Domingo, 15.08.10
Olá Twilighters!
Eu e mais a Letícia Pinto decidimos abrir um blog de fanfics intitulado "Twihistórias" e andamos à procura de novos talentos, por isso, se tens uma fic que gostavas de ver publicada envia-a para twihistorias@gmail.com.
Este mês temos uma novidade: Uma Fic Innteractiva, onde serás tu a decidir o rumo da história a cada capitulo!
Não percas esta oportunidade e participa.
Visita-nos em: twihistorias.blogs.sapo.pt.
Estamos à tua espera!
Twikisses ***
Twihistórias

 

 

 

VI.4

 

Fiquei durante uns segundos a olhar para o meu pai e conseguia sentir que Robert parara de respirar atrás de mim. Podia imaginar a sua cara de surpresa e confusão por ver um homem em minha casa. Edward olhava seriamente para Rob, mas antes que pudesse abrir a boca para dizer alguma coisa ele desceu o primeiro degrau e esticou a mão direita para cumprimentar o meu acompanhante.

- Edward. – Disse enquanto esticava o braço.

- Robert. – Respondeu Rob com um misto ainda de confusão e cordialidade. Em seguida olhou para mim, ainda com a mão na do meu pai, a pedir uma apresentação.

- O Robert é meu amigo. – Senti o olhar irónico do meu pai perfurar-me como quem diz «só amigos?» e o olhar triste de Robert, ao mesmo tempo, com a mesma pergunta. – Robert o Edward é meu… - Parei durante um tempo para reflectir. Meu pai? Ele quase parece mais novo que eu, iria pensar que estava a gozar com ele, mas no entanto também não podia ser apenas um colega de casa porque haviam demasiadas semelhanças entre nós.

Como se lesse o meu pensamento, Edward apressou-se a responder.

- Sou irmão da Summer. Prazer em conhecer-te Robert. – Esboçou um ligeiro sorriso. – Já ouvi falar de ti.

Franzi o sobrolho perante a última afirmação do meu pai. Ele estava a ser simpático com o homem que há uns dias atrás preferia ver morto? Mas quando vi o sorriso de Rob e o vi relaxar os ombros reparei que Edward deveria estar a responder a alguma resposta que pairava na cabeça do meu par. Deitei um olhar de «muito esperto!» ao meu pai que me respondeu com um piscar de olho. Agora pairava um silêncio estranho no ar, ninguém sabia bem o que dizer, mas felizmente foi interrompido com o chiar dos travões do táxi que parava mesmo em frente à minha casa.

- A minha “boleia” chegou. – Disse Rob com pequeno sorriso triste na cara. – Ligo-te assim que chegar ao hotel. – Deu-me um beijo rápido na bochecha esquerda. O facto de Edward estar mesmo parado ao meu lado não ajudou a grandes despedidas. – Prazer em conhecer-te Edward. – Mais uma vez apertaram as mãos e Rob entrou no carro amarelo depois de um breve “Adeus”.

Entrei em casa seguida do meu pai e descalcei os sapatos de tacão. Preparava-me para subir as escadas e enfiar-me no meu quarto quando a voz do meu pai me deteve.

- Não estava a espiar juro. Ia simplesmente a sair de casa naquele momento. – O seu olhar era sincero e por isso não vi qualquer razão para desconfiar dele. Ou talvez, a verdade fosse que, já estava farta de discutir com ele. Sorri.

- Como correu a tua noite? Divertiste-te?

A pergunta apanhou-me tão de surpresa que se ele me tivesse dado um estalo naquela altura não ficaria tão desconcertada.

- S…sim. – gaguejei. – Diverti-me.

- Porque não me contas como foi? – Lançou a mão na minha direcção convidando-me a chegar perto dele. Quando a tomei com a minha conduziu-me para o sofá da sala onde nos sentamos a conversar.

