Terça-feira, 22.06.10

Deixo aqui mais uma parte do 6º Capítulo da FanFic da Summer!

Enjoy!

 

 


Os vidros da limusina eram escuros, e não se conseguia ver nada para dentro, apenas nós víamos para fora. Lá dentro, era enorme. Com um bar a refrescar uma garrafa de champanhe e algumas entradas que apenas tinha visto em alguns restaurantes luxuosos.

Estava dentro de uma limusina, com um homem de fato e gravata e agradavelmente cheiroso, e a única coisa em que conseguia pensar era “Estou de t-shirt verde com um urso e gomas, calças de ganga e all star”.

- Estava a pensar levar-te a um bom restaurante mas não sei o que gostas de comer, por isso diz-me o que gostas e então poderei decidir qual o restaurante. – Disse Robert enquanto o carro começava a andar vagarosamente.

Virei-me de frente para ele pondo-me de lado no assento de cabedal escuro.

- Primeiro, tenho que ir a casa. Preciso de mudar de roupa, olha para ti todo bem vestido e eu de calças de ganga. Tenho que vestir algo mais apropriado.

Ele acenou com a cabeça e eu levantei-me e percorri o pequeno corredor que nos separava do motorista. Bati na janela escura no interior do carro. Esta abriu-se suavemente e o motorista espreitou pelo retrovisor com um ar admirado. Disse-lhe a morada de minha casa. Ele acenou e quando me voltei para voltar a percorrer o corredor em direcção ao Rob fechou a janela.

- Podias ter usado o intercomunicador. – Apontou para uma pequena coluna com um botão que se encontrava mesmo ao seu lado.

- Eu prefiro cara-a-cara. – Corei. A verdade era que nem sabia que aquilo existia.

Olhei, mais uma vez, em redor da limusina.

- A segunda coisa que vamos fazer é vermo-nos livre deste carro.

- Porquê? – Perguntou ele com um ar desconfiado. – Não gostas?

- Rob, sempre que te vejo estás com fãs atrás de ti, e tento sempre livrar-te disso. – Sorri e ele também. – Não achas que uma limusina atrai muitas atenções?

- Eu queria impressionar-te. Agradecer-te convenientemente o que fizeste por mim esta tarde. Bem, e pelas outras vezes também. – Olhou para o chão embaraçado. – Então pensei em fazer as coisas em grande.

- Já me impressionaste. – Disse-lhe ajeitando o nó da gravata. Naquele momento tive um forte impulso de lhe tocar, de o confortar. – Não é preciso um carro grande. Quando chegarmos a minha casa dispensas o motorista.

Ele acenou em concordância.

Chegados a minha casa em Central Park, servi a Robert um sumo de laranja natural que Jacob tinha feito antes de ter voltado para Forks e deixei-o na sala a ver televisão. Subi para o meu quarto para me arranjar. Tomei um banho rápido, pus um pouco de rímel, batom e blush para dar cor às minhas bochechas. Coloquei um vestido verde-escuro que fazia sobressair os meus olhos e uns saltos altos. Apanhei o meu cabelo deixando algumas pontas soltas. Olhei para o espelho uma única vez, não para me certificar se estava bonita mas para poder dizer a mim própria: “Espero que estejas a fazer o que é correcto”. Desci as escadas depois de ter escolhido uma mala para meter o essencial.

Entrei na sala onde Rob estava a beberricar o sumo de laranja e a ver um jogo de basquetebol. Assim que me sentiu entrar olhou na direcção da porta e percorreu-me de cima a baixo com o olhar. Pousou o copo na mesa e levantou-se lentamente. Caminhou na minha direcção.

- Estás linda! – Disse quando parou perto de mim.

- Obrigada. – Sentia borboletas no meu estômago pelo facto de ele se encontrar tão perto e pela maneira como me olhava. – Vou tirar o carro da garagem. Se não te importares desligas a televisão e bates a porta quando saíres. Está bem?

Ele limitou-se a abanar a cabeça. Saí relutante da sua beira. Tirei o carro para a rua e ele já se encontrava no passeio à minha espera. Mais uma vez o meu estômago queixou-se ao vê-lo ali, elegantemente vestido, parado à minha porta. Saí do carro e deixei-o ocupar o lugar do condutor. Depois de eu ter entrado para o lugar de passageiro e ter apertado o sinto ele pôs o carro em marcha.

- Então o que gostas de comer? – Perguntou-me.

