Sexta-feira, 23.04.10

Podem ler aqui o 7º capítulo da FanFic da Sofia!

 


Capítulo 7

 

Surpresa

A minha expressão, encontrava-se serena e contida, como se Jasper me estivesse a controlar, naquele momento, sentia que a qualquer segundo, a minha expressão pacífica e desinteressada ameaçava ruir, mostrando o horror, e a surpresa, espelhada nos meus olhos, petrificada, de pânico e medo, que me gelava as veias.
- Peço desculpa termos entrado sem avisar. – Disse Jane, com a sua voz fortemente inocente.
- Olá – consegui balbuciar – Eu vou chamar Edward, ele deve ficar muito contente de vos ver. – Consegui dizer entre dentes.
- A nossa razão da visita não é o teu marido, Bella, no entanto, Aro manda cumprimentos! – Sibilou Alec.
- O que vos deve a vossa visita? – Perguntei tentando parecer desinteressada.
- Viemos, porque Aro, quer te ver – a minha expressão serena quebrou, e a minha cara transformou-se num espelho de horror e medo. – Talvez possas ficar uma ou duas semanas, connosco, em Volterra, também, o que é isso para quem tem a eternidade? – Auto-questionou-se Jane – Talvez até te adaptes ao nosso estilo de vida – disse Jane soltando uma gargalhada.
Levantei-me.
- Peço imensa desculpa, mas vou ter de recusar, é uma oferta tentadora, mas desejo Edward, mais do que qualquer exército inteligente e dotado, permitam-me a expressão. – Disse entre dentes. – Receio que terá de ficar para outra altura – Disse eu, enquanto os encaminhava para a porta.
- Não nos mostras a tua casa? – Perguntou Jane, fortemente interessada em permanecer dentro de casa.
- Vão me perdoar, mas talvez noutra altura, agora, tenho de voltar para a casa grande, querem me acompanhar? – Perguntei, ansiosa por uma resposta negativa.
- Também temos que ir andando – Disse Alec.
- Talvez para a próxima, em breve, faremos uma outra visita, um pouco menos, tolerante.

- Até à próxima! – Disse-lhes, tentando ser simpática, o máximo que podia, mas aquilo que mais desejava era pô-los porta fora! Assim que deixei de os ver, cliquei na tecla de marcação rápida, ao que Edward atendeu antes mesmo de dar o segundo toque.
- Estás bem? – Perguntou-me rigidamente – Devia ter ido contigo! – Culpabilizou-se.
- Eu estou bem, eles foram-se embora. – Disse-lhe – Tem calma, estou já a ir para aí, não demoro.
- Encontro-te pelo caminho - Disse-me.
- Certo – concordei.
Peguei no casaco de malha pérola, e voltei a sair, olhando à minha volta, para ver se avistava alguém. À partida não vi ninguém, mas depois, do meio dos arbustos, saiu Sam, na sua forma de lobo, com uma expressão séria e confusa.
- Está tudo bem Sam, ele já se foram embora. Estou a ir ter com os outros, até logo – disse-lhe sem esperar por uma resposta do animal.
Comecei a minha corrida, sem olhar para trás, apenas escutando. Comecei a ouvir uns passos, rápidos e uma fragrância a mel e sol invadiu-me o nariz.
Edward chegou-se perto de mim e abraçou-me, seguindo de um beijo ansioso e desesperado.

- Estava quase a ter um ataque cardíaco – disse Edward no sentido figurado – Estás bem? – perguntou-me com um misto de medo e de preocupação.
- Estou, eles foram muito breves. Edward, eu vou ter de ir a Itália, muito em breve, eles querem que lá vá. – Disse-lhe assustada.
- Tu não vais a lado nenhum sem mim, o Aro que não pense que vai ficar com a minha família, nem pensar! – Rugiu Edward
- Não à nada que possamos fazer, eu não quero que eles voltem cá Edward, seria muito pior – fiz uma pausa para inspirar – Para todos nós, a falta de paciência é de todos o melhor adjectivo para caracterizar os Volturi.
- Falemos disso depois. – Cortou a conversa. – Agora, vamos para a casa de campo.
- A casa de campo? – Perguntei-lhe curiosa. – O Carlisle não quer saber o que eles disseram.
- Fica para depois – disse Edward sedutoramente – Eu não aguento mais, preciso de ti – disse-me em resposta aos meus pensamentos.