Contei-lhe da chegada da limusina à escola e do medo que senti ao deixar o meu carro na mão de um empregado. Contei-lhe da escola e falei-lhe dos meus amigos e dos meus professores. Pela primeira vez deixei que o meu pai entrasse na vida e soubesse o que faz parte dela. Ele ouviu tudo sem me interromper, fazendo perguntas nos momentos oportunos para puxar mais conversa. Os seus olhos brilhavam de alegria e brindava-me com sorrisos abertos e gargalhadas. Depois falou-me da minha mãe, e dos seus encontros. Da primeira vez que a levou ao seu prado secreto, de quando a salvou de uns rufias na rua e a levou a jantar, da sua reacção quando ela soube o que ele e a nossa família eram na verdade. Era fantástico ouvir todas as histórias que já me tinham sido contadas e tinha lido nos livros da Stephenie mas agora na primeira mão. A perspectiva era muito diferente.

Acordei com a claridade a bater-me nos olhos. Assim que os abri em vez da cor azul do meu quarto encontrei uma lareira e uma televisão. Apercebi-me que tinha adormecido na sala. Estava com a cabeça pousada no colo do meu pai que me passava o polegar, levemente, pelo meu ombro descoberto, desenhando pequenos círculos. Estava tapada com um cobertor mas ainda envergava o vestido da noite anterior. Mexi-me para me espreguiçar.

- Bom dia dorminhoca! – O seu sorriso era aconchegante e tive vontade de me voltar a aninhar no seu colo.

- Bom dia. – Disse com um grande bocejo. – Ficaste assim toda a noite?

Reparei que o sofá tinha a marca do corpo do Edward.

- Uma boa almofada não se mexe! – Sorriu. – Não te queria acordar, estavas a dormir tão bem.

- Não era preciso teres…- Nesse momento olhei para o relógio na parede da cozinha. - …ai, não, que são 10:20.

Saí disparada do sofá directa para o meu quarto. Despi o vestido e soltei o cabelo. Ainda olhei para o chuveiro mas decidi que era tarde de mais. Na cozinha ouvi o meu pai dizer «O que queres para o pequeno-almoço?».

- Já não há tempo. – Respondi com um berro. Só depois me lembrei que não precisava de estar a gritar, ele ouvia perfeitamente o que eu dizia. «Estou a conviver à muito tempo com humanos.» pensei. Podia jurar ter ouvido um riso abafado vindo lá de baixo.

Vesti umas calças de ganga, uma camisola amarela de mangas cavas e um casado azul. Arrastei todos os livros que iria precisar para aquele dia de aulas para dentro da mochila e corri, novamente, escadas abaixo. Parei junto de Edward.

- Vais ficar por casa?

Ele olhou através da janela da cozinha para o sol radiante que cumprimentava o dia e depois voltou a olhar para mim.

- Pois, parece-me que sim. – Respondi à minha própria pergunta com um esgar. – Até logo.

Cheguei junto da porta de entrada e parei. Voltei para trás e num único movimento abracei o meu pai. Pareceu surpreso mas apressou-se a rodear o meu corpo com os seus braços. Afastei-me dele e sorri.

- Até logo filha.

Corri pelas ruas de Nova Iorque em direcção à minha universidade, cortando por alguns caminhos mais escuros onde poderia saltar muros e vedações sem correr o risco de ser vista. Encurtei em muito o meu percurso.

Antes de entrar na sala respirei fundo. Abri a porta fazendo o menor barulho possível. Felizmente a porta do auditório desta aula ficava no fundo na sala, o que me permitia entrar sem interromper demasiado a aula. Tentei encolher-me ao máximo para não repararem em mim. Procurei a Jane e o Cole e sentei-me no lugar vazio ao lado dela.

- Bom dia. – O meu cumprimento era apenas um sussurro para os dois que me acenaram a cabeça em resposta.

