Terça-feira, 30.11.10

 


Saíram ambos pela janela que ficava virada para o rio e eu decidi sentar-me ao lado da Tia Rose e Avó Esme.

- Então - disse Rosalie - quando vamos às compras?

- Amanhã?

- Sim! - disse com um sorriso de orelha a orelha - Eu vi um vestido lindo de morrer... Vais adorar!

- Então, tens andado um bocadinho longe, o que tens feito? - perguntou Esme.

Pensei por um momento, nesta família todos sabem de tudo, ou porque lêem pensamentos, ou vêm o futuro, ou simplesmente têm uma audição boa o suficiente para ouvir qualquer conversa que ocorra num raio de Km’s.

- Ontem estive em La Push... e o Jacob ensinou-me a andar de mota, com a mota da minha mãe

- Motos? - perguntou Esme incrédula - Ele deixou-te subir para cima de uma moto?

Tia Rose apenas olhava para mim com descrença.

- Sim ele deixou, e eu não caí uma única vez.

 

*****************************************************************************

O resto do dia correu normalmente, assim como a semana. Os olhos do Fred ficaram com uma tonalidade alaranjada, muito estranha, mas acho que isso é um bom sinal. Mantive uma distância segura dele, tanto para ele não ter de levar com o meu cheiro, tanto por causa dos enjoos que ele sem querer me provocava. Mas, de vez em quando, lá falávamos e ele tornou-se muito divertido, só então eu percebi que afinal podia ser uma pessoa que me compreende-se melhor, não tinha aquela preocupação em não dizer asneiras à minha beira como toda a minha família tem, e parecia bem paciente para ouvir todos os meus devaneios.

Eu e Jacob andamos de mota algumas vezes, como passeávamos na praia de La Push que ficava perto de sua casa. Ele ficava emburrado sempre que eu pedia para ele se transformar de lobo para humano, então eu tinha de falar de outra coisa qualquer para ver se lhe passava a neura.

E então, sem avisos, chegou o 1º dia de aulas.

- Mãe! - berrei do meu quarto - onde está o vestido novo?

- Qual? - perguntou já entrando no meu quarto e dirigindo se ao meu armário.

- O que comprei esta semana com Rosalie.

- Aqui está - disse, depois de vasculhar o vasto closet que Alice renovou.

- Estou com tanto medo…

- De que? A escola não morde. - disse brincando.

- É, ela não, mas eu sim. Eu vou acabar por fazer asneira.

- O Jacob vai estar lá e não vai permitir que isso aconteça.

- Espero bem que sim. - Suspiro.

- O que vais querer comer?

- Estou sem fome, se eu tiver, como por lá qualquer coisa.

- Ok. Boa sorte - disse enquanto eu me dirigi à porta, onde o meu pai esperava dentro do volvo.

- Então? Muitos nervos? - perguntou ele.

- Porque é que perguntas se já sabes a resposta?

- É sempre bom fazer conversa! Além de que eu só leio mentes, não os sentimentos. Esse é o trabalho de Jasper.

- Sim, pois, vamos. Eu quero chegar cedo para poder ver tudo antes das aulas começarem.

- A Reneesme quer, a Reneesme tem. - disse arrancando.

Durante o caminho a minha mente voou das aulas, para o sangue que vai andar espalhado à minha volta, para o meu Jacob, recebendo olhares de lado do meu pai nestes últimos dois pontos. É verdade, que posso fazer?

Ele apenas suspirou.

Quando chegamos à escola, o parque estava maioritariamente vazio.

- Vês? Muito tempo para explorar a escola. - disse com um sorriso nos lábios.

- Obrigada! És o melhor pai de 17 anos do mundo. - excepto nos momentos em que resmungas comigo por causa do Jacob e daquela história do "és muito nova para saber a verdade".

- Eu vou esquecer que é só entre os de 17. - disse ignorando o meu comentário mental.

- Nenhum pai têm filhos adolescentes aos 17.

- Verdade, mas no entanto, eu já tenho 115.

- Isso é apenas um pormenor. Até logo! - beijei-lhe a face, e saí do carro.

Depois de uma pequena escadaria, ficava o prédio principal. Fui até à secretaria pegar o meu horário. Depois procurei todas as salas onde iria ter aulas.

Cerca de 20 minutos antes de começar a primeira aula, sentei-me na escadaria principal. Não havia sinal do meu melhor amigo.

Após 5 minutos de espera, lá estava ele a entrar pelo estacionamento no seu Volkswagen vermelho.

Quando chegou à minha beira, deu-me um daqueles abraços de urso, que só ele e Emmett conseguem dar.

- Nervosa? - perguntou.

- Muito e tu?

- Eu já andei na escola.

Dei-lhe a mão e fomos à secretaria buscar o horário dele. Por algum tipo de suborno que o meu pai tenha feito eu e Jake tínhamos as mesmas aulas.

 

Seguimos para a nossa primeira aula, biologia, a sala era no mesmo pavilhão que a secretaria, mas mesmo no curto percurso do parque de estacionamento até lá, os olhares que nos mandavam eram muito estranhos. Uns afastavam-se de Jacob pelo seu tamanho, uns afastavam-se de mim só pela aversão natural que todos os humanos têm à minha espécie (ou há dos meus pais) apesar da suposta beleza, outros, ou devo dizer outras? Olhavam para o Jacob como se o fossem comer com os olhos… outros, olhavam para mim da mesma maneira. O pobre do miúdo loiro que estava junto à porta da biblioteca, eu posso jurar que tinha baba a escorrer pelo queixo… Ok, isto vai custar… disse ao Jacob mentalmente dando-lhe a mão.