Assim que entrámos em casa, o chão, as paredes, a mobília, tudo deixou de existir, só eu e Edward, que entrou comigo ao colo, com a sua respiração doce, e quente, junto a mim, que me provocava trepidações no meu corpo.
Edward aproximou-se de mim, e beijou-me, delicadamente, e levou-me para o quarto, onde ficámos, até o crepúsculo já se encontrar na abóbada final.
Era o crepúsculo…Era a hora mais segura do dia para nós. A hora mais fácil. Mas, também mais difícil, de certa forma…o fim de outro dia, o retorno da noite. A escuridão é tão imprevisível.

Pensava.


As noites, não pareciam ser grandes o suficiente, para saciar o desejo que sentia por Edward, os dias não pareciam tão grandes, para amar Renesmee, a minha filha, que eu amava tanto. Tudo parecia não ter tempo para ser feito.
«Equilíbrio» dissera uma vez Edward, quando falava com ele sobre a forma como o desejava, de todas as maneiras em todas as alturas.
Edward empurrava-me contra o seu corpo de uma forma tão intensa, que me deixava, novamente com a cabeça a girar, e em todos os pontos que ele me tocava, parecia que grandes descargas eléctricas percorriam o meu corpo.

- Antes de ti, Bella, a minha vida era uma noite sem lua. Muito escura, mas haviam estrelas – pontos de luz e razão… E tu apareceste no meu céu como um meteoro – disse ele com paixão – Mas eu não me arrependo de nada do que te fiz, e digo-te, sou o homem mais sortudo deste mundo.
Sorri-lhe. Há muito tempo que sabia o que significava para Edward, mas ouvi-lo dizer mais uma vez, e outra e outra, era simplesmente mágico, ouvi-lo dizer, com a sua voz, bela e hipnótica, era sem dúvida outra coisa.
Lembrei-me de como eu não tinha jeito para dedicatórias, mas tentei fazer o meu melhor.

- Nunca mudaria nada, que decidi na minha vida, estes foram os dois anos mais felizes da minha vida, existência, digo – sorri-lhe. – És o homem da minha vida.

Edward sorriu-me e beijou-me apaixonadamente. Antes que começássemos novamente, disse-lhe:
- E sou eu que preciso de equilíbrio! – Dei uma gargalhada abafada.
- Eu disse que precisavas de equilíbrio, não que eu precisava! – Ele riu-se, e beijou-me novamente.
- Eu amo-te, mas temos de nos levantar, ALICE! – Lembrei-lhe, Edward fez um ar carrancudo.
A reunião para a festa de aniversário era esta noite, e prometia, Alice já me falara em cerca de cem convidados, e de rosas e violetas, espelhadas pelo acesso à casa, cartazes luminosos, pelo caminho, amigos humanos, como Charlie, Sue, Renee, Angela, Ben, Jessica e Taylor.
Toda aquela gente, me dava uma volta ao estômago, pois era a minha prova final, e a parte mais difícil de todas, Renee. Que faria ela quando me visse? Quanto conhecia a minha mãe, ou diria que não era eu e fugiria a correr, ou começava a chorar, pela beleza da sua tão diferente filha. Era realmente um desafio, mas já tinham passado nove meses, e sentia-me realmente preparada.
- Sim, vamos lá. – Disse ele, enquanto me empurrava para fora da cama.
- E temos a noite toda... – Lembrei-me a sorrir.
- Achas que te deixava ir, se não o soubesse? – Sorriu-me ele também.
Levantámo-nos, e senti-me feliz, ao entrar no quarto de vestir e de não ficar em pânico, até me estava a habituar. «Prático e Elegante» eram as palavras que Alice usava para descrever aquilo que eu devia usar.
- Prático e Elegante – Disse eu baixinho para mim.
- Cetim Preto? – Perguntou-me Edward com uma ponta de sarcasmo.
- Eu não disse Sedutor e Elegante! Eu disse Prático e Elegante! – Resmunguei.
- Desculpe menina Cullen, vou deixar essa tarefa para ti. – Edward riu-se de mim, e eu olhei-o com uma falsa cólera.
- Obrigada, deus! Por me dar a hipótese de ter este olfacto tão bom que acabei de encontrar um vestido castanho, discreto e elegante! – Sorri para Edward, que se aproximou, com a t-shirt ainda por vestir. – Não me tentes! Edward Cullen! Parado! – Disse-lhe dramatizando.
- Sim senhora – disse-me fazendo continência. – Posso só lhe oferecer um beijinho meu? – Perguntou-me com inocência.
- Só um – disse eu brincando com ele.
Edward aproximou-se e beijou-me de leve os lábios. – A Renesmee? – Perguntei-lhe.
- Ficou na casa, a dormir, na cama da Esme.
- Ok. – Acedi.
- Vamos? – Perguntou-me.
- Sim, estou bonita? – Perguntei-lhe sem elevadas expectativas.
- Bonita, é muito pouco, linda. Vai te ver ao espelho! – Pediu Edward.
Voltei a entrar no quarto de vestir, e fui-me ver ao espelho de corpo inteiro. Até para mim era impossível negar, o quão bonita estava, com um vestido, pelos joelhos, de tecido leve e confortável, roxo, com um decote leve e fresco. Rodopiei no espelho e Edward deixou escapar uma gargalhada.
- Vaidosa! – Atirou-me.