- Não sou esquisita. – Era mentira, normalmente era bastante picuinhas com a comida cozinhada. Mas não queria ter que diminuir o leque de escolhas de restaurantes do Rob.

- Parece que sendo assim estás por minha conta!

Paramos à porta de um restaurante luxuoso e o paquete olhou com desconfiança para o meu Mito vermelho. Devia ser o pior carro que ali se encontrava, mas Robert saiu elegantemente do seu interior e de cabeça erguida que me fez acreditar que tinha acabado de sair de um Ferrari. O rapaz de farda entregou-lhe um pequeno bilhete e entrou no meu carro onde Rob tinha deixado as chaves. Tive vontade de o arrancar lá de dentro, não gostava que ninguém mexesse no meu carro. Sabe-se lá o que ele lhe podia fazer quando eu já não o estivesse a ver. Tive um impulso de o seguir e cheguei mesmo a dar um passo na direcção onde ele partira, mas Robert segurou-me suavemente pela cintura e falou ao meu ouvido.

- Ele vai só arrumá-lo no parque do restaurante. Não te preocupes, não vai andar a fazer rally com ele.

Guiou-me para a entrada. Estava mais descansada mas não muito segura. Mantinha um ouvido atento. Ao mínimo sinal de pneus a chiar sairia disparada na sua direcção e comê-lo-ia vivo.

Já instalados na mesa o emprego entregou-nos as cartas e serviu-nos água. Robert perguntou-me qual vinho eu gostava mais. Encolhi os ombros e disse que nunca tinha provado. Quando o empregado voltou e perguntou o que iríamos beber, Robert disse para trazer um chá gelado. O empregado franziu o sobrolho mas aceitou. Para prato principal ele pediu a especialidade da casa que era um prato de pato.

O jantar decorreu com normalidade. Curiosamente falamos apenas de temas da actualidade. Ele não fez perguntas sobre mim e eu também não fiz sobre ele. O pato acabou por ser um desastre. Eu não gostei da carne e andava a comer apenas pedacinhos pequeninos e Robert não gostou do tempero. Saímos do restaurante e quando me devolveram o carro suspirei ao vê-lo intacto. Dali seguimos para comer um cheeseburger. Toda a gente ficou espantada ao ver-nos entrar, vestidos de gala, num pequeno restaurante de passagem, mas não nos importamos. Se alguém conheceu Robert não o perturbou nessa noite. Dissemos piadas e rimo-nos. Diverti-me mais nessa noite do que em toda a minha vida. Nunca tinha rido tão abertamente como nessa noite. Nem sequer me preocupei em esconder os meus caninos.

No final da noite, Robert conduziu o meu carro de regresso a minha casa. Estacionou-o em frente à minha porta. Já era tarde. O meu relógio marcava quase 2h da manhã. Saímos do carro e ele acompanhou-me à porta. Ligou a chamar um táxi.

- Diverti-me imenso esta noite. – Disse-me ele.

- Para dizer a verdade, eu também. – Sorri abertamente, mais uma vez.

- Espero que possamos repetir.

Olhei para ele com um olhar penetrante e tirei uma caneta da minha bolsa. Peguei na mão dele e na palma escrevi-lhe o meu número de telemóvel. Ele susteve a respiração enquanto o tocava. Mas quando me inclinei mais um pouco sobre a sua mão ouviu-o inspirar profundamente. Deu-me a sensação que cheirava o meu cabelo, mas não tinha a certeza. O táxi chegou nessa altura.

- Obrigada por esta noite. – Disse-lhe baixinho.

Ele aproximou-se mais um pouco de mim e ficou a olhar durante uns segundos. Podia sentir o calor do seu corpo por estar tão próximo. Então ouvi um som que não esperava ouvir. A porta atrás de mim abriu-se e fomos inundados pela luz do corredor de minha casa. Quando olhei para trás deparei-me com Edward, na entrada, a mão na maçaneta e olhar pregado em nós.

***



Carolina às 21:51 | link do post

De Mary a 22 de Junho de 2010 às 23:14
AI!!!!!!!!!!!!!
Quase morri de saudades!!!!
Está tão lindo!!!!!!!
Adorei!
O que será que o Rob vai pensar do Edward? E o que será que ele vai dizer?
Estou tão, mas tão curiosa!!!!
Está tão linda a fic e eu acho que já disse isto muitas vezes e se não o disse já fica dito: TU ESCREVES MUITO BEM!!!!
Quando sai o próximo?
Beijinhos!


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