Domingo, 23.05.10

Deixo aqui mais um capítulo da FanFic da Ne. Acontece que este mês tem sido impossível organizar tudo sem dar prioridades a algumas coisas. Maio é um mês complicado na vida de estudante e o tempo não dá para tudo. Assim, saíram as Fanfic's prejudicadas. Em Junho voltarão ao ritmo diário que tinham anteriormente.

 


Capítulo 18 – Leah

 

Com a surpresa daquela desagradável constatação dei uns passos para trás e cai na areia, ofegante. “Não, não, não” repetia para mim. Toda a esperança que guardara até agora tinha desaparecido num segundo, deixando-me um sabor amargo na boca e um buraco fundo e doloroso no peito. Umas grossas e quentes gotas deslizaram pelas minhas faces. Não as limpei, precisava de deixar sair e deitar tudo para fora, mas não ali. A qualquer momento podiam dar pela minha presença e como não queria ser protagonista de dramas ou novelas, levantei-me a tremer e virei as costas àquele cenário doloroso.

Não queria ir para casa, apenas iria servir para me sufocar ainda mais, por isso vagueei até à fronteira da praia com a floresta. Encontrei um trilho e segui por ele. Mais à frente voltei a deparar-me com a praia rochosa, o que de certa forma me deu um certo alivio – não me queria perder outra vez, ainda por cima agora que já não tinha quem me procurasse e resgatasse. Mesmo à minha frente encontravam-se poças residuais que a maré ali deixava com a sua passagem, eram lindas. Pela primeira vez na vida, a vontade de fotografar algo tão belo não se sobrepôs a tudo o resto, perdera toda a vontade.

Sentia-me ridícula, como uma miúda de tenra idade que sofre o primeiro desgosto de amor, mas eu sabia que a minha justificação para estar assim era bastante válida. Eu tinha tido a certeza, tinha sentido bem fundo que o que sentia por Jacob não era uma paixoneta qualquer, apesar de ter sido esporádica e precoce, era algo que todas as moléculas do meu corpo gritavam a alto e bom som. Mas agora já não tinha a certeza de nada, e apenas me restava ultrapassar esta desilusão e fazer o meu trabalho.

Sentei-me numa das rochas olhando o pequeno aquário natural que se apresentava à minha frente. Pingos frios caíram na minha bochecha já molhada, mas não me protegi nem me levantei. Não me apetecia mexer, não me apetecia pensar, não me apetecia chorar nem rir, só me apetecia ficar ali … a ver o tempo passar.

O meu subconsciente mostrou-me a imagem de Jacob e a minha mão dirigiu-se ao medalhão que novamente estava pendurado no pescoço.

- Desta vez não me proteges-te. – murmurei para ninguém. Tirei e segurei-o durante momentos na palma da mão enquanto o olhava, talvez esperasse um sinal, qualquer coisa que me desse forças para me levantar dali e ir embora, mas nada surgiu. Pousei-o na rocha e olhei a lua, linda como sempre. Fechei os olhos e encostei-me, chorar sempre me cansava, por isso ao som do mar permiti-me descansar.

 

Só passados cinco dias é que tive notícias dos habitantes de La Push. Rachel decidira visitar-me e desculpara-se com as festas de boas-vindas que todos tinham organizado para Leah.

Tentei não demonstrar o quanto aquilo me magoava, já que afinal não tinha sido trocada apenas por uma pessoa. Mas afinal quem era eu? Eu era apenas uma rapariga de outro Estado que viera fotografar a região deles e que por sorte conquistara a sua simpatia. Talvez estes pensamentos fossem injustos, mas eu estava magoada, e cada acção a que pudesse dar um sentido negativo, eu dava. Por norma não era uma pessoa masoquista, mas ali eu estava sozinha e nada me conseguia distrair e abstrair do que se tinha passado, do que tinha visto e sentido naquele domingo à noite.

O nome de Jacob no seu discurso chamou-me de volta à realidade. Rachel falava qualquer coisa sobre a relação dele com Leah, forcei-me a concentrar nos sons que saiam da sua boca.

- … e Jacob afastou-a dizendo que apesar de não a ter esquecido não a perdoava. Leah disse que tudo era passado e que agora voltara para ele definitivamente, foi então que o meu irmão lhe virou as costas e se afastou de nós. Devias ter visto a cara dele, - ela contava a história bastante entusiasmada, mas para mim aquilo não passava de mais uma passagem do dedo na ferida ainda por cicatrizar. – parecia que ia começar a chorar. Comecei a ficar preocupada, ainda por cima só de madrugada é que ele apareceu lá em casa, mas algo no seu olhar me disse que estava bem. Era como se fosse um homem novo… e tem estado assim até agora. Ninguém sabe o que se passou, mas também ninguém lhe pergunta. Leah anda sempre atrás dele como um cachorrinho arrependido, mas ele trata-a como se fosse apenas uma amiga que não vê há muito tempo, questionando-a sobre o que tem feito e vivido. Ela até anda roxa e, tal como nós, meia baralhada.

Rachel parecia que tinha engolido uma cassete, não parando de contar todos os pormenores destes últimos dias. Que este disse aquilo e que aquele fez aquilo, não se calava. O mais curioso é que quando ela falava de Jacob era como um anestésico na minha dor, mas quando falava em Leah era exactamente o oposto.

- Então e por onde andaste?! – perguntou. – Pensei que alguém te tinha dito da nossa pequena reunião.

- Hum, sim, eu sabia, mas doía-me muito a cabeça e fiquei por aqui. – não queria voltar a recordar tudo outra vez e nem que ela soubesse que tinha lá estado e assistido às boas vindas de Leah.

- Ah, ok. Então e hoje estás livre? Tinha pensado em irmos comer um gelado a Washington, ver umas montras, dar um passeio, ver rapazes giros… Hoje até está bom tempo.

- Claro, porque não. – já estava farta de estar em casa, além disso tinha saudades de estar com Rachel. – Aproveito e imprimo mais umas fotos.

 

O dia seguinte também foi passado com companhia. Daisy fazia anos e organizara um lanche-ajantarado para o pessoal habitual, por isso antes de ir para lá aproveitei para terminar o meu documentário e embrulhar a prenda que tinha comprado no dia anterior – ainda bem que tinha encontrado o senhor Cooper e me tinha avisado.

O café estava cheio, toda a gente gostava de Daisy e por isso foram todos celebrar o seu aniversário. Mais uma vez fui a fotógrafa de serviço. Este dia fez-me lembrar o meu primeiro dia e como Daisy me dera as boas-vindas, ia ter saudades dela e da sua comida. Enfim, a noite foi passada com comida, bebida, Karaoke e as novidades lá da terra.



Carolina às 21:52 | link do post

De nuna a 23 de Maio de 2010 às 23:06
é impossivel nao querer mais e mais e mais! :x


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