Segunda-feira, 16.08.10

 


Capítulo 21 – Atracção

 

Desde que Jacob se tinha declarado em minha casa, tudo tinha ficado às mil maravilhas. A última semana foi passada como um sonho. Ele levou-me a passear a todos os cantos de La Push e arredores, apresentou-me a toda a gente, fazia-me surpresas, levava-me a jantar fora ou cozinhava para mim, e ia comigo a todo o lado. Contou-me mais histórias dos Quileutes, falou-me da sua infância e da sua mãe, que curiosamente tinha o mesmo nome que eu, ensinou-me mais coisas sobre a flora e a fauna de La Push, principalmente sobre os lobos, o que contribuiu para enriquecer o meu trabalho.

Um dia fui visitar Daisy ao café e ele fez questão de ir comigo, claro que ela ficou toda contente e nos envergonhou um pouco, mas Jacob parecia não se importar, como se tivesse orgulhoso de me ter a seu lado. Ria-se e falava como nunca o tinha visto, e isso fazia-me sentir imensamente feliz.

Todos os nossos beijos ao inicio eram como o primeiro, doces e cuidadosos, mas à medida que a semana chegava ao fim foram-se tornando cada vez mais intensos e apaixonados, como se quiséssemos aproveitar todo o tempo que nos restava. Jacob ia ficando cada vez mais pensativo e triste, mas ele dizia que se estava a preparar para me deixar ir. Por um lado ficava triste quando o via assim, preocupava-me se o facto de ir embora teria o mesmo significado que a partida de Leah, mas ele assegurava-me que não era a mesma coisa, que eu ia-me embora porque tinha que ser e não porque iria fugir.

Eu não o queria deixar, sentia saudades dele só de pensar em estar quilómetros afastada, ainda por cima não era adepta de relacionamentos à distância, por isso sabia que em breve tudo iria acabar. Podia voltar, mas seriam sempre visitas de alguns dias e nós não seriamos os mesmos. Doía-me o peito, mas Jacob abraçava-me e tudo parecia melhor.

 

Chegara o dia tão indesejado, amanhã iria deixar aquele lugar de sonho e tão cedo não voltaria a vê-lo. Acordei, mas não abri os olhos, não queria voltar para aquela realidade, não me queria despedir dos meus amigos, não me queria despedir daquela praia onde fora tão feliz, não me queria despedir de Jacob… As lágrimas molharam-me as bochechas, mas eu não as quis enxugar, precisava de desabafar, de deitar tudo cá para fora, para que quando estivesse com Jacob este não se percebesse da minha angústia.

Queria aproveitar aquele dia ao máximo, não me queria arrepender de nada, apesar de saber que iria faltar sempre qualquer coisa. Jacob também devia pensar assim porque chegou bastante cedo a minha casa, por sorte já tinha lavado a cara e conseguido pôr um sorriso nos lábios. Abraçou-me e envolveu-me com mais carinho e por mais tempo do que o habitual, não me queixei, pelo contrário, também eu o queria manter ligado a mim… para sempre.

- O meu pai convidou-te para lá ires jantar a casa. Ele e Rachel querem-se despedir de ti. – disse tristemente. Despedida era uma palavra quase proibida para nós.

- Hum, claro. Eu também já tinha pensado em ir lá. – continuávamos abraçados no meio da sala, e eu continuava a estremecer cada vez que ele passava os lábios pelo meu pescoço e pelo meu ombro, voltando a subir até chegar aos meus lábios, onde parava e passava os seus suavemente nos meus, como que saboreando. Claro que não era por muito tempo, pois eu logo puxava-o para mim e encaixava a minha boca na sua.

Cada vez estava mais bonito, cada vez estava mais carinhoso, cada vez estava mais doce, cada vez estava mais quente, e por isso tudo eu aproximava o meu corpo cada vez mais ao dele, não que o fizesse sozinha, porque ele pressionava as suas mãos na minha cintura e ao longo das minhas costas para nos manter unidos e encaixados.

Mais uma vez os nossos beijos eram intensos, quase desesperados, as suas mãos percorriam o meu corpo, e os seus lábios procuravam os meus com ansiedade entre suspiros e gemidos de ambas as partes. A certa altura as suas mãos desceram até às minhas pernas e puxou-as para a sua cintura, encaixando-me nele. Deitou-me no sofá ficando por cima de mim, mas sustentando o seu peso. As minhas mãos subiram a sua camisola, até ela sair pela cabeça e procuraram os seus ombros largos e quentes. Os seus lábios alternavam entre os meus e o meu pescoço, e as suas mãos procuravam os botões da minha camisa, para os desapertar.

Quando finalmente os encontrou alguém bateu à porta. Ambos ficámos muito quietos a ouvir melhor, mas infelizmente bateram novamente. Com um suspiro, levantou-se e vestiu a camisola. Estávamos ambos corados e sem fôlego, ele tinha um sorriso tímido nos lábios e os seus olhos não largavam os meus. Dirigiu-se à casa de banho enquanto eu me penteava minimamente e ia abrir a porta.

- Estava a ver que não. Demoras-te! Já me estavas a preocupar. – disse Rachel sorrindo. – Que te aconteceu? Estás tão corada… tens febre? Ah, já percebi. – Jacob tinha entrado na sala enquanto Rachel me punha a mão na testa. Os seus olhos semicerraram-se e nos seus lábios formou-se um sorriso traquinas.

Jacob voltou para o pé de mim e colocou os seus braços à volta da minha cintura.

- Tu não percebes-te nada. – disse para a irmã.

- Hum hum, pois não. – respondeu, rindo-se de seguida. – Bem, peço desculpa por ter interrompido qualquer coisa, mas apeteceu-me convidar a minha amiga a dar um passeio e a almoçar fora. Ultimamente tu tens ficado com ela todos os santos dias e nunca resta nada para os amigos, por isso hoje é a minha vez. – e deitou-lhe a língua de fora.

- Ok, mas quero-a cá antes de jantar, sã e salva, ouviste? – bem, aquilo parecia que estavam a falar de um animal de estimação ou de um objecto, mas eu sabia que não. Rachel estava outra vez com aquele olhar misterioso, mas não olhou para mim. Piscou o olho a Jacob e levou-me até lá fora.

- Se não te importas vamos dar uma voltinha no teu carro, pode ser? Pensei em irmos a Washington outra vez.

- Tudo bem. – antes de me virar para Jacob para me despedir, já ele me tinha abraçado e lançado os seus lábios contra os meus. Deu-me um beijo de fazer Rachel revirar os olhos e virar a cara, e sussurrou um até já ao meu ouvido. Lancei-lhe um olhar triste, como quem diz já tenho saudades tuas, e entrei no carro.

 



Carolina às 21:26 | link do post

De Lucy SC a 16 de Agosto de 2010 às 23:55
Está linda...já tinha saudades da tua fic NE, espero que não demore mt o próximo capitulo...agora estou mt curiosa.....bjs


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