Passados uns 2 minutos de me ter sentado e tirado tudo o que precisava para aquela aula da mochila, ou seja, depois de ter estado este tempo a fazer imenso barulho depois da minha tentativa de passar despercebida, o professor Samberg chamou-me.

- Menina Cullen. – Levantei o olhar para o homem com os seus 60 e poucos anos, de cabelo branco e meio calvo que usava os óculos da ponta do nariz, que me perfurava com os seus olhos azuis-claros brilhantes. – Ainda bem que se decidiu a brindar-nos com a sua presença esta manhã. Sem todo o barulho que acabou de fazer o nosso dia não seria igual.

Os cerca de 100 alunos que se encontravam no auditório soltaram uma breve e abafada gargalhada. Encolhi-me mais no meu assento.

- Peço desculpa. – Queria soar confiante mas saiu-me apenas um som abafado na garganta. Quase imperceptível.

- Como não sabe, visto que chegou tarde, há um trabalho de grupo para fazer e, como todos os grupos já foram formados, resta-lhe apenas ficar com o único aluno que também decidiu ficar a dormir mais um pouco hoje. Não é assim senhor Alexander?

Na terceira fila vi um rapaz de cabelo preto inclinar-se para trásna sua cadeira até se encostar totalmente e passar o braço direito pelas costas da cadeira ao seu lado. A rapariga que a ocupava estremeceu levemente.

- Coisas da vida. – Respondeu o rapaz. Alguns alunos soltaram outra gargalhada abafada.

- Muito bem senhor Alexander. – Disse o professor sem qualquer humor na sua voz. Depois falou para toda a turma. – Os pares de trabalho que se juntem. Discutam sobre o que vai ser o vosso trabalho, como sabem é tema livre, e no final da aula quero que passem por aqui a dizer-me qual o tema.

Virei-me para a Jane com um pedido de ajuda estampado na cara.

- Não me olhes assim Summer, foi um mau dia para teres adormecido. Mas se te serve de consolo, quando as aulas acabarem eu ajudo-te a elaborar um plano para o matar-mos e enterrar-mos num sítio onde nunca mais seja encontrado.

- Uh, do género “Massacre no Texas”. – Disse Cole enquanto espreitava por cima do ombro de Jane. – Isso agrada-me, posso ajudar?

- Antes disso tenho que pensar no que vou elaborar para este trabalho. – Apoiei a cabeça na mão direita e olhei para o livro.

- Tu é que és a menina Cullen? – Uma voz grave e melódica mas trocista surgiu ao meu lado.

- Sim. – Estava preparada para me irritar com o rapaz que estava a rir-se de mim, mas assim que olhei para ele todas as minhas palavras de insulto varreram-se da minha mente.

À minha frente estava, não um rapaz, mas um homem de cabelo preto desalinhado, olhos amendoados de cor cinzento, um nariz perfeito e lábios cheios. Tinha um pequeno piercing no lábio inferior que realçava ainda mais o seu carnudo. Esboçava um sorriso de lado que deixava vislumbrar uns dentes brancos e direitos. Tudo isto numa cara proporcional de traços fortes. Estava vestido com um blusão preto de motociclista, t-shirt preta justa que realçava um corpo musculado, jeans coçados e sapatilhas nike pretas. A minha boca estava pendida num pequeno “O” de admiração. Ele era lindíssimo.

Ele puxou a cadeira ao meu lado e deixou-se cair pesadamente sobre ela, em seguida cruzou largamente as pernas.

- Parece que vou ser o teu parceiro de trabalho. Gavin Alexander.

-Oh…Meu…

- Deus. Eu sei! – Acabou Jane que entretanto se tinha encostado às minhas costas para ver melhor Gavin.

***

 



Carolina às 21:45 | link do post

De Rita a 16 de Agosto de 2010 às 02:35
Jasus, como eu ja tinha saudades desta fic.
Adorei o capitulo, gostei especialmente da relação "um pouco mais afectiva" de pai e filha :)


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