Segunda-feira, 26.04.10

Podem ler aqui o 3º Capítulo desta Fanfic!

 

Capitulo - 3

 

 

Os dias seguintes passaram bastante depressa.

- É hoje. – Anunciou Alice, pela manhã.

-Sim. Os pensamentos dela estão a ficar mais conscientes. Já falta muito pouco tempo. – Concordou Edward.

-Quanto tempo temos ao certo antes de ela acordar, Alice? O Emmett, a Rosalie e a Esme foram caçar e era bom que eles estivessem cá nessa altura.

- Hum. Cerca de três horas, Carlisle.

- Assim sendo eles devem chegar a tempo. – Disse Carlisle, para si mesmo.

Duas horas depois já todos os Cullen se encontravam em casa, com a excepção de Nessie que fora aconselhada a ficar fora de casa durante algumas horas, e que iria então passar todo o dia com Jake.

Em seguida foi uma questão de pouco tempo até um grito final de Catherine nos anunciar que estava prestes a acabar.

A hora que todos aguardavam há três dias, chegara.

A rapariga abriu os olhos, e como já todos esperavam, a sua reacção automática foi adoptar uma posição defensiva, curvando-se ao lado da cama.

Olhou-nos um a um, rapidamente e em seguida, falou.

-Quem são vocês? – Perguntou assustada. A sua voz, era infantil e doce, o que a tornava muito bonita.

- O meu nome é Carlisle Cullen – iniciou Carlisle, mantendo alguns metros entre eles. Ele estava ladeado por Jasper e Emmett, com Edward e eu apenas alguns passos atrás. – Esta é a minha família. Esme, Alice, Jasper, Emmett, Rosalie, Edward e a Bella. – Indicou com a mão, direccionada a cada um de nós enquanto pronunciava os nossos nomes.

-Como é que vim aqui parar? – Perguntou olhando em todas as direcções, examinando o quarto.

- A Renesmee, a minha neta, encontrou-te na floresta. -- A rapariga fixou o olhar na direcção de Carlisle, que parecia tenso ao olhar directamente os olhos de tom vermelho vivo de Catherine – Não sabemos como foste lá parar, nem o que aconteceu antes de te encontrarmos.

- A minha garganta está tão seca. Como se… ardesse. O que é que se passa comigo?! – Exigiu saber, com um sofrimento bem patente na sua face.

- Quero que nos ouças com muita atenção, por favor. E que tentes compreender o que te dizemos. Sei que pode parecer inacreditável, e difícil de aceitar, mas terás de fazer um esforço para perceber. – Fez uma pausa, dando-lhe tempo para reflectir sobre as suas palavras e em seguida prosseguiu, mas parecia muito nervoso. O que eu percebia. Como é que se diz a uma adolescente que acorda misteriosamente numa casa de estranhos que está rodeada de vampiros e que agora é um deles, sem que ela desate a correr e a gritar? – Quando te encontramos na floresta, já era tarde demais. Já não havia nada que pudéssemos fazer por ti, a não ser esperar que tudo acabasse depressa. – Ela olhou-o, confusa e sobressaltada – Tu foste mordida, antes de te encontrarmos. Tu foste mordida por um dos da nossa espécie.

-Da vossa espécie? – Perguntou ela, perplexa.

-Há uma coisa que precisas de saber acerca daquilo que somos, daquilo que também és agora. Nós não, somos… humanos. Já não o somos. – A sua respiração acelerou, ela estava muito assustada agora.

-Carlisle, talvez não… -- Iniciou Jasper, mas Carlisle abanou a cabeça.

-Ela precisa de saber, o mais rápido possível. Ela pode estar bastante controlada agora, mas não sabes por quanto tempo vai controlar a sede, antes de sair e atacar toda a gente na cidade.

- Do que é que estão a falar?! – Gritou, num tom desesperado. Pobre menina.

- Catherine, -- Ela congelou ao ouvir o seu nome, sem nunca o ter mencionado – nós não somos humanos, e tu também já não o és. Nós somos… vampiros. -- Pronunciou aquela palavra com muito custo -- Tu és uma de nós agora.

As pernas de Catherine cederam, fazendo-a cair de joelhos no chão. A maneira como o seu corpo caiu levemente no soalho, a forma como ela não aguentou a notícia, sem fracassar, era tão humana. Ela agia como se ainda fosse humana. Controlava-se como tal. Isso até a mim me surpreendeu. Nem mesmo eu me tinha controlado tão bem.