- Porque? – Perguntou ingénuo.

- Posso jurar que vi baba a escorrer pelo queixo de um. E, a sério, se elas pudessem já te tinham saltado em cima. – disse seriamente.

- Sério, já começas a usar o teu charme? – Olhei para ele incrédula. Será que ele não pode sentir nem um bocadinho de ciúmes? Ou, sei lá, talvez, mas só talvez, levar-me a sério? – Bem, eu sempre fui irresistível, todas caem aos meus pés, é muito mau ser bom… - disse na brincadeira.

- Claro, claro – disse a rir. – Então porque nunca, nestes 6 anos, eu te vi com uma rapariga? Sem contar a Leah.

Ele parou para pensar, não devia estar à espera que eu fosse tão descarada para perguntar isto.

- O meu coraçãozinho – pós a mão sobre o peito – já pertence a alguém, faz muito tempo. – tinha um sorriso gozão, mas no fundo dos seus olhos negros, eu via que era a verdade. Boa, tenho concorrência desde pequena e nunca dei por isso. Apesar das palavras dele me deixarem triste, continuei, afinal ele era o meu melhor amigo e também estava a sofrer por amor =$.

 

- E ela também gosta de ti? Devias falar com ela… - nesse momento entramos na sala que estava parcialmente vazia e sentamo-nos numa das mesas de traz.

- Ela gosta, pelo menos, pelo que eu sei, ela gosta. Mas ainda é cedo para isso.

- Cedo? Quero dizer, ela não tem a tua idade? Eu estou a ficar chateada, nunca me tinhas contado nada disto, eu sou a tua melhor amiga, tu és como um irmão para mim, eu acho que podias ter falado comigo.

- Nunca surgiu o assunto. E depende de que minha idade estás a falar. Dos 21, ou dos 16?

- Tu tens dezasseis, tal como eu tenho 15. – disse.

- Bem então sim, é quase da minha idade.

- Então onde está o problema? – perguntei. Eu, por um lado, queria que estivesse um problema em tudo o que era canto, por outro, eu não ia conseguir vê-lo triste.

- O pai dela não gosta de mim, por eu ser mais velho que ela, nem que seja só por um bocadinho – bufou.

Nesse momento o professor entrou na sala.

 

 

Jacob

 

 

Depois de ir-mos à secretaria buscar o meu horário, que diga-se de passagem era igual ao da minha pequena, seguimos para a sala, que ficava no mesmo pavilhão. Durante o caminho, ela deu-me a mão e disse através do seu dom Ok, isto vai custar… Eu sabia que ela se estava a referir aos olhares que estávamos a receber. Olhares que iam de medo a interesse.

- Porque? – disse tentando suar ingénuo.

- Posso jurar que vi baba a escorrer pelo queixo de um. E, a sério, se elas pudessem já te tinham saltado em cima. – disse ela muito séria.

Eu também tinha reparado na baba do loiro na porta da biblioteca. Não o culpo, claro. Se eu tivesse a vê-la pela 1º vez também iria babar, de certeza. Mas tinha-me dado nos nervos.

- Sério, já começas a usar o teu charme? – Disse na brincadeira, só para desanuviar o ambiente. Ela olhou-me com um ar de choque, como se estivesse a gozar com a cara dela. – Bem, eu sempre fui irresistível, todas caem aos meus pés, é muito mau ser bom… - disse com uma confiança exagerada.

- Claro, claro – disse ela, dando a entender que não acreditava em nada disso. – Então porque nunca, nestes 6 anos, eu te vi com uma rapariga? Sem contar a Leah.

Eu desta não estava à espera. Pensei um pouco, iria dizer tudo o que pudesse da forma mais descontraída que pudesse, sem dizer que eu nunca estive com uma rapariga durante estes 6 anos, porque não via ninguém a não ser ela.

- O meu coraçãozinho – pus a mão sobre o peito – já pertence a alguém, faz muito tempo.

Vi-a pensar um momento, a processar a informação e o que devia responder. A voz dela saiu um pouco mais triste quando entramos na sala, mas ela estava a tentar disfarçar.

- E ela também gosta de ti? Devias falar com ela…

- Ela gosta, pelo menos, pelo que eu sei, ela gosta. Mas ainda é cedo para isso. – Eu acho ela gosta, quero dizer, eu vi o sonho dela… aquele em que ela estava a beijar-me. Mas nunca se sabe, eu também já sonhei cá com cada coisa mais estranha… Mas seja como for, apesar de eu saber que a pequena já não era tão pequena assim, ela na verdade só tem 6 anos, ainda nem sequer parou o crescimento.

- Cedo? Quero dizer, ela não tem a tua idade? Eu estou a ficar chateada, nunca me tinhas contado nada disto, eu sou a tua melhor amiga, tu és como um irmão para mim, eu acho que podias ter falado comigo. – disse irritada.

- Nunca surgiu o assunto. – desculpei-me - E depende de que minha idade estás a falar. Dos 21, ou dos 16?

- Tu tens dezasseis, tal como eu tenho 15.

- Bem então sim, é quase da minha idade.

- Então onde está o problema? – perguntou.

- O pai dela não gosta de mim, por eu ser mais velho que ela, nem que seja só por um bocadinho – verdade verdadinha.

Nesse momento, o professor entrou na sala.

O meu 1º dia de aulas ia finalmente começar.



Carolina às 21:44 | link do post

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