

Entregou uma a Carlisle, que a colocou sobre a ferida tentando estancar o sangue.

Depressa o branco da toalha foi tingido com o vermelho do sangue.

Até que a hemorragia cessou, e uma ligadura foi colocada em volta do antebraço da jovem.

- Não, há nada mais que eu possa fazer – Declarou por fim Carlisle.

Rosalie e Emmett juntaram a esta espécie de reunião, também.

- A mudança vai mesmo dar-se, então. – Murmurou Edward, e Carlisle confirmou a sua afirmação com um aceno de cabeça.

- Eu posso ver isso – A voz de Alice não transmitia qualquer emoção – Ela será uma de nós em muito pouco tempo.

- Quando tu dizes uma de nós, referes-te… -- Esme, que permanecera quieta e silenciosa junto

à porta, não acabou a pergunta, mas o seu tom de voz era bastante sugestivo, pelo que adivinhei o que se seguiria, mesmo antes da confirmação de Alice.

-Sim, ela será parte desta família dentro de algum tempo. Ela será uma Cullen.

A surpresa foi geral. Todos ficaram boquiabertos, excepção de Alice e Edward.

Mais um grito perturbador irrompeu o súbito silêncio no quarto.

- É melhor descermos, já não podemos fazer mais nada aqui. – Sugeriu Alice.

- A Alice tem razão. – a voz de Carlisle transmitia uma calma, não presente no seu rosto – é melhor descermos.

Todos saíram do quarto, lentamente. Carlisle foi o ultimo a sair, viu olhar a rapariga uma ultima vez antes de fechar a porta do quarto atrás de si.

-Onde está o Jacob? – Perguntei discretamente a Edward.

-Ele foi embora. Teve que comunicar ao sucedido a Sam. Mesmo longe de Forks, ele não quer que Sam pense que quebramos definitivamente o tratado. Além disso ele achou que estava a mais. Que isto era uma assunto de família. – Encolheu os ombros.

-Humm. – Respondi apenas.

Na sala, todos nos reunimos em redor da mesa de jantar. Um acessório que a Esme insistia em manter.

Ao contraio do que esperava ninguém se sentou.

Os olhos da minha família transmitiam uma mistura de emoções.

Edward, à minha esquerda, parecia tenso, assim como Jasper, Emmett, Rosalie, Nessie, Esme e Carlisle.

A única excepção a toda aquela tensão era Alice. Ela parecia estar… alegre.

-Alice, tu viste-a como sendo parte desta família – Iniciou Carlisle - tiveste mais alguma visão desde então?

-Humm. Quando ela acordar, vai dizer-nos o seu nome, e pouco mais. Ela chama-se Catherine.

- Catherine – surgiu um leve conjunto de sussurros.

- Já tens ideia mais ou menos clara, de como é que as coisas se vão passar? – Perguntou Emmett dirigindo-se a Alice – Duvido que a miúda acorde naquele estado desconhecido e desate a bater palmas de felicidade e a dizer que quer ser da família – Ao pronunciar a segunda parte a sua voz já não passava de um murmúrio.

Alice colocou a língua de fora e fez-lhe uma careta.

-É claro que não vai ser assim tão simples. Mas ela vai reagir razoavelmente bem. Vai querer ser uma de nós pouco tempo depois de lhe explicarmos como as coisas são.

Todos pareceram relaxar o pouco, mas as suas posturas não se alteraram.

- Edward, tu não consegues ouvi-la? – Questionou calmamente Esme.

-Sim e não. Consigo ter alguns flashes dos seus pensamentos, mas não são muito claros e mudam a uma velocidade incrível. Ela deve estar com demasiadas dores para pensar de forma clara.

Congelei no lugar. Eu podia imaginar o que estaria a passar a menina no andar de cima. Conhecia a sensação, e lembrava-me dela muito claramente. Edward pareceu reparar na minha reacção, apesar de não saber a que se devia, pelo que passou um braço em redor da minha cintura.

-Podre criança – Lamentou Esme.

Olhei para ela, e reparei então em Rosalie. Estivera tão calada e imóvel, que me esquecera de que estava na sala. Normalmente, ela costuma deixar bem clara sua opinião acerca de um determinado assunto, mesmo antes de todos os outros, sequer darem as suas.