- O… quê? – Balbuciou chocada.

-Eu sei que parece confuso. Lamento muito, Catherine.

Ela ergueu a cabeça e percorreu mais uma vez os nossos rostos com o olhar, então começou a soluçar. Como, se chorasse sem conseguir faze-lo.

Carlisle, avançou na sua direcção, mas Jasper segurou-lhe o braço.

-Jasper, olha para ela. Está mais controlada do que alguma vez pensei que fosse possível um recém-nascido estar. Ela é apenas uma criança, que acabou de receber uma notícia chocante. E tu ainda achas que ela vai saltar em cima de nós e atacar-nos? – Repreendeu-o Carlisle.

Jasper soltou-o.

Quando Carlisle deu outro passo para a frente, cuidadosamente, Catherine ergue novamente a cabeça e repetiu as palavras de Carlisle.

- Atacar-vos? Então, quer dizer que eu sou perigosa para toda a gente agora? O que é que vai acontecer de agora em diante? O que é suposto eu fazer? – As suas perguntas começaram a fluir rápida e nervosamente.

-Calma, Catherine. Nós vamos encarregar-nos de te pôr ao corrente de todos os pormenores desta tua nova vida. Mas talvez fosse melhor ires caçar agora. Calculo que estejas sedenta.

- Sedenta? É isso que eu estou? Sedenta de… sangue? – Ela estava em pânico.

Carlisle assentiu pesadamente com a cabeça.

- Então vou ter que… matar pessoas?

-Não! – Esclareceu de imediato – Há outras maneiras de sobrevivermos, sem termos que tirar vidas humanas. Nós levamos uma vida diferente da dos outros como nós. Nós escolhemos caçar apenas animais. É dessa maneira que nós, os Cullen, vivemos. Mas tu és livre de escolher o que queres fazer, e que caminho queres seguir. Se não quiseres aderir ao nosso modo de vida és livre de…

-É claro que eu não quero matar pessoas! Não quando há outra hipótese. – Assegurou, para espanto de todos, mas principalmente para espanto de Jasper. Como era possível, uma vampira com horas de vida agir daquela maneira? Ela estava, ali calmamente a discutir aquilo em que se transformara enquanto o fogo provocado pela sede ardia na sua garganta!

-Ainda bem que pensas assim. Já sabes o necessário por enquanto. Deves ir caçar agora.

-Caçar. Como é que…?

-Eu mostro-te! – Ofereceu-se, Alice. Ignorando os olhares fulminantes de Jasper. – Oh, desculpa, já nem te deves lembrar do meu nome, eu sou a Alice.

-Não, eu lembro-me. – Garantiu Catherine.

- Não sei se é a melhor altura mas, sê bem-vinda Catherine!

- Obrigado, Alice. Mas por favor, chamem-me Cathy, é, ou melhor, era o que toda a gente me chamava. – Ao ver a expressão desolada assombrar de novo o rosto de Catherine, Alice tentou mudar de assunto.

-Ok, Cathy, é hora de irmos caçar!

-Nós também vamos, se não te importares. – Disse, referindo-me também a Edward. Nós não caçávamos há já algum tempo. A cor dos meus olhos já se assemelhava mais ao preto de que ao dourado.

Catherine abanou com a cabeça, mecanicamente.

-É claro que não me importo, Bella. – Sorri ao ver que já havia decorado os nossos nomes -- Mas lamento estar a incomodar-vos.

-Não é incómodo nenhum, Catherine. Eu e o Edward, já não caçamos há algum tempo. Teríamos que caçar em breve de qualquer maneira.

Ela olhou para Edward, ao que percebi tentando confirmar se, realmente ele também não se importava de ir caçar naquele momento.

Ele acenou-lhe com a cabeça. O que a deixou, claramente confusa. Afinal de contas, ela ainda não tinha conhecimento acerca do dom de Edward, assim como do de Alice, Jasper ou até do meu. Mas teríamos muito tempo para lho explicar, agora que fazia parte da família.

Dirigimo-nos até à entrada. Nenhum de nós ousou correr. Não havia necessidade de a assustar ainda mais.

Jasper insistiu em vir connosco. Aparentemente ele ainda não confiava em Catherine o suficiente, para deixar Alice ir sem ele. Mesmo que Edward também fosse.

Quando chegamos à entrada da floresta, tornava-se necessário começar a correr.