Saímos de casa, e fizemos uma corrida até à casa grande, desta vez, Edward ganhou.

- Olá! – Saudou Rosalie, que se encontrava à porta de casa. – A Alice já começou os preparativos, nós éramos para vos ir chamar, mas não queríamos... hum... incomodar.
Lá dentro, Emmett explodiu em risos abafados, e com comentários obscenos e pouco adequados à presença da minha filha pelo que lhe rugi.
- Uhhh! Que medo! – e explodiu novamente em risinhos.
- Emmett, não te aconselho a irritares a vampira mais hostil da casa! – Avisou Edward.
- Calma maninha, mas digam lá...  não estiveram a discutir as políticas dos países contra o nascimento pois não? – E então toda a família explodiu em risinhos, e outro riso que consegui distinguir foi o riso grave do melhor amigo, Jacob, que se encontrava no canto da sala.

Alice foi a única que não se riu. Estava demasiado concentrada naquilo que tinha de fazer, na sua mão, consegui distinguir, vários tons de beges e vermelhos. Fez-me lembrar o casamento, decorado de forma simples, clássica, mas uma das mais belas obras.

Confesso que estava feliz por ser Edward o anfitrião da festa, pois assim podia me vingar, do que ele me fizera passar, na festa do baile de finalistas.

- Bella, preciso de ajuda. – Disse Alice.
- Já estou a ir chefe – disse rindo-me.
Corri em direcção ao outro lado da sala, onde Alice tinha uma maqueta da sala de aniversário, em cima da mesa. E foi depois disso que comecei a ter pena de Edward. A enormidade da preparação era maior do que qualquer festa que Alice já tinha dado, o que me fez dar um grito de agonia, quando olhei para a dita maqueta.
- Não será um pouco ‘exagerado’? – Perguntei, tentando não ferir os sentimentos de Alice.
Alice olhou para mim com ar desapontado.
- Pensei que já tinhas ultrapassado a má definição de ‘exagerado’. – Disse Alice em tom de brincadeira.
- Calma lá! Uma coisa de cada vez – disse sorrindo-lhe. – Já ultrapassei as divergências da roupa. Isto tem de ir gradualmente.
- Talvez daqui a um século ela se habitue. – Ouvi Rosalie dizer do outro lado da sala.
Passados dois segundos já estava ao pé de mim, com os braços à volta da minha cintura.
- Estava a brinca minha Bella – disse-me sorrindo.
- Mãeeeee! – Disse Renesmee do fundo da sala.
- Filha! – Respondi-lhe. – Espera só um segundo.
Peguei nas jarras que Alice me pediu para segurar, e ela voltou em dois segundos com mais água num jarro. Despejou água nas jarras translúcidas e  voltei a entregá-las.
Andei até à minha filha, que estava entretida a ler um poema.

- ...O rio corre, bem ou mal,

Sem edição original.

E a brisa, essa,

De tão naturalmente matinal,

Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.

Estudar é uma coisa em que está indistinta

A distinção entre nada e coisa nenhuma.
...
Grande é a poesia, a bondade e as danças...

Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca

Só quando, em vez de criar, seca. 1



1 Poema de Fernando Pessoa, ‘Liberdade’

- Que lindo poema Renes.
- Eu sei mãe – Renesmee mostrou-me todos os seus dentes, num grande sorriso, e depois, voltou a concentrar-se na leitura.
Sentei-me no chão, de novo a admirá-la, fazendo-lhe festas na face, enquanto ela se sentou ao meu colo, continuando a ler.
- BELLA! Preciso de Ajuda!! Agora – disse Alice



Carolina às 21:48 | link do post

De Soraia a 23 de Abril de 2010 às 22:04
E vivam as festas que não são festas se não forem realizadas pela Alice!!
Fantástico o capítulo ;D como o poema de Fernando Pessoa!


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