Este tipo de comportamento não era normal, não em Rosalie.

O seu rosto também estava estranho, demonstrava uma expressão que poucas vira no seu rosto.

Ela parecia…triste.

- Bem, parece que o melhor que temos a fazer agora é esperar, e daqui a dois dias veremos se as coisas realmente acontecerão como Alice prevê.

Todos pareceram concordar com Carlisle. E então abandonamos a sala.

-Nessie, acho que é melhores ires dormir agora. Foi um longo dia. – Sugeriu Edward.

Nessie assentiu com a cabeça uma vez.

-Sim, é melhor ir-me deitar. – Concordou – Boa noite, mãe. Boa noite, pai. – Disse enquanto nos dava um beijo de boa noite.

-Boa noite, Nessie – Disse-mos Edward e eu em coro. Isso fez Nessie sorrir.

Algum tempo depois de Nessie, eu e Edward também subimos para o nosso quarto.

-Porque é que a Rosalie reagiu daquela maneira – Perguntei quando já estava aconchegada nos seus braços.  – Ela parecia triste.

-E estava – Respondeu lentamente Edward – Ela olha para aquela menina, e revê-se a ela mesma. Uma jovem a quem a vida foi roubada. Uma jovem que foi arrastada para esta meia-vida quando ainda tinha tanto para viver, quando menos esperava. E que…

-E que, tal como ela, não teve escolha. – Completei a sua frase. Ele acenou com a cabeça. Tornava-se agora obvia a razão da tristeza de Rosalie.

- Achas que a Alice está certa? Que vai ser tão fácil como ela diz?

-A visão foi muito forte e clara. As probabilidades são altas.

Voltamos a ficar em silêncio.

Até que Edward como se lê-se os meus pensamentos, vociferou aquilo em que pensava.

- Eu sei, também nunca esperei ver o dia em que um novo vampiro se juntasse à família Cullen.

- E eu a pensar que conseguia guardar os meus pensamentos só para mim – suspirei, tentando parecer desapontada.

Isso fez com que ele ri-se.

-Normalmente, até consegues fazer batota, mas neste caso era evidente, no teu rosto aquilo em que estavas a pensar.

- Batota? Pois claro, fala o maior batoteiro que já conheci!

Ele tentou disfarçar uma gargalhada.

E então, num segundo estava no seu colo, como em seguida estava deitada sobre as almofadas, com o seu rosto apenas alguns centímetros acima do meu.

Senti o seu hálito doce quando falou novamente.

-Achas que eu sou batoteiro? – Perguntou, enquanto me olhava nos olhos.

É claro que ele era um batoteiro, não era justa a maneira como ele deslumbrava as pessoas ao ponto de não se lembrarem sequer do seu próprio, antes de lhes fazer perguntas como aquela.

-Acho! – Consegui dizer, para seu espanto.

Aproximou mais o seu rosto e beijou-me delicada e apaixonadamente.

Durante alguns segundos não consegui pensar em absolutamente nada, apenas correspondi ao beijo da mesma maneira apaixonada.

Ele afastou os seus lábios e encostou-os ao meu ouvido, sussurrando.

- E agora?

Tentei pôr as ideias em ordem novamente.

- Batoteiro e manipulador.

Ele suspirou.

-Estas cada vez mais difícil de convencer. – Reclamou.

-Talvez tenhas de te esforçar mais para me convencer – Desafiei, puxando os seus lábios de volta para os meus.

Beijou-me novamente por um longo espaço de tempo.

Era em alturas como esta, que ficava contente por não precisarmos de ar.

Até que ele rodou sobre o meu corpo, para se deitar a meu lado e apoiado no cotovelo continuou a olhar-me nos olhos.

- Convencida? – Disse Edward, com um sorriso enviesado no rosto.

-Sem duvida! – Respondi também eu a sorrir.



Carolina às 21:35 | link do post

De Anónimo a 17 de Abril de 2010 às 22:16
ai *-*

tens a noção que me puseste a chorar, neste capitulo? Coitada da rapariga... condenada eternamente aos seus 14 anos...


ah e puseste-me mais mole que manteiga com a ultima parte... aqueles dois são mesmo fofinhos *-* e apaixonados :b

realmente eu hj tou mt emucional, ai tou tou ;D

beijos


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