Foi Edward quem falou com Catherine desta vez. Provavelmente ao aperceber-se dos suspiros constantes de Jasper. Era obvio que esta velocidade o aborrecia.

- Cather… Cathy, -- corrigiu Edward. – Talvez devesses tentar uma coisa. Isso irá ajudar-te muito numa caçada.

-Tentar o quê? – Perguntou ela cautelosamente, e ao mesmo tempo surpreendida por ser Edward a falar com ela.

- Correr.

-Correr? É isso, correr? Acho que isso até um humano faz, não?

Edward, Alice e eu não contemos uma gargalhada. Jasper pareceu estar a esforçar-se para não sorrir.

- Sim, os humanos também correm. Mas não propriamente da mesma maneira. – Respondeu Edward encolhendo os ombros. – Agora, observa. E não te assustes. Depois tenta repetir.

Ela assentiu com a cabeça.

E em seguida, Edward desapareceu da nossa beira para aparecer a dezenas de metros de distância, em uma fracção de segundo, e em seguida voltar.

- É a tua vez.

Cathy estava de boca aberta.

-Como é que…? Tu… Como é que conseguiste…?

A sua reacção fez-nos rir novamente. Desta vez Jasper riu connosco.

-Tenta. – Insistiu Alice.

E então Catherine lançou-se na floresta.

Nós os quatro seguimos atrás dela.

Quando parou, parecia radiante com as suas novas habilidades.

-Isto foi fantástico! Uau! – Disse com um enorme sorriso.

- Acho que conseguiste ser mais rápida que o Edward. Isso não é uma coisa fácil de se conseguir. A última a poder gabar-se desse feito foi a Bella, há dez anos atrás quando ainda era uma recém-nascida. – Parabenizou Alice. – Ele diz que a deixou ganhar. Mas todos sabemos que ele perdeu de verdade.

Edward fingiu uma falsa irritação com ela.

Isso fez Alice sorrir.

-Oh, vá lá, Edward. Não é preciso ficares com essa cara. Não se pode ganhar sempre.

-Deixem-se lá de palermices, e concentrem-se no nosso objectivo. – Acabei por dizer.

- E agora, o que é que eu faço? – Perguntou timidamente Catherine.

- Começa por tentar usar o olfacto, para encontrares a tua presa. Depois fixa o teu alvo, e deixa que o instinto te guie. Vais ver que é fácil – Assegurou Alice.

Catherine fechou os olhos e inspirou profundamente. Quando os abriu de novo, olhava em direcção a Noroeste. Começou repentinamente a correr. Quando paramos atrás dela, vimos que observava um grupo de alces.

Lançou-se agilmente no ar, para surpresa de todos. Aterrou bem ao lado do grande macho, fechando os seus dentes bem no seu pescoço.

Não demorou muito até se erguer, depois de ter ingerido todo o sangue do animal.

Quando se levantou encarava a carcaça do animal de forma desgostosa.

Toda a felicidade e alegria desvanecera-se do seu rosto, dando lugar a uma profunda tristeza e repulsa.

Ela acabara de descobrir uma nova realidade desta sua nova vida. A vida para a qual tinha acordado há apenas poucas horas.

Era tão fácil esquecermo-nos desse facto quando se tratava de Catherine! Ela devia ser a recém-nascida mais controlada que já alguma vez existira.

Cerrou os pulsos, deixando os braços penderem em ambos os lados do seu corpo esguio, com a cabeça baixada.

Jasper e Edward deram um passo à frente em simultâneo.

Mas quando se apercebeu daquele ligeiro movimento, ela relaxou.

As suas mãos abriram-se, a sua expressão tornou-se mais branda e um leve sorriso, claramente forçado, surgiu no seu rosto.

Interroguei-me acerca do quanto estaria a custar-lhe coloca-lo lá.

-Eu estou bem, – Tranquilizou Cathy – apenas tenho que me habituar à ideia de que isto é o que eu sou agora. Sei que me posso controlar e sei que tenho apenas que aceitar a minha nova realidade.

As suas palavras apanharam todos de surpresa. Ela parecia tão madura ao pronuncia-las.

Como se tivesse trinta e quatro em vez de catorze anos, como se tivesse décadas em vez de horas.

- É melhor continuarmos a caçada. Suponho que um único veado não seja o suficiente para saciar a tua sede. – Sugeriu Alice, no seu tom de voz alegre e optimista. Contudo consegui distinguir algum outro sentimento patente na sua voz. Preocupação.

 



Carolina às 21:27 | link do post

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